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Revelações do Apocalipse - Livro nº 01
O Silêncio no Céu!
 
Em duas diferentes ocasiões Deus menciona o Silêncio no Céu!  A primeira citação está no livro O Desejado de Todas as Nações, ali lemos que no momento em que Jesus, lá no Getsêmane, por três vezes orou ao Pai “Pai, se for possível passe de Mim esse cálice sem que Eu o beba”, Jesus estava lutando contra as hostes do mal, contra o príncipe das trevas que O atormentava para fazê-Lo desistir de salvar a humanidade.
 
Por três vezes Jesus disse para o Pai que não queria morrer, queria sim salvar a humanidade, mas a idéia de ser torturado e então ser pregado na cruz como um malfeitor O assustava e a Sua natureza humana por três vezes vacilou em face da morte.  O sangue de Jesus ao ser derramado na cruz abriria a Porta da Graça para todos os homens e mulheres pecadores de todos os tempos; estaria estabelecido o Reino da Graça.  
 
Hoje vivemos no Reino da Graça, mas ele teve um preço muito alto: o Ouro do Seu sangue e a Prata das Suas lágrimas!
 
Naquela noite escura no Gestsêmani Jesus tinha que fazer uma decisão, chegara a hora mais dura para Jesus e Satanás O pressionava a desistir. Os discípulos estavam inconscientes da seriedade daquela noite, não entendiam a profunda agonia de Jesus e por isso dormiam enquanto Jesus suava gotas de sangue. Naquele exato momento, enquanto todos dormiam, oscilava na balança a sorte da humanidade. Naquele momento houve silêncio no Céu!
 
“Terrível foi a tentação de deixar que a raça humana sofresse as consequências de sua própria culpa... A humanidade do Filho de Deus tremia naquela probante hora. Não orava agora pelos discípulos... mas por Sua própria alma assediada de tentação e angústia. O tremendo momento chegara, aquele momento que decidiria o destino do mundo. Na balança oscilava a sorte da humanidade. Cristo ainda podia recusar beber o cálice reservado ao homem culpado... Poderia enxugar da fronte o suor de sangue (e voltar para o Pai). Trêmulas caem as palavras dos pálidos lábios de Jesus: 'Pai Meu, se este cálice não pode passar de Mim sem Eu o beber, faça-se a Tua vontade'.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 661, 663, 664.
 
“Três vezes recuou Sua humanidade do derradeiro, supremo sacrifício... Mas Deus sofria com Seu Filho. Anjos contemplavam a agonia do Salvador. Viam seu Senhor circundado de legiões das forças satânicas, Sua natureza vergada ao peso de misterioso pavor que todo O fazia tremer. Houve silêncio no Céu. Nenhuma harpa soava.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 661, 663, 664.
 
Os mundos não caídos e os anjos celestiais vigiavam com intenso interesse o conflito de Jesus contra Satanás, o conflito se aproximava do desfecho final. Se Jesus se firmasse na Sua decisão de morrer a morte de cruz e salvar a humanidade, Satanás seria de novo expulso do céu. Na primeira vez Satanás foi expulso com anjo querubim e agora seria expulso como representante do planeta Terra nas cortes celestiais!                
 
Satanás e suas hostes do mal, espíritos de demônios, acompanhavam atentamente essa grande crise no jardim do Getsêmani. As forças do bem e as forças do mal aguardavam para ver qual seria a resposta que seria dada à oração de Jesus, três vezes repetida.  
 
Houve Silêncio no Céu! Nenhuma harpa soava, nenhum cântico era cantado.  Houve Silêncio no Céu! Os anjos bons anelavam trazer alívio a Jesus que suava grandes gotas de sangue, mas não lhes era permitido. Nenhum meio de escape havia para o Filho de Deus.  
 
Jesus então decide: salvará o homem custe o que custar de Sua parte. Aceita o batismo de sangue, para que, por meio dEle, milhões de almas a perecer obtenham a vida eterna.
 
O Reino da Graça foi finalmente implantado. Tivesse Jesus falhado, tivesse Jesus desistido teríamos que riscar de todos os dicionários a palavra perdão. Não haveria perdão e nem salvação. Todos os santos homens que já estavam no Céu, Moisés, Elias, Enoc, teriam que voltar para a Terra na condição de pecadores perdidos para sempre. Mas, Aleluia, é chegada a salvação!
 
“E ouví uma grande voz no céu que dizia: Agora chegada está a salvação e a força e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite” (Apoc. 12:10)
 
A revelação profética menciona duas ocasiões em que houve Silêncio no Céu. A primeira vez foi naquela noite no jardim do Getsêmani, exatamente na implantação do Reino da Graça de nosso Senhor! E a segunda vez será na abertura do sétimo selo.
 
“E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora” (Apoc. 8:1)
 
No passado nós entendíamos esse Silêncio no Céu como sendo uma referência à segunda vinda de Jesus com todos os Seus anjos, e por isso haveria silêncio no céu, pois nessa ocasião todo o céu ficaria vazio. Mas a volta de Jesus na Bíblia não está relacionada com “silêncio” e sim com uma explosão de alegria e alaridos de trombetas da orquestra celestial. O silêncio geralmente está relacionado a momentos de tristeza, angústia e tensão, ou então suspense. O fechamento da porta da graça é algo que diz respeito ao destino eterno das pessoas.
 
