Um Grande Período Profético - Estudos Bíblicos Adventistas

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Um Grande Período Profético

A Bíblia Responde > VI – A Segura Palavra dos Profetas
A Bíblia Responde - Capítulo nº 06 - A Segura Palavra dos Profetas

A LINHA grossa representa o período completo dos 2300 dias-anos, o maior período profético mencionado na Bíblia. Começando em 457, antes de Cristo, quando foi emitido o decreto para se restaurar e construir Jerusalém (Esd. 7:11-26, Dan. 9:25) contam-se sete semanas (49 anos) para indicar-se o tempo empregado na obra da restauração. Estas sete semanas são, contudo, parte das sessenta e nove (483 anos) que deviam estender-se até ao Messias, o Ungido. Cristo foi ungido no ano 27 da nossa era, por ocasião do Seu batismo. S. Mat. 3:13-17; Atos 10:38. No meio da septuagésima semana (ano 31), Cristo foi crucificado, ou "desarraigado," o que determinou o tempo em que os sacrifícios e oblações do san¬tuário terrestre deveriam cessar. Dan. 9:26 e 27. Os três e meio anos restantes desta semana chegam ao ano 34, ou ao apedrejamento de Estêvão, e à grande perseguição da igreia de Jerusalém que se seguiu . Atos 7:59; 8:1. Isto assinala o final das setenta semanas, ou 490 anos, concedidos ao povo judeu.

Ora, as setenta semanas fazem parte dos 2300 dias: e como elas chegam até ao ano 34, os restantes 1810 anos do período de 2300 dias-anos devem atingir o ano 1844, em que a obra do juízo, ou purificação do santuário celestial, devia começar. Apoc. 14:6 e 7. Por este tempo começaram os pesquisadores da Palavra de Deus a ter compreensão especial de todo o assunto do santuário e da obra sacerdotal ou mediadora que Cristo nele executa.

Quatro grandes eventos se acham, portanto, localizados por este grande período profético: — o primeiro advento de Cristo, Sua crucifixão, a rejeição do povo judeu como nação, e o início da obra do juízo final.

"Existe clara e íntima correlação entre as duas visões [de Daniel 8 e Daniel 9]. Diz-se das setenta semanas haverem elas sido separadas para certos fins especiais; e isso implica um período mais longo do qual elas são separadas, seja do tempo comum geral, ou de algum período claramente revelado. Ora, o prévio período [2300 dias] inclui dois acontecimentos— a restauração do sacrifício, e a desolação. O primeiro deles é de caráter idêntico às setenta semanas, que são um período da restaurada soberania política de Jerusalém; do que se deduz que o mais lógico é referir-se a separação ao período integral da primeira visão." — First Ele- ments of Prophecy, por T. R. Birks, 1843, págs. 359 e 360.

9. Que deveria acontecer no fim das setenta semanas?

"Para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos." Dan. 9:24, última parte.

"Para extinguir a transgressão." — Ou, como diz a tradição De encher a medida de .sua iniquidade, rejeitando e crucificando o Messias; não seriam então por mais tempo Seu povo particular, escolhido. Ler S. Mat. 21:38-43; 23:32-38; 27:25.

"Dar fim aos pecados." — A. melhor explicação desta cláusula é dada em Heb. 9:26: "Agora na consumação dos séculos uma vez Se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo." Ver também Rom. 8:3.

"Trazer a justiça eterna." — Isto deve referir-se à justiça de Cristo — aquela justiça pela qual Ele pôde fazer expiação pelo pecado e que, pela fé pode ser imputada ao crente penitente.

"Ungir o Santo dos santos." — Deve referir-se à unção do santuário celestial, quando Cristo Se tornou "Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem." Heb. 8:2.

10. Que parte desse período deveria ir até Cristo, o Messias, o Ungido?

O termo Messias significa ungido, e Jesus foi ungido com o Espírito Santo (Atos 10:38) em Seu batismo, o ano 27 de nossa era. S. Mat. 3:16.

11. Quando, disse o anjo, deviam começar as setenta semanas (490 anos)?

"Sabe e entende: desde a salda da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos." Dan. 9:25.

Setenta semanas são 490 dias proféticos, e contando um dia profético como um ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6), a contagem perfaz um período de 490 anos literais.

Sessenta e nove (7 semanas e 62 semanas) das setenta semanas deviam chegar até ao "Messias, o Príncipe." Messias é Cristo, "o Ungido." Messias é a palavra hebraica, e Cristo a palavra grega significando ungido. {Ver S. João 1:41.)

12. Como foi Jesus ungido?

"Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude." Atos 10:38.

