Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 07 - Estudos Bíblicos Adventistas

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 07

Biblioteca > Livros > Samuel Ramos > Revelações do Apocalipse > Revelações do Apocalipse - livro 01
Revelações do Apocalipse - Livro nº 01
O Juízo dos Vivos e o Selamento
 
“E depois destas coisas, vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
 
E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o Selo do Deus Vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.
 
E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel:
 
da tribo de Judá, havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil;
 
da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftalí, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil;
 
da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Leví, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil;
 
da tribo de Zabulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil” (Apoc. 7:1-8).
 
O capítulo sete de Apocalipse não pode ser estudado como um tema separado do sexto selo. É bom lembrar que as divisões da Bíblia em capítulos, versos e títulos não existiam no original, sendo assim, o estudante da Bíblia, naturalmente, incluiria o texto do capítulo sete como parte do sexto selo.  O principal assunto discutido em Apoc. 7 é o Selamento, isto é, o tão esperado Julgamento dos Vivos. Que ocasião haveria mais apropriada que esta para o Julgamento dos Vivos?  Aqui Deus fala especificamente do tempo quando o Seu povo será selado pelo Selo do Deus Vivo, a Sua igreja passará pela Sacudidura, e então a Chuva Serôdia do Espírito Santo será derramada.                                            
Apocalipse 6:17 “faz uma pergunta importante: 'Quem poderá subsistir?' A resposta a essa pergunta é que aqueles que forem selados antes do Segundo Advento poderão subsistir ou ficar de pé quando Jesus vier. Apocalipse 7:1-8 responde à pergunta de Apocalipse 6:17” Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, primeira parte, segundo trimestre, 1989, 97.
 
Ellen G. White coloca o Selamento do povo de Deus como sendo o Selamento do caráter, sendo seguido pela Chuva Serôdia:
 
“Nenhum de nós jamais receberá o Selo de Deus, enquanto o caráter tiver uma nódoa ou mácula sequer. Cumpre-nos remediar os defeitos de caráter, purificar de toda a contaminação o templo da alma.  Então a Chuva Serôdia cairá sobre nós, como caiu a temporã sobre os discípulos no dia de Pentecostes.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, 69.
 
“Somente os que receberem o Selo do Deus Vivo terão o passaporte que lhes permite entrar na Cidade Santa pelas portas. Há muitos, porém, que assumem responsabilidades em conexão com a obra de Deus, mas não são crentes sinceros, e, enquanto permanecerem assim, não poderão receber o Selo do Deus Vivo... O Selo do Deus Vivo só será colocado sobre os que são semelhantes a Cristo no caráter.  Assim como a cera recebe a impressão do selo, também a alma deve receber a impressão do Espírito de Deus e reter a imagem de Cristo.” Ellen G. White, Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 970.
 
O Selamento do povo de Deus e o Selamento do povo de Satanás são eventos que ocorrem paralelamente. O Selo do Deus Vivo sela nos filhos de Deus guardadores do sábado, o caráter de Jesus, enquanto que o Selo da Besta, o sinal de submissão a Satanás, sela nos guardadores do domingo o caráter de Satanás. Os selados pelo Selo do Deus Vivo, não mais se perderão, e os selados pelo sinal da besta, não mais se salvarão.
 
“Os que se estão unindo com o mundo, estão-se amoldando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam do eu, que se humilham diante de Deus, e purificam a alma pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino, e preparando-se para receber na fronte o Selo de Deus. Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade.Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, 70, 71.

É evidente neste texto, que Ellen G. White considerava o Selamento como sinônimo de Julgamento. O Selamento fixa o caráter para a eternidade.
 
“O Selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso.  Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus, candidatos para o Céu." Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, 70, 71.
O Sábado e a obra do Selamento

“A Bíblia dá a entender que o Julgamento dos Vivos ocorrerá no auge do conflito final a respeito da Lei de Deus  o conflito do Selo de Deus contra o sinal da besta. Quando, diante de penalidades civis impostas pela confederação político-religiosa da Terra, a última geração que viver no mundo deparar com a prova de desobedecer a Deus observando o sinal da besta, terão de ser tomadas decisões de vida ou morte.” Carl Coffman, Lição da Escola Sabatina, 2ª parte, 3º trimestre de 1989, 105.
 
