Revelações do Apocalipse - Introdução - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelações do Apocalipse - Introdução

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Revelações do Apocalipse - Livro nº 01
 
“Há necessidade de mais íntimo estudo da Palavra de Deus; especialmente devem Daniel e Apocalipse merecer a atenção como nunca antes na história de nossa obra.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros,112.
 
“No Apocalipse são descritas as profundas coisas de Deus.  O próprio nome dado a suas páginas, 'revelação,' contradiz a afirmação de que é um livro selado.  Uma revelação é alguma coisa revelada.  O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos.  Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra . . .” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 584.
 
“Que ninguém pense que, por não poder explicar o significado de cada símbolo do Apocalipse, é-lhe inútil investigar este livro numa tentativa de conhecer o significado da verdade que ele contém.  Aquele que revelou esses mistérios a João dará ao diligente pesquisador da verdade um antegozo das coisas celestiais.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 584.
 
“No Apocalipse todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem.  Ali está o complemento de Daniel. Um é uma profecia; o outro, uma revelação. O livro que foi selado não é o Apocalipse, mas a porção da profecia de Daniel relativa aos últimos dias. O anjo ordenou: 'E tu, Daniel, fecha estas palavras, e sela este livro, até ao fim do tempo' (Dan.12:4).”  Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 584, 585.
 
“Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu . . .  O livro de Daniel é descerrado na revelação a João, e nos transporta para as últimas cenas da história da Terra. . . Lede Apocalipse em conexão com Daniel.  Ensinai essas coisas.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 114, 115.
 
“Estamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Muitas das profecias estão prestes a se cumprir em rápida sucessão. . . .  Repetir-se-á a história passada...  Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 114, 115, 116, ênfase minha.
 
“Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo.  O último livro dos escritos do Novo Testamento está cheio de verdades que precisamos compreender.  Satanás tem cegado o espírito de muitos, de modo que se têm contentado com qualquer escusa por não tornarem o Apocalipse motivo de seu estudo.  Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João, declara aqui o que será nos últimos dias.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 116, ênfase minha.
 
“Os livros de Daniel e Apocalipse deviam ser encadernados juntos e publicados...  O alvo é unir esses livros, mostrando que ambos se relacionam com os mesmos assuntos... Se nosso povo estivesse meio desperto, se reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, operar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam a mensagem.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 117, 118, ênfase minha.
 
“O estudo do Apocalipse encaminha o espírito às profecias de Daniel, e ambos apresentam importantíssimas instruções, dadas por Deus ao homem, relativas a fatos a acontecerem no final da história deste mundo. Foram reveladas a João cenas de profundo e palpitante interesse na experiência da igreja.  Viu ele a posição, os perigos, os conflitos e o livramento final do povo de Deus. Ele registra as mensagens finais que devem amadurecer a seara da Terra... Assuntos de vasta importância lhe foram desvendados, especialmente para a última igreja . . .Ellen G. White, O Grande Conflito, 341, 342, ênfase minha.
 
Somos nós a última igreja? Estamos vivendo no tempo do fim? Então precisamos, urgentemente, estudar o Apocalipse em conexão com Daniel, pois estes dois livros contêm revelações especialmente para os nossos dias.
 
Não Devemos Temer a Investigação
 
“Não há escusas para alguém tomar uma posição de que não há mais verdade para ser revelada, e que todas as nossas explanações da Escritura estão sem um erro.  O fato de que certas doutrinas têm sido defendidas como verdade por muitos anos pelo nosso povo não é uma prova de que nossas idéias são infalíveis.  O tempo não deixará permanecer o erro na verdade, e a verdade pode ser esclarecida. Nenhuma verdadeira doutrina perderá alguma coisa pela inteira investigação.” Ellen G. White, Review and Herald, 20/12/1892, ênfase minha.
 
“Nós não defendemos que nas doutrinas descobertas por aqueles que têm estudado a Palavra da Verdade não exista algum erro, porque nenhum homem que vive é infalível.” Ellen G. White, Review and Herald, 25/03/1890.
 
