Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 09 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 09

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Revelações do Apocalipse - Livro nº 02
 A Quinta e Sexta Trombetas

Apocalipse 9:1-12

1 O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo.

2  Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar.

3  Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra,

4  e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.

5  Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém.

6  Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles.

7  O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem;

8  tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão;

9  tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja;

10  tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses;

11  e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.

12  O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais.
 A Quinta Trombeta
 
Os três ais trazidos por Satanás sobre a terra são as três últimas trombetas. Apocalipse 8:13 introduz os três ais. Estes pronunciamentos são representados como sendo feitos por uma águia. A tradução da palavra grega aetos como anjo não é a melhor; a melhor tradução é águia ou abutre. O contexto aqui sugere que abutre seria a mais adequada tradução simbolizando a iminente ruína (Mateus 24:28; Lucas 17:37; Apoc. 19:17). Esta é uma figura apropriada para representar a advertência dada ao mundo acêrca dos catastróficos eventos a serem revelados nas três últimas trombetas. Novamente “uma estrela que do céu caiu na terra” (Apoc. 9:1) identifica o causador deste tormento que vai durar cinco meses.
 
O Apocalipse fala claramente de três poderes que se opõe a Deus:
 
“E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta ví sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs” (Apoc. 16:13). Estes três poderes são:
 
O dragão - a besta que subiu do abismo (Apoc. 11:7;17:8), o Ateísmo em todas as suas formas;
 
A Besta - a besta que subiu do mar (Apoc. 13:1), Roma Papal;
 
O Falso Profeta - a besta que subiu da terra (Apoc. 13:11), Estados Unidos.
 
A Bíblia indica que o terceiro e último “ai” cairá sobre a besta que subiu do mar, Roma Papal:
 
“e da grande Babilônia se lembrou Deus para lhe dar o cálice do vinho da indignação da Sua ira” (Apoc. 16:19)
 
“Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! Ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! Pois numa hora veio o seu juízo” (Apoc. 18:10,16,19).
 
A Bíblia também dá indicações de que o segundo “ai” cairá sobre o bloco que sustenta o ateísmo na Terra. O ateísmo envolve todas as religiões ou sistemas que não adoram o Deus da Biblia. “A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates” (Apoc. 9:14) A região do Eufrates sempre foi, e ainda é, um simbolismo literal do ateísmo. Alguém pode argumentar que a religião Islâmica não é ateísmo, mas Alá nunca foi e nunca será o Deus da Bíblia. Alá não reconhece Jesus como Seu Filho Unigênito; Alá diz que Jesus não morreu na cruz; e que a salvação não é pela graça. Islamismo é ateísmo tanto quanto o Hinduísmo e o Budismo.

A mensagem da sexta trombeta ainda dá mais uma indicação de que esse segundo “ai” atinge pessoas que adoram os demônios, ou seja, não pertencem ao bloco que professa o cristianismo :
 
“E os outros homens que não foram mortos por estas pragas (pragas do segundo “ai”) não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira... nem se arrependeram das suas feitiçarias” (Apoc. 9:20, 21).
 
Considerando que o terceiro “ai” cairá sobre a besta que subiu do mar - Roma Papal (Apoc. 16:19; 18:10,16,19);
 
Considerando que o segundo “ai” cairá sobre a besta que subiu do abismo - o Dragão, simbolizando o ateísmo em todas as suas formas (Apoc. 9:14,20,21);                                                        
 
Só resta então a besta que subiu da Terra, os Estados Unidos (Apoc. 13:11); sobre os Estados Unidos cairão os juízos do primeiro “ai”. O primeiro “ai” atingirá os Estados Unidos com o objetivo de conseguir a aprovação do Decreto de Morte contra o povo de Deus. É coerente pensar que assim como o Decreto Dominical sai, primeiramente, nos Estados Unidos, espalhando-se então por todo o mundo, também o Decreto de Morte provavelmente seguirá a mesma estratégia.
 
Para fortalecer essa interpretação, lembramos que os Estados Unidos formam a Imagem da Besta (Apoc. 13:11-12). É óbvio concluir que se existe um “ai” para a besta que subiu do mar, existe também um “ai” para a imagem da besta. Ellen G. White declara:
 
“Os protestantes dos Estados Unidos (a besta que subiu da terra) serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo (a besta que surgiu do abismo); estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano (a besta que surgiu do mar); e sob a influência dessa tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma. ” Ellen G. White, O Grande Conflito, 588.
 