“A última geração terá de escolher entre o Estado e Deus, entre os critérios dos homens e os critérios de Deus.  Parece lógico que, então, os que optarem pelo sinal da besta serão julgados com base nessa decisão.  Os que decidirem permanecer leais a Deus serão selados no juízo como leais a Ele. O juízo terminará assim na última geração viva.” Carl Coffman, Lição da Escola Sabatina, 2ª parte, 3º trimestre de 1989, 105.

“Todos os que guardam o Sétimo Dia, dão a entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, é o sábado o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na terra para O servir... O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Destarte contém o Selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 313.                                          
 
“Os adoradores de Deus serão distinguidos especialmente pelo respeito em que têm ao quarto mandamento, visto ser esse o sinal do poder criador de Deus e a testemunha do Seu direito de reclamar a reverência e a homenagem do homem.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 285.
 
“O sinal, ou Selo de Deus é revelado na observância do sábado, o sétimo dia, o memorial divino da criação. . . .  A marca da besta é o oposto disso, a observância do primeiro dia da semana. Essa marca distingue os que reconhecem a supremacia da autoridade papal, dos que aceitam a autoridade de Deus.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 232.
 
“O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado espúrio em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o Selo de Deus.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 605.

“A questão do sábado será o ato final no grande conflito em que todo o mundo tomará parte. Os homens têm honrado os princípios de Satanás acima dos princípios que governam no céu. Eles aceitaram o sábado espúrio, o qual Satanás tem exaltado como sinal de sua autoridade. Entretanto, Deus imprimiu o Seu selo ao Seu estatuto real. Cada instituição sabática (o falso e o verdadeiro) traz o nome de Seu autor, a marca insofismável que mostra a autoridade de cada um. Nossa missão é levar o povo a compreender isto. Devemos mostrarlhes que é de consequência vital trazerem eles o sinal do reino de Deus ou a marca do reino da rebelião, porque cada qual se reconhece súdito do reino cujo distintivo aceita.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 19.
O Selamento em duas Fases

No capítulo intitulado “O Selamento” no livro Primeiros Escritos,  Ellen G. White apresenta o processo do Selamento em duas fases. Na primeira visão, ocorrida no princípio do sábado, 05/01/1849, ela fala dos 144.000 sendo selados pelo Selo do Deus Vivo, e uma multidão de guardadores do sábado em agonia porque foram pesados na balança e achados em falta. Os 144.000 formam um grupo especial que mediante o seu reto proceder, e caráter, revelarão Jesus ao mundo. Eles são estudados amplamente em Apoc. 14:1-5.
 
“Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no Santuário, e então viriam as sete últimas pragas... Este foi o tempo da angústia de Jacó.                      
 
Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram.  Sua face se iluminou com a glória de Deus. Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grande letras: 'Pesado foste na balança, e foste achado em falta.' Perguntei quem era aquela multidão. O anjo disse: 'Estes são os que já guardaram o Sábado e o abandonaram.' Ouvi-os clamar com grande voz: 'Acreditamos em Tua vinda e a ensinamos com ardor.' E enquanto falavam, seus olhares caíam sobre suas vestes, viam a escrita e então choravam em alta voz. Vi que eles haviam bebido de águas profundas, e enlameado o resto com os pés, pisando o sábado a pés; e por isso foram pesados na balança e achados em falta.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 36, 37.

Na segunda visão, ocorrida no mesmo sábado à tarde, Ellen G. White descreve agora um outro grupo que foi selado pelo Selo do Deus Vivo na última hora, depois dos 144.000:
 
“Sábado à tarde... o Espírito caiu sobre mim, e fui arrebatada em visão.  Vi quatro anjos que tinham uma obra a fazer na Terra, e estavam em vias de cumpri-la. Jesus estava vestido com trajes sacerdotais. Ele olhou compassivamente para os remanescentes, levantou então as mãos, e com voz de profunda compaixão, exclamou: 'Meu sangue, Pai, Meu sangue! Meu sangue!' Vi então que, de Deus que estava sentado sobre o grande trono branco, saía uma luz extraordinariamente brilhante e derramava-se em redor de Jesus. Vi a seguir um anjo com uma missão da parte de Jesus, voando celeremente aos quatro anjos que tinham a obra a fazer na Terra, agitando para cima e para baixo alguma coisa que tinha na mão, e clamando com grande voz: 'Segurai! Segurai! Segurai! Até que os servos de Deus sejam selados na fronte!' Perguntei ao meu anjo assistente o sentido do que eu ouvia, e que iriam fazer os quatro anjos. Ele me disse que era Deus quem restringia os poderes, e incumbira os Seus anjos de tudo quanto se relacionava com a Terra; que os quatro anjos tinham poder da parte de Deus para reter os quatro ventos, e que estavam já prestes a soltá-los; mas enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os quatro ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o Selo do Deus Vivo.Ellen G. White, Primeiros Escritos, 37, 38.
 
