Estudo 09 – A Restauração da Verdade - Estudos Bíblicos Adventistas

Ser Cristão, é ser Discípulo do Cristo.
Ir para o conteúdo

Estudo 09 – A Restauração da Verdade

24 Temas Cruciais
Série " 24 Temas Cruciais "
Objetivo principal: Estudar, com base nas profecias bíblicas, como o cristianismo foi adulterado pelo paganismo na Idade Média, e qual o papel da Igreja Católica no cenário religioso histórico.

Outros objetivos: Estudar a sucessão dos impérios; a influência do paganismo sobre o cristianismo; as mudanças previstas nas doutrinas nunca autorizadas pela Bíblia, e a profecia que prevê a restauração da verdade pura da Bíblia.

1. Daniel teve uma importante visão, o que ele viu?
Daniel 8:1-9 “No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão depois daquela que eu tivera a princípio. Quando a visão me veio, pareceu-me estar eu na cidadela de Susã, que é província de Elão, e vi que estava junto ao rio Ulai. Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia. Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.”

Um carneiro com dois chifres – O império Medo-Persa, a Pérsia tornou-se, mais tarde, o poder dominante, o chifre mais alto que subiu por último. Ciro conquistou a Líbia em 547 aC e a Babilônia em 539. Cambises estendeu as conquistas em direção do sul, ao Egito e Etiópia, em 525. Territorialmente, tornou-se maior que o anterior império babilônico.bode com um chifre – É a Grécia de Alexandre, que veio do ocidente em relação ao império Persa. As conquistas de Alexandre foram velozes. O chifre notável era o próprio Alexandre, seu primeiro rei. Mas Alexandre morreu cedo, aos 32 anos, e foi dividido entre seus 4 generais.chifre grande – Esse foi Alexandre, O Grande, o primeiro rei da Grécia.

Quatro chifres pequenos – Os 4 generais de Alexandre que dividiram o reino da Grécia entre si. Os 4 generais foram: Lisímaco, Cassandro, Seleuco e Ptolomeu.pequeno que saiu de um dos quatro e cresceu muito e se tornou arrogante – Significa o império romano, que veio de um dos 4 pontos cardeais, do ocidente, e saiu de um dos reinos divididos do que restou do império grego, e que, mais tarde, deu o seu poder à Igreja Católica, dando sucessão ao poder pagão romano, herdado do paganismo aos demais reinos anteriores. Portanto, este pequeno chifre representa o Império Romano e a posterior Igreja Católica, como sua sucessora.

2. Que queria Daniel entender?

Daniel 8:15 “Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou diante uma como aparência de homem.

(Daniel queria entender a visão, o seu significado)

3. Qual é o significado da visão?
Daniel 8:20 a 22 – “Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha.”

Daniel 8:20 – carneiro: Medo Pérsia – 538-331 AC8:21 – bode: Grécia – 331 AC8:21 – chifre grande – Alexandre:22 – 4 chifres – 4 reinos – Alexandre morreu em 323 AC., seus quatro generais (Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu) dividiram o reino entre si, dos quais surgiram: Roma, Grécia, Síria e Egito.

e) Daniel 8:23 – Um rei. A Bíblia não identifica esse rei pelo nome, mas diz o que haveria de fazer. “Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura (isto é, muito cruel) e especialista em intrigas.” (Esse rei duríssimo é a instalação do poder papal, especialista em dominação e imposição de doutrinas tiradas não da Bíblia, mas do paganismo antigo. As intrigas referem-se a capacidade do Vaticano obter motivos para fazer perseguir e matar, como as Cruzadas e a Inquisição.)

4. Que haveria de fazer esse rei?

Daniel 8:10, 24 – Destruir o povo santoCresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.” e “Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.”