Na primeira vez em que houve Silêncio no Céu era a sorte da humanidade que oscilava na balança, foi naquele momento em que Jesus teve que tomar a decisão de beber o cálice da morte e abrir a Porta da Graça, implantar o Reino da Graça. Se Jesus falhasse Moisés teria que voltar para a terra, Elias e Enoc também.  
 
Por isso é mencionado que o Céu emudeceu! Moisés emudeceu! Elias emudeceu! Os anjos emudeceram! Os seres humanos que estavam no Céu confiavam e torciam pela vitória de Jesus. Se Jesus falhasse não haveria nunca mais nenhuma chance de reconciliação com o Pai Celestial! Por isso todo o Céu emudeceu! Mas, quando Jesus tomou a decisão: custe o que custar Eu vou salvar os pecadores; custe o custar Eu beberei o cálice da morte, então, somente então, os céus explodiram de alegria cantando:
 
“Agora chegada está a salvação e a força e o reino (da Graça) do nosso Deus e o poder do Seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado” (Apoc. 12:10).
 
No entanto, a Bíblia menciona mais uma vez o Silêncio no Céu no contexto do fechamento da porta da graça!
 
“E havendo aberto o sétimo selo, houve silêncio no Céu quase por meia hora. . . E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E o fumo do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus” (Apoc. 8:1-4).  
 
E veio outro Anjo, não um dos sete anjos que tinham as Sete Trombetas, um outro Anjo chamado de o Anjo do Concerto; Aquele que está diante do Pai tendo na Sua mão um incensário não de bronze, porque qualquer um dos sacerdotes podia ter um incensário de bronze, mas unicamente o Sumo Sacerdote é que usava o incensário de ouro que era guardado no Santíssimo encima da Arca do Concerto; este outro Anjo é o Anjo do Concerto, é Jesus, Ele colocou muito incenso no incensário porque seria a intercessão final, a última intercessão antes Jesus de jogar o incensário sobre a terra.  Vemos aqui como que os últimos grãos de areia escoando através da ampulheta do tempo da graça. A graça está para acabar e Jesus pela última vez intercede pelos que crêem no Seu sangue e decidem ser obedientes aos Seus mandamentos. Nunca houve um tempo de tanta tensão no Céu, exceto quando Jesus no Getsêmani decidiu salvar a humanidade.
 
“E o anjo (Jesus) tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apoc. 8:1-5).
 
Não dá para imaginar, são cenas solenes demais para a nossa mente pecadora e finita assimilar. A mesma tensão, a mesma angústia e suspense que ocorreu no Getsêmani volta a ocorrer agora no tempo do fim quando a porta da graça estiver para ser fechada. Porém, no exato momento em que Jesus estava levantando o braço para lançar o incensário, Ele olhou para a Terra e viu que milhões de pessoas sinceras de todas as igrejas ainda não tinham feito sua decisão ao lado dos que guardam os Mandamentos de Deus e possuem a fé de Jesus. Milhões de pessoas sinceras de todas as igrejas ainda não tinham sido seladas pelo Selo do Deus Vivo!
 
O sétimo selo contém uma mensagem solene e que chega mesmo a emudecer toda hoste angelical.  Uma vez mais Moisés, Elias, Enoq emudecem; emudece também aquela multidão de santos que ressuscitou com Jesus e subiu para o céu com Ele. A Bíblia diz:
 
“E Jesus clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito, e eis que o céu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra e fenderam-se as pedras, e abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição Dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos” (Mat. 27:50-53).
 
Essa multidão de santos ressuscitou glorificada e pronta para a trasladação. No livro O Desejado de Todas as Nações, nas últimas páginas, lemos que eles subiram para o céu com Jesus como troféus do poder de Jesus sobre a morte. Jesus diz: “Porque Eu tenho as chaves da sepultura e da morte” (Apoc. 1:18). São milhares de seres humanos resgatados que já estão no Céu como primícias, como amostra do amor e do poder de Jesus para salvar todo aquele que Nele crê! Eles estão esperando por nós!  
 
A abertura do sétimo selo está relacionada à Grande Conversão, a maior conversão de todos os tempos, justamente antes da porta da graça se fechar. É um momento de muita tensão no Céu.
 
O término da proclamação do evangelho eterno, a proclamação final das três mensagens angélicas não será com menor poder do que foi o início da proclamação do evangelho nos dias dos apóstolos. Aquela foi a chuva temporã do Espírito Santo, essa será a Chuva Serôdia. Deus preparou uma chuva torrencial do Espírito Santo chamada na Bíblia de Chuva Serôdia que vai amadurecer a seara da terra para a colheita.
 
A atuação do Espírito Santo será vista na vida dos santos de Deus nestes dias finais porque seus rostos brilharão de santa consagração, eles manifestarão o caráter, temperamento e personalidade de Jesus. Eles terão a mente de Jesus!  
 
Eles proclamarão o Alto Clamor:
 
“sai dela povo Meu para que não sejas participantes dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas” (Apoc. 18:4).
 
Em todas as igrejas caídas Deus tem Seus filhos sinceros e a profecia indica o momento exato dessa grande conversão.  
 
Aproximam-se rapidamente as cenas finais da grande colheita, os conversos da hora undécima. Jesus contou uma parábola que ilustra a conversão da hora undécima.
 
“Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.
 
E saindo perto da hora terceira (9:00 da manhã) viu outros que estavam ociosos na praça, e disse-lhes: ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo,  e eles foram.
 
Saindo outra vez perto da hora sexta (12:00) e nona (15:00), fez o mesmo, e saindo perto da hora undécima encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: por que estais ociosos todo o dia?  Disseram-lhe eles: porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo.
 
E aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: chama os trabalhadores e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros até aos primeiros.  
 
E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um.

 
E, recebendo-o murmuravam contra o pai de família, dizendo: estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco que suportamos a fadiga e a calma do dia.
 
Mas ele, respondendo disse a um deles: amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo a um dinheiro? Toma o que é teu e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti.
 
Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mat. 20:1-15).
 
Os que trabalharam o dia todo e aqueles que trabalharam somente uma hora, no final receberam a mesma coisa. Alguns quiseram reclamar, mas o Senhor disse, esta é a minha graça.  Essa é a graça divina! Graça infinita! A salvação não significa que Deus está nos pagando algo a que temos o direito. A salvação sempre foi e sempre será pela graça divina.  Os que nascemos em lares cristãos bem como aqueles que nasceram no paganismo e se converteram justamente na hora undécima, nos últimos minutos do tempo da graça, receberão juntamente conosco na volta de Jesus a mesma recompensa: a coroa da vida eterna!  Essa é a graça infinita de Deus!
 
Não é pelo que eu fiz, mas pelo que Jesus fez e faz por mim e em mim é que sou salvo!
 
Jesus ainda segura em suas mãos o incensário de ouro; Ele ainda não lançou o incensário sobre a Terra; ainda estamos vivendo em tempo de graça!  Hoje, ainda é o dia da salvação!
 
“Servos de Deus, dotados de poder do alto, com rosto iluminado e resplandecendo com santa consagração, saíram para proclamar a mensagem provinda do Céu. Almas que estavam espalhadas por todas as corporações religiosas responderam à chamada, e os que preciosos eram retiraram-se apressadamente das igrejas condenadas... Foi-me indicado o tempo em que a mensagem do terceiro anjo estava a finalizar-se.
 
O poder de Deus havia repousado sobre Seu povo; tinham cumprido a sua obra, e estavam preparados para a hora de prova que diante deles estava.  Tinham recebido a Chuva Serôdia, ou o refrigério pela presença do Senhor, e se reanimara o vívido testemunho. A última grande advertência tinha soado por toda parte e havia instigado e enraivecido os habitantes da terra que não quiseram receber a mensagem.” Ellen G. White, Primeiros Escritos, 270ss
Que Mensagem? A mensagem do Terceiro Anjo
 
“E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na sua testa ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro” (Apoc. 14:9-10).
 
“os quatro anjos que tinham poder da parte de Deus para reter os quatro ventos, e que estavam já prestes a soltá-los; mas enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os quatro ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o Selo do Deus Vivo.”¹                                                    

“Vi anjos indo aceleradamente de um lado para o outro no Céu (os anjos corriam de um lado para outro no céu). Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da Terra, e referiu a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que havia estado a ministrar diante da Arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário.  Levantou as mãos e com grande voz disse: 'Está Feito.'”²
 
“E toda a hoste angélica tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: 'Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se' (Apoc. 22:11).  Cada caso fora decidido para vida ou para morte.”³ 1 Ibidem, 38. 2 Ibidem, 279. 3 Ibidem, 279-280.
 
Ninguém mais se converte depois disso; não há mais conversões depois que Jesus lança o incensário sobre a Terra. O Espírito Santo se retira da Terra, mas não se retira dos filhos de Deus que foram selados pelo Selo do Deus vivo; eles estão cheios do Espírito e por isso podem viver durante o período das pragas sem nenhum intercessor no céu. Foram batizados pela Churva Serôdia do Espírito Santo! Ele se tornam templos vivos do Espírito Santo! Deus nos chama para sermos templos vivos do Espírito Santo.
 
Em breve, muito em breve, haverá Silêncio no Céu!  A porta  da graça que tem estado aberta há 2.000 anos irá se fechar;  
 
um dia a porta da arca de Noé se fechou;
 
um dia a misericórdia divina se esgotou e Sodoma e Gomorra foram destruídas;
 
um dia a porta da graça vai se fechar, mas hoje é tempo de graça, de misericórdia e de perdão!
 
“O Espírito e a esposa dizem: vem. E quem ouve diga: vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” (Apoc. 22:17).  Venha a Jesus, hoje é o dia da salvação!
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