O Apocalipse Comentado Verso a Verso - Apêndice - Estudos Bíblicos Adventistas

Ir para o conteúdo

Menu principal:

O Apocalipse Comentado Verso a Verso - Apêndice

Biblioteca > Livros > Jeferson Quimelli > Livro
1. Comunhão

“A vida cristã tem de ser vivida em comunhão com nosso Salvador. Isso é indispensável ao enfrentarmos as tentações e enganos que nos rodeiam. Esta lição tem a ver com essa importante dimensão de nossa experiência espiritual. Será muito bom gastar algum tempo discutindo esse assunto. Algumas questões podem ser: Como posso fortalecer minha vida espiritual? O que significa conservar meus olhos fixos em Cristo? Como podemos andar cada dia com o Senhor? ... Nossos comentários serão no sentido de como o cristão pode ter comunhão com Deus.

“Cristo é uma pessoa com quem podemos desenvolver uma comunhão íntima e diária. Como fazer isso? Obviamente precisamos desejar ter esse relacionamento com Ele. Se de fato quisermos, vamos tirar tempo para Ele. Costuma-se dizer que o tempo é o material de que a vida é feita. Sempre que dedicamos tempo a alguém, gastamos uma fração de nossa vida. Como podemos investir nosso tempo com o Senhor?

I. Meditação - “Essa não é o tipo de meditação que tenta desativar a mente com o objetivo de entrar em contato com a mente cósmica. A adequada meditação é aquela que coloca a mente para ponderar na revelação divina através de Cristo. Naturalmente, durante a meditação nos colocamos mais acessíveis às influências e impressões da parte de Deus. Há muitas formas de atingir esse alvo.

“Por exemplo, quem toca um instrumento musical pode refletir nas palavras do hino enquanto toca. Isso relaxa a pessoa, ajudando-a a esquecer por alguns momentos os problemas da vida. Quem não toca um instrumento, pode ouvir uma boa música cristã, enquanto lê a Bíblia ou algum livro do Espírito de Profecia. Alguns acham que o fundo musical distrai, e preferem não usa-lo. O importante é encontrar um lugar no qual se
pode meditar na bondade de Deus.

“O conteúdo de nossa meditação pode ser o que foi sugerido acima, Bíblia ou Espírito de Profecia. Mas também se pode refletir na grandeza de Deus olhando os pássaros, as árvores, as montanhas, os vales, os rios, o mar, e qualquer parte da criação. Para muitos, nada é mais poderoso do que ler, devagar e silenciosamente um evangelho ou salmo.

“Quanto tempo deveríamos gastar em meditação, ou com que freqüência praticá-la? Essas respostas dependem de cada pessoa. Mas é óbvio que a meditação deveria ser algo regular. Também é importante gastar algum tempo durante o sábado, para ter comunhão com o Senhor. Esse é o propósito básico do sábado.

“II. Oração - “Para ter comunhão com Deus devemos conversar com Ele, derramar nosso coração junto ao trono da graça, e expor a Ele nossas alegrias e preocupações. Meditação e oração são inseparáveis. Alguém já disse que a meditação é uma oração mais longa. A diferença é que na meditação falamos menos e ouvimos mais.

“Faz bem gastar tempo em oração sozinho diante de Deus. Mas a oração não deve se restringir a um tempo ou lugar. E isso é o que torna a oração muito importante para nutrir nossa comunhão com Deus. Pela oração, podemos estar em comunhão com Ele enquanto viajamos ou trabalhamos. Isso implica que temos coisas que queremos partilhar com Cristo. Podemos agradece-Lo pela proteção e amor, ou podemos orar por outras pessoas, como nossos vizinhos, parentes, pelo pastor ou pela igreja mundial. É bom fazer uma lista de assuntos pelos quais orar, em várias ocasiões.
 
III Serviço - “Mantemos comunhão com Deus servindo ao próximo. Ficamos mais fortes espiritualmente quando permitimos que Deus nos use em Seu serviço. Deveríamos ter prazer em aceitar responsabilidades na igreja e em ajudar as pessoas. Na realidade, deveríamos estar sempre alertas, procurando oportunidades para beneficiar os outros.

“Devemos rejeitar a idéia de que para ter comunhão com Deus devemos de nos separar da sociedade. É bom ter um tempo a sós com Deus, mas também podemos encontra-Lo entre os que nos rodeiam. O verdadeiro serviço cristão é coisa muito simples e não necessariamente requer especial preparação. Tudo o que temos de fazer é ir a Deus para que Ele nos use. Há comunhão com Deus no serviço, porque Ele e nós vamos estar empenhados em realizar o mesmo ato de amor.

“Os atos de amor que Deus realizar através de nós são geralmente os mais modestos, porém, muito significativos. Dar um sorriso, dizer uma palavra de ânimo e esperança, oferecer um ombro amigo a quem necessita ou prestar socorro, enxugar uma lágrima ou simplesmente apoiar. Enfiar a mão no bolso e dar algo a um necessitado, entrar num hospital, ir à casa de uma viúva ou acolher um sem-teto. Que maravilhosa experiência de comunhão com Deus pode ser encontrada no serviço cristão! Cada dia, de manhã, deveríamos nos dispor para servir ao Senhor.

“À medida que nos aproximamos do fim do tempo, nosso relacionamento com Deus deve se tornar mais forte e profundo. Temos de manter nosso olhos fixos em Jesus através da comunhão. As ondas de pecado e apostasia, que já estão sacudindo o mundo, não nos atingirão se estivermos olhando firmemente para Jesus.” – LES963, Lição 10, p. 3A, 4A e 5A.

2 - O primeiro dia da semana e o dia do repouso no Novo Testamento.

“Há alguns anos ouvi que um conferencista religioso oferecia cinco mil dólares a quem pudesse mostrar-lhe um só versículo que dissesse: ‘Santifica o domingo em lugar do sábado.’ Ninguém conseguiu apresentar esse versículo.

“Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. Ocorre-lhes então a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma ordenança bíblica ou é somente uma tradição?

“Uma das grandes profecias do Apocalipse [Apoc. 13] trata da observância do domingo, mas não estabelece sua santidade; ao contrário, reafirma a observância do sábado. ...

“Existem, no entanto, oito versículos do Novo Testamento em que se menciona o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. ...

“ANÁLISE DOS OITO VERSÍCULOS

“1. Analisemos todos os versículos do Novo Testamento em que se menciona o primeiro dia da semana...

“* São Mateus 28:1

“* São Marcos 16:1,2

“Nota: No dia de repouso não se fazem compras, e ali se diz ‘compraram aromas... ‘ Além disso, se diz que o domingo é o dia seguinte ao dia de repouso.

