Porque foi dada a Lei no Sinai? - Estudos Bíblicos Adventistas

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Porque foi dada a Lei no Sinai?

A Bíblia Responde > VIII – A Lei de Deus
A Bíblia Responde - Capítulo nº 08 - A Lei de Deus

1. Como descreve Neemias a entrega da lei no Sinai?

“E sobre o Monte de Sinai desceste, e falaste com eles desde os céus; e deste-lhes juízos reptos, e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons; e o Teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos, e lei lhes mandaste pelo ministério de Moisés, Teu servo.” Neem. 9:13 e 14.

2. Qual a vantagem principal atribuída aos judeus?

“Qual é logo a vantagem do Judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas.” Rom. 3:1 e 2.

“Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas.”

A lei não foi dada a esse tempo exclusivamente para benefício dos hebreus. Deus os honrou fazendo-os depositários e conservadores da Sua lei, mas pretendia que ela fosse retida por eles como um legado sagrado para o mundo inteiro. Os preceitos do Decálogo adaptam-se a toda a humanidade, e foram dados para a instrução e governo de todos. “Dez preceitos breves, compreensivos e autorizados, abrangem o dever do homem para com Deus e para com seus semelhantes” e são todos alicerçados no grande princípio fundamental do amor: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e a teu próximo como a ti mesmo.” S. Luc. 10:27. Nos Dez Mandamentos esses princípios são apresentados pormenorizadamente e aplicados à condição e circunstâncias do homem.

3. Antes da entrega da lei no Sinai que disse Moisés quando Jetro o interrogou no tocante à maneira de ele julgar o povo?

“Quando têm algum negócio vêm a mim, para que eu Julgue entre um e outro, e [eu] lhes declare os estatutos de Deus, e as Suas leis." Êxo. 18:16.

4. Que explicação deu Moisés aos príncipes de Israel, atinente à guarda do maná no sétimo dia, no deserto de Sim, antes de chegarem ao Sinai?

“E ele disse-lhes: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor .... Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá." Êxo. 16:23-26.

5. Ao saírem alguns no sétimo dia para recolher maná, que disse o Senhor a Moisés?

“Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?" Êxo. 16:28.

É evidente, pois, que o sábado e a lei de Deus existiram antes de serem dados no Sinai.

6. Que outra evidência temos de que a lei moral existiu antes de ser proclamada no Monte Sinai?

“Como pela desobediência de um só homem, m 'tos foram feitos pescadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos." Rom.5:19.

“Todo aquele, que comete pecado, quebra também a lei: e pecado é o quebrantamento da lei." I S. João 3:4.

O homem pelo qual entrou o pecado no mundo, foi Adão. Visto como o pecado é o quebrantamento ou transgressão da lei, segue-se que já existia a lei no Éden. Do contrário não teria havido transgressão nem pecado.

Diz o Epítome of Pontoppidarüs Explafnatiou of Martin Luther’s Small Catechism (1935), pág. 7:

Como revelou Deus essa lei?

“Por ocasião da criação Ele a escreveu no coração dos homens, e por isso é chamada a lei da natureza. Rom. 2215.

“Não revelou Deus a lei de alguma outra maneira?

“Sim, Ele a deu no Monte Sinai, escrita sobre duas tábuas de pedra.”

7. Que é dito ser a lei?

“E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo tornou-se o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.” Rom. 7:12 e 13.

8. Para que fim foi introduzida a lei?

“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse.” Rom. 5:20.

Pela doação da lei no Sinai, portanto, Deus pretendia, não aumentar ou multiplicar o pecado, porém que os homens, por meio duma nova revelação d’Ele e de Seu carácter e vontade, numa lei expressa e escrita com perfeita clareza, vissem melhor a terrível pecaminosidade do pecado, e, assim, o seu estado desesperançado e arruinado. Enquanto estava no Egito, rodeado de idolatria e pecado, e como resultado de sua longa escravidão e dura servidão, o próprio Israel, que era o povo peculiar de Deus, havia grandemente esquecido a Deus e perdido de vista Seus reclamos. Sem que alguém se convença de que é pecador, não pode ver sua, necessidade dum Salvador do pecado. Dai a doação ou nova publicação da lei para o mundo, por meio de Israel no Sinai.

9. Por que meio nos vem o conhecimento do pecado?

“Pela lei vem o conhecimento do pecado." Rom. 3:20. Ver também Rom. 7:7.