Por essas duas visões Deus revelou a Ellen G. White cenas que estão relacionadas diretamente ao Selamento mencionado em Apoc. 7. Primeiramente o Selamento dos 144.000, os primeiros a serem selados e revestidos do poder do Espírito Santo para proclamarem o Alto Clamor (Apoc. 7:3, 4). Como resultado da proclamação do Alto Clamor de Apoc. 18:4 uma multidão, vinda de Babilônia, une-se ao remanescente de Deus, e então são também selados pelo Selo do Deus Vivo. Essa Ellen G. White, Primeiros Escritos, 37, 38. multidão que ninguém podia contar é apresentada em Apoc. 7:9.
 
“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, Dizendo: Amem. Louvor, e glória e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amem. E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são, e donde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, Tu sabes. E Ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima” (Apoc. 7:9-17).          
 
Alguns podem sugerir que essa grande multidão não representa os convertidos pelo Alto Clamor, mas sim, os salvos de todos os tempos. Porém, o contexto de Apoc. 7 é o juízo préadvento, pois as cenas mencionadas em Apoc. 4 e 5 de louvor ao Pai e ao Cordeiro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos ao redor do trono, são repetidas novamente aqui no capítulo 7:10-12; e o juízo pré-advento de Apoc. 7 tem a ver com o Julgamento dos Vivos e o Selamento, que é a fase final da obra de Jesus no Santíssimo.
 
“Previamente às bodas, vem o rei para ver os convidados (Mat. 22:11), a fim de verificar se todos têm trajes nupciais, vestes imaculadas do caráter lavado e embranquecido no sangue do Cordeiro (Apoc. 7:14). O que é encontrado em falta, é lançado fora, mas todos os que, sendo examinados, se verificar terem vestes nupciais, são aceitos por Deus e considerados dignos de participar de Seu reino e assentar-se em Seu trono.  Esta obra de exame do caráter, para determinar quem está preparado para o reino de Deus, é a do juízo de investigação, obra final do Santuário do Céu.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 428.
 
O capítulo sete versos 13-15, explica quem é essa multidão do verso nove: “Estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são, e donde vieram? E eu disse-lhes: Senhor, tu sabes. E Ele disseme: Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 428.
 
Eles são os que vieram da “grande tribulação” aquela “grande aflição qual nunca houve” (Mat. 24:21; Dan. 12:1). É coerente entendermos as expressões “grande tribulação” (Apoc. 7:14), “grande aflição como nunca houve” (Mat. 24:21), e “tempo de angústia qual nunca houve” (Dan. 12:1), como expressões sinônimas. Só existe uma “angústia qual nunca houve e nem há de haver”, essa é a grande tribulação da qual Ellen G. White falou em 1849, que ainda não havia ocorrido, estava ainda no futuro:
 
“Vi que a ira das nações, a ira de Deus, e o tempo de julgar os mortos eram acontecimentos separados e distintos, seguindo-se um ao outro; outrossim, que Miguel não Se levantara e que o tempo de angústia, tal como nunca houve, ainda não começara.  As nações estão-se irando agora, mas, quando nosso Sumo Sacerdote concluir Sua obra no Santuário, Ele Se levantará, envergará as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas serão derramadas.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 36.
 
Os quatro anjos que seguram os quatro ventos (Apoc. 7:1) só vão soltar os ventos após o selamento dos 144.000, as primícias, e da grande multidão, os conversos da hora undécima. Essa grande multidão é a grande Seara dos Salvos Vivos que juntamente com as Primícias dos Salvos Vivos, os 144.000, passarão pela grande tribulação, e o período das sete pragas. "Para melhor compreensão de quem são os 144.000, leia Apoc. 14:1-5, ali os 144.000 são estudados de forma bem mais ampla."
 
No livro O Colportor Evangelista, Ellen G. White fala da multidão que ninguém podia contar de Apoc. 7:9.
 