É coerente entender que Satanás lançará o primeiro “ai” contra os Estados Unidos. Este é um esforço satânico no sentido de atormentar por cinco meses a nação onde se concentram os poderes econômico, militar, e político do mundo, no intento de conseguir a aprovação de Decreto de Morte contra os guardadores do sábado bíblico.
 O Selo de Deus é Proteção
 
“Mas somente aos homens que não teem nas suas testas o Sinal de Deus” (Apoc. 9:4)
 
Apoc. 9:4 fornece mais um sinal para identificar o primeiro “ai”: “mas somente aos homens que não teem nas suas testas o sinal de Deus.” Somente aqueles que não receberam nas suas frontes o Selo do Deus Vivo é que serão atormentados por cinco meses no contexto da quinta trombeta. O Selo do Deus Vivo (Apoc. 7:23) é o santo sábado e é amplamente entendido pelos Adventistas do Sétimo Dia como uma referência ao Selamento que ocorre justo antes do fechamento da porta da graça. O primeiro “ai”, portanto, só poderá se cumprir após o fechamento da porta da graça, depois que os servos de Deus já estiverem todos selados.
 
No tempo do nascimento de Jesus, os sinais do Seu nascimento, apareceram especialmente nas regiões em que poderiam ser discernidos, assim também aconteceu com o terremoto de Lisboa, o escurecimento do sol, e a queda das estrelas, ocorreram em regiões onde poderiam ser discernidos como sinais proféticos; do mesmo modo a área do mundo a ser terrivelmente atormentada por cinco meses, recebendo os juízos do primeiro “ai”, é a região onde se concentra a maior força do protestantismo apostatado, os Estados Unidos. Ellen G. White diz que uma ruína nacional virá sobre os Estados Unidos como resultado da sua apostasia: “e a apostasia nacional (a imposição do Decreto Dominical) será seguida por uma ruína nacional.” Ellen G. White, Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 977.
 
Os gafanhotos da quinta trombeta devem ser entendidos como simbólicos porque assim o contexto sugere. É evidente o simbolismo porque os gafanhotos geralmente atacam somente plantas, mas neste caso eles atacam pessoas e possuem o poder de escorpiões (Apoc. 9:3,5,6). São símbolos de forças demoníacas.                             
 

 

 A Estrela Ardente
 
A estrela caída de Apoc. 9:1 é identificada claramente em Apoc. 9:11 como sendo o “anjo do abismo”, Satanás, cujo nome é Abadom”, o destruidor. Abadom é um termo hebraico que significa 'destruição' ou 'ruína'; o equivalente em grego é Apoliom. João Bunyan no livro O Peregrino tem um capítulo sobre a Batalha contra Apoliom. Esse capítulo retrata a tremenda luta que 'Cristão' teve contra esse chefe dos demônios. Vale lembrar aqui que esse nome Abadom, extraído de Apoc. 9:11 é usado na maçonaria para identificar o deus Maçom; o outro nome pelo qual o deus Maçom é conhecido é Jahbulom, Jah-Bul-On, uma mistura feita de Javé com Baal e On (William Schnoebelen, Maçonaria: Do Outro Lado da Luz, 56-58. É bom lembrar que a maçonaria é a religião do governo dos Estados Unidos. Embora Igreja e Estado sejam separados neste país, a religião da maçonaria trafega livremente e sem ser percebida no governo dos Estados Unidos. O selo dos Estados Unidos que pode ser visto no verso da nota de um dólar é um selo maçônico, e a própria cidade de Washington foi planejada e construída usando os símbolos da maçonaria, o compasso e o esquadro, como um monumento ao deus da maçonaria cujo nome é Abadom. O monumento ao primeiro presidente George Washington é um monumento maçom, o maior monumento fálico do mundo, e a Estátua da Liberdade é um monumento iluminista à Deusa da Razão, o deus do Iluminismo que é Satanás. Todas essas informações ligam a quinta trombeta aos Estados Unidos
 
“Com base nos paralelos da literatura apocalíptica judaica, aprendemos que uma estrela sempre é símbolo de um ser angelical, santo ou decaído, dependendo do contexto. Assim, a 'montanha incendiada' de Apoc. 8:8 e a 'estrela' de Apoc. 8:10 não são fenômenos naturais, como cometas, meteoritos, etc., e sim, invasões demoníacas da terra, por parte de seres malignos, provavelmente pertencentes à classe dos anjos caídos... A quinta trombeta, que é o primeiro 'ai' em sua descrição, ocupa onze versículos, porquanto há uma completa descrição da invasão por parte das hostes infernais, e daquilo que elas são.” Russel Norman Champlin, O Novo Testamento Interpretado, vol. 6, 496.

