Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 05 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 05

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Revelações do Apocalipse - Livro nº 01
 O Livro do Juízo e o Leão-Cordeiro
 
“E vi na dextra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com Sete Selos” (Apoc. 5:1).
 
A Natureza do Livro Selado com Sete Selos
 
Na mão direita do Pai sobre o trono estava um livro escrito de ambos os lados e selado com Sete Selos. “O que havia de tão importante com aquele rolo? Ele registra o resgate da raça humana da escravidão de Satanás e descreve a vitória última de Deus sobre o pecado.” Nisto Cremos: 27 Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia, 154.
 
Edwin Thiele explica: “Embora não tenha sido dado nenhum nome ao livro que está nas mãos Daquele que Se assenta sobre o trono, a natureza dele é clara. É o Livro do Destino, o livro que aberto, revelará o destino do mundo e de todos os que já o habitaram. Este tem que ver com condenação, com a condenação daqueles que mataram Jesus e a condenação de todos os que rejeitam a Sua graça salvadora. Ele tem que ver com redenção e salvação, a salvação de todos os que aceitam a Jesus como o Cordeiro de Deus. Aquele que abre este livro é tanto o que castiga como o que redime; Ele é o Leão e o Cordeiro, Aquele cujo poder é salvar e cujo direito é condenar.  Este é Aquele que tem em Sua mão o título deste mundo, que possui o direito de dá-lo a quem quiser.  Somente Cristo tem este poder, e somente Cristo pode abrir este Livro do Destino.” Ellen G. White faz uma reveladora declaração sobre a natureza deste livro: Edwin R. Thiele, Apocalipse, Esboço de Estudos, vol. 1, 96.
 
“Ao lavar Pilatos as mãos dizendo: 'Estou inocente do sangue deste justo,' os sacerdotes uniram-se à apaixonada declaração da turba ignorante: 'O Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos.' Deste modo, os guias fizeram a escolha. Sua decisão foi registrada no livro que João viu na mão Daquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Esta decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser desselado pelo Leão da tribo de Judá.” Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 294.
 
“Os que humilham o coração e confessam os pecados serão perdoados.  Suas transgressões serão reveladas. Mas o homem que considera que, confessando os seus pecados, demonstra fraqueza, não achará perdão, nem verá em Cristo o seu Redentor; perseverará na transgressão e cometerá uma falta após outra e acrescentará pecado a pecado. Que fará essa pessoa no dia em que os livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que neles estiverem escritas? O quinto capítulo do Apocalipse precisa ser detidamente estudado. Ele é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus nestes últimos dias. Alguns há que são enganados.  Não se apercebem do que está para acontecer na Terra. Os que têm permitido que se lhes obscureça a mente no tocante à natureza do pecado, são vítimas de um erro fatal. A menos que efetuem mudança decisiva, quando Deus pronunciar Suas 1 Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 294. sentenças sobre os filhos dos homens serão achados em falta.  Transgridem a lei e quebram a aliança eterna, e receberão em conformidade com as suas obras. 'E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra, e o Sol tornou-se negro como saco de silício, e a Lua tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a Terra...(Apoc. 6:12- 13).” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 414, 415.
 
As partes em destaque neste texto de Ellen G. White revelam a verdadeira natureza do livro selado com Sete Selos do quinto capítulo de Apocalipse. Em nenhum momento Ellen G. White dá a entender que o livro selado de Apoc. 5 tem a ver com a história da igreja. A história da igreja está plena e minuciosamente revelada na profecia das Sete Igrejas. O conteúdo das declarações de Ellen G. White força o leitor a entender que a natureza do livro selado com Sete Selos diz respeito aos pecados, à confissão dos pecados, ao arrependimento, e à sentença pronunciada por Deus sobre os filhos dos homens quando os livros forem abertos. “Que fará essa pessoa no dia em que os livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que nele estiverem escritas? O quinto capítulo do Apocalipse precisa ser detidamente estudado.” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 414.
 
Quando Ellen G. White diz que “o quinto capítulo de Apocalipse precisa ser detidamente estudado e que ele é de maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus nestes últimos dias,” Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 3, 414.

ela está se referindo claramente ao Juízo Investigativo e não aos períodos históricos da igreja.  Quando as profecias do Apocalipse são interpretadas como sendo simplesmente repetitivas, isto é, que os Sete Selos e as Sete Trombetas voltam a cobrir os mesmos períodos históricos das Sete Igrejas, despreza-se a única explicação provida por Deus que seria de grande auxílio para se entender o processo do Juízo Celestial.
 
Ellen G. White fala que “O livro de Daniel é descerrado na revelação a João, e nos transporta para as últimas cenas da história da Terra.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 115.

“O alvo é unir esses livros, mostrando que ambos se relacionam com os mesmos assuntos.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 117.
 
Se os livros de Daniel e Apocalipse se relacionam com os mesmos assuntos, então as profecias do Apocalipse precisam ser também progressivas. As profecias de Daniel repetem para poder avançar. A principal característica delas é a progressão no tempo:  
 
 Daniel 2 - alcança o ano 476 d.C., quando caiu o Império Romano do Ocidente;
 
 Daniel 7- repete os quatro impérios mundiais para poder avançar no tempo. A profecia do capítulo sete alcança o ano de 1798 quando terminaram os 1260 anos de supremacia papal.  E no verso 26 faz um anúncio do Juízo Celestial que é o principal tema de Daniel 8;
 
 Daniel 8 - repete os três impérios mundiais e avança no tempo alcançando o ano de 1844, o término dos 2.300 anos e o início do Juízo Celestial.
 
 Daniel 11 - repete os três impérios mundiais e avança no tempo, apontando para o tempo em que a ferida mortal contra o papado começaria a ser curada, 1929, (Dan. 11:29), lutaria contra o rei do sul, o ateísmo, e o venceria (Dan. 11:40); aqui é feita uma referência à queda do maior sistema ateu do mundo, o Comunismo; e estabeleceria a “abominação desoladora” (Dan. 11:31), que é o decreto dominical, auxiliado pelos braços do poder civil. Daniel 11 avança no tempo chegando até a proclamação do Alto Clamor (Dan. 11:44) este são “os rumores do oriente” que espantarão o falso rei do Norte, o papado. Daniel 11:45 faz referência ao Armagedom, quando o reino do mal será destruído pelo aparecimento de Miguel, o grande Príncipe.
 
 Daniel 12 - avança no tempo alcançando o clímax da história deste mundo no tempo da angústia qual nunca houve e o fechamento da porta da graça (Dan. 12:1); a ressurreição especial (Dan. 12:2); a revelação do segredo de Deus e a ressurreição geral (Dan. 12:12, 13).  
 
As profecias do Apocalipse também são progressivas.  As Sete Igrejas esboçam a história do cristianismo desde o ano 31, quando iniciou o período de Ëfeso, até o ano 1844, quando iniciou o período de Laodicéia, a Era do Juízo; Apoc. 4 segue a sequência mostrando a grande Sala do Juízo, o Santíssimo do Santuário do Céu; e Apoc. 5 segue apresentando o Livro do Juízo que está na mão do Pai, aguardando para ser entregue ao Filho, o Cordeiro que foi morto e reviveu.
 
A decisão do povo e dos sacerdotes ao clamarem: “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”,  Ellen G. White afirma que “foi registrada no livro que João viu na mão Daquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir.  Esta decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser desselado pelo Leão da tribo de Judá.” Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 294.
 
Essa é uma afirmação muito esclarecedora porque revela a natureza e o conteúdo do livro selado com Sete Selos; seu conteúdo diz respeito ao Juízo Investigativo. Esta afirmação também se harmoniza com a citação anterior registrada em Testemunhos Seletos, vol. 3, página 414, onde o quinto capítulo de Apocalipse e o livro selado com Sete Selos são colocados também no contexto do Juízo Investigativo. Isto não força nenhuma interpretação, mas sugere naturalmente que a parte selada do livro de Daniel, é exatamente aquela parte que diz respeito ao Santuário Celestial e ao Juízo Investigativo, e que esta parte selada é desselada no Apocalipse pelo Leão da Tribo de Judá, e que os Sete Selos estão firmemente vinculados ao Juízo Celetial.
 
“E Ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. E desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil, trezentos e trinta e cinco dias. Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias” (Dan.12:9-13).
 