“Ele representa a igreja como sendo a luz do mundo. Por meio de sua fiel ministração, uma multidão que ninguém poderá enumerar se tornará filhos de Deus, capacitados para a eterna glória.” Ellen G. White, O Colportor Evangelista, 21.

Ela está falando desta multidão que ninguém poderá contar no contexto da última grande conversão.  
 
“Vi que esta mensagem se encerrará com poder e força muito maiores do que o clamor da meia-noite. Servos de Deus, dotados de poder do alto, com rosto iluminado e resplandecendo com santa consagração, saíram para proclamar a mensagem provinda do Céu.  Almas que estavam espalhadas por todas as corporações religiosas responderam à chamada, e os que preciosos eram retiraram-se apressadamente das igrejas condenadas, assim como precipitadamente fora Ló retirado de Sodoma antes de sua destruição.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 278, 279.
 
No livro O Grande Conflito, Ellen G. White descreve a multidão dos que saíram vitoriosos da besta e da sua imagem, e do seu sinal, diante do trono de Deus (Apoc. 15:2), e então descreve os 144.000 como estando num lugar separado, sobre o monte de Sião com o Cordeiro. Essas expressões “saiu vitoriosa da besta, da sua imagem e do seu sinal” só podem ser entendidas corretamente no contexto da angústia final quando a besta e a sua imagem e seu sinal serão identificados através do Decreto Dominical.  O texto do Grande Conflito identifica a multidão de Apoc. 15:2 com a multidão que veio da grande tribulação de Apoc. 7:9, 14.  Estas cenas estão relacionadas com Apoc. 7:3-4, os 144.000, e a grande multidão de Apoc. 7:9, aqueles que vieram da grande tribulação, o tempo de angústia qual nunca houve:
 
“No mar cristalino diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo, tão resplendente é ele pela glória de Deus, está reunida a multidão dos que 'sairam vitoriosos da bestam e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome'  (Apoc. 15:2).  Com o Cordeiro, sobre o monte de Sião, 'tendo harpas de Deus,' estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens;... Estes tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro' (Apoc.14:1-5; 15:3).  'Estes são os que vieram de grande tribulação' (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó;... Mas foram livres, pois 'lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro.' 'Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis' diante de Deus.  'Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra'  (Apoc.7:15).” Ellen G. White, O Grande Conflito, 648, 649.
 
Esse texto de Ellen G. White descreve ao mesmo tempo a experiência dos 144.000 e da grande multidão, ambos os grupos estão mesclados na mesma descrição, e isto porque ambos atravessarão juntos o período das Sete Pragas, e a angústia de Jacó; eles participam da mesma experiência.          
 
A grande multidão e o grupo dos 144.000 são descritos como saindo vitoriosos sobre a besta e o Decreto Dominical. Apoc. 7, quando estudado no contexto do juízo pré-advento, torna evidente o Selamento de dois diferentes grupos de pessoas, isto é, as Primícias dos Salvos Vivos e a Seara dos Salvos Vivos: o selamento dos 144.000 termina no verso 8, e a partir do verso 9 a atenção do profeta se dirije à “multidão a qual ninguém podia contar,” a grande Seara dos Salvos Vivos.
 
Ellen G. White explica que os 144.000 terão que ensinar e instruir a grande multidão de conversos da hora undécima:
 
“Alguns de nós têm tido tempo de possuir a verdade e progredir passo a passo, e cada passo dado tem-nos propiciado força para o seguinte. Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles (a grande multidão convertida na última hora) terão de aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender.  Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem quando sair o decreto, terão que estar decididos a dizer agora: Não, não mostraremos estima pela instituição da besta.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 67.
 
Jesus e os que ressuscitaram com Ele são as primícias dos mortos, e os 144.000, as primícias dos vivos.  A grande Seara de Salvos Mortos, cujas primícias já estão no céu, só ressuscitará na segunda vinda de Jesus (I Cor. 15:20, 23; Mat. 27:51-53; Efes. 4:8); Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 796, 797.
e a grande Seara de Salvos Vivos, cujas primícias são os 144.000 permanecerão vivos até a volta de Jesus, sem experimentarem a morte. Ellen G. White, O Grande Conflito, 649. Para melhor compreensão dos 144.000, estudar Apoc. 14:1-5.
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal