Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 04 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 04

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Revelações do Apocalipse - Livro nº 01
 A Sala do Juízo Celestial
 
“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no Céu, e Um assentado sobre o trono. E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante a esmeralda. E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestidos brancos; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro.” (Apoc. 4:1- 4).
 
As últimas cenas mostradas a João em Apoc. 3:14-22 revelam especificamente a Era do Juízo, 1844 até a Volta de Jesus. Depois de revelar a condição espiritual da igreja laodiceana no período do juízo pré-advento, Deus segue revelando a João a grande Sala do Juízo Celestial, o Santíssimo do Santuário do Céu, onde Jesus deve penetrar para receber o Livro Selado com Sete Selos, e iniciar o juízo. “Através do Espírito, o apóstolo João contempla a própria sala do trono de Deus.” O trono identifica o Santíssimo. O trono de Deus não é visto em movimento, encontramos testemunhos bíblicos de que Nisto Cremos: 27 Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia, 153.

Deus Se levanta e Se senta; Ele Se movimenta (Sal. 35:2; 44:26; 68:1; 102:13; Zac. 2:13; 6:13; Dan. 7:9-10 etc.) mas estes textos não falam do trono se movimentando; Alberto Treiyer afirma: “Apoc. 4 fala, não de um trono móvel, mas do trono eterno que não muda de lugar, ele sempre está no Santíssimo.” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 482.
 
“O trono visto por João identifica-se como estando no Santíssimo, e o cenário visto é o do juízo, semelhante à visão de Daniel 7, em correspondência tipológica ao ritual do Dia da Expiação. Se os castiçais são vistos em frente do trono, é devido ao fato de que a porta que separava o Lugar Santo e o Santíssimo estava aberta (Apoc. 4:1).” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 482,483.
 
“João recebe uma visão mais extensiva e detalhada do juízo do que Daniel. Depois de descrever o 'contínuo' ministério do Filho do Homem no Lugar Santo (Apoc. 1-3; cf. Dan. 8:11, 13), ele O vê aparecendo no final dos 2.300 anos no Santíssimo, para vindicar Seu povo e receber o livro da herança Daquele que está sentado no trono (Apoc. 4-5; cf. Dan. 8:14-19).” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 661.
 
Todo o livro do Apocalipse diz respeito ao no Santuário Celestial, é dali que saem todas as ordens, é ali que se centraliza o ministério de Jesus. Há quinze referências ao Templo Celestial em Apocalipse, usando os seguintes nomes: Templo, Templo de Deus, o Templo que está no Céu, e o Templo do Tabernáculo do testemunho (Apoc. 3:12; 7:15; 11:1, 2, 19; 14:15, 17; 15:5, 6, 8; 16:1, 17; 21:22).  Daniel e Apocalipse “se relacionam com os mesmos assuntos.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 117.

O grande tema desenvolvido no livro de Daniel também é o Santuário.
 
Daniel começa falando da destruição do Santuário Terrestre, o Templo de Salomão em 586 a.C. (Dan.1);

e então em Daniel 8:11 fala destruição do Santuário Terrestre, o Templo de Herodes: “engrandeceu-se até ao Príncipe do exército; e por ele foi tirado o contínuo sacrifício (a morte de Jesus), e o lugar do Seu Santuário foi lançado por terra.” A destruição do Santuário Terrestre ocorreu teologicamente na morte de Jesus, quando o “véu rasgou-se de alto a baixo” (Mat. 27:51), mas a profecia de Jesus de “que não ficaria pedra sobre pedra” cumpriu-se na destruição do ano 70 d.C.
 
Porém, na profecia de Daniel 8 vemos mais do que a destruição do Santuário Terrestre, pois aqui temos o ponto de transição do Santuário Terrestre para o Celestial. A profecia dos 2.300 anos (Dan. 8:14) inicia com o Santuário Terrestre (457 a.C.) e termina com o Santuário Celestial (1844 d.C.).  Em Daniel 8:12 já se percebe que a profecia não está mais falando do Santuário Terrestre, e sim da verdade do Santuário Celestial, o Ministério Intercessório de Jesus no Céu, uma verdade que foi lançada por terra: “e lançou a verdade por terra (a verdade do Santuário Celestial), fez isso e prosperou” (Dan. 8:12).  
 