10. Que uso devemos fazer da lei de Deus?

“Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente.” I Tim. 1:8.

11. Como é indicado o uso legítimo da lei?

“Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os fornicários, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina.” ITim. 1:9 e 10.

Noutras palavras, o uso legítimo da lei escrita é mostrar o que é o pecado, e convencer os pecadores de que eles são pecadores, e precisam dum Salvador. O desígnio de Deus, ao dar a lei no Sinai, foi convencer o homem do pecado, e conduzi-lo assim a Cristo.

12. Quem diz Cristo precisa de médico?

“Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes.” S. Mat.9:12.

Falando de como tratar os “que não sentem os seus pecados” nem “têm profunda convicção de cu1pa,” D. L. Moody, em .seus Sermões, Apelos e Orações, diz: “Fazei tão-somente que a lei de Deus opere em tais pessoas, e as mostre a si próprias como realmente são .... Não busqueis curar a ferida antes de o ferimento ser sentido. Não procureis ministrar o consolo do evangelho sem que vossos conversos vejam que pecaram - vejam-no e também o sintam.”

13. A quem diz Cristo haver vindo chamar ao arrependimento?

“Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." S. Mat. 9:l3.

14. Qual é a força do pecado?

“Ora o aguilhão da morte é c pecado, e a força do pecado é a lei.” I Cor. 15:56.

15. Qual é o salário do pecado?

“Porque o salário do pecado ê a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” Rom. 6223.

16. Poderá uma lei que condena alguém, conceder-lhe vida?

“Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte, porque se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça na verdade, teria sido pela lei.” Gál. 3:2l.

17. Qual, pois, foi o propósito ou desígnio especial de a lei ter sido dada no Sinai? '

“De que maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.” Gál. 3:24.

“Para que existe a lei de Deus? para a andarmos a fim de sermos salvos por ela? De maneira nenhuma. Foi-nos dada com o fim de mostrar-nos que não podemos ser salvos pelas obras, e limitar-nos a ser salvos pela graça. Mas se presumis que a lei está alterada para que o homem a possa observar, deixai-lhe a sua velha esperança legal, e ele está certo de poder a ela apegar-se. Necessitais duma lei perfeita que mantenha o homem, quando apartado de Cristo, em estado de desesperança, ponha-o numa jaula de ferro, feche-o a cadeado e não lhe ofereça escape algum senão o da fé em Cristo; então se porá a gritar: Senhor, salva-me pela graça, pois percebo que não me posso salvar por minhas próprias obras.” E assim é que S. Paulo o apresenta aos Gálatas: A Escritura incluiu a todos sob o pecado, para que a promessa pela fé de Jesus Cristo pudesse ser concedida aos que crêem. Mas antes de vir a fé, éramos mantidos sob a lei, retidos dentro da fé que depois se revelaria. Por essa causa a lei era nosso aio para conduzir-nos a Cristo, a fim de sermos justificados pela fé.' Digo-vos que, pondo de parte a lei, despojastes o evangelho de seu auxiliar mais competente. Tirastes dela o aio que leva os homens a Cristo. Eles nunca aceitarão a gra-ça sem que tremam perante uma lei justa e santa. Por conseguinte, a lei serve ao mais necessário e bendito propósito, e não deve ser removida do lugar que ocupa.” _- The Perpetuity of the Law of God, por C. H. Spurgeon, págs. e 11.

“E observe-se que a lei não atingiu esse fim meramente entre os judeus, nos dias dos apóstolos; ela é igualmente necessária para os gentios, até à hora presente. Nem verificamos que o verdadeiro arrependimento ocorre onde a lei moral não é pregada nem apresentada com insistência. Os que só pregam o evangelho aos pecadores, na melhor das hipóteses só curam superficialmente a ferida da filha do Meu povo.” -- Dr. Adão Clarke, em Rom. 7:13, (edição de 1860).

Comentando Gãl. 3:23, em seu livro Sermon Notes, CCXII, diz Spurgeon: “Aí temos uma história resumida do mundo antes de o evangelho ser amplamente revelado pela vinda de nosso Senhor Jesus .... A história de cada alma salva é miniatura da história de todos os tempos.” Isto é, em sua experiência, cada individuo salvo está primeiramente em trevas; vai então ao Sinai e aprende que é pecador; isso o leva ao Calvário para obter o perdão de seus pecados, e alcançar, assim, ampla e final salvação
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal