O Perigo das Dívidas - Estudos Bíblicos Adventistas

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O Perigo das Dívidas

A Bíblia Responde > XV – Admoestações e Advertências
A Bíblia Responde - Capítulo nº 15 - Admoestações e Advertências

1. Que regra geral se estabelece na Bíblia com relação a satisfazer os compromissos?

"Dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto. ... A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros." Rom. 13:7 e 8.

2. Em que condições fica a pessoa que toma emprestado?

"O que toma emprestado é servo do que empresta." Prov. 22:7.

3. Até que ponto é uma pessoa responsável pelo que toma emprestado?

"E se alguém a seu próximo pedir alguma coisa, e for danificada ou morta, ... certamente a restituirá." Êxo. 22:14.

4. Por que se sentiu tão aflito o jovem do tempo de Eliseu, por causa da perda de um machado?

• "E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água: e clamou, e disse: Ai, meu Senhor! porque era emprestado." II Reis 6:5.

5. Que milagre foi operado por Eliseu a fim de reaver o machado?

"Cortou" um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro." II Reis 6:6.

Daí podemos aprender a boa vontade de Deus em ajudar os que procuram honestamente cumprir suas obrigações, ou satisfazer os compromissos assumidos.
6. Como dirige o justo seus negócios?

"Bem irá ao homem que se compadece e empresta: disporá as suas coisas com juízo." Sal. 112:5.

7. A quem devem dar ouvidos aqueles a quem falta discernimento?

"A pobreza e afronta virão ao que rejeita a correção, mas o que guarda a repreensão será venerado." Prov. 13:18.

É bom, por parte daqueles que, por falta de tino para os negócios, se vêem sempre metidos em dívidas, buscar conselho das pessoas dotadas de mais sabedoria nessas questões.

8. Que parábola de Cristo ensina discernimento nos negócios?

"Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar." S. Luc. 14:28 e 30.

9. Como foram providos os meios para a construção do tabernáculo?

"Falou mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o Senhor ordenou, dizendo: Tomai, do que vós tendes, uma oferta para o Senhor: cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao Senhor; ouro, e prata, e cobre" etc. Êxo. 35:4-9.

10. Que providências tomou Davi para a construção do templo?

"Eu pois com todas as minhas forças já tenho preparado para a casa do meu Deus ouro, ... prata" etc. I Crón. 29:2.

11. De que maneira correspondeu o povo ao seu apelo para contribuírem ?

"Então os chefes do pais, e os príncipes ... voluntariamente contribuíram. ... E o povo se alegrou do que deram voluntariamente; porque com coração perfeito voluntariamente deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria." I Crón. 29:6-9.

12. Quando o rei Joás quis reparar o templo, que providências tomou a fim de levantar os necessários fundos?

"E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do Senhor, ... e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do Senhor, os sacerdotes o recebam, cada um dos seus conhecidos; e eles reparem as fendas da casa, segundo toda fenda que se achar nela." II Reis 12:4 e 5,

13. Que foi resolvido quando, dezasseis anos depois, se verificou que esses reparos ainda não tinham sido feitos?

"O sacerdote Joiada tomou uma arca, e fez um buraco na tampa, e a pôs ao pé do altar, à mão direita dos que entravam na casa do Senhor: e os sacerdotes que guardavam a porta metiam ali todo o dinheiro que se trazia à casa do Senhor." II Reis 12:9.

14. Que se fez com o dinheiro assim arrecadado?

"E o dinheiro, ... davam nas mãos dos que faziam a obra, ... e eles o distribuíam aos carpinteiros, e aos edificadores que reparavam a casa do Senhor." II Reis 12:11.

Estes exemplos oferecem boas lições quanto à maneira de dirigir financeiramente empreendimentos evangélicos. Em cada caso, convém notar que os meios eram providenciados antes de começar a obra de construção. Não se fazia assim nenhuma dívida. Em todas as transações comerciais, é excelente este plano.

"Dívida! Não há pior desmoralizador do caráter. Os tristes registos de violação de compromissos, peculato, falências fraudulentas, que se nos deparam constantemente na imprensa diária, são muitas vezes, na verdade, com a maior frequência, resultado da desmoralização da dívida, e o consequente, desesperado esforço de ostentação. Os apoios financeiros cederam.... A dívida arruína tantas famílias e, tanto como a bebida, destrói bons caracteres; é a hipoteca do diabo sobre a alma, e ele está sempre pronto para arrematar. Pagai todas as vossas contas. Olhai na face de todo homem, com a certeza de que não deveis ao mundo mais do que ele vos deve a vós. Não fiqueis em dívida senão quanto ao amor, e mesmo isto estai certos de pagar com a bondade, e que sejam frequentes os pagamentos." — Talmage.

"Contrair dívidas é grande causa de desonestidade.... Os jovens estão ficando sem pudor quanto a dever, e a imoralidade se estende pela sociedade. Os gostos tornam-se mais extravagantes e luxuosos, sem o correspondente acréscimo de meios que habilitem a sua satisfação. São, no entanto, satisfeitos; e contraem-se dívidas que, posteriormente, pesam como uma mó ao pescoço.... O melhor plano é não fazer contas, e nunca contrair dívidas; e em seguida, se alguém as contrair, livre-se delas o mais depressa possível. 0 Homem que deve não é senhor de si: está à mercê do credor.... Ninguém que esteja endividado é livre. O inevitável efeito da dívida é, não só prejudicar a influência da pessoa, como, com o correr do tempo, trazer degradação. O devedor está continuamente exposto a humilhação." — Thrift, por Samtiel Smiles, págs. 243-247.

O seguinte testemunho sobre o assunto em questão é dado por uma senhora de Chicago, que vivera cinquenta anos de feliz vida conjugal: "Sei por que João e eu temos sido felizes durante estes cinquenta anos. Antes de mais nada tomamos como regra não contrair dívidas. Morei sessenta e oito anos em Chicago, e nunca durante este tempo, devi um centavo a qualquer pessoa.... Creio que grande parte da infelicidade é originada por gastar-se mais do que se ganha. Temos tido como norma comprar o que nos é possível pagar e só." — Tribune de Chicago, 24 de agosto de 1902. 
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