A pergunta que vem em seguida em Daniel 8:13 é : “Até quando durará essa visão do contínuo sacrifício (o ministério da intercessão diária de Jesus no Céu), para que seja entregue o Santuário e o exército (de Deus, Seu povo), para serem pisados?” A profecia fala especificamente do tempo em que a verdade e o Santuário Celestial seriam restaurados.  A resposta é dada em Dan. 8:14 “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o Santuário será purificado.”  Os 2.300 anos são explicados em Dan. 9:25-27.  Começando com a ordem para restaurar e edificar Jerusalém (457 a.C. conforme Esdras 7:7), os 2.300 anos se estendem até 1844 d.C.  Este é o ano em que Jesus entrou no Santíssimo com a missão de purificar o Santuário, iniciar o Juízo Celestial e restaurar a verdade do Santuário que havia sido lançada por terra.
 
É importante entender que 1844 não foi a primeira vez que Jesus entrou no Santíssimo. Quando Jesus completou a primeira fase da expiação do pecado, morrendo como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), ascendeu ao Céu para iniciar a segunda fase, o Ministério da Intercessão junto ao Altar de Incenso, no lugar Santo (Apoc. 8:3-4).  
 
Considerando que o Santuário Terrestre foi dado para entendermos o Celestial, devemos nos conscientizar de que antes de Jesus iniciar o Ministério da Intercessão no Santuário do Céu, este Santuário deveria ser primeiramente ungido, assim como aconteceu na inauguração do Santuário Terrestre (Lev. 8:1-12; Exo. 30:25-29). Na unção de Arão e do Santuário todos os móveis foram ungidos, inclusive a Arca do Concerto no Santíssimo. Da mesma forma a unção do Santuário Celestial e a unção de Jesus como Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque, ocorreu junto ao trono do Pai, no lugar Santíssimo do Santuário Celestial, exatamente no dia de Pentecostes, cinqüenta dias após a ressurreição de Jesus. As portas do Santuário de Deus se abriram de par em par quando Jesus ascendeu ao Céu. Dr. Alberto Treiyer afirma: “Duas importantes ocasiões ocorrem em que o concílio celestial é convocado, e a porta que leva ao Santíssimo é aberta.  Elas são a inauguração do Santuário Celestial com a coroação do Filho como Sumo Sacerdote no santuário (Heb.1 e 2; Efes.1:20-22; Fil. 2:9-11; Apoc. 3:21; 12:10), e a purificação final do Santuário no juízo que vindica para sempre o caráter de Deus, do Filho e Seu povo (Dan. 7:9-10, 12-14, 22, 26-27); Rom. 14:10; 2 Cor. 5:10; Heb. 12:22-24; Apoc. 4-5; 11:15-19; João 5:22-23 etc).” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 485.
 
Ellen G. White descreve de maneira emocionante a festa de entronização de Jesus: “Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cortes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu... A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva. Ao aproximar-se da cidade de Deus, cantam, como em desafio, os anjos que compõe o séquito:
 
'Levantai, ó portas, as vossas cabeças;
'Levantai-vos, ó entradas eternas,
'E entrará o Rei da Glória!'
'Jubilosamente respondem as sentinelas de guarda:
'Quem é este Rei da Glória? . . .
'O Senhor dos Exércitos;
'Ele é o Rei da Glória!' (Sal. 24:7-10).” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 796.

“Então se abrem de par em par as portas da cidade de Deus, e angélica multidão entra por elas, enquanto a música prorrompe em arrebatadora melodia.  Ali está o Trono, e ao seu redor, o arco-íris da promessa.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 796, 797.
 
As cenas do Santíssimo mostradas a João em Apoc. 4, por ocasião do início do Juízo Celestial (1844), foram também mostradas a Ellen G. White na cerimônia da coroação de Jesus que corresponde à Festa do Pentecostes (31 d.C.). Ambos viram o Santíssimo onde está o trono do Pai. Jesus quando ascendeu ao Céu foi introduzido à presença do Pai no Santíssimo, para a cerimônia da unção do Santuário e a Sua própria unção como Sumo Sacerdote Eterno segundo a ordem de Melquisedeque. “Ali estão os querubins e serafins. Os comandantes das hostes celestiais, os filhos de Deus, os representantes dos mundos não caídos, acham-se congregados.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 797.
 
Uma grande festa, com representantes de todos os mundos foi preparada pelo Pai para receber o Filho de volta ao lar.  A Unção de Jesus e do Santuário foi algo grandioso, tão grandioso quanto a Sua morte na cruz. “O conselho celestial, perante o qual Lúcifer acusara a Deus e a Seu Filho, os representantes daqueles reinos imaculados sobre os quais Satanás pensara estabelecer seu domínio, todos ali estão para dar as boas-vindas ao Redentor. Estão ansiosos por celebrar-Lhe o triunfo e glorificar seu Rei.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 797.
 