“* São Marcos 16:9

“* São Lucas 24:1

“Nota: São Lucas disse que investigou diligentemente todas as coisas para que conhecêssemos bem as verdades (São Lucas 1:1-4; Atos 1:1-3). Mas não disse que o domingo era santo; pelo contrário. Em São Lucas 23:54-56 se diz que o dia de repouso no Novo Testamento era o sábado (e isto foi escrito cerca do ano 63 AD, 32 anos depois da ascensão de Jesus).

“* São João 20:1

“* São João 20:19, 26

“Nota: O objetivo pelo qual estavam juntos não era religioso. Diz ali que estavam trancados por medo dos judeus. Não estavam comemorando a ressurreição, pois não criam que Jesus havia ressuscitado (ver as duas passagens paralelas, São Marcos 16:11-14 e São Lucas 24:36-43). Para comemorar a ressurreição, Jesus estabeleceu o batismo por imersão (Romanos 6:3-6).

“* Atos 20:7

“Nota: Razão da reunião: ‘Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato.’

“* I Coríntios 16:2

“Nota: Não fala de reuniões religiosas, mas de algo para fazer em casa. Dá a impressão de estar dizendo que, ao fazer o plano de gastos da semana, separem uma quantia e a guardem para quando São Paulo chegar à cidade. A coleta da qual vem falando desde o verso 1 se refere a uma ajuda aos irmãos da Judéia devido à grande fome mencionada em Atos 11:28-30. ...

“Não é o ato de reunir-se que torna santo um dia. Eles se reuniam diariamente (Atos 5:42). O que torna santo um dia é a santificação de Deus, e a Bíblia revela que o Senhor santificou o sábado na Criação (Gênesis 2:1-3) e ao dar os Dez Mandamentos declarou que o sábado é um dia de repouso porque Deus o tornou santo, santificou-o.

“Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321.

“2. Podiam os cristãos mudar a observância do sábado para o domingo? São Mateus 5:17, 18.

“Resp.: Jesus disse: ‘...Nem um jota ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra.’ ..

“3. Aprova Deus que se deixe de guardar um de Seus mandamentos a fim de substituí-lo por uma tradição? São Mateus 15:3; São Marcos 7:6,7.
“Resp.: ‘...E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.’

“4. Segundo o Apocalipse, qual é a característica dos verdadeiros cristãos? Apocalipse 14:12.

“Resp.: ‘Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.’

“O DIA DE REPOUSO NO NOVO TESTAMENTO

“5. De que dia fala São João no Apocalipse? Apocalipse 1:10.

Resp. O dia do Senhor.

“Nota: Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.

“6. De acordo com Jesus, qual é o dia do Senhor no Novo Testamento? São Marcos 2:28.

“Resp.: ‘...O Filho do homem [Jesus] é Senhor também do sábado.’

“7. Qual é o dia de repouso do Novo Testamento? São Mateus 28:1; São Lucas 23:56.

“Resp.: É o dia anterior ao primeiro dia da semana. Portanto, é o sábado. ‘..E no sábado descansaram, segundo o mandamento.’

“8. Na cidade de Corinto, São Paulo trabalhou durante um ano e meio fazendo tendas (Atos 18:1-3, 11).

O fato de que se dedicasse a uma atividade não religiosa durante este tempo prolongado, nos ajuda a descobrir em que dia repousava. Que dia reservava São Paulo para as atividades religiosas? Atos 18:3, 4.

“Resp.: ...E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus, como gregos.’

“Nota: Durante um ano e meio São Paulo trabalhou fazendo tendas, porém estes 78 sábados dedicou-os à religião. O fato de que aos sábados pregava aos gregos demonstra que não o fazia para contentar aos judeus, mas sim porque este era o dia de repouso, o dia do Senhor dedicado à religião. Todo o livro de Atos testifica que São Paulo guardava o sábado. Por exemplo: Atos 13:42, 44; 16:13. Seu costume era dedicar o sábado à religião

(Exemplo: Atos 17:2).

“9. Até quando continuará sendo guardado o sábado? Isaías 66:22, 23.

“Resp.: Falando dos novos Céus e da Nova Terra, diz o verso: ‘...E será que de uma Lua nova à outra, e de um sábado até outro virá toda carne a adorar perante Mim, diz o Senhor.’

“Nota: Assim como para o homem não houve um só sábado que não devesse ser guardado (pois foi estabelecido como dia de repouso no primeiro sábado da Terra, Gênesis 2:1-3), jamais haverá um só sábado que não seja para se guardar. Estes versículos de Isaías dizem que na Terra nova, a cada sábado, todos os remidos irão adorar a Deus. O sábado será tão eterno como a eternidade.

“10 Qual deve ser a razão para se guardar o sábado? São João 14:15.

“Resp.: Disse Jesus: ‘Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos.’” – SRA/EP, p. 63 a 65.

3. Ventos a ponto de se soltarem.

“Aqui [Apoc. 7:1] aparecem anjos segurando os ventos de uma guerra mundial e final, não indefinidamente, mas ‘até selarmos em suas frontes os servos do nosso Deus’.

“Neste últimos anos, várias vezes esses ventos pareceram estar a ponto de se soltarem.

“Exemplos:

“1. Outubro de 19062 – Confronto Kennedy-Kruschev: Os navios russos que se dirigiam a Cuba, com foguetes nucleares a bordo, foram interceptados por aviões e navios de guerra norte-americanos.

“Se o bloqueio tivesse fracassado, os Estados Unidos teriam invadido Cuba com 250 mil soldados.

Ambas as frotas estiveram frente a frente. Logo, cada uma voltou a sua origem, como se estivessem escutado a voz do anjo de Apocalipse 7.

“2. 1961 – Os jornais publicaram a denúncia do senador australiano Thomas Morrow, assinalando que os Estados Unidos quase destruíram o mundo quando, ‘a rede automática de alarme contra ataques de foguetes na região de Nova Iorque registrou erradamente um sinal de que a Rússia havia disparado um foguete nuclear em direção dos Estados Unidos’.

“’Morrow disse que, felizmente, um canadense que estava nos controles nesse momento, não apertou o botão para enviar um foguete contra a Rússia, conforme as instruções que tinha.

“Essa dúvida – declarou Morrow – salvou o mundo, porque o erro poderia ter provocado um ataque dos Estados Unidos à Rússia, e esta naturalmente teria respondido... O alarme falso foi provocado por um sinal que rebateu na Lua.’ (Los Andes, Mendoza, 10 de maio de 1961.)

“3. Não sabemos quantas vezes mais ocorreu algo semelhante, mas sabemos que entre a última parte de 1979 e início de 1980, num período de 7 semanas, aconteceu três vezes novamente (duas vezes numa semana).

As datas foram: Novembro de 1979, 6 de junho e 3 de julho de 1980.” – SRA/EP, p. 59.

4. Comparação entre as sete trombetas e as sete pragas, conforme LES892, p. 126:




5. Razões para a perseguição (Apoc. 12 a 14)

“Em Apocalipse 12 a 14 há diversas referências à perseguição satânica da Igreja. Por que Deus permite que Satanás e homens maus persigam e prejudiquem Sua Igreja? (Comparar Atos 8:1 e 3 com Fil. 1:29 e S. João 15:20.)

“...Não devemos esquecer que a família humana se encontra no meio de um grande conflito moral entre o bem e o mal. Vasto universo de seres inteligentes observa o resultado desses dois princípios.

“Diante disso, eis algumas razões por que Deus às vezes não evita a perseguição de Seu povo:

“1. Ele permite que os ímpios revelem o seu verdadeiro caráter, para que ninguém seja enganado por eles.

“2. Os justos são colocados na fornalha da aflição, para que eles mesmos sejam purificados. (Ver Dan. 11:33-35.)

“3. O firme exemplo dos justos poderá convencer outras pessoas da verdade da fé cristã e conquistá-los para o Senhor. Note o efeito que a morte de Estevão exerceu sobre Paulo (Atos 22:20; 26:14).

“4. O procedimento coerente dos justos condena os ímpios e incrédulos.

“’Deus permite que os ímpios prosperem e revelem inimizade para com Ele, a fim de que, quando encherem a medida de sua iniqüidade, todos possam, em sua completa destruição, ver a justiça e misericórdia divinas’ – O Grande Conflito, pág. 45.)” – LES893, p. 19 e 20.

6. Identificação do Remanescente

“Como Apocalipse 12:14-17 e 14:6-14 nos ajudam a fazer correta identificação dos ‘restantes da sua descendência’?

“Há pelo menos seis indicações nestas passagens:

“1. O fator do tempo. Esta última etapa da Igreja ocorreu depois de 1798, isto é, depois dos 1.260 anos de isolamento do ‘deserto’.

“2. Harmonia com a Bíblia. O ‘remanescente’ estaria de acordo com a primeira etapa da Igreja. Seus ensinos estariam em harmonia com a Bíblia.
“3. Os Dez Mandamentos. Visto que o ‘remanescente’ é apresentado como ‘os que guardam os mandamentos de Deus’, é evidente que eles enaltecem os Dês Mandamentos, a básica lei moral de Deus.

“4. O dom de Profecia. É declarado que o ‘remanescente’ tem ‘o testemunho de Jesus’, que em Apocalipse 19:10 é definido como o ‘Espírito de Profecia’.

“5. Últimas mensagens. É razoável supor que na última etapa da Igreja, o povo de Deus pregará Suas mensagens finais, antes que se feche a porta da graça. As últimas mensagens de Deus antes da Volta De Cristo são as três mensagens angélicas (Apoc. 14:6-14). Estas mensagens apresentam o ‘evangelho eterno’ com algumas ênfases especiais.

“6. Missão mundial. O objetivo é a promulgação dessas mensagens.

“Os Adventistas do Sétimo Dia cumprem essas especificações.

“1. Eles surgiram depois de 1798. A Associação Geral foi organizada em 1863, com cerca de 3.500 membros.

“2. A Bíblia é a base da fé adventista. Suas crenças doutrinárias estão em completa harmonia com o conteúdo total das Escrituras.
“3. Os Adventistas do Sétimo Dia enaltecem todos os preceitos dos Dez Mandamentos e procuram restaurar o sábado do sétimo dia, que tem sido amplamente desprezado e espezinhado pela cristandade.

“4. O ‘espírito de profecia’, isto é, ‘o dom de profecia’ (I Cor. 13:2) manifestou-se na Igreja Adventista desde o seu começo, na obra e nos escritos de Ellen G. White.

“5. Desde o começo, os Adventistas do Sétimo Dia têm identificado sua obra com a proclamação das três mensagens angélicas (Apoc. 14:6-12).

“6. A missão da Igreja abrange a proclamação mundial do evangelho, com determinadas ênfases no fim do tempo. A Igreja Adventista do Sétimo Dia está proclamando a Palavra de Deus em 191 países do mundo.

“Por estas seis razões, os Adventistas do Sétimo Dia crêem que estão cumprindo a representação simbólica do remanescente (Apoc. 12:17; 14:6-14). Eles não afirmam, porém, que só os adventistas serão salvos. Sempre admitiram que Deus tem verdadeiros seguidores em todas as comunidades religiosas. Mas os Adventistas do Sétimo Dia crêem que Deus suscitou este movimento para realizar uma tarefa específica no ‘tempo do fim’ – transmitir ao mundo as mensagens dos três anjos, antes da volta de Jesus.” – LES893, p. 21 e 22.

“Desde o começo, os adventistas do sétimo dia têm proclamado audazmente as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, as quais constituem o último apelo de Deus para que os pecadores aceitem a Cristo, e crêem humildemente que o seu movimento é o ‘remanescente’ [de Apoc. 12:17]. Nenhuma outra denominação religiosa está proclamando essa mensagem em conjunto, e nenhuma outra cumpre as especificações delineadas nessa passagem. Por isso, nenhuma outra possui bem fundada razão bíblica para afirmar que é ‘o remanescente’ do verso 17.

“No entanto, os adventistas rejeitam enfática e inequivocamente toda idéia de que só eles são filhos de Deus e têm direito ao Céu. Crêem que todos aqueles que adoram a Deus com toda a sinceridade, isto é, de acordo com toda a vontade de Deus revelada, de que têm conhecimento, são presentemente possíveis membros desse ‘remanescente’ final mencionado no capítulo 12, verso 17.” – SDABC, vol. 7, p. 815, citado em LES893,
p. 21.

7. O método historicista de interpretação

“Os adventistas do sétimo dia seguem o método historicista de interpretar as profecias de Daniel e do Apocalipse. Em essência, isto significa que nós cremos que essas profecias se cumpriram e se cumprem no tempo histórico, a começar com Daniel e João, respectivamente, e estendendo-se até o estabelecimento do eterno reino de Deus. Esse conceito é extraído das próprias profecias. Consideremos, por exemplo, a extensão da História predita em Daniel 2, 7 e 8, e o modo como Jesus (S. Mat. 24:15) e Paulo (II Tess. 2:1-12) interpretaram Daniel. Nesse sentido, os adventistas continuam a usar o método empregado pelos reformadores protestantes, e Ellen White segue esse método ao descrever as profecias do Apocalipse. (Ver Atos dos Apóstolos, pág. 584.)“ – LES893, p. 18.

8. Semelhanças entre a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apocalipse 13:1-10

(A besta semelhante a leopardo e a ponta pequena de Daniel 7 representam o mesmo poder)

“1. A ponta pequena surgiu da cabeça do quarto animal: Roma pagã (Dan. 7:7 e 8).

“A besta semelhante a leopardo recebeu seu poder, trono e grande autoridade do dragão vermelho, o qual representa a Satanás atuando por meio de Roma pagã (comparar Apoc. 12:3 e 4 com 13:2).

“No reinado de Constantino (312-337 A.D.), o cristianismo tornou-se a religião do imperador. No reinado de Teodósio (379-395 A.D.) ela tornou-se a religião do Império. No reinado do Imperador Justiniano (527-565 A.D.), o bispo de Roma foi feito legalmente ‘a cabeça de todas as santas igrejas’. No código de Justiniano (534 A.D.), que se tornou a lei básica do Império e da Europa até ser substituída por Napoleão, o imperador incluiu editos de imperadores anteriores em prol da Igreja Romana, cânones de concílios gerais, novas leis inventadas por ele, bem como sua carta imperial reconhecendo o papa como a cabeça da cristandade.

“2. A ponta pequena profere palavras contra o Altíssimo (Dan. 7:25).

“A besta semelhante a leopardo profere blasfêmias contra Deus. Isto é mencionado três vezes (Apoc. 13:1, 5 e 6).

“Essencialmente, a blasfêmia envolve a usurpação de poderes divinos. O papado efetua isso por meio de suas afirmações audaciosas de que exerce na Terra a autoridade de Deus, como Sua voz infalível, e por intermédio de seu sacerdócio e dos sacramentos. Eis alguns exemplos:

“a) Perdão. ‘O sacerdote ocupa o lugar do próprio Salvador, quando, ao dizer ‘Ego te absolvo’ (eu te absolvo), ele absolve do pecado. Esse grande poder, que Jesus Cristo recebeu..., Ele o comunicou a Seus sacerdotes. ...Perdoar um só pecado requer toda a onisciência de Deus. ... Mas o que só Deus pode fazer por Sua onipotência, o sacerdote também pode fazer dizendo: ‘Ego te absolvo a peccatis tuis’ (eu te absolvo do teu
pecado). São Clemente, portanto, tinha razão para dizer que o sacerdote é, por assim dizer, um Deus na Terra.’ – Eugene Grimm, ed., Dignity and Duties of the Priest (Brooklin: Redemptorist Fathers, 1927), págs., 34-36.

“b) Transubstanciação. ‘Mas a nossa admiração devia ser muito maior quando verificamos que, em obediência às palavras de Seus sacerdotes – Hoc est Corpum Meum (Este é o Meu corpo) -, Deus mesmo desce sobre o altar, e vem onde quer e tantas vezes que eles O invocam e Se coloca em suas mãos, mesmo que sejam Seus inimigos. E, depois de ter vindo, Ele permanece inteiramente à disposição deles; [pois] O movem de um
lugar para outro, como lhe apraz.’ “’Assim o sacerdote pode, de certo modo, ser chamado o criador de seu Criador. ... ‘O poder do sacerdote’, diz São Bernardino de Sena, ‘é o poder da pessoa divina; pois a transubstanciação do pão requer tanto poder como a criação do mundo.’’” - Eugene Grimm, ed., Dignity and Duties of the Priest, págs. 26, 27, 32 e 33.

“3. A ponta pequena destruiria ‘os santos’ (Dan. 7:25).

“A besta semelhante a leopardo pelejaria ‘contra os santos’ (Apoc. 13:7).

“4. O período de domínio da ponta pequena sobre os santos seria de três tempos e meio (1.260 dias/anos). Dan. 7:25.

“O período de domínio da besta semelhante a leopardo sobre os santos seria de 42 meses (1.260 dias/anos). Apoc. 13:5. Este foi o período da supremacia papal (538 a 1798 A.D.).

“’Temos aqui alguns pontos que provam identidade; porque quando tempos na profecia dois símbolos, como neste caso, representando poderes que entram em ação no mesmo tempo, ocupam o mesmo território, mantém o mesmo caráter, fazem a mesma obra, existem durante o mesmo espaço de tempo, e têm o mesmo destino, esses símbolos representam o mesmo poder.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse (Lisboa:
Publicadora Atlântico, Ltda.), pág. 202.

“’Esta profecia [da besta semelhante a leopardo], que é quase idêntica á descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado.’ – O Grande Conflito, pág. 438” – LES893, p. 34 e 35.

9. Os perigos da união da Igreja e do Estado.

“Que há de errado na união da Igreja e do Estado? Israel não foi uma teocracia – a união da Igreja e do Estado? Em Israel, por meio de Seu representante, Deus governou o povo diretamente. Mas na Era Cristã Ele não age mais dessa maneira, dirigindo diretamente tanto a vida civil como a religiosa de uma nação. Quando seres humanos tentaram estabelecer teocracias cristãs – católicas ou protestantes – o resultado foi sempre cruel perseguição dos dissidentes.

“O historiador Philip Schaff declara:

“’A inevitável conseqüência da união da Igreja e do Estado foi a restrição da liberdade religiosa na fé e no culto, e a punição civil do afastamento da doutrina e da disciplina da Igreja oficial.’ – History of the Christian Church (Grand Rapids, Mich.: William . Eerdmans Publishing Co.), vol. 3, pág. 138.

“A separação dos poderes da Igreja e do Estado nos Estados Unidos tem sido uma das maiores causas de sua paz interna.” – LES893, p. 51.

“’O Congresso não fará nenhuma lei a respeito da oficialização da religião, nem proibindo o livre exercício dela’, diz a Primeira Emenda, adotada com as outras partes da Declaração de Direitos em 1791. A maior realização da Constituição Americana foi a criação de uma nação com separação amigável da Igreja e do Estado. O mundo não tinha visto algo semelhante antes disso. Desde os tempos antigos, todas as outras nações haviam cobrado impostos do povo para sustentar a religião do Estado, e a maioria oprimira os dissidentes religiosos. ... Mas a América do Norte, com sua separação amigável da Igreja e do Estado, não pagou salário a clérigos nem cobrou impostos de alguma congregação. Permitiu que as denominações proliferassem e não sustentou nenhuma delas.’ – Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 341-343, citado por LES893, p. 51.

10. Semelhanças entre os 144.000 e Cristo.

“Jesus separa os 144.000 de todos os outros dentre a hoste de remidos. Eles receberam o selo de Deus, depois que o seu caráter foi aperfeiçoado sob as circunstâncias mais difíceis. Satanás empregou sua astúcia demoníaca para enganar todo ser humano. Interessantes paralelos entre a vida deles e a de Jesus quando Ele esteve aqui na terra foram salientados por T. H. Jamison, em Our Firm Foundation, vol 2, págs. 412-416.

“a) Ele não teve intercessor. Ellen White diz o seguinte sobre Cristo no Getsêmani: ‘Até então, fora como um intercessor por outros; agora, ansiava alguém que por Ele intercedesse.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 659.

“E, referindo-se aos 144.000 depois do fim do tempo da graça, ela declara: ‘Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor.’ – O Grande Conflito, pág. 620. Conquanto se aproxime a ocasião em que os justos terão de viver sem um intercessor no santuário celestial, como podemos ser gratos de que nunca chegará a ocasião em que os justos tenham de viver sem que Cristo esteja habitando em seu íntimo!

“b) Ele era sem pecado. ‘Uma mancha sobre Sua vida humana, uma falha em Sua humildade para resistir à terrível prova, e o Cordeiro de Deus teria sido uma oferta imperfeita, um fracasso para redenção do homem.’ – O Desejado de Todas as Nações, ed. popular, pág. 705. A mesma coisa é verdade sobre aqueles que querem entrar no Céu: ‘Um defeito cultivado em lugar de ser vencido, torna o homem imperfeito, cerrando-lhe a porta da Santa Cidade. O que entra no Céu deve possuir um caráter sem mancha nem ruga ou coisa semelhante.’ – Mensagens aos Jovens, pág. 144.

“c) Satanás combateu intensamente a Cristo. ‘Satanás viu que, ou venceria, ou seria vencido... .Todas as forças da apostasia se puseram a postos contra o Filho de Deus. Cristo se tornou o alvo de toda as armas do inferno.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 116. Assim será também com o remanescente final. ‘Satanás convocou todas as suas forças, e a cada passo combatia a obra de Cristo. Assim será na grande batalha final do conflito entre a justiça e o pecado.’ – Idem, pág. 234.

“d) Na cruz, o povo insultou a Jesus. ‘Confiou em Deus; pois venha livrá-Lo agora, se de fato Lhe quer bem.’ S. Mat. 27:43. Nos últimos dias da agonia dos fiéis de Deus: ‘Os ímpios exultam, e ouve-se o grito de zombaria: Onde está agora a vossa fé? Por que Deus vos não livra de nossas mãos, se sois verdadeiramente Seu povo?’ – O Grande Conflito, pág. 635.

“e) A prova ressaltou a pureza de Seu caráter. ‘Todos os esforços de Satanás para oprimi-Lo e vencê-Lo, só faziam ressaltar, mais nitidamente, a pureza de Seu caráter.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 729. Os ataques de Satanás contra o último povo de Deus produzem os mesmos resultados: ‘Levante-se a oposição, de novo exerçam domínio o fanatismo e a intolerância, acenda-se a perseguição, e os insinceros e hipócritas vacilarão, renunciando a fé; mas o verdadeiro crente permanecerá firme como uma rocha, tornando-se mais forte a sua fé, sua esperança mais viva do que nos dias da prosperidade.’ – O Grande Conflito, págs. 607 e 608.

“f) Ele concluiu a obra que Deus Lhe deu para fazer. Durante a longa série de provas e aflições, foi completada a obra de Cristo pela humanidade (S. João 17:4). Assim, quando chegar o tempo para o livramento dos santos de Deus, eles terão, por meio de provas e aflições, realizado a obra que Deus lhes confiou para fazer.” – LES893, p. 62 e 63.

11. A hora do juízo

“Qual é o juízo anunciado pelo primeiro anjo? Como saberemos que esse juízo precisa ocorrer no tempo da graça, e não por ocasião do Segundo Advento ou depois dele? (Comparar Apoc. 14:6-14 com Daniel 7:9, 10, 13 e 14.)

“O juízo investigativo precede o Segundo Advento. No Movimento do Advento do século dezenove, Apocalipse 14:6 e 7 foi usado amplamente. Na opinião popular, a Segunda Vinda de Cristo e o juízo final eram sinônimos, e ocorreriam ao mesmo tempo. “Consideremos algumas evidências de que o juízo proclamado pelo primeiro anjo é efetuado durante o tempo da graça, antes da volta de Cristo:

“1. O começo do juízo impele o anjo a voar rapidamente ao redor do mundo, apelando para que os vivos retornem à adoração de Deus. O tempo da graça ainda não terminou, embora o juízo já tenha começado. “’A mensagem de Apocalipse 14, proclamando que é vinda a hora do juízo de Deus, é dada no tempo do fim.’ – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 107.

“2. O segundo anjo proclama a queda de Babilônia e o terceiro adverte os habitantes da Terra de que
não devem adorar a besta e sua imagem, nem receber o seu sinal. Estas mensagens posteriores se referem à
apostasia religiosa que se está desenvolvendo neste mundo e ao terrível conflito que ocorrerá por causa da
imagem e do sinal da besta no fim do tempo (Apoc. 13:11-18). Isto sucede durante o tempo da graça, pois o
povo de Deus ainda é convidado a sair de ‘Babilônia’ (Apoc. 18:4).

“3. Em Apocalipse 14:13 é proferida uma bênção sobre ‘os mortos que desde agora morrem no Senhor’

– isto é, a partir do tempo em que começou a ser proclamada a tríplice mensagem angélica. Essa declaração seria inexpressiva se fosse feita após a Segunda Vinda e a primeira ressurreição. “Daniel 7:9-14 indica claramente que o julgamento celestial ocorre durante o ‘tempo do fim’, que começou em 1798, no fim dos 1.260 anos de perseguição papal. Ele se estende até o fim do tempo da graça.

Daniel 8 e 9 demonstram que o juízo investigativo começou em 1844, no término da profecia dos 2.300 anos. Quando se encerrar o juízo, Cristo receberá Seu domínio e reino eterno. (Ver Heb. 9:28; Apoc. 22:11 e 12.) ...

