Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 01 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelações do Apocalipse - Capítulo nº 01

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Revelações do Apocalipse - Livro nº 01
Tema deste Capítulo

Revelações de Jesus Cristo

Passaram-se sessenta anos desde que João vira a Jesus pela última vez. Ele era o único sobrevivente dos doze homens escolhidos por Jesus para serem Seus discípulos. João havia enfrentado duras provas: fora aprisionado; lançado em óleo fervente e milagrosamente libertado; e finalmente fora banido para a colônia penal de Patmos.
 
Patmos era uma pequena ilha rochosa no arquipélago grego conhecido hoje por Patino.  Está diante da costa sudoeste da Ásia Menor, aproximadamente a 60 km. de Mileto.  A ilha mede cerca de 16 km. de comprimento e 10 km. de largura.  Quase não tem árvores.  Possui uma montanha com cerca de 270 metros de altura.  Patmos era usada pelos romanos como lugar de exílio dos criminosos da mais baixa classe.
 
Gaio Calígula (37-41) foi o primeiro imperador a exigir a adoração de si mesmo.  O próximo imperador a reivindicar adoração foi Domiciano (81-96). Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol.7, 722

Suetonio diz que Domiciano enviou uma carta circular aos seus procuradores, começando com essas palavras: “Nosso Mestre e nosso Deus ordena que isto seja feito.” Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol.7, 722

Isso reflete as condições de pressão e de perseguição que os cristãos enfrentaram nos dias de João. O apóstolo João, em virtude de sua fé e testemunho da verdade, foi convocado para comparecer diante das autoridades em Roma.  João deu razão de sua fé de uma maneira clara e convincente. O imperador Domiciano estava cheio de ira. João foi lançado dentro de um caldeirão óleo fervente, mas nada lhe aconteceu.  Então, como última solução para fazer silenciar a voz daquele último dos discípulos de Jesus, o imperador Domiciano decretou o seu desterro. Deveria ser banido para a ilha de Patmos, sob condenação por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo (Apoc. 1:9).  Ali, pensavam os seus inimigos, sua influência não mais seria sentida, e finalmente o apóstolo morreria em privações e em sofrimentos.
 
Porém, quão diferentes foram os resultados. Ao mesmo tempo que a ilha árida e rochosa no mar Egeu era, para os criminosos, realmente uma tortura, para o servo de Deus, aquela solitária habitação tornou-se a porta do Céu.
 
Ali, afastado das cenas da vida e dos ativos labores dos primeiros anos, João teve a companhia de Jesus e dos anjos celestiais, e deles recebeu instrução para a Igreja de Deus por todo o tempo futuro.  Foram esboçados diante de João os acontecimentos que teriam lugar no final da história deste mundo.  Entre as rochas e recifes de Patmos, João manteve comunhão com o Criador.  Embora o cenário que o rodeava fosse desolado e árido, o céu azul que o cobria era tão luminoso e belo como o céu de sua amada Jerusalém.  Na voz de muitas águas o profeta ouvia a voz do Criador.  As rochas que o cercavam, faziam-no lembrar-se de Cristo, a Rocha de Sua fortaleza, em cujo abrigo podia ele refugiar-se sem temor. Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 568-577.
 
“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo Seu anjo as enviou, e as notificou a João Seu servo; o qual testificou da Palavra de Deus, e do Testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto” (Apoc. 1:1-2).
 
Revelação, (Gr. Apokalupsis).  “No Apocalipse são pintadas as coisas profundas de Deus. O próprio nome dado a suas inspiradas páginas, 'revelação,' contradiz a afirmação de que é um livro selado.  Revelação é alguma coisa que foi revelada. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos.  Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram aos que viviam nos dias de João.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 584.

O Apocalipse é uma complementação dos Evangelhos. Enquanto os Evangelhos relatam o ministério de Jesus na terra, o Apocalipse revela o ministério de Jesus no Céu.
 
“Na revelação a ele dada foram desdobradas cena após cena de empolgante interesse na experiência do povo de Deus, e a história da igreja foi desvelada até o fim dos séculos.  Em figuras e em símbolos, assuntos de vasta importância foram apresentados a João para que os relatasse, a fim de que o povo de Deus do seu século e dos séculos futuros tivesse inteligente compreensão dos perigos e conflitos diante dêles. Esta revelação foi dada para guia e confôrto da igreja através da dispensação cristã.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 583.
 
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apoc. 1:3).
 
“Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, as profecias registadas por Daniel demandam nossa especial atenção, visto relacionarem-se com o próprio tempo em que estamos vivendo. Com elas devem-se ligar os ensinos do último livro das Escrituras do Novo Testamento.  Satanás tem levado  muitos a crer que as porções proféticas dos escritos de Daniel e João o revelador não podem ser compreendidas. Mas a promessa é clara de que uma bênção especial acompanhará o estudo dessas profecias. 'Os sábios entenderão' (Dan. 12:10), foi dito com respeito às visões de Daniel que deveriam ser abertas nos últimos dias; e da revelação que Cristo deu a Seu servo João para guia do povo de Deus através dos séculos, a promessa é: 'Bemaventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas' (Apoc.1:3).” Ellen G. White, Profetas e Reis, 547-548
 
“O livro de Apocalipse se abre com uma ordem para compreendermos a instrução que ele contém. 'Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia' declara Deus, 'e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.' Quando nós, como um povo, compreendermos o que este livro para nós significa, ver-se-á entre nós grande reavivamento. Não compreendemos plenamente as lições que ele ensina, não obstante a ordem que nos é dada é de examiná-lo e estudá-lo.” Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 113.
 
“Foi  Gabriel, o anjo que ocupa a posição imediata ao Filho de Deus, que veio com a divina mensagem a Daniel. Foi Gabriel 'Seu anjo', que Cristo enviou a revelar o futuro ao amado João; e é proferida uma bênção sobre os que lêem e ouvem as palavras da profecia, e observam as coisas ali escritas.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 212.
 
“É pronunciada uma bênção sôbre quem presta a devida consideração a esta comunicação. A bênção é prometida para estimular o estudo desse livro. Não devemos, de maneira alguma, cansar-nos de examiná-lo por motivo de seus símbolos aparentemente místicos. Cristo nos pode oferecer a compreensão.” Ellen G. White, Evangelismo, 196-197.
 