Podemos com certeza relacionar:
 
“a montanha ardente” lançada no mar de Apoc. 8:8                                          
 
com a “grande estrela ardente” de Apoc. 8:10
 
e a “estrela que caiu do céu” de Apoc. 9:1,
 
e o “anjo do abismo” de Apoc. 9:11 cujo nome é Abadom, como sendo uma aplicação direta a Satanás.
 
A “estrela ardente” é um termo muito familiar aos maçons. “Os ornamentos da Loja são o pavimento de mosaico, o mosaico recortado e a estrela ardente... A providência divina é representada hieroglificamente pela estrela ardente no centro.” William Schnoebelen, Maçonaria: Do Outro Lado da Luz, 99.

O centro da Loja é uma “estrela ardente”, que supostamente representa a providência divina, mas essa estrela invertida de cinco pontas não tem nada a ver com a providência divina. “Enxergar na 'estrala ardente' de cinco pontas uma alusão à providência divina é fantasioso; e torná-la comemorativa da estrela que se diz ter guiado os magos é dar-lhe um significado comparativamente moderno. Originalmente representava Sírius, a estrela-cão, a precursora da inundação do Nilo... Depois tornou-se a imagem de Hórus, o filho de Osíris, também simbolizado pelo sol, o autor das estações e o deus do tempo. . . . Tornou-se o sinal ou símbolo sagrado e potente dos magos, o Pentalfa . . .” William Schnoebelen, Maçonaria: Do Outro Lado da Luz, 101.
 
Fica claro nesta citação que a estrela ardente é um ídolo egípcio, o símbolo de Sírius. “Sírius é considerada na magia a estrela mais perigosa no céu. A época em que o povo egípcio sofria mais era durante sua ascendência. Ela alcançava o apogeu no céu egípcio em 23 de julho. Esse era o período mais quente e seco do ano para aquela civilização, quando o Nilo chegava ao seu nível mais baixo... Assim Sírius era a estrela do mal sufocante, abrasador... Isso é o que a 'estrela ardente' no coração de cada Loja maçônica respresenta: a estrela-cão, Sírius, o símbolo de Set!... Satanás ou Set!” William Schnoebelen, Maçonaria: Do Outro Lado da Luz, 101, 104.       
 
Tanto na Bíblia como na bruxaria e feitiçaria maçônica, bem como na religião egípcia, a “grande estrela ardente” representa diretamente Satanás.
 
Na quinta trombeta, Satanás tem a chave do poço do abismo, isto é, “a terra em estado de confusão e trevas,” Ellen G. White, O Grande Conflito, 658.

“Tradicionalmente, Satanás é reputado o 'rei do mundo inferior',... portanto, vários intérpretes supõem que Satanás está em foco neste passo bíblico.” Russel Norman Champlin, O Novo Testamento Interpretado, vol. 6, 502.

Ele está no controle das forças que atacam os Estados Unidos. A introdução do “poço do abismo” neste ponto da visão é mais uma evidência de que as trombetas são eventos que ocorrem após o fechamento da porta da graça, porque a terra não estará num estado de confusão e trevas antes deste tempo. O estado de confusão e trevas mencionado por Ellen G. White ocorre quando Jesus deixa o Santuário.
 
“Deixando Ele (Jesus) o Santuário, as trevas cobrem os habitantes da terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Removeu-se a restrição que estivera sobre os ímpios, e Satanás tem domínio completo sobre os que finalmente se encontram impenitentes.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 614.    
 
Embora a natureza dos gafanhotos não seja muito clara, os resultados são claros, os homens que não têm o Selo do Deus Vivo serão torturados por cinco meses literais. Por que cinco meses literais? Ellen G. White afirma que em 1844 terminou o tempo profético. O texto dela diz:
 
“Esse tempo, que o Anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo de graça, mas do tempo profético que deve preceder o advento de nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido. Depois desse período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido do tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o outono de 1844.” Ellen G. White, Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 971.
 