Ellen G. White logo após citar Daniel 12:9-13, em Testemunhos para Ministros, página 115, faz a seguinte declaração: “Foi o Leão da tribo de Judá que abriu o livro, e deu a João a revelação do que deve acontecer nestes últimos dias.  Daniel ficou na sua sorte para dar seu testemunho, que foi selado até ao tempo do fim, quando devia ser proclamada ao mundo a mensagem do primeiro anjo. Esses assuntos são de infinita importância nestes últimos dias; mas enquanto 'muitos serão purificados, e embranquecidos e provados,' 'os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá.'  Como isso é verdade! O pecado é a transgressão da Lei de Deus; e os que não aceitarem a luz com relação à Lei de Deus, (essa luz sobre a Lei de Deus só surgiu quando a porta no céu foi aberta em 1844) não compreenderão a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. O livro de Daniel é descerrado na revelação a João, e nos transporta para as últimas cenas da história da Terra.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 115.
 
Vê-se claramente nessa citação que Ellen G. White relaciona a parte selada do livro de Daniel com o livro que o Leão da tribo de Judá desselou, ou abriu; o conteúdo desse livro estabelece relação com o que deve acontecer nestes últimos dias e não com o passado.  
 
Ellen G. White coloca os Sete Selos no contexto do grande Dia do Juízo e indica que a parte selada das profecias de Daniel é desselada por Jesus em Apoc. 5 e diz respeito às Três Mensagens Angélicas. Tudo isso vincula o livro selado com Sete Selos ao tempo em que as Três Mensagens deveriam ser proclamadas.  Os que não aceitassem a luz com relação à Lei de Deus, que veio ao mundo a partir de 1844 não compreenderiam as mensagens angélicas e obviamente não entenderiam também a natureza do livro selado.  
 
“A ênfase de Apocalipse 5 centra-se na expiação e na vindicação. Este capítulo é parte da unidade que inicia com o capítulo 4:1 e termina no capítulo 8:1... Nos capítulos 4 e 5 João apresenta a abertura (ou início) da segunda fase do ministério de Cristo no Santuário Celestial.” Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 406.
 
“E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o Livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o Livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o Livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores: eis aqui o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu, para abrir o Livro e desatar os seus sete selos. E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra” (Apoc. 5:2-6).
 
E eu chorava muito as cenas vistas pelo profeta João o deixaram tenso e apreensivo; ninguém no céu e nem na terra se achava digno de abrir o livro. O Pai segurava o livro selado em suas mãos. A expectativa no céu era muito grande. Deus o Pai está assentado no grande trono denotando ser Ele o Juiz, mas Ele não podia abrir o livro, esperava por alguém que fosse digno de abri-lo. Por que não Ele, o Pai? Mesmo nos tribunais da Terra, o acusado não pode advogar em causa própria, assim também no Juízo Celestial. O Pai foi o primeiro a ser acusado diante do universo. Antes de Adão e Eva serem criados Lúcifer levantou suspeitas contra o caráter de Deus e a validade de Sua Lei.  Essas acusações contra Deus só poderiam ser retiradas ou confirmadas em corte, por isso, na profecia de Daniel 8:14 foi determinado o dia da corte: 22 de outubro de 1844.O Pai esperou, o Céu todo esperou com expectativa por esse dia quando o Leão da tribo de Judá viria ao Pai para receber o livro e iniciar o juízo. O Juízo Celestial diz respeito à vindicação do caráter do Pai.
 
“Temos, pois, uma cena de julgamento. Está em jogo o governo divino. Satanás é o acusador; Deus mesmo é o acusado e está em julgamento. Foi acusado de injustiça, de exigir que Suas criaturas façam o que não lhes é possível, e de castigá-las, no entanto, por não o fazerem. A lei é o ponto específico de ataque; sendo, porém, simplesmente um transunto do caráter divino, são Deus e Seu caráter os que estão na cena do julgamento.” M. L. Andreasen, O Ritual do Santuário, 210.
 
“Todo que é necessário é que Deus apresente um homem que tenha guardado a lei, e Sua causa está ganha. Na ausência de tal caso, Deus perde e Satanás ganha. O resultado depende, portanto, de um ou mais seres que guardem os mandamentos divinos.  Nisso pôs Deus em jogo Seu governo... O Filho de Deus, em Sua própria pessoa, enfrentou as acusações de Satanás e demonstrou que eram falsas.” M. L. Andreasen, O Ritual do Santuário, 211.
 