“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do Seu trono” (Apoc.1:4).
 
A Ásia Menor, atualmente, Turquia, era uma província romana.  Nos tempos do helenismo, nesta região tinha se desenvolvido o importante reino de Pérgamo, era um centro da cultura helênica. No tempos do Novo Testamento, a Ásia Menor ainda continuava sendo um forte centro da cultura greco-romana. O apóstolo Paulo dedicou muito tempo do seu ministério nessa região (Atos 18:19-21; 19:1, 10), e o sucesso dos seus labores nessa região pode ser visto através das três epístolas que ele enviou aos cristãos que viviam ali (Efésios, Colossenses, Filemom). A Ásia Menor tornou-se um forte centro cristão, principalmente após o ano 70 d.C. quando Jerusalém foi destruída. A tradição diz que João vivia em Éfeso e viajava por toda aquela área ao redor, “instituindo e ordenando bispos e colocando ordem nas Igrejas” Clement de Alexandria, Who Is the Rich Man That Shall Be Saved?, XLII; ANF, vol. 2, 603.

Sem dúvida, a liderança de João muito contribuiu para o crescimento do cristianismo na Ásia Menor.
 
Daquele que é - uma expressão aparentemente tirada da LXX de Êxodo 3:14, onde essa expressão é usada para traduzir o nome de Deus, o “Eu Sou.” Assim como no Hebraico, essa expressão indica que Deus é eterno, existente por Si mesmo e incriado.
 
E que era -  Deus existia desde a eternidade (Salmos 90:2).
 
E que há de vir - essa série “que é,” “que era,” “que há de vir,” indica que a última frase poderia ser entendida como o “que será,” mas, também aplica-se à segunda vinda de Jesus, aquele que “há de vir.” “Na Palavra, fala-se de Deus como 'o Deus eterno.' Este nome abarca o passado, o presente, e o futuro.  Deus é de eternidade a eternidade.  Ele é o Eterno.” Ellen G. White, Testimonies for the Church, vol. 8, 270.

Os sete Espíritos - no Apocalipse os sete Espíritos relacionam-se também com as “sete lâmpadas de fogo” (Apoc.4:5) e os “sete olhos do Cordeiro” (Apoc.5:6).  Essa associação dos “sete Espíritos” com o Pai e com o Filho, implica que eles representam o Espírito Santo.  O termo “sete” é uma expressão simbólica da Sua perfeição. Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 732
 
O Número Sete na Bíblia
 
Gen. 2:2 - Semana de sete dias
 
Gen. 7:2 - Animais limpos foram tomados para a arca de sete em sete
 
Exo. 25:37 - Sete lâmpadas para o candieiro
 
Lev. 4:6 - O sangue era espargido sete vezes
 
Lev. 14:16 - O óleo era espargido sete vezes
 
Lev. 23:15 - Sete sábados
 
Lev. 23:39 Festa de sete dias
 
Num. 12:15 - Miriam ficou sete dias fora do acampamento

Deut. 15:1 - Servos eram libertos dos credores depois de sete anos
 
Jos. 6:4 - Sete sacerdotes diante da arca, com Sete Trombetas
 
Jos. 6:15 - Jericó foi rodeada sete vezes, no Sétimo Dia
 
Rute 4:15 -  Sete filhos
 
Jó 42:8 - Sete bezerros e sete carneiros
 
Sal. 119:164 -  Louvor a Deus sete vezes ao dia

Atos 6:3 - Sete Diáconos
 
O Número Sete no Apocalipse
 
Apoc. 1:4 -  Sete Igrejas
 
Apoc. 1:4  -  Sete Espíritos
 
Apoc. 1:12 - Sete Candieiros

Apoc. 1:16 Sete Estrelas
         
Apoc. 4:5 - Sete Lâmpadas   
           
Apoc. 5:1- Sete Selos
           
Apoc. 5:6 - Sete Pontas
           
Apoc. 5:6 - Sete Olhos   
           
Apoc. 8:2 - Sete Anjos
            
Apoc. 8:2 - Sete Trombetas
       
Apoc. 10:3 - Sete Trovões
 
Apoc. 12:3 - Sete Cabeças
 
Apoc. 12:3 - Sete Coroas
 
Apoc. 15:1 - Sete Anjos
 
Apoc. 15:1 - Sete Pragas
 
Apoc. 17:9 - Sete Montes
 
Apoc. 17:9 - Sete Reis
 
Apoc. 1:3 - Sete Bem-aventuranças (14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7, 14)
 
Sete é a palavra favorita no alfabeto de Deus.  Há sete dias na semana; sete notas na música; sete cores no arco-íris. Henry H. Halley, Halley's Bible Handbook, (Grand Rapids, MI.: Zondervan, 1962), 688.

O número sete é a  própria assinatura de Deus.  “O número sete indica plenitude,”  Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 585. e perfeição.
 
Sete Revelações da Natureza e Obra do Cordeiro
 
1.   O Sangue do Cordeiro (Apoc. 5:8-9; 7:14; 12:11)
 
2.   O Livro da Vida do Cordeiro (Apoc. 13:8; 21:27)
 
3.   Os Apóstolos do Cordeiro (Apoc. 21:14)
 
4.   A Noiva do Cordeiro (Apoc. 21:9)
 
5.   As Bodas do Cordeiro (Apoc. 19:7)
 
6.   O Trono do Cordeiro (Apoc.22:3)
 
7.   A Ira do Cordeiro (Apoc. 6:16) Wim Malgo, Seven Letters From Heaven (West Columbia, SC: Midnight Call, 1984), 5, 6.
 
A palavra Cordeiro aparece no Apocalipse pelos menos 28 vezes (4x7).  A mensagem central deste livro é a Revelação do Cordeiro de Deus e Sua obra no Santuário do Céu.
 
“E da parte de Jesus Cristo, que é a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra.  Aquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (Apoc. 1:5).
 
Fiel Testemunha - Jesus representa perfeitamente o caráter, a mente, e a vontade de Deus o Pai.  Sua vida sem pecado em meio aos pecadores e Sua morte sacrifical testifica da santidade e amor do Pai (João 1:1, 14; 14:10).
 