13. Em que ocasião recebeu Jesus a especial unção do Espírito Santo?

"Sendo batizado também Jesus, orando Ele, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do Céu que dizia: Tu és Meu Filho amado, em Ti Me tenho comprazido." S. Luc. 3:21 e 22.

14. Que profecia citou Jesus logo após, como se aplicando a Ele?

"O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres." S. Luc. 4:18. (Ver S. Mar. 1:15.)

É evidente que as sessenta e nove semanas (483 anos) deviam chegar até ao batismo de Cristo, visto ser esse o tempo de Sua unção pelo Espírito Santo. João Batista começou sua obra no décimo quinto ano do reinado de Tibério (S. Luc. 3:1-3), e isto coloca a unção de Jesus nó ano 27 A. D., por ocasião de Seu batismo.

15. Quando foi expedido um decreto para restaurar e edificar Jerusalém?

"Este Esdras subiu de Babilónia. ... Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, e dos sacerdotes, e dós levitas, e dos cantores, e dos porteiros, e dos netinins, no ano sétimo do rei Artaxerxes. E no mês quinto veio ele a Jerusalém; e era o sétimo ano deste rei." Esdras 7:6-8.

Três decretos publicaram os monarcas persas para a restauração dos judeus em sua pátria. São mencionados no livro de Esdras: "Edificaram a casa, e a aperfeiçoaram conforme ao mandado do Deus de Israel, e conforme ao mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes rei da Pérsia." Esdras 6:14.

O decreto de Ciro dizia respeito ao templo tão-somente; o decreto de Dario Histaspes providenciou a continuação dessa obra, estorvada por Esmerdis; mas o decreto de Artaxerxes restaurou por completo o governo judeu, providenciando a vigência de suas leis. Este último decreto, portanto, é aquele que serve de ponto de partida para o cálculo das setenta semanas, assim como, é claro, dos 2300 dias.

O decreto de Artaxerxes foi expedido no sétimo ano de seu reinado, e de acordo com os métodos antigos de cronologia, entrou em vigor em Jerusalém nos fins de 457 antes de Cristo. Contando 483 anos completos desde o primeiro dia de 457, isto nos leva ao último dia de 26 A. D. Isto se demonstra pelo fato de que são precisos todos os 26 anos A. D. e todos os 457 anos antes de Cristo, para perfazer 483 anos.

Se o decreto para a restauração completa de Jerusalém não entrou em efeito senão passada a metade do ano 457 antes de Cristo (Esdras 7:8), então todo o tempo da primeira parte daquele ano não se acha incluído no período, e deve ser acrescentado ao último dia de 26 A. D., o que nos leva até à última parte de 27 A. D., isto é, a ocasião do batismo de Cristo. Isto "sela" (Dan. 9:24), ou seja, confirma a profecia.

16. No final dos 483 anos, em 27 A. D., uma semana, ou sete anos dos 490, restavam ainda. Que devia acontecer no meio dessa semana?

"Ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares." Dan. 9:27.

Como as sessenta e nove semanas terminaram nos fins de 27 A. D., a metade da septuagésima semana ou os três anos e meio, terminaram perto do meado de 31 A. D., quando Cristo foi crucificado, e por Sua morte fez cessar, ou pôs fim aos sacrifícios e oblações do santuário terrestre. Mais três anos e meio (a última parte da septuagésima semana) terminariam perto do fim de 34 A. D. Isto nos leva ao final dos 490 anos que foram determinados ao povo de Israel. Restam ainda 1810 anos, que, somados a 34 A. D. nos levam a 1844 A. D.

17. Que, disse o anjo, teria lugar então?

"Ele me disse: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado." Dan. 8:14:

Em outras palavras, começaria nesse tempo a grande obra finalizadora de Cristo para o mundo, a expiação, ou o juízo investigativo. O típico Dia da Expiação para Israel ocupava só um dia no ano. O juízo investigativo poderá ocupar um tempo relativamente breve. Já há mais de um século que essa obra está em prosseguimento, e logo deverá concluir-se. Quem está preparado para suas decisões?

18. Sob que símbolo é acentuada a importância da mensagem da hora do juízo?

"Vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:6 e 7.

Emprega-se aqui o símbolo de um anjo para representar a mensagem do juízo, que deve ser pregada a todo o mundo. Visto como os anjos pregam suas mensagens aos homens por intermédio de instrumentos humanos, compreende-se que este símbolo de um anjo voando no meio do céu representa um grande movimento religioso, proclamando aos homens a mensagem da hora do juízo.

19. Em face do juízo investigativo, que somos admoestados a fazer?

"Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas." Apoc. 14:7.

20. Que séria advertência é feita pelo apóstolo Paulo?

"Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do Varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-O dos mortos." Atos 17:30 e 31
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