“Temem alguns que, se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros espíritos serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade.  Têm portanto achado que não se deve permitir a investigação; que ela tenderia para a dissensão e a desunião.  Mas se tal é o resultado da investigação, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma investigação das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados, melhor... Não podemos manter a opinião de que uma posição, uma vez assumida, uma vez advogada a idéia, não deve, sob qualquer circunstância, ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 105.
 
“Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumentos de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 106.

“Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às idéias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas idéias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao êrro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu próprio expositor.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 106.
 
Nós cremos que a revelação divina é progressiva e que profecias tais como os Sete Selos e as Sete Trombetas deveriam ser constantemente reestudadas em busca de maior luz.  Na Lição da Escola Sabatina do segundo trimestre de 1989 lemos: “Os selos de Apocalipse 6:1 a 8:1 estão sendo reestudados constantemente pelos Adventistas do Sétimo Dia.
 
Reconhecemos que esta é uma parte das Escrituras que requer cuidadosa investigação. Precisamos abrir o coração e a mente para o ministério de ensino do Espírito Santo ao procurarmos a aplicabilidade especial dessa profecia à Igreja e ao mundo hoje em dia.”  Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, 2 trimestre, 1 parte, 1989, 85.
 
Sobre as Sete Trombetas também se afirma: “Os Adventistas do Sétimo Dia estão constantemente estudando a profecia das trombetas. Como admitimos que não possuímos toda a luz, precisamos volver-nos para o Senhor e pedir a iluminação do Espírito Santo ao procurarmos compreender esta profecia.” Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, 2 trimestre, 1 parte, 1989, 127.

A Ordem Seqüencial dos Eventos
 
É inegável o fato de que os últimos capítulos, Apocalipse 19 a 22, apresentam uma seqüência de eventos que têm sido detalhadamente confirmada pelos escritos de Ellen G. White:
 
A Volta de Jesus (Apoc. 19);
 
O Milênio e o Juízo Executivo dos ímpios (Apoc. 20;
 
A Nova Terra (Apoc. 21 e 22).
 
A ordem seqüencial desses eventos é claramente cronológica.  Os eventos são revelados na ordem em que acontecem.  Essa mesma seqüência de eventos pode, também, ser vista nos três primeiros capítulos de Apocalipse:
 
Jesus aparece para João (Apoc. 1:12-19);
 
Jesus revela as “coisas que são e as que depois destas hão de acontecer” (Apoc. 1:19);
 
A profecia das Sete Igrejas, na sua ordem (Apoc. 2  3):
 
o Éfeso (31 -100);

o Esmirna (100 - 313);

o Pérgamo (313 - 538);

o Tiatira (538 - 1517);

o Sardes (1517 - 1798);

o Filadélfia (1798 -1844);

o Laodicéia (1844  até a volta de Jesus).
 
Se os três últimos, e os três primeiros capítulos de Apocalipse seguem precisamente uma ordem na seqüência dos eventos, seria bastante coerente entender as profecias que estão no meio do livro, a saber, os Sete Selos, as Sete Trombetas, e as Sete Pragas, como sendo eventos que seguirão também uma ordem seqüencial. É evidente a ordem natural dos eventos que aparecem nas profecias dos Sete Selos, Sete Trombetas e Sete Pragas.
 
Três Diferentes Teorias de Interpretação Profética
 
A seguir apresentamos três diferentes teorias de interpretação, lembrando que não foram os profetas bíblicos que criaram tais teorias. Elas representam diferentes opiniões de teólogos e de estudiosos da Bíblia, mas que, em hipótese alguma deveriam limitar e restringir nossa compreensão das profecias bíblicas.  Deus não está limitado a estas ou a outras teorias, mas, ao mesmo tempo, Ele utiliza certos padrões proféticos que se mostram constantes, porque Ele é constante. Essa constância divina é de grande ajuda na compreensão das Suas profecias.  
 
Preterismo: Luiz de Alcazar (1554  1613), jesuíta espanhol, usou a teoria do preterismo para enfrentar os protestantes e neutralizar as suas acusações contra a Igreja Romana.  Em traços gerais, Alcazar apresentou a seguinte interpretação das profecias:
 
Apoc. 1 a 11 aplicam-se à rejeição dos judeus e à destruição de Jerusalém pelos romanos; Apoc. 12 a 19 significam a vitória sobre o paganismo romano e a conversão do império à igreja; Apoc. 20 aplica-se à perseguição final do anticristo, e o dia do juízo; Apoc. 21  22 refere-se à Nova Jerusalém, e descreve o glorioso triunfo da Igreja Romana; Apoc. 12 era a Igreja Apostólica da qual surgiu a Igreja Romana; em Apoc. 13 a primeira besta refere-se à perseguidora Roma pagã, e a segunda besta é interpretada como sendo a sabedoria carnal; Apoc. 17 é a idolatria mística da antiga Roma pagã; e Apoc. 18 sua conversão à fé católica.  O milênio da igreja começa com a queda da Roma pagã, antes de Constantino. LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of our Fathers vol. 2, 506-509.
 
Futurismo: Francisco Ribera (1537  1591), jesuíta espanhol; Roberto Bellarmino (1542  1621), Jesuíta italiano.  O futurismo não adota o princípio dia-ano; o anticristo é um indivíduo judeu e não um sistema cristão apostatado; portanto, a duração do anticristo não pode ser de 1260 anos, mas de três anos e meio literais; a vinda do anticristo ainda está no futuro, e isto só acontecerá no fim do mundo; sendo que o anticristo só reinará três anos e meio, não pode se referir ao Papa, pois este já está no poder durante muito tempo. LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of our Fathers vol. 2, 495-502.
 
Historicismo: Os reformadores protestantes, de um modo geral, adotaram o historicismo.  Os reformadores descobriram a íntima semelhança que existia entre a apostasia descrita na profecia e a história da Igreja Romana.  Por isso, apontaram o papado como sendo a apostasia, o homem do pecado, o anticristo, o perseguidor chifre pequeno, a corrupta mulher de Babilônia. LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of our Fathers vol. 2, 463.
 
Neste presente estudo, utiliza-se um sistema de interpretação profética considerado como uma variante da interpretação histórica. Este comentário não destrói e nem lança dúvidas sobre nenhuma das 28 doutrinas fundamentais ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Todas as 28 doutrinas básicas são mantidas intactas.  A data de 1844 e o Juízo Investigativo permanecem como verdade sólida e profética que expande a nossa compreensão da doutrina do Santuário Celestial.  O ano 1798 é mantido como o início do tempo do fim.  Este livro também não faz nenhuma tentativa de marcar o dia e a hora da volta de Jesus.  Nenhuma data é sugerida para o Decreto Dominical ou para o Fechamento da Porta da Graça.  

O Apocalipse Centraliza-se no Santuário Celestial
 
O livro de Daniel introduz o assunto do santuário, e o Apocalipse expande-o.  “Como povo, devemos ser estudantes diligentes da profecia; não devemos sossegar sem que entendamos claramente o assunto do santuário apresentado nas visões de Daniel e de João.”  O Apocalipse é a Revelação de nosso Senhor Jesus Cristo no Santuário Celestial.  Algumas das interpretações feitas por estudiosos da Bíblia antes de 1844 não estão centralizadas no Santuário Celestial.  Eles não puderam entender o Apocalipse da maneira como nós o entendemos hoje porque viveram antes do desselamento do livro de Daniel.  A porção selada do livro de Daniel é desselada no Apocalipse, no tempo do fim. A doutrina do Santuário Celestial seria restaurada somente no tempo do fim.  
 
“Ao nos aproximarmos do fim da história dêste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos do Novo Testamento está cheio de verdades que precisamos compreender... Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 116.

“No grande conflito final, como em todas as eras anteriores, Satanás empregará os mesmos expedientes, manifetará o mesmo espírito, e trabalhará para o mesmo fim.  Aquilo que foi, será, com exceção de que a luta vindoura se assinalará por uma intensidade terrível, tal como o mundo jamais testemunhou.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 13.
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