Primogênito dos mortos a palavra grega usada para primogênito é prototokos, e é aplicada a Jesus sete vezes no Novo Testamento.  Tem dois significados, literal e espiritual:
 
Literal: o primeiro filho.  Neste sentido é aplicado a Jesus duas vezes, Lucas 2:7 e Mateus 1:25 “E deu à luz a seu Filho primogênito, e envolveu-O em panos, e deitou-O numa manjedoura.” “E não a conheceu até que deu à luz seu Filho, o primogênito, e pôs-Lhe o nome de Jesus.”
 
Espiritual: nas cinco outras vezes a palavra prototokos é usada no sentido espiritual, simbólico significando: Escolhido, Superioridade, Excelência de Caráter, Supremacia, Dignidade, Importância. Neste caso, levava-se em conta a excelência de caráter, e indicava Preeminência Espiritual. A Bíblia dá alguns exemplos de Primogenitura Espiritual com base na Excelência e Dignidade do Caráter de Jesus:
 
“O Primogênito entre muitos irmãos” (Rom. 8:29).
 
“O Primogênito de toda a criação” (Col. 1:15).
 
“O Primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a Preeminência” (Col. 1:18)
 
“E quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: e todos os anjos de Deus O adorem” (Heb. 1:6). “O Primogênito dos mortos” (Apoc. 1:5).
 
A Bíblia dá diversos exemplos de Primogenitura Espiritual com relação a outros personagens bíblicos:  
 
José - Ruben, era o primogênito, porém deu-se a primogenitura a José (I Cron.5:1-2).
 
Efraim - Manassés, filho de José era o primogênito, porém Jacó escolheu Efraim (Gen. 41:51; 48:18-19; Jer. 31:9);
 
Jacó - Esaú era o primogênito, porém Deus escolheu a Jacó (Exo. 4:22);
 
Davi - Eliabe era o primogênito de Jessé, mas Deus escolheu a Davi (I Sam. 17:13; 16:12; Sal. 89:20-27);
 
Salomão - Amnon era o primogênito de Davi, mas foi morto (II Sam. 3:2) e Salomão foi constituído rei e não Adonias, o mais velho (I Reis 1:5, 32, 43; II Sam. 3:4).  
 
Cinco vezes a palavra “primogênito” é aplicada a Jesus no sentido figurativo, simbólico; uma referência ao Escolhido de Deus, o Primeiro na classificação da raça humana. Realça Sua Dignidade, Supremacia e Primazia Espiritual.  
 
Jesus Se tornou o Primogênito entre muitos irmãos na Sua encarnação, “quando outra vez introduz no mundo o Primogênito” (Heb. 1:8), por causa de Sua Excelência de Caráter e Dignidade.  
 
Primogênito dos mortos, significa que Jesus é “as primícias dos mortos,” o mais importante dentre todos os que passaram pela morte, cuja ressurreição é o tipo e penhor da ressurreição de todos os mortos. Jesus é aquele de quem todos os mortos dependem, porque Ele é a ressurreição e a vida.  Jesus não foi o primeiro a morrer; não foi o primeiro a ressuscitar, mas é o Primogênito dos mortos por ser o Deus encarnado ( João 1:14); a fonte da vida ( João 1:4, 3; 14:6); a ressurreição e a vida ( João 11:25).  À luz destes textos bem podemos nos regozijar em que Jesus tenha alcançado a Preeminência entre os irmãos, conforme Colossenses 1:18.  
 
“Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem.Era representado pelo molho movido, e Sua ressurreição teve lugar no próprio dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. Por mais de mil anos esta simbólica cerimônia fora realizada. Das searas colhiam-se as primeiras espigas de grãos maduros, e quando o povo subia a Jerusalém, por ocasião da páscoa, o molho das primícias era movido como uma oferta de ação de graças perante o Senhor.  Enquanto essa oferenda não fosse apresentada, a foice não podia ser metida aos cereais, nem estes serem reunidos em molhos.  O molho dedicado a Deus representava a colheita.  Assim Cristo, as primícias, representava a grande messe espiritual a ser colhida para o reino de Deus. Sua ressurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 754, ênfase minha.
 
O Príncipe dos reis da terra - o domínio deste mundo pertence a Jesus.  Embora Satanás tenha se proclamado o “príncipe deste mundo” (Mateus 4:9; João 14:30), Jesus é o legítimo Miguel, o grande Príncipe (Dan. 12:1); a Ele se erguem todos os louvores e honra (Apoc.5:13).
 
“Adão deveria reinar em sujeição a Cristo.  Ao atraiçoar Adão Sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás, Cristo permaneceu ainda, de direito, o Rei. Satanás só pode exercer sua autoridade usurpada segundo Deus lho permita. Quando o tentador ofereceu a Cristo o reino e a glória do mundo, estava propondo que Ele renunciasse à verdadeira soberania do mesmo e mantivesse o domínio em sujeição a Satanás.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 113, ênfase minha.
 
“Quando Cristo volver de novo à Terra, não como Preso rodeado pela plebe, hão de vê-Lo os homens.  Hão de vê-Lo então como o Rei do Céu.  Cristo virá em Sua própria glória, na glória do Pai e na dos santos anjos.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 710, ênfase minha.
 
“O Príncipe do Céu estava entre Seu povo. O maior dom de Deus fora concedido ao mundo.  Regozijo para os pobres; pois Cristo viera torná-los herdeiros de Seu reino. Regozijo para os ricos; pois lhes ensinaria a obter as riquezas eternas. Regozijo aos ignorantes; torná-los-ia sábios para a salvação.  Regozijo aos instruídos; desvendar-lhes-ia mistérios mais profundos do que os que já haviam penetrado.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 255, ênfase minha.

"Aquele que nos ama e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (Apoc. 1:5).
 
“Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte.  Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia.  'Pelas Suas pisaduras fomos sarados.'... Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligouSe à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. 'Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.' Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deuO à raça caída... Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 21, ênfase minha.
 
A dádiva celestial foi tão grande, tão perfeita, que em si mesma elimina todas as dúvidas e desconfianças do amor de Deus.  Não pode haver nenhuma sombra de dúvida em relação a quanto e quão profundamente Deus nos ama.  Deus não Se propôs a simplesmente resolver o problema do pecado, antes deu-Se a Si mesmo, envolveu-Se a tal ponto com a família dos pecadores, que ficou impossível voltar atrás.  Tornou-Se para todo sempre membro da família humana.  
 
