Um Grande Poder Perseguidor - Estudos Bíblicos Adventistas

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Um Grande Poder Perseguidor

A Bíblia Responde > VI – A Segura Palavra dos Profetas
A Bíblia Responde - Capítulo nº 06 - A Segura Palavra dos Profetas

Um Grande Poder Perseguidor

(A Besta de Dez Chifres, de Apocalipse 13)


1. Qual é o primeiro símbolo de Apocalipse 13?

"E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfémia." Apoc. 13:1.

Conforme já foi aprendido no estudo do livro de Daniel, uma besta, em profecia, representa algum grande poder ou reino terreno; uma cabeça, um poder governante; chifres, um número de reinos; cabeças ou chifres coroados, poder político; águas, "povos, e multidões, e nações, e línguas." Apoc. 17:15.

"As bestas a que se referem Daniel e S. João são impérios. A besta de dez chifres é o poder romano.... A cabeça é o poder governante do corpo. As cabeças dessa besta representam governos sucessivos." — O Romanismo e a Reforma" (em inglês), por H. Grattan, págs. 144 e 145.

2. Como é essa besta mais amplamente descrita?

"E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão." Apoc. 13:2, primeira parte.

Esses são os característicos dos três primeiros símbolos de Daniel 7— o leão, o urso e o leopardo representam aí os reinos de Babilónia, Média-Pérsia, e Grécia — e sugerem representar essa besta o reino simbolizado pelo quarto animal de Daniel, ou Roma, ou a ele pertencer. Ambos têm dez chifres. Semelhante ao dragão de Apocalipse 12, tem também sete cabeças; mas como o dragão simbolizava Roma em sua inteireza, particularmente na sua fase pagã, esta, como a "ponta pequena" surgindo das dez pontas do quarto animal de Daniel 7, representa Roma em sua forma última ou papal. Tanto ela como a ponta pequena têm "uma boca" que fala grandes coisas; ambas fazem guerra aos santos; ambas continuam pelo mesmo espaço de tempo.

Dando amplo" significado ao símbolo, a Bíblia Católica de Douay, numa nota sobre Apoc. 13:1, explica da seguinte maneira as sete cabeças da besta: "As sete cabeças são sete reis, isto é, sete reinos ou impérios principais, que exerceram, ou exercerão, poder tirânico sobre o povo de Deus: destes, cinco eram já caídos, ou sejam, as monarquias egípcia, assíria, caldaica, persa e grega; um existia, isto é, o império romano; e o sétimo e maior deveria surgir, isto é, o grande anticristo e seu império." Que a sétima ponta represente o anticristo, poucos duvidarão. Ver pág. 221.

3. Que deu o dragão a essa besta?

"E o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio." Apoc. 13:2, última parte.

É fato histórico inconteste que com os últimos imperadores romanos, a partir de Constantino, a religião do governo romano mudou de pagã para papal; que quando Constantino removeu a sede de seu império de Roma para Constantinopla em 330 A. D., a cidade de Roma foi cedida ao bispo de Roma, que, de Constantino e seguintes imperadores, recebeu ricos presentes e grande autoridade; que após a queda de Roma, em 476 A. D., o bispo de Roma se tornou o poder mais influente na Roma Ocidental, e por decreto de Justiniano, de: 15 de março de 533, foi declarado "cabeça de todas as santas igrejas," e numa carta do mesmo ano foi chamado "corretor dos hereges." Ver a nota das págs. 182 e 183. Assim Roma pagã tornou-se Roma papal; a sede de Roma pagã tornou-se sede de Roma papal; uniram-se Igreja e Estado; e o poder perseguidor do dragão foi conferido ao professo chefe da igreja de Cristo, ou Roma papal. Como disse o Dr. H. Grattan Guinness, no seu livro "O Romanismo e a Reforma (em inglês), na pág. 152, "o poder dos Césares ressurgiu do domínio universal dos papas."

4. Como são descritos o caráter, a obra, período de supremacia e grande poder da besta?

"E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias: deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu sua boca em blasfémias contra Deus, para blasfemar do Seu nome, e do Seu tabernáculo, e dos que habitam no Céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação." Apoc. 13:5-7.

Todas essas especificações são satisfeitas plena e exactamente pelo papado, e identificam a besta aqui descrita como encarnando o mesmo poder representado pela fase da ponta pequena do quarto animal de Daniel 7, e a ponta pequena de Daniel 8, em suas feições principais e essenciais, e em sua obra. Ver Dan. 7:25; 8:11, 12, 24 e 25, e estudos às páginas 179 e 184.

5. Que devia ser infligido a uma das cabeças da besta?

"E vi uma de suas cabeças como ferida de morte; e a sua chaga mortal foi curada; toda a Terra se maravilhou após a besta." Apoc. 13:3.

Essa ferida foi infligida à cabeça papal quando os franceses, em 1798, entraram em Roma e levaram prisioneiro o papa, parecendo, por algum tempo, haver sido abolido o papado. De novo em 1870 foi tomado ao papado o domínio temporal, e o papa passou a considerar-se prisioneiro do Vaticano. Até 1929 a situação se havia mudado a ponto de combinarem um encontro o Cardeal Gasparri e o Primeiro Ministro Mussolini, no histórico palácio de S. João Latrão, a fim de terminar uma longa pendência: voltou ao papado o poder temporal, para, na linguagem do The Catholic Advocate, da Austrália (18 de abril de 1929, pág. 16), "curar-se uma ferida de 59 anos."

A primeira página do San Francisco Chronicle de 12 de fevereiro de 1929, trouxe gravuras do Cardeal Gasparri e Mussolini, que assinaram a concordata, e a legenda: "Curam a ferida de muitos anos."

6. Que se diz do cativeiro e queda do papado?

"Se alguém levar em cativeiro, em cativeiro irá: se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto." Apoc. 13:10. Ver Sal. 18:25 e 26; 109:17; Jer. 50:29; Apoc. 16:4-6.

7. Que perguntas feitas por seus adoradores, indicam a supremacia que esse poder alcançaria?

"E adoraram ao dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à bestaT quem poderá batalhar contra ela?" Apoc. 13:4.

8. Que extensão alcançará a adoração desse poder?

"E adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." Apoc. 13:8.

9.  Qual, disse S. João, seria o fim dessa besta?

"E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais. ... Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de jogo e de enxofre." Apoc. 19:20. Ver Isa. 47:7-15; II Tess. 2:3-8; Apoc. 17:16 e 17; 18:4-8.

10.  Em que idêntica linguagem é a sorte do quarto animal descrita no capítulo 7 de Daniel?

"Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que provinha da ponta: estive olhando até que o animal foi morto e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo." Dan. 7:11.   
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