“Mas Ele os detém com um gesto. Ainda não. Não pode receber a coroa de glória e as vestes reais.  Entra à presença do Pai. Mostra a fronte ferida, o alanceado flanco, os dilacerados pés; ergue as mãos que apresentam os vestígios dos cravos.  Aponta para os sinais de Seu triunfo; apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por ocasião de Sua segunda vinda.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 797.

Essa descrição inspirada e emocionante da entrada triunfal de Jesus nas cortes celestiais, e a jubilosa aclamação ao Rei da Glória ao entrar no Santuário que está na cidade de Deus é uma descrição detalhada de como ocorreu a Festa do Pentecostes no Céu. Todas as Festas Sagradas do Santuário Terrestre eram proféticas e sombra das celestiais.     
 
“A qual temos como âncora da alma segura e firme, e que penetra até ao interior do véu.  Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Heb. 6:19-20).  
 
Após ter Jesus entrado “até o interior do véu” no Lugar Santíssimo, junto ao trono do Pai, recebendo então a 1  Ibidem. 2  Ibidem. confirmação da parte do Pai de que Seu sacrifício fora aceito, então foi Jesus ungido como nosso Sumo Sacerdote. O derramamento da chuva temporã do Espírito Santo no dia do Pentecostes (Atos 2) foi uma confirmação de que Jesus tinha sido ungido e entronizado no Santuário Celestial. Por ocasião do batismo de Jesus ( Mat. 3:13-17) Ele foi ungido para Sua missão como “Cordeiro de Deus,” a primeira fase da expiação do pecado, mas, ao ascender ao Céu, Jesus foi ungido, no dia da Festa do Pentecostes, como Sumo Sacerdote Eterno segundo a ordem de Melquisedeque.
 
Em 1844, entrou Jesus no Santíssimo do Céu pela primeira vez? No sentido físico, não; porém, no contexto do Juízo Celestial, sim. Em 1844, Jesus entrou no Santíssimo com a missão de receber o Livro Selado com Sete Selos das mãos do Pai, e iniciar o Juízo Celestial. Em Apocalipse 1 a 3 Jesus Se revelou como Aquele que anda em meio aos sete castiçais, que são as Sete Igrejas; esta é uma referência ao período em que Jesus ministrou no Lugar Santo do Santuário. Apocalipse 4 começa mostrando a Sala do Juízo, que tem a ver com a terceira e última fase da expiação do pecado, a purificação do Santuário.  
 
A expiação do pecado no Santuário Terrestre era efetuada em três diferentes fases, a saber:
 
1. O pátio, onde era morto o cordeiro no altar de sacrifício. No Apocalipse, o pátio do Santuário Celestial é mencionado somente uma vez (Apoc. 11:1-2). O pátio do Santuário Celestial é o planeta Terra onde o Cordeiro de Deus foi morto, e o altar de sacrifício é o monte do Calvário.
 
2. O Lugar Santo, onde se realizava o ministério da intercessão junto ao altar de incenso. O lugar Santo do Santuário do Céu é mencionado seis vezes (os castiçais Apoc. 1:12-13; a aparição Sumo Sacerdotal de Jesus Apoc. 1:13; as sete lâmpadas Apoc. 4:5; o altar de ouro Apoc. 8:3, 5; 11:1; 14:18; 16:7; o fumo do incenso cheio do fogo do altar Apoc. 8:5).
 
3. O Lugar Santíssimo, onde se efetuava o juízo, a purificação do santuário, junto à Arca do Concerto.  No Apocalipse há muitas referências ao Santíssimo: Apoc. 11:19 fala da Arca do Concerto; Apoc. 4:1-11 apresenta a Sala do Juízo onde está o trono de Deus, e também Apoc. 7:15; 16:17; 5:1, 13; 6:16; 7:8, 10; 12:5; 14:3, 5; 19:4, 5; 20:11; 21:5; 22:3.
 
O Santuário Terrestre foi dado para ser uma ilustração, ou alegoria do Celestial: “O primeiro tabernáculo que é uma alegoria para o tempo presente...consistindo em manjares, e bebidas, e várias abluções . . . impostas até o tempo da correção” (Heb. 9:9,10).
 
“Mas vindo Cristo, o Sumo Sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito Tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por Seu próprio sangue, entrou uma vez no Santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Heb. 9:11-12).            
 