“Por Sua relação humana para com os homens, Cristo os atraiu bem achegados a Deus.  Revestiu Sua natureza divina da vestidura humana, e demonstrou perante o universo celeste, perante os mundos não caídos, quanto ama Deus aos filhos dos homens. O dom de Deus ao homem excede a toda estimativa.  Não foi retida coisa alguma. Deus não permitiria que se dissesse, que Ele poderia haver feito mais ou revelado à humanidade maior amor.  No dom de Cristo, deu Ele todo o Céu.” Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, 11, ênfase minha.
 
“Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão...  A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimido, mas exaltado.  Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do universo de Deus.  Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da glória viveu e sofreu e morreu, aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens...” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 21, 22, ênfase minha.
 
“Este é o mistério da piedade. Haver Cristo tomado a natureza humana, e por uma vida de humilhação elevado o homem na escala do valor moral para com Deus; o levar Ele a natureza que adotara ao trono do Senhor, e aí apresentar Seus filhos ao Pai; o ser conferida a êles uma honra maior que a dos anjos, eis a maravilha do universo celeste, o mistério para o qual os anjos desejam atentar.” Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, 22, ênfase minha.
 
“Aqueles que, no poder de Cristo, vencerem o grande inimigo de Deus e do homem, ocuparão nas cortes celestes uma posição acima dos anjos não caídos.” Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, 242, ênfase minha.
 
“E nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder para todo o sempre.  Amém” (Apoc. 1:6).

“Durante os mil anos entre a primeira e a segunda ressurreição, ocorre o julgamento dos ímpios.  O apóstolo Paulo indica este juízo como um acontecimento a seguir-se ao segundo advento... (I Cor. 4:5).  Daniel declara que quando veio o Ancião de Dias, 'foi dado o juízo aos santos do Altíssimo' (Dan. 7:22). Nesse tempo os justos reinam como reis e sacerdotes de Deus. João, no Apocalipse diz: 'Vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar.'  'serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos' (Apoc. 20:4, e 6).” Ellen G. White, O Grande Conflito, 660, 661.
 
Deus constituiu Sua igreja para ser um reino de sacerdotes (Êxo.19:6; Apoc. 5:10; I Pedro 2:5, 9). Cada cristão é um sacerdote; este é o sacerdócio de todos os crentes.  Porém, não somente durante o Juízo dos mil anos; não somente no sacerdócio de todos os crentes do Novo Testamento, mas especialmente no Juízo Investigativo existe um reino de sacerdotes constituído.  
 
Dentre aqueles que compunham a multidão que ressuscitou com Jesus (Mateus 27:50-53), e ascenderam com Ele ao céu como primícias dos mortos, Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 754.

dentre estes, Deus escolheu os vinte quatro anciãos que se assentam sobre os vinte e quatro tronos como sacerdotes (Apoc. 4:4; 5:9, 10), e participam do Juízo Investigativo iniciado em 1844.  Eles foram comprados da terra e constituídos sacerdotes para Deus e o Cordeiro.  João os viu com salvas de ouro nas mãos, cheias de incenso, e esta é uma indicação de que eles são seres humanos glorificados: “Tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o Livro, (selado com sete selos) e de abrir os seus selos (iniciar o Juízo Investigativo); porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizestes reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Apoc. 5:8, 9, 10).
 
“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até os mesmos que O traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele.  Sim.  Amem” (Apoc.1: 7).
 
“Então Se assentará no trono de Sua glória, e diante Dele se congregarão as nações. Então todo olho O verá, e também os que O traspassaram.  Em lugar de uma coroa de espinhos, terá uma de glória, uma coroa dentro de outra.  Em lugar do velho vestido real de púrpura, trajará vestes do mais puro branco, 'tais como nenhum lavandeiro sobre a Terra os poderia branquear.'  E nas vestes e na Sua coxa estará escrito um nome: 'Rei dos reis, e Senhor dos senhores.' Os que Dele zombaram e O feriram, ali estarão. Os sacerdotes e príncipes contemplarão novamente a cena do tribunal.  Cada circunstância há de aparecer diante deles, como se escrita com letras de fogo.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 711.
 
Eis que vem com as nuvens - “Ao subir mais e mais, os assombrados discípulos, numa tensão visual, buscam um último vislumbre de seu Senhor assunto. Uma nuvem de glória O oculta aos seus olhos; e, ao recebê-Lo o carro da nuvem de anjos, soam-lhes ainda aos ouvidos as palavras: 'Eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.'” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 794,795.
 
Assim como Cristo ascendeu em nuvens de anjos, assim Ele também voltará acompanhado por uma nuvem de anjos.
 
“Logo apareceu a grande nuvem branca.  Pareceu-me mais adorável que nunca antes. Nela assentado estava o Filho do homem. A princípio não vimos a Jesus na nuvem, mas, ao aproximar-se da Terra, pudemos contemplar Sua amorável pessoa.  Esta nuvem, quando no princípio apareceu, era o sinal do Filho do homem no céu.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 35.
 
“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio, fitam-na enquanto se aproxima da Terra mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 640, 641.
 
E todo o olho O verá - “E, demais, não será permitido a Satanás imitar a maneira do advento de Cristo.  O Salvador advertiu Seu povo contra o engano neste ponto, e predisse claramente o modo de Sua segunda vinda... (Mateus 24:24-27).  Não há possibilidade de ser imitada esta vinda.  Será conhecida universalmente, testemunhada pelo mundo inteiro.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 625.
 
Apoc. 1:7 e Daniel 12:2 falam de uma Ressurreição Especial.  Um pouco antes da volta de Jesus ocorrerá uma Ressurreição Especial que inclui todos os justos mortos desde 1844, isto é, aqueles que morreram crendo na mensagem do terceiro anjo, mais aqueles ímpios que participaram dos sofrimentos e crucifixão de Jesus.  
 
“Abrem-se sepulturas, e 'muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno' (Dan.12:2). Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. 'Os mesmos que O traspassaram' (Apoc.1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 637.
 
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso” (Apoc. 1:8). O Eu Sou - do grego, ego eimi. Esta expressão é encontrada repetidamente na LXX como a tradução do hebraico, ani hu', “Eu Sou.” João relata que Jesus, nos momentos cruciais de Sua vida, usou diversas vezes essa expressão. Para afirmar Sua préexistente divindade Jesus declarou: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (João 8:58). Os judeus entenderam muito bem que Jesus estava Se proclamando Deus, por isso pegaram pedras para apedrejá-Lo.  
 
“Com solene dignidade respondeu Jesus. 'Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou.'  Fezse silêncio na vasta assembléia.  O nome de Deus, dado a Moisés para exprimir a idéia da presença eterna, fora reclamado como Seu pelo Rabi da Galiléia. Declarara-Se Aquele que tem existência própria, Aquele que fora prometido a Israel, 'cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.'... Porque Ele era e confessava ser o Filho de Deus, intentavam matá-Lo. Então, muitos dentre o povo, pondo-se do lado dos sacerdotes e rabinos, apanharam pedras para Lhe atirarem.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 454.
 
“Por isso Eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque se não credes que Eu Sou morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
 
“Porque agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu Sou” (João 13:19).  
 
“Responderam-Lhe: a Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou Eu... Quando, pois, lhes disse: Sou Eu, recuaram e cairam por terra” (João 18:5, 6).  “Jesus disse: Sou Eu. Ao serem proferidas essas palavras, o anjo que há pouco estivera confortando a Jesus 1 Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 454.
interpôs-se entre Ele e a multidão. Uma luz divina iluminou o rosto do Salvador, e uma como que pomba pairou sobre Ele.  Em presença dessa divina glória, a turba assassina não pôde permanecer um momento. Cambalearam em recuo. Sacerdotes, anciãos, soldados e o próprio Judas caíram como mortos por terra.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 666, ênfase minha.
 
“Eu Sou” significa que o seu possuidor é o Eterno, Existente por Si mesmo, Incriado. Este foi o nome pelo qual Deus Se revelou a Moisés no deserto (Êxo. 3:14).
 
“Foi Cristo que do Monte Horebe falou a Moisés, dizendo: 'Eu Sou o que Sou'... Assim dirás aos filhos de Israel: 'Eu Sou me enviou a vós.' Foi este o penhor da libertação de Israel.  Assim quando Ele veio 'semelhante aos homens,' declarou ser o Eu Sou. O infante de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus manifestado 'em carne.' A nós nos diz: 'Eu Sou o Bom Pastor; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; É- Me dado todo poder no céu e na terra; Eu Sou a certeza da promessa; Sou eu, não temais; 'Deus conosco (Emanuel) é a certeza da nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer a Lei do céu.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 20, ênfase minha.
 
“Alfa e Ômega, o princípio e o fim, o Senhor que é, que era, e que há de vir” (Apoc. 1:8).

A primeira e a última letra do alfabeto grego, e tem o mesmo significado de “o princípio e o fim,” ou “o primeiro e o último” . (Apoc. 22:13).  
 
“Jesus era a luz de Seu povo, a luz do mundo, antes que viesse à Terra sob a forma humana.  O primeiro raio de luz a penetrar a sombra em que o pecado envolveu o mundo, veio de Cristo.  E Dele tem vindo todo raio do fulgor celestial que tem incidido sobre os habitantes da Terra. No plano da redenção, Cristo é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Derradeiro.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 382.
 
“Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus, e pelo Testemunho de Jesus Cristo” (Apoc. 1:9).
 
A primeira perseguição imperial contra os cristãos foi a de Nero (64-67 d.C.); a segunda foi a de Domiciano (95 d.C.). Henry H. Halley, Halley's Bible Handbook, 686.

De acordo com Suetônio, o imperador Domiciano chamava-se a si mesmo de “Deus et Dominus”, “Deus e Senhor.”  Plínio declara que Domiciano tomava qualquer desconsideração para consigo como uma ofensa contra sua divindade.  Em razão de os cristãos recusarem reconhecê-lo como deus, é dito que ele teria declarado: “Eu os aniquilarei.” Essa perseguição foi curta mas muito severa. Calcula-se que mais de 40.000 cristãos foram torturados e mortos nessa perseguição; essa foi a perseguição em que João foi banido para a ilha de Patmos. A terceira perseguição imperial foi a de Trajano (98 d.C.). Henry H. Halley, Halley's Bible Handbook, 686.

Sou vosso irmão e companheiro na aflição - nasceram na família celestial são, em sentido especial, irmãos de nosso Senhor. O amor de Cristo liga os membros de Sua família, e onde quer que esse amor se manifeste, aí se revela a relação divina.  'Qualquer que ama é nascido de Deus' (I João 4:7).” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 614.
 
“Na última década do primeiro século d.C., João, o discípulo amado, pastoreou as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente, ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo imperador Domiciano e lançado num caldeirão de azeite fervente.  Foi tirado ileso de lá e exilado para a ilha de Patmos.” Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, 2 trimestre, 1 parte, 1989, 18.

Escrevendo aproximadamente cem anos mais tarde, Tertuliano, presbítero de Cartago, afirmou o seguinte: “Já que, além disso, está perto da Itália, você tem Roma, da qual nos chega às mãos a própria autoridade [dos apóstolos] . . ., onde o apóstolo João foi primeiro lançado, ileso, em azeite fervente, e enviado de lá ao seu exílio na ilha.” Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, 2 trimestre, 1 parte, 1989, 18.
 
“João foi enviado para a ilha de Patmos, onde, separado dos seus companheiros de fé, seus inimigos supunham que ele morreria pela privação e pelo abandono.  Porém João fez amigos e conversos mesmo lá.  Seus inimigos pensaram que tinham posto a fiel testemunha num lugar onde ele não mais poderia perturbar Israel ou os ímpios governantes do mundo. No entanto, todo o universo celestial viu os resultado do conflito com o idoso discípulo e a sua separação dos companheiros de fé.  Deus e Cristo e as hostes celestiais foram os companheiros de João na ilha de Patmos.” Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 954-955.
 
“Os servos de Cristo que são fiéis e verdadeiros podem não ser reconhecidos e honrados pelos homens..., mas o Senhor os honrará.  Eles não serão esquecidos por Deus. Ele os honrará com Sua presença porque eles foram achados fiéis e verdadeiros.
 
Naquela árida e desolada ilha João foi deixado a sós com Deus e sua fé.  Em meio às rochas e penhascos ele manteve comunhão com o seu Criador.” Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 954-955.
 
“João foi lançado dentro de um caldeirão de óleo fervente; mas o Senhor preservou a vida de Seu fiel servo, da mesma maneira como preservara a dos três hebreus na fornalha ardente... E João foi retirado do caldeirão pelos mesmos homens que ali o haviam lançado. De novo a mão da perseguição caiu pesadamente sobre o apóstolo. Por decreto do imperador foi João banido para a ilha de Patmos.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 570.
 
“Estêvão foi apedrejado; Tiago morto à espada; Paulo foi decapitado; Pedro, crucificado; João, exilado. Contudo a igreja cresceu.  Novos obreiros tomaram o lugar daqueles que caíram, e pedra sobre pedra foi acrescentada ao edifício.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 597.
 
Na ilha chamada Patmos - uma prisão mais cruel não poderia ter sido encontrada no Império Romano para um homem com mais de 90 anos, de instintos sociais plenamente desenvolvidos, moral refinada, inteligência cultivada e elevadas aspirações religiosas. Sua vida, no cálculo do tirano Domiciano, seria curta, porém, penosa, exposto às severas privações e durezas de um tal exílio. Lição da Escola Sabatina, 2 trimestre, 1974, 9.
 
“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta” (Apoc. 1:10).

Embora João estivesse na ilha de Patmos, Jesus não o encontrou na ilha de Patmos, mas no Céu, para onde ele foi arrebatado em espírito.  
 
No dia do Senhor - expressão grega kuriake hemera.  Considerando que a Bíblia é a melhor intérprete de si mesma, é prudente e sábio permitir que a Bíblia explique qual é o Dia do Senhor.  Em Isaías 58:13-14 lemos:
 
“Se desviares o teu pé do Sábado, e de fazer a tua vontade no meu Santo Dia, e se chamares ao Sábado deleitoso, e Santo Dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor, e te farei calvalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.”

“Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo.  O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 581.

“Patmos tornou-se resplendente com a glória do Salvador ressurrecto.  João tinha visto Cristo na forma humana, com as marcas dos pregos nas mãos e nos pés, que para sempre serão Sua glória.  Agora, foi-lhe permitido novamente contemplar o seu Salvador ressuscitado, revestido com uma glória muito maior do que a que um ser humano poderia contemplar e viver.  
 
Que sábado não foi aquele para o solitário exilado, sempre precioso aos olhos de Cristo, mas agora, mais do que nunca exaltado! Nunca tinha ele aprendido tanto de Jesus. Nunca tinha ele ouvido sobre tão elevada verdade.” Ellen G. White, Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol.7, 955.

“Que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardo, e a Filadélfia, e a Laodicéia” (Apoc. 1:11).
 
Estas sete cidades estavam ligadas por uma grande estrada triangular, e elas são mencionadas de acordo com a sua ordem geográfica.  Éfeso era a principal cidade, enquanto Pérgamo era a capital política.  Somente Éfeso aparece como uma das igrejas no Novo Testamento, mas Tiatira é mencionada como sendo o lar de Lídia (Atos 16:14); e Laodicéia é mencionada também como uma igreja para a qual Paulo escreveu uma epístola, que foi perdida (Col. 4:13-16). As outras não são mencionadas no Novo Testamento. Henry H. Halley, Halley's Bible Handbook, 687, 688.
 
“Foi Cristo quem ordenou ao apóstolo relatar o que lhe deveria ser revelado... Os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica plenitude, e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da igreja nos diversos períodos da história do mundo.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 585.
 
As sete igrejas são a primeira série de sete no Apocalipse.  Existiam outras igrejas cristãs na província da Ásia Menor. O fato de ter Deus escolhido especificamente estas sete leva-nos a conclusão de que estas sete igrejas, com seus respectivos nomes e características, simbolizavam as condições do cristianismo como um todo, tanto na era apostólica como também nas eras futuras, estendendo-se até os últimos dias. As sete igrejas, portanto, significam:
 
1.   Sete igrejas locais na Ásia Menor
 
2.   Sete diferentes períodos da Igreja de Deus na Terra
 
3.   Sete condições que a Igreja Cristã enfrentaria  
 
“Na revelação a ele dada foram desdobradas cena após cena de empolgante interesse na experiência do povo de Deus, e a história da igreja foi desvelada até o fim dos séculos.  Em figuras e símbolos, assuntos de vasta importância foram apresentados a João para que os relatasse, a fim de que o povo de Deus do seu século e dos séculos futuros tivesse inteligente compreensão dos perigos e conflitos diante deles. Esta revelação foi dada para guia e conforto da igreja através da dispensação cristã.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 583.
 
“E virei-me para ver quem falava comigo.  E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e no meio dos castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de um vestido comprido, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro” (Apoc. 1:12-13).
 
Os sete castiçais, que representam as igrejas, estão no céu, ou seja, no Santuário Celestial.  As revelações do Apocalipse estão centralizadas no Santuário do Céu, e não são somente revelações que vem de Jesus, mas, especialmente sôbre Jesus e Seu Ministério Celestial.  Ele é a figura central; o livro revela quem Ele é; o Apocalipse é um testemunho referente ao papel, função e posição de Jesus na grande controvérsia contra Satanás.  Os títulos e nomes aplicados a Jesus no Apocalipse sempre são descritivos; em Apoc. 1:5 e 6, por exemplo, a ênfase é colocada em Cristo como “a fiel testemunha,” “o primogênito dos mortos,” e “Aquele que nos ama e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados,” “o Príncipe dos reis da terra,” “e nos fez reis e sacerdotes para Deus.” Todos êsses títulos tem a ver com o ministério de Jesus no Santuário Celestial, mas o fundamento de tudo é a cruz de Cristo.  A cruz é o fundamento e alicerce do ministério de Jesus no Santuário do Céu. A cruz de Cristo dá consistência e é a razão de ser do Seu Ministério Celestial.  
 
Assim como no santuário terrestre do Antigo Testamento, o cordeiro era morto e oferecido em sacrifício no pátio do santuário, Jesus também deveria ser sacrificado no pátio exterior do Santuário do Céu.  Em Apoc. 11:1-2 Deus mostrou a João o Santuário do Céu, e ordenou-lhe que medisse o santuário, mas deixasse de fora o pátio para ser pisado pelas nações.  O pátio do Santuário do Céu é o planeta Terra, e o altar de sacrifício é o monte do Calvário onde Jesus foi crucificado.  
 
Tanto o Antigo como o Novo Testamento ensinam que o trabalho de Jesus pela família humana não terminou na cruz do Calvário. O sacrifício de Jesus foi completo e todo suficiente para salvação de todo aquele que crê, mas ali cumpriu-se unicamente a primeira fase da expiação, a morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; Jesus ascendeu ao Céu para dar início à segunda fase da expiação, representada pelo ministério intecessório realizado pelos sacerdotes, diariamente, no Lugar Santo do santuário terrestre (Hebreus 9:11-12, 24; 8:1-2; 4:14-16). Tudo no Apocalipse gira em torno do Santuário Celestial. Na primeira cena vista por João (Apoc.1:12) foi-lhe mostrado os sete castiçais.  Já no primeiro capítulo Jesus conduz a mente do profeta ao Santuário do Céu, onde Ele aparece vestido como Sumo Sacerdote, no meio dos sete castiçais, uma referência ao Lugar Santo. Clifford Goldstein, Between the Lamb and the Lion (Nampa, Idaho: Pacific Press, 1995), 32.
 
A expressão vestes talares ou vestido comprido constituem a tradução de uma palavra grega que designa o longo manto azul usado pelo sumo sacerdote israelita em seu ministério diário no Lugar Santo (Exo. 28:4, 31; 29:5; 39:22). O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral.  Cada um destes artigos do vestuário estava entretecido de fios de ouro. Joseph J. Battistone, Lição da Escola Sabatina, 2 trimestre, 1 parte, 1989, 22.
 
“Quanto mais importante não é que neste dia antitípico da expiação compreendamos a obra de nosso Sumo Sacerdote, e saibamos quais os deveres que de nós se requerem... A intercessão de Cristo no Santuário Celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz.  Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir. Pela fé devemos penetrar até o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós... Ali podemos obter intuição mais clara dos mistérios da redenção.” Ellen G. White, O Grande Conflito, 431, 489.
 
As revelações feitas a João apontam para as atividades de Jesus no Santuário Celestial. O livro de Daniel introduz o assunto do santuário e o Apocalipse expande-o.  Se os livros de Daniel e Apocalipse são um e falam dos mesmos assuntos, Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, 117.
então é de se esperar que o assunto do santuário seja, de fato, a mensagem central do Apocalipse. É prudente usar de cautela para não transformar o Apocalipse num livro somente histórico, pois não o é.  
 
Quando Jesus ascendeu ao Céu, a primeira fase da expiação estava completa e perfeita. Jesus iniciou então, no dia do Pentecostes, cinqüenta dias após Sua ressurreição, a segunda fase da expiação. Neste exato dia Jesus foi entronizado no Santuário Celestial como nosso Sacerdote, obra que se estenderia por todo o período coberto pelas Sete Igrejas.  Temos que ficar atentos para ver o exato momento em que Jesus dá início à terceira fase da expiação, o Juízo, representado no santuário terrestre pela entrada do sumo sacerdote no Lugar Santíssimo (Hebreus 9:1-7). Se o Juízo Investigativo, a Purificação do Santuário Celestial, é o assunto central no livro de Daniel, com certeza também o é no Apocalipse.     
 
“Como povo, devemos ser estudantes diligentes da profecia; não devemos sossegar sem que entendamos claramente o assunto do santuário, apresentado nas visões de Daniel e de João.  Este assunto verte muita luz sobre nossa atitude e nossa obra atual, e dá-nos prova irrefutável de que Deus nos dirigiu em nossa experiência passada.  Explica nosso desapontamento de 1844 . . .” Ellen G. White, Evangelismo, 222, 223.
 
“Um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de um vestido comprido e cingido pelos peitos com um cinto de ouro” (Apoc. 1:13).
 
Filho do Homem  no grego Huios anthropou. É a mesma expressão aramaica kebar 'enash encontrada em Daniel 7:13.  Em Daniel 7:13 o Filho do Homem é mencionado no contexto do Santuário Celestial, e mais especificamente, no contexto do início do Juízo Investigativo. Em Apoc. 1:13 o contexto também é o Santuário Celestial. A expressão “Filho do homem” é aplicada a Jesus mais de 80 vezes no Novo Testamento.  

Quando Jesus glorificado apareceu a João em Seu esplendor, Ele ainda Se revelou na semelhança de um ser humano.  Jesus tem uma pré-existência eterna como a segunda Pessoa da Divindade. Jesus assumiu a natureza humana, sem perder, e sem renunciar a natureza divina. Ambas estão misteriosamente unidas na mesma Pessoa para todo o sempre.  No entanto, Jesus ainda prefere Se revelar como nosso Irmão na Sua humanidade, embora Ele seja, ao mesmo tempo Deus Eterno.
 
Jesus gosta de ser identificado como Filho do homem.  “Ele podia ter vindo à Terra como alguém com notável aparência, diferente dos filhos dos homens. . . .  Isto não estava, porém, de acordo com o plano elaborado nas cortes de Deus.  Ele devia possuir as características da família humana e da raça judaica.  Em todos os aspectos o Filho de Deus devia ter as mesmas feições que os outros seres humanos.” Ellen G. White, Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 5, 1131.
 
“A beleza de Seu semblante, a amabilidade de Seu caráter e, sobretudo, o amor expresso no olhar e na voz, atraíam para Ele todos quantos não estavam endurecidos na incredulidade.” Ellen G. White, Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 5, 1131.

“Sua forma perfeita e porte cheio de dignidade, Seu semblante que expressava bondade, amor e santidade, não eram igualados por pessoa alguma que então vivia sobre a Terra.” Ellen G. White, Spiritual Gifts, vol. 4, 119.

“Ele só era um pouco mais alto do que o tamanho comum dos homens que então viviam sobre a Terra.” Ellen G. White, Spiritual Gifts, vol. 4, 115.

“Física bem como espiritualmente, Ele era... 'imaculado e incontaminado'.  No corpo e na alma, era um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade por meio da obediência a Suas leis.” Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, 51.