“A verdade futura torna-se verdade presente. O ‘tempo do fim’, da maneira pela qual é incluído nas profecias de Daniel, começou no fim do período de 1.260 anos (Dan. 7:25; comparar com Apoc. 12:6 e 14; 13:5), ou em 1798 A.D. Depois disso, aumentaria o ‘conhecimento’ sobre essas partes muito importantes do livro de Daniel. Com a chegada do século dezenove, o cumprimento da profecia dos 2.300 anos e a chegada da hora do juízo tornar-se-iam então ‘verdade presente’. Essas profecias foram enfatizadas no tempo de Guilherme Miller. A predição de Martinho Lutero [em admitir o tempo do juízo para mais ou menos 300 anos após seu tempo – O Grande Conflito p. 356] estava certa. “O juízo continua. Sabemos que Miller estava errado quanto à natureza do acontecimento que ocorreria em 22 de outubro de 1844. Ele acreditava que a Terra seria purificada em 1844 pela Segunda vinda de Cristo. Não compreendia que Jesus estava prestes a começar Seu ministério no segundo compartimento do santuário celestial. Miller não entendia que o juízo investigativo seria completado antes da volta de Jesus à Terra. “Hoje em dia temos ainda a mensagem da hora do juízo, como parte do evangelho eterno, e ela deve ser proclamada com cada vez maior intensidade. As profecias bíblicas referentes ao que aconteceria no mundo e na Igreja revelam que o juízo logo terminará. Então ficará decidido quem estará eternamente salvo e quem estará eternamente perdido. A pergunta é: Como Igreja e como indivíduos, não devíamos estar proclamando a mensagem do primeiro anjo com todo o fervor?” – LES893, p. 77 a 79.

12. A aplicação da 2ª Mensagem Angélica por Guilherme Miller em suas pregações em 1844

“É bom lembrar que Miller tinha proclamado a mensagem do primeiro anjo, principalmente a chegada da hora do juízo, desde 1840. Dois pontos a respeito das igrejas em 1844 são significativos:

“a) Apatia espiritual. ‘Numa reunião do presbitério de Filadélfia, o Sr. Barnes, autor de um comentário largamente usado e pastor de uma das principais igrejas daquela cidade, ´declarou que estava no ministério fazia vinte anos e nunca, até à última comunhão, tinha administrado a ordenança sem receber na igreja novos membros, ora mais ora menos. Agora, acrescentou, não há despertamento nem conversões, tampouco se
evidencia crescimento em graça por parte dos que professam a religião, e ninguém chegava ao seu gabinete de estudo a fim de falar a respeito da salvação da alma. Com o prosperar dos negócios e as brilhantes perspectivas do comércio e da indústria, aumentou o espírito de mundanismo. Isto se dá com todas as denominações´ – Congregational Journal, de 23 de maio de 1844.’ – O Grande Conflito, págs. 376 e 377.

“b) Rejeição da primeira mensagem angélica. A maioria dos cristãos professos rejeitou a advertência do primeiro anjo da maneira pela qual foi transmitida por Miller. Vendo a queda moral deles, Guilherme Miller volveu-se para a segunda mensagem angélica em 1844. “Ele reconhecia que, ao rejeitarem a mensagem do primeiro anjo, as igrejas estavam rejeitando a luz do Céu. Crendo estar próximo o fim de todas as coisas, combinou a parábola das dez virgens (S. Mat. 25:1-13) com o apelo para sair de Babilônia. Assim, o tempo de tardança e o Clamor da Meia-Noite passaram a fazer parte de sua mensagem.

“As igrejas zombaram; muitos que atenderam à mensagem experimentaram, porém, profunda espiritualidade. Os que atenderam de coração às advertências das mensagens do primeiro e do segundo anjo prepararam-se para o encontro com o seu Senhor.” – LES893, p. 86 e 87.

13. Vinho: doutrina adulterada

“a. A doutrina pura: A Bíblia é a Palavra de Deus, regra de fé e de doutrina (II Timóteo 3:15-17; II São Pedro 1:19). O vinho adulterado: a tradição (São marcos 7:6-13; Gálatas 1:6-9; Apocalipse 22:18, 19).

“b. A doutrina pura: Cristo é o único e suficiente Salvador (Atos 4:10-12); Cristo é o único suficiente Mediador (I Timóteo 2:5; São João 14:6). O vinho adulterado: a mediação de outros, ex.: Maria, os santos.

“c. A doutrina pura: Somos salvos pela graça (Efésios 2:8, 9) e justificados pela fé, gratuitamente (Romanos 3:24). O vinho adulterado: as penitências, obras meritórias.

“d. A doutrina pura: A fé não anula a lei (Romanos 3:31), mas descreve a conduta ética cristã que vive aquele que foi perdoado e justificado pela fé na graça (São João 8:3-11; I São João 3:4; Efésios 4:28; I São João 2:3-5). O crente guarda a lei como fruto da nova vida em Cristo; como expressão de amor a Cristo (São João 14:15). A lei não foi mudada por Jesus e Ele não autorizou mudança nenhuma (São Mateus 5:17, 18). Por isso o crente guarda os mandamentos (Apocalipse 14:12). O vinho adulterado: Ensina que se pode mudar a lei e adulterá-la.

“e. A doutrina pura: O segundo mandamento da Santa Lei de Deus proíbe adorar ou venerar e/ou render culto a imagens (Êxodo 20:4-6). Há muitíssimas declarações bíblicas que falam que é irracional pedir auxílio e render culto a objetos inanimados (Isaías 44:9-20; 46:8-10). Deus disse que não quer ser adorado através das imagens (Isaías 42:8, 17). Ele é Espírito e pede um culto espiritual (São João 4:23, 24). O vinho adulterado: Fazer imagens, acender velas perante imagens, pedir-lhes alguma graça, fazer promessas, orar ajoelhado diante de imagens, etc. Tirar este mandamento ao ensinar o povo por meio do catecismo. Mas na Bíblia o mandamento está escrito.

“f. A doutrina pura: O quarto mandamento ensina a guardar o santo sábado (Êxodo 20:8-11). Nosso Senhor Jesus guardou o sábado (São Lucas 4:16), a bem aventurada ...Maria e outras piedosas mulheres o guardaram (São Lucas 23:54-56); Jesus disse que não se pode mudar a lei (São Mateus 5:17, 18). O anticristo mudaria (Daniel 7:25). Mas os fiéis guardariam os mandamentos de Deus (Apocalipse 14:12), por isso no novo Céu e na Nova Terra seguir-se-á guardando o sábado (Isaías 66:22, 23). O vinho adulterado: Deixaram de guardar o sábado e ensinam a guardar o domingo.

“g. A doutrina pura: Os mortos estão dormindo (São João 11:1-14), inconscientes (Eclesiastes 9:5, 6) até a ressurreição (São João 5:28, 29) quando receberão a vida eterna (I Coríntios 15:20-23). Não há outra oportunidade depois da morte (Hebreus 9:27) nem pode alguém ser salvo por méritos de outra pessoa que está fazendo penitências (Romanos 14:12). O vinho adulterado: as doutrinas do purgatório, indulgências., derivadas da idéia errônea de que os mortos vivem. E existem muitos outros exemplos mais.” – SRA/EP, p. 121.