Durante todo o período histórico das sete igrejas, começando no ano 31 d.C. até 1844 Jesus esteve empenhado na segunda fase da expiação do pecado, aquela efetuada no lugar Santo, o Ministério da Intercessão. Daniel 8:14 indica que no final dos 2.300 anos Jesus iniciou a Purificação do Santuário do Céu, a terceira fase da expiação do pecado, o Juízo pré-Advento.
A Porta Aberta no Céu

É uma referência ao Santíssimo do Santuário Celestial onde está o trono do Pai. Essa é a mesma “porta aberta” mencionada na carta à igreja de Filadélfia em Apoc. 3:8. Em visão João entra no Santuário de Deus e da grande sala do trono do Eterno ele testemunha a apresentação das grandes cenas do Juízo. Esses movimentados acontecimentos no drama da redenção enchemno de assombro. Paulo diz que Deus “tem determinado um dia em que justiça há de julgar o mundo, pelo Varão que para isto destinou” (Atos 17:31). E outra vez: “Porque todos temos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (II Cor. 5:10). E ainda em Rom. 14:10 “Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.”

Dr. Mario Veloso afirma: “Esta porta aberta está relacionada com a abertura do Santuário mencionada em Apocalipse 11:19.  'E abriu-se no céu o Templo de Deus, e a Arca do Seu Concerto foi vista no Seu Templo;' o cumprimento desta profecia ocorreu no início da obra de julgamento, que na teologia Adventista do Sétimo Dia, tem sido tradicionalmente, chamada de Juízo Investigativo, e se refere a entrada de Cristo no Santíssimo.” Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 399.

João contemplou uma porta aberta no Céu e não para o Céu.  Esta é uma porta que se abre dentro do Santuário Celestial. Em visão, João foi levado a contemplar a grande sala do trono e as solenes cenas do Juízo Ceslestial.

O profeta atende ao convite sobe aqui e a primeira coisa que ele vê é um trono.  Há uma visível semelhança entre a visão de João e a de Daniel 7:9-14, pois “ambos se relacionam com os mesmos assuntos.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 117.

Em todo o capítulo quatro o trono centraliza as atenções.  João se refere a ele nove vezes; tudo gira em torno do trono; um trono denota soberania e poder para julgar. Aparência de Jaspe, esse era o antigo nome para o diamante, seu branco ofuscante simboliza perfeitamente a santidade do Juiz do Universo. O sardônio emite uma brilhante luz avermelhada. Jaspe era a última pedra, e o sardônio a primeira pedra no peitoral do sumo sacerdote no Antigo Testamento.

“E a primeira voz que como de trombeta ouvira falar comigo” (Apoc. 4:1).

No comentário do Dr. Alberto Treiyer sobre Apocalipse 4:1, nós lemos:

“João reconhece que a voz é a mesma da primeira visão, chamando-o agora, não do meio dos Sete Castiçais, isto é, não do Lugar Santo, mas de um outro lugar interior no Santuário Celestial.  Enquanto que na primeira visão Jesus glorificado está realizando Seu ministério 'contínuo' pelas igrejas no Lugar Santo (Lev. 24:1-4), chamando Seu povo para se preparar para o Dia do Juízo..., na segunda visão Ele inicia a conclusão do Seu Ministério, à semelhança do ministério que o Sumo Sacerdote realiza no Lugar Santíssimo no Dia da Expiação.” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 504.

“A visão de Apocalipse 1 a 3 é introdutória, e é endereçada do tempo apostólico ao futuro escatológico do juízo e a recompensa dos vencedores. Por sua vez, a próxima visão continua a partir do próprio juízo... essas mensagens (as sete igrejas) são dadas por Jesus a fim de preparar as igrejas para o juízo escatológico e cósmico dos capítulos quatro e cinco.” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 505,506.

“Enquanto os três primeiros capítulos se ajustam bem no contexto do ministério sacerdotal do Filho do homem no Lugar Santo, de acordo com a visão que João recebeu no sábado, o sétimo dia, o restante do livro mostra um Juízo Celestial, e projeta as cenas que aconteceram em nosso mundo tais como elas são vistas e julgadas no juízo. A perspectiva celestial da corte de justiça não está limitada a descrever e julgar os grandes acontecimentos passados, mas também projeta os eventos da punição e recompensa eternas que se segue ao juízo.” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 521.

O arco celeste ao redor do trono relembra a história do dilúvio universal quando o arco-íris apareceu pela primeira vez simbolizando a promessa de Deus de que jamais haveria outro dilúvio. “Assim como o arco na nuvem é formado pela união da luz solar e das gotas de chuva, o arco circundando o trono representa o poder combinado da misericórdia e a justiça.” Ellen G. White, Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 6, 1071.