Tempo profético, isto é, o princípio dia-ano, não deveria ser aplicado às profecias depois de 1844. “As pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido,” porque Deus não tem dado qualquer profecia que nos permita colocar qualquer data além de 1844 tendo como base o princípio profético do dia-ano. Sendo assim, todas as profecias de tempo, depois de 1844, deveriam ser consideradas como tempo literal, tal como fazemos com a profecia dos mil anos de Apocalipse 20, que é entendida como mil anos literais. No Antigo Testamento encontramos profecias de tempo profético e outras de tempo literal: Os 400 anos de Gên. 15:13; os 70 anos de Jeremias 25:12 eram claramente de tempo literal.
 
Que existem profecias de tempo para os últimos dias, isto é inegável, pois os cinco meses mencionados na quinta trombeta constituem um período de tempo onde serão atormentados somente os homens que não teem nas suas testas o Sinal de Deus” (Apoc. 9:4-5). O Sinal de Deus, isto é, o Selo do Deus Vivo, só será aplicado quando for aprovado o Decreto Dominical. No contexto da sexta trombeta existe outra profecia de tempo “preparados para a hora, e dia, e mês, e ano” (Apoc. 9:15). A quinta trombeta bem como as outras tem uma interpretação histórica, mas também deveriam ser estudadas como eventos futuros que ocorrerão após o fechamento da porta da graça.       
 
A profecia não informa quanto tempo durarão as quatro primeiras trombetas, mas é coerente entender que serão de curta duração, provavelmente de duração menor que os cinco meses da quinta trombeta. É coerente entender que a razão porque na quinta trombeta menciona-se o tempo de sua duração, cinco meses, seja porque ela tem uma duração maior que as primeiras quatro, e também por ser o primeiro “ai” mais devastador do que os juízos anteriores.
 
“Passado é já um ai; eis que depois disso veem ainda dois ais” (Apoc. 9:12).
 
O verso 12 termina o primeiro “ai” e mostra que as trombetas são seqüenciais pois só depois de passarem os juízos do primeiro “ai” é que é anunciado o segundo, e a mesma coisa acontece com relação ao segundo e terceiro “ais” (Apoc. 11:14).
 A Sexta Trombeta

 
 
“E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus, A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.
 
E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, afim de matarem a terça parte dos homens.
 
E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles.
 
E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saía fogo e fumo e enxofre.
 
Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxofre, que saía das suas bocas.
 
Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e teem cabeças, e com elas danificam.
 
E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
 
E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroices” (Apoc. 9:13-21).
 
A sexta trombeta é o segundo “ai” atingindo diretamente as forças ateístas do dragão, incluindo os poderes espiritualistas do mundo. A descrição feita em Apoc. 9:20-21 identifica esse grupo como sendo declaradamente do dragão; a profecia explica que eles são os adoradores “dos demônios, ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra e de madeira”. Essa descrição se relaciona com a de Daniel 5:4 onde as forças ateístas também são representadas pelos falsos deuses babilônios: “Beberam vinho e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra” (Dan. 5:4).
 
Se relacionarmos os três “ais” com os três poderes, ou três “espíritos imundos” da sexta praga, Apoc. 16:13-14, teremos então:
 
1.   o primeiro “ai” voltado contra a besta que surge da terra (Apoc. 13:11), o “falso profeta” (USA), o protestantismo apostatado;
 
2.   o segundo “ai” voltado contra a besta que surge do abismo (Apoc. 11:7), o “dragão”, o ateísmo com todo seu ocultismo;
 
3.   e o terceiro “ai” contra a besta que surge do mar (Apoc. 13:1), o papado. Conforme Apoc. 16:19 esse é o último ai “e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira.”   
 
A sexta trombeta descreve uma contrafação do verdadeiro Armagedom. O Armagedom ocorre na sexta e sétima pragas descrevendo o conflito final entre o exército de Satanás e o povo de Deus, porém, na sexta trombeta, o conflito mundial se volta contra os adoradores dos demônios, isto inclui todas as forças e poderes ateus com suas respectivas religiões: islamismo, hinduísmo, budismo, zoroastrismo, confucionismo, taoísmo, espiritualismo, comunismo etc.
 
Nas muitas interpretações existentes sobre o Armagedom, prevalece a idéia de que haverá um conflito mundial literal, uma terceira guerra mundial. Se é isso que o mundo está esperando, é isso que Satanás fará. Uma terceira guerra mundial que corresponda às expectativas da maioria, só que, forçosamente, ele poderá atingir somente os que não têm o Selo do Deus Vivo. “E tocou o sexto anjo a sua trombeta e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro” (Apoc. 9:13).
 
O anúncio vem do Lugar Santo do Santuário Celestial onde Jesus Se demora por um pouco de tempo após ter deixado o Santíssimo.
 
“Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates” (Apoc. 9:14).
 
Estes quatro anjos não devem ser confundidos com os quatro anjos de Apoc. 7:1-3. Os quatro anjos de Apoc. 7:1-3 tem a ver com o reter dos ventos até que os filhos de Deus sejam assinalados. Essa obra de Selamento ocorre no sexto Selo, antes de Jesus deixar o Santíssimo. Outra diferença é que os quatro anjos de Apoc. 7:1-3 não estão presos junto ao grande rio Eufrates; eles se posicionam nos quatro cantos da Terra, em contraste com os quatro anjos de Apoc. 9:14 que “estão presos junto ao rio Eufrates,” preparados para um tempo específico, que o contexto indica ser posterior ao Selamento do povo de Deus, um período de flagelos especificamente sobre aqueles que adoram “os demônios, os deuses de ouro, de prata, de bronze, de pedra, e de madeira” (Apoc. 9:20).
 
O rio Eufrates aqui parece ser um simbolismo litreral daqueles que sustentam o ateísmo. A região do Eufrates, no passado e no presente, representa as forças aliadas do ateísmo. A profecia bíblica mostra que nos dias que antecedem a volta de Jesus não haverá lugar para o ateísmo, pois o mundo todo será envolvido na adoração primeiramente ao papado, e depois, a Satanás personificando Cristo. O Armagedom verdadeiro será a batalha final liderada por Satanás personificando Cristo, contra o remanescente de Deus, liderado pelo verdadeiro Jesus Cristo que descerá do Céu para libertar os Seus escolhidos.  
 
“Os quatro anjos que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano a fim de matarem a terça parte dos homens” (Apoc. 9:15).
 
Estes quatro anjos estão envolvidos especificamente com a matança da terça parte dos homens, o flagelo anunciado pela sexta trombeta. Embora o anúncio das trombetas venha do Santuário, a execução destes juízos é de inteira responsabilidade de Satanás e seus demônios, como em todas as demais trombetas. Na quinta trombeta, o período de tempo em que os que não têm o Selo do Deus Vivo serão, não mortos, mas atormentados, é de cinco meses literais. Na sexta trombeta o tempo determinado para a destruição é de 391 dias literais; durante esse tempo Satanás e seus exércitos matarão a terça parte dos habitantes da Terra, cerca de 2 bilhões.
 
“E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões... por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxôfre” (Apoc. 9:16, 18).
 
Um exército deste tamanho, 200.000.000, justifica dizer que será uma contrafação mundial do Armagedom. A sexta trombeta anuncia uma terceira guerra de âmbito mundial envolvendo muitas das nações que apoiam o catolicismo e o protestantismo apostatado, contra as forças do ateísmo. São mortos a terça parte dos habitantes da Terra. Hoje a China é o maior país ateu-comunista do mundo e sua população é de 1.300.000.000, quase a terça
parte da população da Terra. Esta não é uma afirmação de que a sexta trombeta se aplica especificamente à China, mas é bom lembrar que o bloco que sustenta o ateísmo no mundo atualmente gira em torno de um terço da população mundial.

Satanás trabalha dos três lados. Na quinta trombeta, ele atormenta por cinco meses o Falso Profeta, os Estados Unidos, o protestantismo apostatado; na sexta trombeta ele mata a terça parte dos habitantes da Terra, isto é, somente daqueles que não têm o Selo de Deus; e finalmente ele vai batalhar e destruir a própria besta, Roma Papal, conforme a profecia de Apoc. 17:16.                                
 
Todos os esforços de Satanás durante os flagelos das trombetas são no sentido de atormentar o mundo a tal ponto de despertar neles uma grande ira contra os guardadores do sábado, que resultará na aprovação do Decreto de Morte. Pelas aflições causadas pelas trombetas, destruição, fogo, tormento e morte, Satanás despertará o ódio e o desejo de vingança contra os guardadores do sábado.
 
“E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira . . . e não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces” (Apoc. 9:20, 21).
 
Todos os que não foram destruídos na guerra de Apoc. 9:1419 não se arrependeram. Os países ateus são convencidos a entrar na guerra contra os guardadores do sábado exatamente em consequência dos flagelos da sexta trombeta. Finalmente eles se unem ao católicos e protestantes no esforço de eliminar da face da Terra esse povo que tem sido acusado de ser a causa de toda desgraça humana.
 
É importante notar que o segundo “ai” não termina aqui, ele continua até Apoc. 11:14.
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