Jesus Se revela em Apoc. 1:13 não como Rei dos reis, mas como o Sumo Sacerdote do Santuário Celestial.  Jesus está vestido com vestes sacerdotais, vestidos compridos, e um cinto de ouro (Exo.28:4).  “Como um Salvador pessoal Ele intercede nas cortes celestiais.  Diante do trono de Deus ministra em nosso favor 'Um semelhante ao Filho do homem' (Apoc. 1:13).” Ellen G. White, Testimonies for the Church, vol. 8, 265.

Ellen G. White aplica Apoc. 1:13 como uma introdução ao ministério de Jesus como nosso Sacerdote.  
 
“É dito de Cristo que anda no meio dos castiçais de ouro.  Assim é simbolizada a Sua relação para com as igrejas.  Ele está em constante comunicação com Seu povo.  Conhece seu verdadeiro estado.  Observa-lhe a ordem, piedade e devoção.  Conquanto seja Sumo Sacerdote e Mediador no Santuário Celestial, é apresentado andando de um para outro lado entre as Suas igrejas terrestres.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 585.
 
Os sete castiçais simbolizam não somente as Sete Igrejas, mas também introduzem o ministério de Jesus no Lugar Santo do Santuário Celestial. Foi ali que Jesus continuou Seu ministério após Sua ascensão.

“E a Sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os Seus olhos como chama de fogo; e os Seus pés, semelhante a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a Sua voz como a voz de muitas águas.  E Ele tinha na Sua dextra sete estrelas; e da Sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o Seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.  E eu, quando O vi, caí a Seus pés como morto; e Ele pôs sobre mim a Sua dextra, dizendome: Não temas; Eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:14-17).

Existe uma notável semelhança entre a descrição feita de Jesus, pelo profeta Daniel e pelo profeta João.
DanielJoão
Um certo homem
Um semelhante ao Filho do homem
Vestido de linho
Vestido até aos pés
Lombos cingidos com ouro fino
Um cinto de ouro
Face como relâmpago
Semblante como o sol
Olhos como lâmpadas de fogo
Olhos como chama de fogo
Pés semelhantes a latão reluzente
Pés semelhantes a latão reluzente
Voz semelhante a de uma multidão
Voz como o som de muitas águas
Nenhuma força, rosto em terra
Caiu aos Seus pés como morto
Uma mão lhe tocou
Pôs sobre ele a mão direita
Disse: Não temas
Disse: Não temas

“E o que vivo, e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre.  Amem.  E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:18).
 
“Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada.  'Quem tem o Filho, tem a vida.' A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para o crente.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 507.
 
 “Jesus transformou a dor da mãe em alegria quando lhe devolveu o filho; todavia, o mancebo foi simplesmente chamado a esta vida para lhe suportar as penas, as labutas e  perigos, tendo de passar novamente pelo poder da morte. O pesar pelos mortos, porém, Ele conforta com a mensagem de infinita esperança: 'Eu sou (. . .) o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre.  (. . .)  E tenho as chaves da morte e do inferno.' 'Visto como os filhos participam das carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.' Satanás não pode reter os mortos em seu poder quando o Filho de Deus lhes ordena que vivam.  Não pode manter em morte espiritual uma alma que, com fé, recebe a poderosa palavra de Cristo.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 302,303.
 
“Mas Cristo é igual a Deus, infinito e onipotente.  Ele poderia pagar o resgate para a liberdade do homem.  Ele é eterno Filho, existente por Si mesmo, sobre Quem nenhum jugo havia; e quando Deus perguntou, 'A quem deverei enviar?, Ele respondeu: 'Eu estou aqui, envia-Me.' Ele (somente Ele) poderia entregar-Se para Se tornar o refém do homem; pois Ele podia dizer aquilo que o mais honrado entre os anjos não poderia dizer: 'Eu tenho poder sobre a minha própria vida, poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la.” Ellen G. White, Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 5, 1136.
 
A ressurreição espiritual e a ressurreição literal são possíveis em virtude da morte e ressurreição de Jesus.  É Ele quem ressuscita os que estão espiritualmente mortos, e é Ele quem tirará finalmente justos mortos da sepultura.  “Satanás não pode reter os mortos em seu poder quando o Filho de Deus lhes ordena que vivam.  Não pode manter em morte espiritual uma alma que, com fé, recebe a poderosa palavra de Cristo.  Deus está dizendo a todos quantos se acham mortos em pecado: 'Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos.' Efesios 5:14.  Essa palavra é vida eterna.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, 303.
 
“Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer: o mistério das sete estrelas, que viste na minha dextra, e dos sete castiçais de ouro.  As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas” (Apoc. 1:1920).
 
As revelações feitas a João tinham a ver com a situação da igreja nos seus dias e no futuro.  O mistério do Apocalipse é algo que pode ser entendido pelos filhos de Deus.  Jesus disse aos discípulos: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus” (Mat. 13:11).  Estes dois textos são a ponte que introduz o estudante da Bíblia à mensagem das sete igrejas.
 
Anjos - (Gr. Aggeloi) tem o sentido de “mensageiros” tanto celestiais como humanos.  Aggeloi é aplicado a seres humanos em Mateus 11:10; Marcos 1:2; Lucas 7:24, 27; 9:52.  Os anjos das sete igrejas são entendidos como os respectivos anciãos e bispos.  
 
“Desde Sua ascensão, Cristo, a grande Cabeça da igreja, tem levado avante Sua obra no mundo mediante embaixadores escolhidos, por meio dos quais fala aos filhos dos homens, e atende-lhes às necessidades. A posição dos que foram chamados por Deus para trabalhar por palavra e doutrina em favor do levantamento de Sua igreja, é de extrema responsabilidade... Os ministros de Deus são simbolizados pelas sete estrelas que Aquele que é o primeiro e o último tem sob Seu especial cuidado e proteção... As estrelas do céu acham-se sob a direção de Deus.  Ele as enche de luz.  Guia e dirige-lhes os movimentos.  Se não o fizesse, essas estrelas viriam a ser estrelas caídas. O mesmo quanto a Seus ministros.” Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, 13, 14.
 
Sete igrejas - “Os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica plenitude, e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da igreja nos diversos períodos da história do mundo.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, 585.
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