“No Céu, uma semelhança de arco-íris rodeia o trono, e estende-se como uma abóbada por sobre a cabeça de Cristo... Quando o homem pela sua grande impiedade convida os juízos divinos, o Salvador, intercedendo junto ao Pai em seu favor, aponta para o arco nas nuvens, para o arco celeste em redor do trono e acima de Sua cabeça, como sinal da misericórdia de Deus para com o pecador arrependido.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 105.
Vinte e Quatro Tronos e Vinte Quatro Anciãos

No Santuário Terrestre os sacerdotes estavam divididos em vinte e quatro ordens, vinte e quatro turnos (I Cron. 24:1-18), e eram “uma sombra das coisas celestiais” (Heb. 8:5).

Estes vinte e quatro anciãos foram redimidos da terra, e feitos reis e sacerdotes; eles tinha nas mãos salvas cheias incenso, que eram as orações dos santos (Apoc. 5:8-10; Mat. 27:52; Efe. 4:8).

Assentados sobre tronos participando do Juízo ( Apoc. 4:4). Durante o Milênio também os redimidos do Senhor se assentarão em tronos para julgar os ímpios (Apoc. 20:4-6). Do mesmo modo, no juízo pré-advento, os vinte e quatro anciãos se assentam em tronos para participar do juízo. Daniel explica: “Até que veio o Ancião de Dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo, e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. . . .  e foi-Lhe dado o domínio e a honra, e o reino...” (Dan. 7:22, 14).  Jesus e aquela multidão de santos que ressuscitou com Ele e subiu para o Céu por ocasião de Sua ascensão, participam juntos do juízo e recebem o reino.

Vestidos de branco a vestimenta dos vinte e quatro anciãos identifica-os como santos redimidos da terra: “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos” (Apoc. 19:8).
    
Coroas de ouro, o símbolo da vitória (II Tim.4:8). Há duas palavras gregas traduzidas por coroa: diadema é a coroa de um potentado, um rei ou rainha; stephanos é a coroa de um vitorioso.  Em Apoc. 4:4 a palavra grega para coroa é stephanos, indicando a vitória dos anciãos sobre o pecado.

Dr. Edwin R. Thiele cita J. A. Seiss com relação aos 24 anciãos: “Encontro, então, nestes anciãos entronizados, a manifestação mais elevada de glória dos santos ressurretos glorificados. Eles estão no céu. Encontram-se ao redor do trono da divindade.  São puros e santos, com trajes brancos, 'que são a justiça do santos.' São participantes do domínio celestial. São reis da glória com coroas de ouro. Estão estabelecidos, e no lar de suas dignidades exaltadas; não em pé esperando como servos, mas assentados como conselheiros reais do Todo-Poderoso. São assistentes do Grande Juiz de vivos e mortos, e participantes no julgamento do mundo por seus pecados.” J. A. Seiss, The Apocalypse, vol. 1, 253. Citado na apostila do Dr. E. R. Thiele, Apocalipse: Esboço de Estudos, vol. 1, 87.

Esses anciãos foram escolhidos para representar todas as raças e nações do mundo. Quando Jesus ressurgiu da sepultura, “muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados” (Mat. 27:52).  Todos esses ascenderam com Ele ao Céu, “quando subiu ao alto levou cativo o cativeiro” (Efe. 4:8). Jesus morreu exatamente no dia da Páscoa, 14 de Nisã, e ressuscitou no dia das Primícias, 16 de Nisã, como “as primícias dos que dormem” ( I Cor. 15:20), e a Festa do Pentecostes ocorreu exatamente cinqüenta dias após a ressurreição de Jesus. Jesus, porém, não ressuscitou sozinho, muitos outros santos ressuscitaram com Ele e ascenderam ao Céu como as primícias da grande seara de mortos que será ressuscitada na volta de Jesus.

“Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem. Era representado pelo molho movido, e Sua ressurreição teve lugar no próprio dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. Por mais de mil anos esta simbólica cerimônia fora realizada. Das searas colhiam-se as primeiras espigas de grãos maduros, e quando o povo subia a Jerusalém, por ocasião da páscoa, o molho das primícias era movido como uma oferta de ações de graças perante o Senhor.  Enquanto essa oferenda não fosse apresentada, a foice não podia ser metida aos cereais, nem estes serem reunidos em molhos. O molho dedicado a Deus representava a colheita.

Assim Cristo, as primícias, representava a grande messe espiritual a ser colhida para o reino de Deus.  Sua ressurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos... Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente... Aqueles, porém, que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo, saíram para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro.  Estes, disse Cristo, não mais são cativos de Satanás. Eu os redimi.  Trouxe-os da sepultura como as primícias de Meu poder, para estarem comigo onde Eu estiver, para nunca mais verem a morte. . .” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 754.

“E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus. E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal.  E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante ao bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansavam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” ( Apoc. 4:5-8).

Relâmpagos, trovões e vozes - “os terrores do Sinai (Exo. 19:16) deveriam representar ao povo de Deus as cenas do juízo.  O som de uma trombeta convocou Israel a encontrar-se com Deus (a festa das Trombetas iniciava-se no primeiro dia do sétimo mês e se estendia até o dia dez do sétimo mês). A voz do Arcanjo e a trombeta de Deus convocarão, da terra toda, tanto os vivos como os mortos, à presença de seu Juiz... No grande dia do juízo, Cristo virá 'na glória de Seu Pai, com os Seus anjos.'  Ele Se assentará então no trono de Sua glória e, diante Dele, reunir-se-ão todas as nações.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 364.

Paulo também conecta as manifestações do Sinai com o juízo celestial em Hebreus 12:18-29.      

Os relâmpagos, trovões e vozes que vêm do trono de Deus em Apoc. 4:5 relacionam-se com o juízo final. “Estas manifestações epifânicas da glória de Deus sempre aparecem no Apocalipse no final de toda as séries proféticas, e sempre estão relacionadas ao juízo final (Apoc. 8:5; 11:19; 16:18).

Considerando que a única série de sete eventos, que não contem a menção das vozes e relâmpagos, é a das Sete Igrejas, a visão subsequente do trono em Apoc. 4 e 5 tem que ser considerada como a conclusão da mensagem das Sete Igrejas, onde nós encontramos aqueles sinais.  De fato, Jesus introduziu a visão do trono dizendo ao apóstolo: “Sobe aqui e Eu mostrar-teei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1), isto é, depois do ministério de Jesus entre os castiçais no Lugar Santo.” Alberto R. Treiyer, The Day of Atonement and the Heavenly Judgment, 666, 667.

Sete Lâmpadas de fogo os quais são os Sete Espíritos de Deus - “Sendo em visão concedida a João uma vista do Templo de Deus no Céu, contemplou ali 'sete lâmpadas de fogo' que ardiam diante do trono... Com isto permitiu-se ao profeta ver o primeiro compartimento do Santuário Celestial; e viu ali as 'sete lâmpadas de fogo' que ardiam diante do trono.” Ellen G. White, Patricarcas e Profetas, 383.

Só há um Espírito Santo. Ele é simbolizado pelos sete Espíritos de Deus porque o azeite no candelabro do Santuário se dirigia a sete ramificações.

“Apocalipse 4:5, diz que havia sete lâmpadas 'diante do trono.'  A preposição enopion (diante), estabelece a localização daquele lugar, 'antecedendo imediatamente' o trono. Era o 'primeiro compartimento,' o lugar Santo, onde as sete lâmpadas estavam localizadas... Se o lugar Santo é o compartimento próximo ao lugar do trono, então é claro que sempre que o trono é descrito no Templo, sua localização é no Santíssimo. No Apocalipse esse lugar é chamado de naos (templo).” Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 399.

Em Apocalipse 7:15 há indicação de que “naos (templo) e o trono de Deus estão no mesmo lugar... Quando o trono de Deus é localizado no Santuário Celestial, ele é descrito como estando no naos (templo). Neste lugar é realizado o Juízo Investigativo; ele é precedido imediatamente pelo lugar Santo.  E a referência feita a ele é como sendo o lugar da habitação de Deus no Santuário; portanto, é o Santo dos Santos.” Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 398, 399.

Apocalipse 11:19 “diz que naos (templo) é o lugar onde está localizada a Arca. Naos (templo) é equivalente ao Santo dos Santos porque a 'Arca do Seu Concerto' foi localizada neste lugar (Heb. 9:3, 4).” Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 399, 400.

Em Apocalipse 15:5-8 “naos (templo) é o tabernáculo do testemunho. Neste texto há dois elementos que apontam para naos como sendo o Santo dos Santos:

1.    naos é o tabernáculo do testemunho;

2.    e é também o lugar onde a glória de Deus se manifesta... Em Números 17:4, 7, o tabernáculo do testemunho é o lugar Santíssimo... Com relação ao segundo, João relata que o Templo se encheu com 'a glória de Deus' (Apoc. 15:8). Embora a glória de Deus estivesse algumas vezes presente em ambos os lugares, o Santo e o Santíssimo, regularmente ela se manifestava através do shekinah no Santo dos Santos (Lev. 16:2; Exo. 25:22)... isto significa que naos e Santo dos Santos são termos equivalentes.” Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 400.

João recebeu a ordem divina de medir o Templo, e o altar, mas devia deixar fora o pátio, “que está fora do Templo” (Apoc. 11:2).  Aqui o profeta apresenta as três partes do Santuário de Deus: o aule (pátio); o thusiasterion (altar, equivalente ao lugar Santo); e o naos (templo, ou Santíssimo). “A ordem negativa que o poderoso Anjo, Jesus Cristo, dá a João é, “deixa o átrio que está fora do Templo e não o meças” (Apoc. 11:2). O átrio do Templo estava fora dos lugares Santo e Santíssimo, e alí eram feitos os sacrifícios (Lev. 1:3, 11, 17; 2:8; I Reis 8:64). Apocalipse 11:1 diz que Cristo tinha um ministério a realizar no Templo (naos) e no lugar onde o altar estava localizado. Não há átrios no Santuário Celestial porque não existem sacrifícios a serem realizados. Cristo ofereceu o sacrifício de Sua própria vida no Calvário. Mario Veloso, The Sanctuary and the Atonement, 396, 397.

Com efeito, o átrio ou pátio do Santuário Celestial é a própria Terra, e o altar de sacrifício, o próprio monte do Calvário, onde Jesus foi imolado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
 
Quatro criaturas viventes -  os carros de Deus são anjos (Sal. 68:17).

“Foi-me mostrado o que teve lugar no Céu, no final do período profético, em 1844.  Terminando Jesus Seu ministério no Lugar Santo... Jesus então envergou vestes preciosas... Quando ficou completamente ataviado, achou-Se rodeado pelos anjos, e em um carro chamejante passou para dentro do segundo véu.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 251.

Leão, Bezerro, Homem, Águia - segundo a tradição judaica, as tribos de Israel acampadas ao redor do Tabernáculo, estavam acampadas sob as insígnias de certas tribos.

Para o oriente sob o estandarte de Judá, representada por um Leão, ficavam as tribos de Judá, Issacar, e Zebulom;

para o sul, sob o estandarte de Ruben, representado por um Homem, ficavam as tribos de Rubem, Simeão e Gade; para o ocidente, sob o estandarte de Efraim, representado pelo Bezerro, ficavam as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim;

E para o norte, sob o estandarte de Dã, representado por uma águia, ficavam as tribos de Dã, Aser e Naftalí (Núm. 2:1-29).

As insígnias atribuídas a cada tribo em Números 2:1-29, foram dadas após a experiência do Sinai.  É possível que Deus tenha usado esses símbolos como lembrança da experiência deles no passado, e como advertência do juízo vindouro. No Apocalipse Deus continua usando os mesmos símbolos no contexto do juízo, porque o juízo no Santuário Celestial é o tema central do Apocalipse.

O Leão, como rei da floresta, representa apropriadamente a tribo da qual viria o Rei de Israel, o Leão da tribo de Judá.  Quando Jacó abençoou seus filhos, Judá recebeu o reino e as promessas messiânicas.

O Bezerro, na bandeira de Efraim, era um símbolo da triste experiência de Israel no Sinai, quando adoraram o bezerro de ouro, enquanto Moisés estava em comunhão com Deus no monte Sinai.  Israel estava familiarizado com esse deus egípcio, o bezerro, deus do amor e do prazer. O bezerro era um símbolo da adoração à criatura e representava a idolatria do povo de Deus, quando deixou de ter fé em Deus; é um símbolo da falta de fé (Sal. 106:19, 20). Em Oséias 4:17 Deus diz: “Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o.” “Efraim mui amargosamente provocou a Sua ira; portanto deixará ficar sobre ele o seu sangue, e o seu Senhor fará cair sobre ele o seu opróbrio” (Ose. 12:14). “Quando Efraim falava, tremia-se; foi exalçado em Israel; mas ele fez-se culpado em Baal, e morreu. E agora multiplicaram pecados, e da sua prata fizeram uma imagem de fundição, ídolos segundo o seu entendimento, todos obra de artífices, dos quais dizem: os homens que sacrificam beijem os bezerros” (Ose. 13:1, 2). No Apocalipse os descendentes de Efraim não são contados entre os 144.000 (Apoc. 7).

O Homem, na bandeira de Rubem, representa a confiança posta no ser humano em lugar de Deus.  Rubem é descrito na Bíblia como “água inconstante” (Gen. 49:4), e perdeu os privilégios da primogenitura porque se deitou com Bila, concubina de seu pai (Gen. 35:22). A tribo de Rubem não é mais mencionada no Antigo Testamento após a idolatria registrada em I Cron. 5:25, 26.  Jacó predisse que nos últimos dias os descendentes de Gade, uma das tribos sob o estandarte de Rubem, venceria (Gen. 49:18). Rubem e Gade são mencionados como tendo parte nos 144.000 (Apoc. 7).

