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A Bíblia Responde > XI – Vida Unicamente em Cristo
A Bíblia Responde - Capítulo nº 11 - Vida Unicamente em Cristo

1. Por meio de que figura representa a Bíblia à morte?

"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais que não têm esperança." I Tess. 4:13. Ver também I Cor. 15:18 e 20; S. João 11:11 e 14.

Em sono profundo está-se inteiramente inconsciente; o tempo passa sem se sentir; e as funções mentais, ativas quando se tem consciência, ficam inteiramente suspensas.

2. Onde dormem os mortos?

"E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão." Dan. 12:2. Ver também Ecl. 3:20; 9:10.

3. Por quanto tempo dormirão eles ali?

"Assim o homem se deita e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem se erguerá de seu sono." Jó 14:12.

4. Que disse Jó esperar depois da morte?

"Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança." Jó 14:14.

5. Onde disse ele que haveria de esperar?

"Se eu olhar a sepultura como a minha casa; se nas trevas estender a minha cama." Jó 17:13.

O original hebraico para "sepultura" é sheol, que significa, entre outras coisas, um lugar escuro, côncavo, subterrâneo, empregado com referência à habitação dos mortos em geral, sem distinção entre bons e maus. (Analytical Concordance, de Young.)

A mesma palavra é outras vezes traduzida por inferno. Algumas versões modernas, para não terem de escolher entre as palavras sepultura e inferno, deixam a palavra como está no original, isto é, sheol, no Velho Testamento, e fazem o mesmo com a palavra correspondente, hades, no Novo Testamento. Convém lembrar que inferno no Velho Testamento sempre significa sheol, isto é, um lugar de trevas e silêncio, e não de tormento em fogo.

6. Estando nesse estado, quanto sabe alguém acerca dos que ficaram vivos?

"Os seus filhos estão em honra, sem que ele o saiba; ou ficam minguados, sem que ele o perceba." Jó 14:21.

7. Que acontece, na morte, aos pensamentos do homem?

"Sai-lhes o espírito, e eles tornam-se em sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos." Sal. 146:4.

8. Sabem os mortos alguma coisa?

"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tão pouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento." Ecl. 9:5.

9. Têm eles qualquer participação nas coisas terrestres?

"Até o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do Sol." Ecl. 9:6.

Se a pessoa continuasse consciente após a morte, teria conhecimento do progresso ou desonra de seus filhos. Mas Jó diz que o morto não sabe disso. E não somente isso, mas na morte a pessoa perde os atributos do espírito — amor, ódio, inveja etc. Torna-se portanto evidente que seus pensamentos perecem, e que nenhuma participação mais pode ter com as coisas deste mundo. Mas ,se, como alguns pensam e sustentam, as faculdades do pensamento humano continuam depois da morte, ele vive então; e se vive, precisa estar nalguma parte. Onde está? No Céu, ou no inferno? Se ao morrer vai para qualquer desses lugares, que necessidade haverá de um juízo futuro, ou de uma ressurreição, ou da segunda vinda de Cristo? Se o juízo não ocorre por ocasião da morte, mas o homem entra logo no gozo de sua recompensa, então a recompensa precede o seu julgamento, e haveria a possibilidade de alguns, ao morrerem, irem para um lugar errado, havendo depois a necessidade de serem mandados para outro, depois de haverem estado na bem-aventurança ou em tormentos durante séculos, talvez.

10. Que diz o salmista quanto aos mortos louvarem a Deus?

"Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio." Sal. 115:17.

11. Morto alguém, quanto sabe acerca de Deus?

"Porque na morte não há lembrança de Ti." Sal. 6:5.

Não há sequer uma lembrança de Deus. Como já se viu, os ensinos bíblicos apresentam os mortos como estando a dormir. Caso estivessem no Céu ou no inferno, teria sido correto fazerem essa comparação? Lázaro, a quem Jesus amava, estava no Céu, quando o Salvador disse: "Lázaro, o nosso amigo, dorme"? S. João 11:11. Se assim fosse, chamá-lo à vida teria sido roubá-lo da bem-aventurança do Céu, a que tinha direito. A parábola do rico e de Lá¬zaro, registada em S. Luc. 16, foi apresentada para ensinar, não o estado consciente na morte, mas que a riqueza de nada servirá no juízo, a menos que haja sido usada para fins retos e de beneficência, e que a pobreza não excluirá ninguém do Céu.

12. Mas não estão no Céu os justos mortos?

"Porque Davi não subiu aos Céus." Atos 2:34.

13. Que precisa acontecer antes de os mortos poderem louvar a Deus?

"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos." Isa. 26:19.

14. Quando disse Davi que se satisfaria?

"Quanto a mim, contemplarei a Tua face na justiça; satisfar-me-ei da Tua semelhança quando acordar." Sal. 17:15.

15. Se não houvesse ressurreição dos mortos, que aconteceria aos que dormissem em Cristo?

"Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou, e, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos." I Cor. 15:16-18.

16. Quando ocorrerá a ressurreição dos justos?

"Porque o mesmo Senhor descerá do Céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro." I Tess. 4:16.

Se, como é declarado em Ecl. 9:5, os mortos nada sabem, eles não têm conhecimento algum da passagem do tempo. "Seis mil anos passados na sepultura, não são para o morto mais do que um pestanejar de olhos para o vivo." Para eles, o estado consciente, que é o nosso único meio de medir o tempo, não mais existe; e parecer-lhes-á, ao acordarem, que nenhum tempo passou. Nisso consiste o mais confortador pensamento da doutrina bíblica do sono da morte, isto é, de que na morte não há consciência da passagem do tempo. Para os que dormem em Cristo, seu sono, quer longo, quer curto, ou quer de um, mil ou seis mil anos, será como se o momento da triste despedida fosse seguido instantaneamente da alegre reunião na presença de Jesus, em Seu glorioso aparecimento e na ressurreição dos justos.

Deveria também ser Um pensamento confortante para todos quantos sentiram na vida ansiedade e aflição por mortos amados que persistiram em pecados, o saberem que eles não estão sofrendo em tormentos, mas, como todos os outros mortos, estão tranquilamente repousando na sepultura. Jó 3:17.

Por outro lado, a felicidade que se pudesse gozar no Céu seria desfeita caso se pudesse olhar a Terra e ver amigos e parentes sofrendo perseguição, necessidade, frio e fome, ou lastimando seus mortos. Os caminhos de Deus são os melhores, isto é, que toda percepção, sensação, atividade, pensamento e consciência cessam por ocasião da morte, e que todos devem esperar a ressurreição para entrar no gozo da vida e da recompensa eterna. Ver Heb. 11:39 e 40.
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