14. O ministério de Cristo no segundo compartimento

“No livro de Daniel há quatro profecias paralelas: Daniel 2; Daniel 7; Daniel 8 e 9; e Daniel 11 e 12. O panorama histórico do capítulo 2 se estende do império babilônico de Nabucodonosor ao estabelecimento do eterno reino de Deus. No capítulo 7 é abrangido o mesmo período, com a apresentação de outros dois pontos: a) o desenvolvimento da ponta pequena (o papado) e b) o julgamento no Céu antes da volta de Cristo.

“Na terceira grande linha profética (Daniel 8 e 9), o desenvolvimento da ponta pequena é explanado mais pormenorizadamente, sendo chamada a atenção para o ataque contra Cristo e Seu ministério sacerdotal no santuário celestial. Também é apresentado o tempo em que se iniciaria a purificação desse santuário.

Comparando essas visões paralelas, notaremos que o julgamento descrito em Daniel 7 ocorre ao mesmo tempo que a ‘purificação do santuário’ de que fala Daniel 8. Esses dois acontecimentos são um só: o juízo investigativo que precede o Segundo Advento.

“A ‘purificação do santuário’ relembra o ministério sacerdotal no Lugar Santíssimo do santuário terrestre. O ritual do Dia da Expiação, que ocorria nesse compartimento, prefigurava o julgamento final.

“Apocalipse 11:19 chama nossa atenção para o ministério sacerdotal de Cristo no segundo compartimento, a partir de 1844. É focalizada a arca e seu conteúdo, os Dez Mandamentos. Essa lei é a constituição de Deus, o fundamento de Seu governo, e define o nosso dever para com Ele e para com os nossos semelhantes. Ela será a norma de Deus no julgamento (S. Tia. 2:10-12).” – LES893, p. 98 e 99.

15. Diferentes figuras de linguagem e símbolos para descrever a Segunda Vinda de Cristo

“A Bíblia usa diversas figuras de linguagem e símbolos para descrever a Segunda Vinda de Cristo. ...

“I Tess. 5:2 e 3: A ênfase nesta passagem é a de que, para a maioria das pessoas, a volta de Cristo será repentina e inesperada [como um ladrão à noite].

“S. Mat. 25:1-6 [parábola das dez virgens]: A ênfase é a de que deverá ser feita a preparação apropriada, mesmo que a demora se prolongue.
“Apoc. 19:11-15: A ênfase está na vitória de Cristo sobre todos os Seus inimigos.

“Apoc. 14:14 e 15: A ênfase recai sobre o ajuntamento dos remidos no celeiro celestial. O símbolo da ceifa também acentua o fim do tempo da graça para os seres humanos.

“Sólidos princípios de interpretação. ‘Na interpretação da profecia simbólica é importante permitir que o mesmo Espírito que produziu a visão identifique os seus símbolos. Onde essa identificação está ausente, o expositor faz conjeturas acerca da aplicação; e, portanto, deve ser evitado o dogmatismo. Além disso, como nas parábolas, os diversos aspectos das apresentações simbólicas têm vários graus de significação e importância.
Uma parábola não deve ser interpretada de maneira muito literal e em todos os seus pormenores. Pode-se dizer a mesma coisa da profecia simbólica. Não se deve dar igual importância a cada um dos detalhes de um quadro profético. Alguns aspectos talvez sejam apresentados meramente para completar a representação, ou para prover um fundo de cena consistente. Como no caso das parábolas, precisamos descobrir qual é o objetivo geral da visão e quais os aspectos da apresentação figurada que se destinam a transmitir alguma verdade divina.’ – SDABC, vol. 4, pág. 577.” – LES893, p. 113.

16. A importância da chuva serôdia

“Tiago também fala da colheita final (cap. 5:7 e 8). Para ele, a ‘colheita’ sugere paciência. O longo processo entre o plantio e a colheita requer fé da parte do agricultor, como também diligente esforço para cultivar e preservar as plantas que se desenvolvem lentamente. João refere-se à ‘paciência dos santos’ (Apoc. 14:12) no conflito do fim do tempo. Ele usa, porém, uma palavra diferente, a qual significa firmeza, perseverança e persistência sob pressão.

“O lavrador, na Palestina, precisava esperar que a chuva serôdia trouxesse suficiente umidade para amadurecer os cereais. De acordo com as profecias de Daniel, estamos vivendo no período chamado ‘tempo do fim’. Esta é também ‘a hora’ do juízo de Deus (Dan. 7:9 e 10; Apoc. 14:7), durante a qual ocorre a grande difusão da terceira mensagem Angélica (Apoc. 14:6-13). Este é o tempo de outro Pentecostes, o tempo da chuva
serôdia do Espírito Santo para habilitar a Igreja a cumprir sua missão.

“ ‘Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a Igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por este poder adicional que os cristãos devem fazer as suas petições ao Senhor da seara no tempo da chuva serôdia.’ – Atos dos Apóstolos, pág. 55. (Destaque acrescentado.)

“Temos constante necessidade da presença do Espírito Santo. ‘Em nenhum ponto de nossa experiência podemos nós dispensar a assistência daquilo que nos habilita a fazer justamente o começo. As bênçãos recebidas sob a chuva temporã, são-nos necessárias até o fim. No entanto, só isso não basta. Embora acariciemos as bênçãos da primeira chuva, não devemos, do outro lado, perder de vista o fato de que sem a chuva serôdia, para encher a espiga e amadurecer o grão, a colheita não estará pronta para a ceifa. ...Necessita-se da graça divina no
começo, da graça divina em cada passo de avanço; só a graça divina pode completar a obra. Não há lugar para
nós descansarmos em descuidada atitude.’ – Testemunhos Para Ministros, págs. 507 e 508.” – LES893, p. 115.

17. Comparações e contrastes entre a causa de Deus e a de Satanás

“Uma das características interessantes do livro do Apocalipse é que ele usa freqüentemente os mesmos termos e imagens para descrever as atividades tanto de Deus como do dragão e seus instrumentos. A intenção dessa característica literária do livro é destacar para nós a verdadeira natureza do engano satânico. O propósito de Satanás é ocupar o lugar de Deus neste Planeta, e ele tenta conseguir esse propósito falsificando ou imitando o divino.” – LES963, Lição 8, p. 3A.