João percebeu e entendeu a seriedade das cenas que lhe foram apresentadas. Ele chorava muito porque ninguém podia abrir o livro! Quem vai declarar o Pai inocente das acusações satânicas?  É um Juízo Celestial porque envolve primeiramente o Pai, depois todos os pecadores. Diante dessa expectativa João chora como uma criança; desespera-se porque, aparentemente, ninguém se apresenta para reivindicar a justiça do Pai; ninguém se apresenta para abrir o livro. O choro do profeta só acaba quando um dos anciãos o consola dizendo: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus Sete Selos” (Apoc. 5:5).  1 M. L. Andreasen, O Ritual do Santuário, 210. 2 Ibidem, 211.
 
Por que somente Jesus poderia abri-lo? Porque Jesus assumiu essa missão nas cortes celestiais, de encarnar, vestir-Se da natureza humana, tornando-Se carne da nossa carne e sangue do nosso sangue, para que mediante Ele o Pai pudesse ser justificado no Juízo Celestial. Jesus é o único que é digno de abrir o livro selado porque Ele é o Cordeiro morto, que reviveu (Apoc. 5:6), e foi constituído pelo Pai para ser o Juiz de toda a terra: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o Juízo... e deu-Lhe o poder de exercer o Juízo, porque é o Filho do Homem” (João 5:22, 27).  
 
Quando a Bíblia diz que o Pai a ninguém julga, vem a pergunta: por quê ? Se Ele é o Juiz, e é Ele quem está assentado no trono, por que a Bíblia diz que o Pai a ninguém julga, e deu ao Filho o poder de julgar? Em primeiro lugar, o Pai a ninguém julga porque Ele é o acusado número um; antes do acusador nos acusar como pecadores, como no caso de Jó, ele acusou o Pai. A solenidade das cenas descritas, principalmente no quinto capítulo de Apocalipse, vai além da imaginação humana, não há palavras humanas que possam descrever tais cenas. Eis a razão porque unicamente Jesus pode desselar o livro, porque Ele foi nomeado pelo Pai para ser o Juiz no Tribunal Celestial, e porque o conteúdo do livro é profundamente sagrado e está intimamente relacionado com o próprio Deus Pai. Os Sete Selos são passos progressivos no processamento do Juízo Celestial.  
 
A importância crucial do livro que está na mão do Pai consiste, principalmente, no fato de que o desselamento deste livro pelo Leão da tribo de Judá justifica o Deus Pai de todas as acusações satânicas levantadas contra o Seu caráter.
 
A reivindicação do caráter de Deus é o fator número um no grande plano da salvação, e isto só é possível através do Juízo Celestial. M. L. Andreasen declara que “o assunto de maior relevância do universo não é a salvação dos homens, por importante que pareça.  O essencial é que o nome de Deus seja defendido das falsas acusações feitas por Satanás.” M. L. Andreasen, O Ritual do Santuário, 213.
 
O Juízo Celestial é muito mais abarcante que simplesmente julgar os seres humanos; é o próprio Deus quem está em julgamento, e é unicamente o Filho, o Cordeiro que foi morto e reviveu, que poderá conduzir esse processo jurídico que eliminará para todo o sempre as sombras lançadas sobre o caráter de Deus.  
 
Especialmente na última geração de cristãos, justo antes da volta de Jesus, Deus estará provando afinal que os homens podem observar a lei divina e viver sem transgredir. Se os da última geração podem repelir com êxito o ataque de Satanás; se podem faze-lo tendo contra si todas as desvantagens da perseguição e ainda a desvantagem de estar o santuário fechado após o fechamento da porta da graça; se os remanescentes conseguem viver à vista de um Deus santo sem um intercessor no Céu, que desculpa há para que os homens tenham alguma vez pecado? Que desculpa há para as acusações de Satanás contra a Lei de Deus? A Satanás será permitido tentar os 1 M. L. Andreasen, O Ritual do Santuário, 213. crentes, perseguí-los e ameaçá-los; e ele fará tudo que lhe for permitido.  Mas fracassa. Não lhe é possível levá-los a pecar.  Resistem à prova, e Deus faz deles Seus troféus de vitória!
 
Ellen G. White afirma: “Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem.  Não foi para isto apenas que Cristo veio à Terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a Lei de Deus como devia ela ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o universo.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 64.
 
Tanto em Daniel como em Apocalipse, a abertura do livro é feita diante dos milhares de milhares e milhões de milhões (Dan. 7:9, 10; Apoc. 5:11); é algo muito grandioso e de muita expectativa; algo que está sendo aguardado desde o princípio, quando “houve batalha no céu; Miguel e os Seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos” (Apoc. 12:7).  
 
A igreja de Deus não atribui a mesma importância que Deus concede a esse solene momento de Juízo Celestial, registrado nos capítulos quatro a oito de Apocalipse. Pouca atenção tem sido dada para algo para o qual Deus dedicou muita atenção.  Num livro pequeno como é o Apocalipse é de chamar a atenção o fato de Deus ter dedicado cinco capítulos para explicar o Juízo Celestial. Certamente, Deus não Se agrada quando Seus filhos se propõe a falar do Juízo Celestial de uma maneira descuidada e irreverente, sem considerar devidamente esses cinco capítulos (Apoc.4-8).
 
O livro Desejado de Todas as Nações, página 796, 797, descreve a festa que o Pai preparou para o Filho por ocasião de Sua ascensão ao Céu, quando Jesus iniciou a Sua obra intercessória no Lugar Santo do Santuário Celestial. Porém, a cerimônia de abertura do Juízo Celestial supera em muito aquela primeira, pois agora é o clímax de tudo; agora é o Filho que Se propõe justificar o Pai das acusações satânicas. Ao findar o Juízo Celestial os salvos de todos os tempos estarão selados e o caráter do nosso Pai estará para todo sempre vindicado, livre de qualquer sombra de dúvida.  Aleluia!         
 
Muitos críticos têm se levantado, ao longo do tempo, contra a doutrina adventista do juízo pré-advento, alegando que tal doutrina não encontra apoio bíblico, e que o ensino adventista sobre o juízo pré-advento é muito frágil porque está apoiado num único texto bíblico, Daniel 8:14. Mas, se os livros de Daniel e Apocalipse devem ser estudados juntos, e devem ser considerados como sendo um só livro, então, obviamente, o Apocalipse também deve tratar deste tema de suma importância para o povo de Deus que vive exatamente na Era do Juízo.  
 
Realmente, o tema central do Apocalipse é Cristo no Seu Santuário, e a vinda de Jesus ao lugar Santíssimo em 1844 para iniciar o Juízo é um assunto presente tanto em Daniel 8:14 e Daniel 7:9, 10, 13 como também em Apocalipse capítulo quatro, estendendo-se até o capítulo oito verso cinco.  
 
O grande cenário do juízo pré-advento começa com o anúncio feito a João na carta endereçada à igreja de Filadélfia: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta” (Apoc. 3:8). A carta que se segue é endereçada `a igreja de Laodicéia, o povo do juízo, e, em seguida Deus faz o convite ao profeta: “Sobe aqui e mostrarte-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1); e o que foi que Deus mostrou ao profeta? “Olhei e eis que estava uma porta aberta no céu” (Apoc. 4:1). A partir da carta de Filadélfia Deus começou anunciar a chegada do Juízo Celestial e não parou mais até completar todo o processo do juízo.
 
Em Apoc. 4:2 João viu a grande sala do juízo: “E logo fui arrebatado em espírito e eis que um trono estava posto no céu, e Um assentado sobre o trono” chamou a  porta aberta no céu” (Apoc.4:1), mostrando a grande Sala do Juízo.
 
João também viu outros vinte e quatro tronos ao redor do grande trono de Deus: “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestidos brancos e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro” (Apoc. 4:4).  
 
Estas cenas não podem estar descrevendo a ascensão de Jesus ao céu no ano 31 d.C. porque aqui os vinte e quatro anciãos aparecem antes de Jesus já assentados em vinte e quatro tronos e já com coroas de ouro na cabeça; isso indica que os anciãos e a multidão que ascendeu com Jesus já tinham sido apresentados diante do Pai como primícias dos mortos e que o Filho já tinha sido glorificado (os anciãos eram santos comprados da terra cf. Apoc. 5:9; seus vestidos brancos simbolizam as justiças dos santos cf. Apoc. 19:8; e a coroa de ouro sobre suas cabeças simboliza a vitória sobre o pecado).
 
A descrição feita no livro O Desejado de Todas as Nações páginas 796-797 mostra que Jesus, no dia do Pentecostes, foi primeiramente introduzido à presença do Pai, aceito pelo Pai, vestido com vestes reais e então foi-Lhe dado a coroa de glória.  Se usarmos as cenas de Apoc. 4 e 5 para descrever a festa do Pentecostes ocorrida por ocasião da ascensão de Jesus, estaremos invertendo a ordem dos acontecimentos. Nas cenas de Apoc. 4 e 5 o Leão da tribo de Judá só aparece em Apoc. 5:5 quando os anciãos já estavam assentados nos tronos e com coroas de ouro na cabeça. Jesus desta vez entra na presença do Pai para receber o livro selado.  
 
Apoc. 5:1 mostra o Pai segurando o livro selado com Sete Selos, o Livro do Juízo;
 
Introduz então Aquele que é o Único digno de abrir o livro, o Leão-Cordeiro (Apoc. 5:5);
 
 
Mostra então a passagem de Jesus do Santo para o Santíssimo para receber o livro: “E veio, e tomou o livro da dextra do que estava assentado no trono” (Apoc. 5:7);
 
E a partir de Apoc. 6 Jesus começa a desselar o livro: “E havendo o Cordeiro aberto um dos selos...” (Apoc. 6:1); a abertura do livro selado determina o início do juízo: “Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros” (Dan. 7:10).
 
Ellen G. White comenta Apoc. 5:11 dizendo: “Anjos uniram-se à obra Daquele que havia aberto os selos e tomado o livro. Quatro poderosos anjos seguram os poderes da terra até que os servos de Deus sejam selados em suas frontes. As nações da terra estão sedentas por conflito; mas elas são controladas pelos anjos. Quando este poder restringidor for removido, haverá um tempo de tribulação e angústia.” Ellen G. White, Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 967.
 
Uma vez mais Ellen G. White relaciona o trabalho de Jesus no quinto capítulo de Apocalipse com o desselamento do livro e o selamento dos santos do Altíssimo. Ela está falando do Juízo Investigativo. Na profecia bíblica Selamento é sinônimo de Julgamento.  Os Sete Selos revelam as cenas do Juízo Celestial, a saber, o selamento do povo de Deus que começou primeiramente com os mortos em 1844, e passará para o caso dos vivos no contexto do Sexto Selo (Apoc. 6:12-7:17).
O Leão-Cordeiro

“O Leão de Judá, cuja ira será tão terrível para aqueles que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis.Ellen G. White, Review and Herald, 11/01/1887, 08/01/1945.

“E veio, e tomou o livro da dextra do que estava assentado no trono” (Apoc. 5:7).

A vinda do Filho do homem ao Ancião de dias mencionada na profecia de Daniel é uma referência à passagem de Jesus do Santo para o Santíssimo do Santuário do Céu para receber o livro e iniciar o juízo: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem; e dirigiu-se ao Ancião de dias, e O fizeram chegar até Ele” (Dan. 7:13).  Daniel 7:13 e Apoc. 5:7 são equivalentes e estão falando do mesmo acontecimento.

As cenas reveladas em Daniel 7:9 e 10 também se relacionam com as cenas de Apoc. 4 e 5:

“Eu continuei olhando até que foram postos uns tronos, e um Ancião de dias Se assentou, o Seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da Sua cabeça como a limpa lã; o Seu trono chamas de fogo, e as rodas dele fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante Dele; milhares de milhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante Dele; assentou-se o juízo e abriram-se os livros” (Dan. 7:9-10).

•       Daniel viu muitos tronos mas não especificou quantos;

•       João também viu muitos tronos, um total de vinte e quatro, mais o grande trono do Pai;  

•       Daniel viu o Filho do homem vindo em nuvens ao Ancião de dias; 1 Ellen G. White, Review and Herald, 11/01/1887, 08/01/1945.

•       João viu o Leão da tribo de Judá, o Cordeiro que foi morto e reviveu dirigindo-se ao Pai;

•       Daniel fala de livros que são abertos no juízo;

•       João fala do livro selado com Sete Selos, isto é, um livro com sete subdivisões que também é aberto no juízo;

•       Daniel vê o trono de Deus cercado por milhares e milhares, e milhões de milhões (Dan. 7:10);

•       João viu o trono de Deus cercado por milhões de milhões e milhares de milhares (Apoc. 5:11);

•       Daniel descreve Aquele que estava assentado no trono tendo um vestido branco como a neve e o cabelo como a limpa lã (Dan. 7:9);

•       João descreve o Pai assentado no trono cuja aparência é semelhante à pedra de jaspe e o arco celeste estava ao redor do trono;

•       Daniel diz que quando o Filho do homem introduziu-se à presença do Pai foi-lhe dado o domínio e a honra e o reino (Dan. 7:14);

•       João afirma que quando o Cordeiro recebeu o livro houve uma explosão de louvor dizendo: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória” (Apoc. 5:12).

•       Daniel 12:1 fala que “haverá um tempo de angústia qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” O livro que contém o nome dos salvos é o mesmo livro selado de Daniel 12:4 “e tu Daniel fecha estas palavras e sela este livro até o fim do tempo”; é este livro que é entregue ao Leão da tribo de Judá para ser desselado (Apoc. 5:7). É oportuno lembrar que “o livro de Daniel é desselado em Apocalipse... O alvo é unir esses livros, mostrando que ambos se relacionam com os mesmos assuntos.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 115. Através dos Sete Selos Deus revela o roteiro do julgamento.   

“E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação. E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E  olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares. Que com grande voz diziam: digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amem.  E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre” (Apoc. 5:8-14).

Logo após ter Jesus tomado o livro, a cena que se segue mostra a exultante adoração e louvor que é dado a Ele por ocasião da abertura do juízo, por todos os habitantes do Céu e da Terra.  

Onde, nas cenas apresentadas pelos profetas, pode-se encontrar algo comparável a isso? Onde, em toda a história, pode-se encontrar alguma cena gloriosa como esta? É o momento do Juízo Celestial; momento esperado desde quando Lúcifer lançou suas acusações contra Deus no Céu, acusações que só poderiam ser desfeitas através da Encarnação, da Vida, da Morte e da Ressurreição do Filho de Deus, que mediante o Seu sangue redimiu a raça caída e por isso é digno de abrir o livro selado e reivindicar o caráter do Pai diante do universo.

Três Hinos de Louvor

O capítulo cinco de Apocalipse apresenta três hinos de louvor:

1)   O hino dos quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos (Apoc. 5:8-10);

2)   O hino de muitos anjos, os seres viventes e os anciãos (Apoc. 5:11-12);

3)   O hino de toda a criatura (Apoc. 5:13). Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 406.

Os dois primeiros hinos proclamam a vindicação de Jesus, dizendo que Ele é digno porque pelo Seu sangue Ele proveu expiação para o redimido. Proclama também a vindicação dos redimidos, e eles se tornam “reis e sacerdotes para Deus e reinarão sobre a terra,” por isso eles possuem “incensários de ouro cheios de incenso, que são as orações dos santos” (Apoc. 5:8).

O terceiro hino é cantado por todas as criaturas do universo criado por Deus, e o louvor é direcionado Àquele que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. O louvor é direcionado ao Pai e ao Filho. O mesmo tema é evidente no hino de louvor cantado pela grande multidão vestida de branco, que permanece diante do trono e diante do Cordeiro.

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro” (Apoc. 7:9, 10).

A Bíblia e o Espírito de Profecia Apóiam Esta Interpretação

1. O livro Parábolas de Jesus, página 294, afirma que o livro selado com Sete Selos contém registros individuais das pessoas que serão avaliadas no Juízo.

2. O livro Testemunhos Seletos, vol. 3, página 414, coloca o quinto capítulo de Apocalipse no contexto do juízo, referindo-se ao dia em que os livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que neles estiverem escritas.

3. O livro Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, páginas 112-118, enfatiza o fato de que Daniel e Apocalipse devem ser estudados juntos, porque ambos se completam. “As coisas reveladas a Daniel foram mais tarde completadas pela revelação feita a João na ilha de Patmos. Esses dois livros devem ser cuidadosamente estudados... Lede Apocalipse em conexão com Daniel. Ensinai essas coisas....” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 114, 115.

Em Daniel 12:1, 4, 9,  menciona-se o livro selado até o tempo do fim e que contém os nomes de todos aqueles que hão de se salvar.  A compreensão da natureza desse Livro e do seu conteúdo é dada em Apocalipse 5, 6, 7 e 8. Os Sete Selos, portanto, não podem ser vistos só como períodos históricos das Sete Igrejas, pois eles revelam algo muito mais grandioso, solene e sagrado: o selamento do povo de Deus no Juízo Celestial.

4. O livro Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, página 115, faz um comentário sobre Daniel 12:9 -13, relacionando esses versos com o livro selado entregue pelo Pai ao Leão da tribo de Judá em Apoc. 5:7. Ellen G. White diz que o conteúdo desse livro diz respeito aos acontecimentos dos últimos dias e especificamente à mensagem do primeiro anjo, o Juízo Investigativo: “que foi selado até ao tempo do fim, quando devia ser proclamada ao mundo a mensagem do primeiro anjo.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 115.

5. No volume 7 do Seventh-Day Adventist Bible Commentary, página 967, Ellen G. White faz um comentário de Apoc. 5:11 dizendo: “Anjos uniram-se à obra Daquele que havia aberto os Selos e tomado o Livro. Quatro poderosos anjos seguram os poderes das terra até que os servos de Deus sejam selados em suas frontes.” Uma vez mais ela associa a abertura dos Sete Selos ao Selamento do povo de Deus.  

6. Não há indícios nessas citações de Ellen G. White de que os Sete Selos representem uma repetição dos mesmos períodos históricos das Sete Igrejas. Toda a argumentação de Ellen G. White em torno do quinto capítulo de Apocalipse e do livro selado chama a atenção do povo de Deus para a última fase do ministério de Jesus no Santuário Celestial, o juízo pré-advento.  

A interpretação histórica dos Sete Selos não vem, originalmente, de Ellen G. White ou da própria Bíblia.  Teólogos não adventistas que não compreendiam a verdade do Santuário Celestial, e das Três Mensagens Angélicas, começaram a ensinar que os Sete Selos cobriam os mesmos períodos históricos das Sete Igrejas. Para melhor compreensão da origem da Interpretação Histórica dos Sete Selos, leia The Seventh-Day
Adventist Bible Commentary, vol. 7, 108 111.

Por mais sinceros que eles fossem, não podiam entender os Sete Selos no contexto do Juízo Investigativo porque essa é uma verdade presente que seria pregada ao mundo todo pela Igreja Remanescente. Quando a porta no céu foi aberta (1844) a luz do Santuário Celestial lançou o seu brilho sobre todas as nações, tribos e línguas.

Na Lição da Escola Sabatina do segundo trimestre de 1989 o autor diz: “Os selos de Apocalipse 6:1 a 8:1 estão sendo reestudados constantemente pelos Adventistas do Sétimo Dia. Reconhecemos que esta é uma parte das Escrituras que requer cuidadosa investigação. Precisamos abrir o coração e a mente para o ministério de ensino do Espírito Santo, ao procurarmos a aplicabilidade especial dessa profecia à Igreja e ao mundo, hoje em dia.” Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina , primeira parte, segundo trimestre, 1989, 85.

7. O tema central do livro de Daniel é o Santuário.  Daniel começa falando do Santuário Terrestre destruído por Babilônia literal, e, depois no oitavo capítulo destaca o Santuário Celestial destruído por Babilônia Espiritual; então, em Daniel 8:14 falase da restauração do Santuário Celestial. O Santuário é restaurado no Apocalipse, pois todas as revelações do Apocalipse giram em torno do Santuário. Não foi em um lugar qualquer que Jesus recebeu o livro; não foi em um lugar qualquer que Ele desselou o livro; foi no Santíssimo, no mais sagrado e solene ambiente, na presença de milhares e milhões de seres reunidos de todo o universo criado por Deus. Se os selos são abertos no próprio Santíssimo, na Sala do Juízo, na presença dos anjos, dos anciãos, e de todas as criaturas de Deus, é porque eles estão íntimamente relacionados com o próprio juízo. “Como povo, devemos ser estudantes diligentes da profecia; não devemos sossegar sem que entendamos claramente o assunto do santuário, apresentado nas visões de Daniel e de João.” Ellen G. White, Evangelismo, 222.

8. A vinda do Filho do homem ao Ancião de dias em Daniel 7:13 corresponde à vinda do Leão-Cordeiro à presença do Pai em Apoc. 5:7 para receber o Livro do Juízo. É a passagem de Jesus do Santo para o Santíssimo em 1844.

A Lição da Escola Sabatina do segundo trimestre de 1989 relaciona o livro dos Sete Selos com o Juízo Celestial:

“O rolo na mão do Pai é muito importante para os habitantes da Terra porque anuncia quem está salvo e por quê, e quem está perdido e por quê... O Pai tem nas mãos o livro do destino. Esse livro contém o futuro de vida ou morte de todo ser humano... é o veredito do Tribunal Celestial ...” Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, primeira parte, segundo trimestre, 1989, 74, 73.
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