A Águia, o último símbolo, representa a tribo de Dã, cujo nome significa juiz. A águia também é símbolo de auto exaltação: “Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dalí te derribarei, diz o Senhor” (Obadias 4).  A profecia de Jacó predisse o que aconteceria com Dã: “Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás” (Gen. 49:17).  Os descendentes de Dã não são contados entre os 144.000 (Apoc.7).   

“A proximidade desses anjos com seis asas com o trono deve indicar que são personagens de grande importância. Eles ministram e permanecem bem na presença de Deus... Estão nos quatro lados do trono. Todas as funções do trono, são também suas funções. Têm olhos em todos os lugares, de maneira que vêem tudo, capacitados para registrar e dirigir com perfeita sabedoria e conhecimento. São eles que regem a adoração diante do trono de Deus, pois foi, quando levantaram suas vozes em louvou e glória, que os vinte e quatro anciãos se prostraram em adoração diante do Criador do Céu e da terra. Possuem um caráter quádruplo em que combinam a sabedoria e a onisciência de todos os ramos da criação, a razão, a inteligência, a devoção e o ardor espiritual do homem; a majestade, a coragem e a audácia do leão; a submissão, paciência e força do boi; e a visão, a vista penetrante, a rapidez de ação e o notável poder da águia.” Edwin R. Thiele, Apocalipse: Esboço de Estudos, vol. 1, 88, 89.

Essas criaturas viventes ao redor do trono de Deus são representadas no Santuário Terrestre pelos anjos querubins sobre o propiciatório.  “Em cada extremidade do propiciatório (em cima da Arca do Concerto) estava fixo um querubim de ouro puro maciço. Suas faces voltavam-se um para o outro, e olhavam reverentemente para o propiciatório embaixo, e representavam todos os anjos do céu que com interesse e reverência olham a lei de Deus.” Ellen G. White, Spirit of Prophecy, vol. 1, 272.

Santo, Santo, Santo, este é clamor dos serafins na visão de Isaías 6:3 e na visão de João em Apoc. 4:8 e é uma expressão da reverência, respeito, louvor e adoração dos anjos diante da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

“Os serafins, diante do trono, são tão cheios de reverente respeito ao contemplar a glória de Deus que eles não olham nem por um instante para si mesmos com autocomplacência, ou admiração de si mesmos ou um ao outro. O louvor e a glória são para o Senhor dos Exércitos, que é exaltado acima de tudo, de Quem cuja glória enche o templo. Quando eles vêem o futuro, quando a terra toda se encherá com a Sua glória, a música de triunfante louvor ecoa de um para o outro em melodioso cântico, 'Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos.' Eles estão completamente realizados em glorificar a Deus; e na Sua presença, sob Seu sorriso de aprovação, eles não desejam outra coisa. Em ostentar Sua imagem, em realizar Seu serviço e em adorá-Lo, a mais alta ambição deles é plenamente alcançada.” Ellen G. White, Review and Herald, 22/12/1896.

“A voz do Filho de Deus chamou os santos que dormiam, saindo eles revestidos de gloriosa imortalidade. O santos vivos foram mudados num momento e com eles arrebatados no carro de nuvem. Parecia todo ele sobremodo glorioso ao avançar para o alto. Dos lados do carro havia asas e debaixo dele, rodas. E ao avançar o carro, as rodas clamavam: 'Santo,' e as asas, ao se moverem, clamavam, 'Santo,' e o séquito de anjos ao redor da nuvem clamavam: 'Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus TodoPoderoso!'  E os santos na nuvem clamavam: 'Glória, aleluia!'” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 35.

“A suprema glória dos atributos de Cristo, é Sua santidade.  Os anjos se inclinam diante Dele em adoração, exclamando:'Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Todo-Poderoso.' (Apoc. 4:8)  Declara-se a Seu respeito que Ele é glorioso em Sua santidade.” Ellen G. White, Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 362.

“E quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apoc. 4:9-11).

“O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência.  E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador... E os seres santos que adoram a Deus nos céus, declaram porque Lhe é devida Sua homenagem: 'Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas.' (Apoc. 4:11).” Ellen G. White, O Grande Conflito, 436, 437.

Jeová, este é o nome pelo qual a trindade se revela na Bíblia.  Pai, Filho e Espírito Santo fazem uso do mesmo nome, este é o nome da Divindade. Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos.  Os que compreendem a grandeza e a majestade de Deus, tomarão o Seu nome nos lábios com santo temor. Os anjos, quando pronunciam este nome, velam o rosto.
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