“1. Tanto a mulher de Apoc. 12 como a de Apoc. 17 são vistas no ‘deserto’. Em certo sentido, a mentalidade hebraica considerava o ‘deserto’ como símbolo de proteção e refúgio (Heb. 11:38). Ela encarava também Azazel (o ‘bode emissário’ de Lev. 16) como um espírito mau que vivia no deserto. “Jesus foi tentado no deserto (S. Mat. 4). Pode ser, portanto, que os judeus também achavam que o deserto era um símbolo da habitação do mal.

“2. A Trindade, que trabalha pela salvação do homem (Apoc. 1:4 e 5), é combatida pela trindade do mal (o dragão, a besta semelhante a leopardo e a besta de dois cornos (o ‘falso profeta’). Apoc. 12; 13; e 16:13. “3. É declarado três vezes que o Cordeiro foi morto (Apoc. 5:6 e 9; e 13:8). É mencionado três vezes que a besta foi ferida (Apoc. 13:3, 12 e 14).

“4. O contraste entre a mulher pura e a mulher impura (apoc. 12 e 17).

“5. Deus possui um selo que é colocado na fronte (Apoc. 7). A besta tem um sinal que é imposto na
fronte ou na mão (Apoc. 13).

“6. Cristo receberá finalmente autoridade sobre todos os reinos deste mundo (Apoc. 11:15). Durante algum tempo a besta recebe autoridade ‘sobre cada tribo, povo, língua e nação’ (Apoc. 13:7).

“A causa de Deus é perfeitamente justa e correta, ao passo que a de Satanás é extremamente enganosa.” – LES893, p. 140.

“Os seguintes gráficos ilustram o que acabamos de destacar. ...

“Este primeiro gráfico mostra as semelhanças e contrastes entre Deus e Satanás (o dragão). Note que as imitações não são perfeitas; Deus não permite que o dragão O imite perfeitamente. É impossível ao dragão conseguir isso.



“Observe agora as semelhanças e contrastes entre Cristo e a besta que surge do mar:



“O Apocalipse deixa claro que há dois poderes no Planeta, cada um com um plano específico para unir a raça humana. Esses dois planos globais ou projetos são essencialmente incompatíveis um em relação ao outro, de tal forma que um tem de eliminar o outro.” – LES963, Lição 8, p. 3A, 4A e 5A.

18. Armagedom

“O que a Sra. E. G. White diz:

“a. Trata-se de uma batalha entre o bem e o mal. – Meditações Matinais, 1953, pág. 611.

“b. A Terra é o campo de batalha. – Ibid.

“c. Relacionado com Apoc. 19. – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 13; Testimonies, vol. 5, pág. 406.

“d. É a última batalha entre o bem e o mal. – Meditações Matinais, 1953, pág. 611.

“e. É a contenda final que leva à vitória final. – Ibid.

“f. Trata-se de uma ‘luta desesperada’ na qual homens e anjos estão envolvidos. Os partidários do mal não se renderão sem uma luta desesperada. – Carta 1a, 1890.

“g. Todo o mundo estará envolvido; de um ou do outro lado. Estarão especialmente os apóstatas e rebeldes. – Carta 109, R&H, 7 de maio de 1901.

“h. A Providência tem uma parte no conflito. – Manuscrito 175, 1899.

“i. Virá logo e como conseqüência da iluminação da Terra com a glória de Deus. Os ‘elementos religiosos se levantarão de seu sono e as armas do Deus vivente tomarão o campo’. – Manuscrito 175, 1899.

“j. Acontecerá logo [após] o selamento do povo de Deus. – Carta 79, 1900.

“k. Logo que os quatro ventos forem soltos. – Ibid.

“l. ’Quatro poderosos anjos sustêm os poderes da Terra até que os servos de Deus sejam selados em suas frontes. As nações do mundo estão próximas do conflito, mas são detidas pelos anjos. Quando este poder restritivo for tirado, virá um tempo de tribulação e angústia. Inventar-se-ão instrumentos para a guerra. Mortíferos barcos com suas cargas viventes serão sepultados nas grandes profundidades. Todos os que não tiverem o espírito da verdade se unirão sob a direção das agências satânicas. Mas serão mantidos sob controle até que venha o tempo da grande batalha do Armagedom.’

“m. Satanás é quem dirige as forças que vão aos reis da terra. – Manuscrito 1a, 1890.

“n. Levará adiante seus mais poderosos esforços para dominar no último conflito. – Ibid.

“o. Cristo, por outro lado, estará à frente dos anjos do Céu para dirigir a batalha. – Carta 109, 1890.

“p. O Armagedom não deve achar os fiéis dormindo, e sim despertos. – Ibid.

“q. ‘Pronto, mui pronto, será travada a última grande batalha entre o bem e o mal. A Terra será o campo de batalha, o cenário da contenda final, e da vitória final. Aqui, onde Satanás tem conduzido os homens contra Deus por tanto tempo, a rebelião será eliminada para sempre.’ – R&H, 13 de maio de 1902.

19. Principais conceitos sobre a identidade das sete cabeças de Apoc. 17:9 e 10

“a) Alguns acham que essas cabeças representam oposição a Deus e Seu povo através da História, sem qualquer identificação de poderes políticos específicos.”

“b) Outros identificam as cabeças com sete nações mencionadas nos livros de Daniel e do Apocalipse. As quatro primeiras são as nações de Daniel 2 e 7: Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma. A quinta cabeça representa o mesmo poder que é representado pela ponta pequena de Daniel 7 e 8, bem como pela besta semelhante a leopardo, de Apocalipse 13 (o papado). Acredita-se que a sexta cabeça tenha sido a França
revolucionária (Apoc. 11:7). A sétima cabeça é identificada com a segunda besta de Apocalipse 13 – os Estados Unidos da América.

“c) Outro conceito considera as cabeças da perspectiva do tempo do apóstolo João (96 A.D.). As cinco nações que já haviam caído são identificadas com o Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pérsia e Grécia. A que ‘existe’ referia-se a Roma pagã. A que estava para vir era o papado.

“d) Outro conceito ainda identifica as cabeças com as bestas da profecia. Cinco haviam caído (ou desapareceram do palco da ação): leão, urso, leopardo, animal terrível e espantoso, e o dragão. O dragão de Apocalipse 12, que é principalmente Satanás, ainda está atuando, mas não como antagonista direto da pessoa de Jesus Cristo. O que ‘existe’ refere-se à besta semelhante a leopardo (o papado). O que ‘ainda não chegou’ é a besta de Apocalipse 13:11-17.” – LES893, p. 142.
O significado das abreviaturas das quatro obras básicas consultadas é mostrado na bibliografia, último capítulo desta obra.
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal