Os Sete Selos - Estudos Bíblicos Adventistas

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Os Sete Selos

A Bíblia Responde > VI – A Segura Palavra dos Profetas
A Bíblia Responde - Capítulo nº 06 - A Segura Palavra dos Profetas

1. Que viu, S. João, o revelador, à mão direita do que Se assentava no trono?

"E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos." Apoc. 5:1.

2. Que fez o Cordeiro com esse livro?

"E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono." Apoc. 5:7.

3. Por que foi Cristo declarado digno de abrir os selos?

"E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua e povo, e nação." Apoc. 5:9.

4. Que foi visto ao se abrir o primeiro selo?

"E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, ... eis um cavalo branco: e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer." Apoc. 6:1 e 2.
O número sete nas Escrituras denota cumprimento ou perfeição. Os sete selos compreendem toda uma série de acontecimentos em


que é narrada a história da Igreja, desde o começo da era Cristã até à segunda vinda de Cristo. O cavalo branco, com o cavaleiro saindo vitorioso, apropriadamente representa a primeira Igreja cristã na sua pureza, indo a todo o mundo com a mensagem evangélica de salvação.

5. Que surgiu ao ser aberto o segundo selo?

"E, havendo aberto o segundo selo, ... saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da Terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada." Apoc. 6:3 e 4.

Como a brancura do primeiro cavalo revelava a pureza do evangelho que seu cavaleiro propagava, assim a cor do segundo animal deve mostrar que a corrupção se deveria manifestar ao tempo a que este símbolo se aplica. É verdade que tal estado de coisas sucedeu à igreja apostólica. Falando do segundo século, Wharey, em sua "História da Igreja," pág. 39, diz: "O cristianismo começou então a vestir-se das roupagens do paganismo. As sementes de muitos erros que posteriormente invadiram a igreja tão completamente, marearam-lhe a beleza, desvaneceram-lhe a glória, tomavam já raízes." O mundanismo entrava. A igreja procurava a aliança do poder secular, e dificuldades e perturbações foram o resultado. Este período se estende do fim do primeiro século ao tempo de Constantino, quando se efetuou completa união entre a Igreja e o Estado.

6. Qual era a cor do símbolo sob o terceiro selo?

"E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo preto: e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão." Apoc. 6:5.

O cavalo "preto" muito bem representa a escuridão espiritual que caracterizou a igreja do tempo de Constantino até ao estabelecimento da supremacia papal, em 538 A. D. Da condição imperante


no quarto século, Wharey (pág. 54) diz: "O cristianismo tornara- se popular, e uma larga proporção, talvez a grande maioria, dos que o aceitavam, apenas tomavam o nome, recebiam o rito do batismo, conformavam-se com algumas cerimônias externas da igreja, enquanto no coração e no caráter moral eram tão pagãos quanto antes. Como um dilúvio, o erro e a corrupção invadiram a Igreja."

7. Qual era a cor e o caráter do quarto animal?

"E, havendo aberto o quarto selo, ... eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno [no grego, Hades — a sepultura] o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da Terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra." Apoc. 6:7 e 8.

Esta cor não é natural num cavalo. O original dá o sentido da cor pálida ou amarela que se vê nas flores crestadas. O símbolo evidentemente se refere à obra de perseguição e matança efetuada pela Igreja Romana contra o povo de Deus no tempo decorrido entre o começo da supremacia papal, em 538 A. D., e o tempo em que os reformadores começaram a expor o verdadeiro caráter do papado, sendo detida a obra de destruição.

8. Ao abrir-se o quinto selo, que foi visto sob o altar?

"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da Palavra de Deus e por amor do testemunho que deram." Apoc. 6:9.

Quando os reformadores expuseram a obra do papado, foi então trazido à memória o grande número de mártires que haviam sido mortos pela fé.

9. Que se diz estarem fazendo esses mártires?

"E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?" Apoc. 6:10.

O cruel tratamento que haviam recebido clamava por vingança, assim como o sangue de Abel clamava a Deus desde a terra. Gên. 4:10. Não estavam no Céu, mas debaixo do altar sob o qual haviam sido mortos. Sobre este ponto diz o Dr. Adão Clarke: "O altar está na Terra, não no Céu." Ver a nota da pergunta seguinte.

10. Que foi dado a esses mártires?

"E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram." Apoc. 6:11.

Estes haviam sido mortos durante os séculos compreendidos no selo anterior: Seus perseguidores, a maior parte, ao menos, haviam morrido. E se haviam recebido castigo ao morrer, como alguns supõem, por que se importunariam os mártires pela sua punição? Nesta, como noutras partes da Bíblia, é usada a figura da personificação, em que objetos inanimados são representados como viventes e falantes, e coisas que não são, como se fossem. Ver Juí. 9:8-15; Heb. 2:11; Rom. 4:17. Estes mártires haviam sucumbido como hereges debaixo da escuridão e superstição do selo anterior, cobertos de ignomínia e vergonha. Agora, à luz da Reforma, seu verdadeiro caráter aparece, e são vistos como justos, e daí lhes serem dadas "vestes brancas." "O linho fino são as justiças dos santos." Apoc. 19:8. Justiça lhes é atribuída; e após haverem repousado por mais um pouco — debaixo do altar — até que outros que deveriam perecer por causa da fé, os seguissem, juntos então haverão de despertar para a vida e a imortalidade.

11. Que foi visto primeiro, ao ser aberto o sexto selo?

"E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra." Apoc. 6:12, primeira parte.

Isto sem dúvida se refere ao grande terremoto de 1.° de novembro de 1755, geralmente conhecido como o terremoto de Lisboa, cujos efeitos foram sentidos numa área de 8.000.000 de quilômetros quadrados. Lisboa (Portugal), cidade que contava 150.000 habitantes, foi quase inteiramente destruída. O abalo do terramoto, diz o Sr. Sears, em sua obra "Maravilhas do Mundo," pág. 200, "foi seguido imediatamente da queda de todas as igrejas e conventos, de quase todos os edifícios públicos, e a quarta parte das casas. Cerca de duas horas depois o fogo irrompeu em diferentes lados, e grassou com tal violência pelo espaço de três dias que a cidade foi completamente desolada. O terremoto ocorreu num dia santo, quando as igrejas e conventos estavam repletos, sendo poucas as pessoas que escaparam.... O terror do povo não pode ser descrito. Ninguém chorava: era além das lágrimas. Corriam todos de cá para lá, delirando de horror e pasmo, batendo na face e no peito, gritando: Misericórdia! o mundo vai-se acabar! Mães esqueciam os filhos, e corriam à roda carregando crucifixos. Desafortunadamente, muitos corriam às igrejas em busca de proteção; mas em vão foi ministrado o sacramento; em vão as pobres criaturas abraçavam os altares; imagens, sacerdotes e o povo foram soterrados na ruína comum.... Noventa mil pessoas se presume terem sucumbido naquele dia fatal."

12. Que deveria seguir o grande terremoto?

"E o Sol tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua tornou-se como sangue." Apoc. 6:12, última parte.

Isto se refere ao dia escuro em 19 de maio de 1780, quando a escuridão foi tal que deu a impressão geral de que o dia de julgamento estava próximo.


13. Que outro evento é mencionado sob este selo?

"E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte." Apoc. 6:13.

Isto se cumpriu na admirável chuva de meteoros de 13 de novembro de 1833. Descrevendo a cena na vizinhança das quedas do Niágara, diz um escritor: "Nenhum espetáculo tão terrível, grande e sublime foi jamais visto pelo homem, como aquele do firmamento descendo em torrentes de fogo .sobre a escura e rugidora catarata." -— Our First Century, pág. 330; também Enciclopédia Americana, edição de 1881, artigo "Meteor."

Um colaborador, escrevendo para o Journal of Commerce de 14 de novembro de 1833, sobre a queda de estrelas, de 13 de novembro de 1833, diz: "Procurasse eu na Natureza um símile, não acharia um que tão precisamente ilustrasse o aspecto do céu, com o que S. João usa na profecia. A queda das estrelas não se dava como que vindo de árvores diferentes, mas de uma só; as que apareciam a leste, caíam para leste; as que apareciam a oeste, para esse lado caíam; e as que surgiam ao sul, para aquela direção se despenhavam. E não caíam como cai o fruto maduro — longe disso — mas voavam, eram arrojadas como o fruto verde que com dificuldade se desprende do galho; e então, quando violentamente sacudido, dele se desprendem, voam com rapidez, na mesma direção, descendentes; e caindo em multidão, alguns cortam o trajeto de outros, sendo atirados com mais ou menos força." Ver a pág. 276.

14. Qual é o evento seguinte mencionado?

"E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares." Apoc. 6:14.

Este evento ainda está no futuro, e ocorrerá juntamente com a segunda vinda de Cristo. Estamos agora entre os dois eventos — o último dos sinais nos céus, e o enrolar-se do céu e a remoção de seu lugar de tudo que é terreno. Os grandes sinais aqui mencionados, que assinalam a proximidade da segunda vinda de Cristo e a subversão das coisas terrenas, estão todos no passado, e o mundo aguarda o soar da última trombeta como a cena final do drama terrestre.

15. Como comoverá o mundo esse grande acontecimento?

"E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto d’Aquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?" Apoc. 6:15-17.

16. Depois da obra do selamento, descrita em Apocalipse 7, que ocorre sob o sexto selo, como é apresentado o sétimo selo?

"E havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no Céu quase por meia hora." Apoc. 8:1.

0 sexto selo apresenta os eventos correlacionados com a segunda vinda de Cristo. 0 sétimo selo, muito naturalmente, portanto, deve referir-se a esse evento, ou a algum resultado consequente. Quando Cristo vier, todos os santos anjos O acompanharão (S. Mat. 25:31); segue-se necessariamente silêncio no Céu durante a ausência deles. Meia hora de tempo profético deverão ser sete dias. Os sete selos, portanto, levam-nos até à segunda vinda de Cristo.
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