Os Males da Intemperança - Estudos Bíblicos Adventistas

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Os Males da Intemperança

A Bíblia Responde > XVII – Saúde e Temperança
A Bíblia Responde - Capítulo nº 17 - Saúde e Temperança

1. Que diz a Escritura a respeito do vinho?

"O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." Prov. 20:1.

Todas as bebidas intoxicantes são enganadoras. Parecem dar forças, mas causam, na verdade, enfraquecimento; parecem criar calor, mas na realidade diminuem em geral a temperatura; parecem comunicar vitalidade, mas o fato é que destroem a vida; parecem promover a felicidade, mas causam o maior infortúnio e miséria.

À intemperança pode atribuir-se a maior parte das tristezas do mundo.

2. Qual é um dos maus resultados da intemperança?

"Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão cairão na pobreza." Prov. 23:20 e 21.

3. Que outros maus efeitos traz a intemperança?

"A incontinência, e o vinho, e o mosto tiram a inteligência." Oseias 4:11. "Mas também estes erram por causa do vinho e com a bebida forte se desencaminham ... andam errados na visão e tropeçam no juízo." Isa. 28:7.

Um dos mais subtis efeitos do álcool "é produzir forte sede de mais bebida idêntica, ao mesmo tempo que enfraquece a vontade que lhe poderia resistir." — Alcohol, de Dr. Williams, pág. 48.

4. Entre que pecados se acha classificada a bebedice?

"Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes." Gál. 5:19-21.

5. Quais são os sofrimentos que acompanham a intemperança?

"Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada." Prov. 23:29 e 30. 

6. Que acontece afinal com quem bebe?

"Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará." Prov. 23:31 e 32.

Os efeitos das bebidas alcoólicas são assim descritos no Year Book [Anuário]' da American Prohibition, de 1912, págs. 26 e 27:

"Quanto ao Indivíduo. As bebidas alcoólicas, sejam elas fermentadas, sejam misturadas, sejam ainda destiladas, são venenosas, aumentando grandemente a possibilidade de um desfecho fatal em casos de enfermidades, enfraquecendo e perturbando a mente, deturpando as feições, endurecendo o coração e corrompendo a moral, 'legando à posteridade' a degeneração física e moral.

"Quanto à Família. Perturbador e destruidor de sua paz, prosperidade e felicidade, removendo assim o firme alicerce do bom Governo, da prosperidade e bem-estar nacionais.

"Quanto à Coletividade. Produz a desmoralização, o vício e a impiedade, neutralizando a eficácia dos esforços religiosos e de todos os meios para a elevação intelectual, pureza moral, felicidade social e eterno bem da humanidade.

"Quanto ao Estado. Promove o crime e o pauperismo paralisa a economia e a indústria, corrompe a política, a legislação e a execução das leis."

O álcool tende a destruir as mais elevadas espécies de células, as que têm que ver diretamente com os processos vitais, principalmente as delicadas células do cérebro, substituindo-as por inútil e nocivo tecido de ligação, ou o que é comumente conhecido por tecido de cicatriz. Estatísticas dignas de confiança demonstram que o abstémio, tem vantagem de, pelo menos, vinte e um por cento sobre o bebedor moderado.

"Os descendentes de alcoólatras mostram desequilíbrios da mais profunda espécie, como sejam deformidades, nevroses, que podem tornar-se os mais sérios tipos de coreia, convulsões infantis, epilepsia ou idiotice." — Alcohol, pág. 44.

7. Que se pode dizer quanto ao uso do fumo?

Sendo grande veneno, seu emprego é altamente prejudicial.

"Com exceção do mortal ácido prússico, o fumo é o mais sútil veneno conhecido pelos químicos." — M. Orfila, presidente da Academia Médica de Paris.

"... fumo em nossas escolas e colégios é destrutivo, estiolando o corpo e a mente." — Dr. Williard Parker.

"Não hesito em declarar que o fumo é um mal para os jovens, e unicamente um mal — física, mental e moralmente." — Edward Hitchcock, do Colégio Amherst.

"O uso por parte dos homens, de bebidas intoxicantes, de cigarros por parte dos jovens, está formando uma raça de cidadãos mentalmente débeis, sem saúde, destituídos de valor." — João Wuuamaker.

"Ao buscarmos empregados, seria preferível buscá-los nos asilos de alienados mentais, a tê-los fumantes." — Falecido E. H. Harman, magnata de estradas de ferro.

"Os cigarros estão arruinando nossos filhos, pondo em risco sua vida, estiolando-lhes o intelecto e tornando-os, rapidamente, criminosos. Os meninos que fumam parece perderem toda a noção do que é reto, decente e justo." — Juiz Crane, da cidade de Nova York.

"O fumar cigarros, no caso de meninos, paralisa-lhes em parte as células nervosas, à base do crânio, e isto interfere com a respiração e o funcionamento do coração. As extremidades dos nervos motores perdem sua excitabilidade, vindo em seguida a base dos nervos, e depois a medula espinhal.... A faculdade da delicada coordenação fica decididamente perdida." — Piof. Sims Woodhead, da Universidade de Cambridge.

"O uso de cigarros afeta o sistema nervoso, enfraquece a força de vontade e destrói no rapaz a capacidade para resistir à tentação; e por isto cai ele facilmente presa dos hábitos que, não somente destroem a mente e a alma, mas o levam irresistivelmente à violação das leis." — Jorge Torrance, superintendente do Instituto de Correção do Estado de Illinois.

O uso do fumo é desmoralizador em seus efeitos gerais, e tende a despertar a sede de bebida forte. Originou-se entre os indígenas norte-americanos. Em novembro de 1492, quando Colombo descobriu a ilha de Cuba, mandou para explorá-la, dois marinheiros que, de volta, contaram, entre muitas outras estranhas e curiosas descobertas,-que os índios traziam consigo fachos, e soltavam fumaça pela boca e pelo nariz, o que eles julgavam ser o modo como os naturais daquela terra se perfumavam. Esses homens declararam mais tarde terem visto "os desnudos selvagens torcerem grandes folhas, e fumarem como diabos." Originado entre os bárbaros da América, o hábito de fumar, depois de alguns anos, foi introduzido na Europa, sendo rapidamente adotado, não só entre as classes mais baixas, mas também pelos que se achavam em autoridade, vindo a participar do novo intoxicante mesmo príncipes e nobres. Desde então isto se foi generalizando.

8. Onde começa muitas vezes a intemperança?

A intemperança começa muitas vezes no lar. Muitas pessoas que não pensariam em servir em sua mesa vinho ou licor de qualquer espécie, abarrotam-na de comidas que lhes despertam a sede de bebida forte; usam chá e café, nocivos condimentos, pesadas pastelarias e alimentos excessivamente temperados, e coisas semelhantes.

9. Que não herdarão os bêbados, juntamente com outros ímpios?

"Nem os devassos, nem os idólatras, ... nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, ... herdarão o reino de Deus." I Cor. 6:9 e 10.
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