Essa igreja cresceu em arrogância a ponto de colocar uma pessoa, o papa, supostamente em lugar de DEUS na Terra e no Céu. Destruiu quase por completo a verdadeira adoração pelas radicais alterações que fez, dominou sobre os países e sobre os adoradores do Criador que adoram conforme a Bíblia, os quais perseguiu até quase exterminá-los, como foi durante 1.260 anos (538 a 1798) da Idade Média. Atenção, isso logo se repetirá, conforme a profecia de Apocalipse 13. A igreja na Idade Média o recebeu o poder do Império Romano, em nossos dias, receberá, ou já está recebendo, dos Estados Unidos, que já estão praticamente falando como o dragão, preparando-se para dar o poder à Igreja Católica. Quando isso ocorrer, então sua ferida estará curada, e poderá dominar outra vez sobre os povos da Terra, mas dessa vez, por pouco tempo. Falar como o dragão significa legislar em favor do domingo, como fez o Império Romano, emitindo decretos para impor a santificação do domingo, um dia pagão de adoração, não um dia cristão para ser santificado. Nisso a Igreja também se fez grande como até o Céu. Mas tais coisas jamais foram aprovadas por DEUS, não consta na Bíblia que o dia de sábado, – instituído junto com a criação, conforme Gênesis 2:1 a 3, – fosse alterado para o domingo.

Daniel 8:11, 25 e I Timóteo 2:5 – Falar contra JESUS “Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.” e “Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.” e “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.”

Engrandecer-se até o príncipe do exército é fazer-se semelhante a JESUS, tal como satanás sempre quis ser Ele mesmo disse: “serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:14). Na pessoa do papa concretizou seu sonho. Tirar o sacrifício diário relaciona-se com o serviço de sacerdócio que JESUS realiza no santuário do Céu, substituindo a Sua intercessão por Maria. A Igreja Católica vem cada vez mais diminuindo a importância de JESUS e engrandecendo a de Maria, que pela Bíblia não é quem intercede por nós. Pela Bíblia é JESUS que nos salva, ninguém mais. Deitar o santuário por terra significa a anulação do significado do santuário celestial, substituindo-o por rituais terrestre, como a concessão do perdão dos pecados por sacerdotes humanos. O único que morreu por nós foi JESUS, portanto, só Ele pode interceder por nós e nos perdoar para sermos dignos de receber a vida eterna, e isso é o que Ele faz agora no santuário celeste. Porém, a Igreja Católica, em seu meio, anulou essa verdade bíblica, a por essa forma, impede a seus fiéis alcançarem a salvação, vinculando-os a Maria, que não morreu pelos pecados da humanidade. Na verdade,segundo a Bíblia, Maria está morta, mas JESUS está vivo, trabalhando no santuário celeste.

Daniel 8:12 – Deitar por terra a verdade “O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.”

Deitar a verdade por terra refere-se a substituição de doutrinas bíblicas por doutrinas pagãs. Exemplos mais gritantes: a Igreja Católica diz que a alma não morre, tal como diz o paganismo e o espiritismo. Sobre isso há estudo pela frente, o de número 19. Outra verdade deitada por terra é a Lei de DEUS, os Dez Mandamentos, que foram mutilados e alterados em nome da tradição. O que DEUS escreveu com Seu dedo, a igreja alterou com a desculpa da tradição. Ao longo dos séculos introduziu muitas crendices e dogmas que não existem na Bíblia. Exemplos: adoração pelos mortos; batismo infantil; adoração a santos a Maria, enquanto que devemos adorar somente a DEUS; o tormento eterno do inferno; o purgatório; a missa e a transubstanciação; a confissão auricular; a penitência; as indulgências; a infalibilidade papal; a imortalidade da alma; a justificação pelas obras, e muito mais. Essas são alguns dos dogmas que não tem fundamento bíblico, mas cuja intromissão no cristianismo foi prevista pela profecia acima.

Daniel 7:25 – Tentar mudar a Lei (Dez Mandamento) de DEUS “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.”
Esse versículo é o centro das mudanças que o poder da ponta pequena faria: mudar a Lei de DEUS, os Dez Mandamentos, alegando para isso ter a autoridade da tradição. Só DEUS pode legislar, ninguém mais no Universo tem tal autoridade, muito menos homens pecadores. A Igreja fez a mudança do sábado para o domingo sem base bíblica. Sobre isso, há estudos mais adiante, os de número 15, 16 e 17. Os tempos foram alterados conforme crê o paganismo, e os dias, que pela Bíblia muda ao por do sol, passaram a mudar à meia-noite. No passado inclusive foi tentada uma semana de duração diferente a de sete dias. Um tempo, dois tempos e meio tempo são, em profecia, 1.260 anos, que ainda estudaremos, e que se estenderam de 538 a 1798, o grande período de supremacia papal.

5. Qual a pergunta que surgiu?

Daniel 8:13 “Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

Duraria, como já vimos, 2.300 anos. Há uma explicação em anexo, mais adiante. Nesse tempo o sistema papal consolidou um sistema pagão de adoração mas com um rótulo cristão. Assim o santuário lhe foi entregue e pisado. O sacrifício diário que fala refere-se à intercessão de JESUS como nosso Sumo Sacerdote no Céu, do qual a Igreja Católica desviou as atenções, voltando-as para Maria, para os santos e para os sacerdotes que teriam poder para perdoar os pecados, o que só JESUS possui.

6. Qual a resposta?

Daniel 8:14 (Ao acabarem as 2.300 tardes e manhãs a verdade haveria de ser restaurada na Terra; e no Céu, o Santuário, purificado, e na Terra, a mensagem pura da Bíblia voltaria a ser pregada por aqueles que seguem inteiramente o ensinamento da Bíblia.) “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.”

Até as duas mil e trezentas tardes e manhãs contamos 457 aC. Até 1844 dC, quando se inicia o chamado Juízo Investigativo, que estudaremos na lição de número 12. No anexo desse estudo há uma explicação mais detalhada sobre essas 2.300 tardes e manhãs.

7. Por que foram dadas as profecias?

Provérbios 29:18 “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.

Sugestão: Seguiremos a DEUS e Seus Mandamentos corretos ou a homens e os mandamentos alterados?

Os Dez Mandamentos conforme escritos por DEUS, como constam na Bíblia, em Êxodo 20:3 a 17, e que DEUS, como legislador, não autorizou que fossem mudados, pois Ele é o único legislador, e nem poderia haver mais de um legislador, conforme diz o apóstolo Tiago, cap. 4:12, pp: “Um só Legislador e Juiz…”

I – Não terás outros deuses diante de mim.

II – Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

III – Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

IV – Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.

V – Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

VI – Não matarás.

VII – Não adulterarás.

VIII – Não furtarás.

IX – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

X – Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

E, eis os mandamentos que foram alterados, como profetizado por DEUS através de Daniel 7:25, que não se encontram na Bíblia, mas no catecismo católico.

I – Amar a DEUS sobre todas as coisas.

II – Não falar Seu Santo nome em vão.

III – Guardar domingos e festas.

IV – Honrar pai e mãe.

V – Não matar.

VI – Não pecar contra a castidade.

VII – Não furtar.

VIII – Não levantar falso testemunho.

IX – Não desejar a mulher do próximo.

X – Não cobiçar coisas alheias.

Nota: As maiores alterações recaíram justamente sobre os quatro primeiros mandamentos que se referem ao culto a DEUS. Os outros seis, que se referem ao nosso próximo, sofreram menor alteração. Qual a razão disso? (será que nisso não está havendo o incitamento a adoração de outro deus?

Perguntas complementares:

Por quê a Igreja Católica mudou a maioria das doutrinas, especialmente as relacionadas com a adoração?

Por que o domingo foi imposto pela lei de um império pagão?

É certo a Lei de DEUS ser imposta por poderes civis terrestres?

Ou, é certo qualquer lei ser imposta pela força?

Por que o primeira mandamento que requer que se adore a penas a DEUS foi substituído por outro?

Por que o mandamento que proíbe a idolatria desapareceu nos mandamentos do Catecismo?

Por que o quarto mandamento que santifica o dia de sábado foi substituído pelo domingo, se DEUS nunca autorizou tal mudança?

Por que o décimo mandamento da Lei original foi dividido em dois, se trata de um só assunto?

Que motivação há por trás dessas modificações?

Quem pode estar influindo para essas modificações?

Por que a Inquisição perseguiu, entre outros, aqueles que adoravam rigorosamente conforme os princípios bíblicos?

Por que a Igreja Católica buscou exercer poder até mesmo sobre as nações?

Comentário anexo

Esse comentário refere-se especificamente ao versículo de Daniel 8:14, que diz assim: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Essa é uma das mais impressionantes profecias bíblicas. Ela abrange atividades que aconteceriam e acontecem na Terra e no Céu. As 2.300 tardes e manhãs são, em profecia, 2.300 anos. Sua contagem se inicia em 457 aC, e se conclui em 1844 da nossa era. Dentro desse período estão outros períodos e outras profecias menores, mais curtas, mas que fazem parte das 2.300 como um todo, interligado.
Início do período: Foi no ano em que saiu a ordem para a reconstrução de Jerusalém, ou seja, no ano 457 aC. Isso está escrito em Daniel 9:25: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” O cumprimento dessa parte da profecia, como já afirmamos, deu-se em 457 aC., portanto, nessa data iniciamos a contagem dos 2.300 anos. Mas, por ser essa uma profecia muito importante, ela contém uma chave de confirmação de suas datas. Essa chave são as datas referentes ao batismo e morte de JESUS, que ocorreram no ano 27 e 31, respectivamente, em nossa era. A chave está no verso acima de Daniel 9:25, onde diz que desde aquela ordem de restauração até o Ungido seriam sete mais sessenta e duas semanas, portanto, sessenta e nove semanas, o que dá 483 anos (69 x 7 = 483, em profecia, conforme Números 14:33 e 34 e Exequiel 4:7, um dia corresponde a um ano). Ora, de 457 até o ano 27, em que JESUS foi batizado (ungido), ocorreram exatamente 483 anos. Desse período de tempo, a profecia destacou sete semanas iniciais, ou seja, 49 anos, para a reconstrução de Jerusalém. A reconstrução foi iniciada e reiniciada várias vezes, e concluída no ano 408 aC., portanto, de 457 a 408 ocorreram 49 anos.

Em Daniel 9:26 profetiza que no final daquele tempo de 483 anos (69 semanas) o Messias seria tirado, pois Ele foi crucificado no ano 31. No mesmo versículo já estava prevendo também a destruição de Jerusalém, nas seguintes palavras: “e o povo de um príncipe (imperador romano) que há de vir destruirá a cidade e o santuário (Jerusalém e o templo), e o seu fim será num dilúvio ((muita gente morta), e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.” Em Daniel 9:27 temos mais detalhes sobre a data da morte de JESUS: “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares…” Ou seja, JESUS pregou do ano 27 até o 31, e desse ano em diante, seus discípulos pregaram até o ano 34 entre os Judeus, e desse ano em diante, sendo muito perseguidos pelos próprios judeus, foram pregar ao mundo todo. Portanto, a pregação mais intensa aos judeus deu-se durante uma semana profética, do ano 27 ao ano 34. Na metade da semana, ou seja, no ano 31, JESUS foi crucificado, e do dia da Sua crucificação em diante não mais havia necessidade dos sacrifícios e das ofertas de manjares daqueles rituais que foram estabelecidos antigamente para lembrar que no futuro JESUS viria morrer por todos nós. Essa é a lei que ali foi abolida, a lei das ordenanças. (Efésios 2:15 “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças…”; Colossenses 2:14 “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz” Hebreus 9:10 “os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma.”). Portanto, aqui está a confirmação da data inicial da contagem do longo período de 2.300 anos. Ele se iniciam em 457 aC, e contando 483 anos, chega-se ao ano do batismo de JESUS, e mais uma semana profética, então termina o período de 490 anos dado ao povo judeu para que aceitasse JESUS como seu Messias. Na metade dessa última semana, ou seja, dos últimos 7 anos, JESUS foi morto, no ano 31. Exatidão perfeita.

Significativa é a profecia da destruição de Jerusalém, que em Daniel 9 aparece em dois lugares, ou seja, em Daniel 9:26, já visto um pouco antes, e em Daniel 9:27, última parte: “sobre a asa das abominações virá o assolador (imperador romano), até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele (também o império romano seria destruído).” O Império Romano destruiu Jerusalém no ano 70 dC, a cidade e o templo foram destruídos, e do templo não restou pedra sobre pedra, como mais tarde o próprio JESUS profetizou em Mateus 24:2 “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.” Em Lucas 19:44 JESUS diz: “e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.” Aí Ele se refere ao tempo de oportunidade dado aos judeus como povo (como indivíduos os judeus ainda tem oportunidade de arrependimento), tempo que durou 490 anos, como vimos.

Analisemos ainda Daniel 9:24, onde diz: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão (os 490 anos de oportunidade dados aos judeus para que se arrependessem), para dar fim aos pecados (que parassem com os pecados), para expiar a iniqüidade (purificar dos pecados), para trazer a justiça eterna (fazer o julgamento e distinguir os perdoados dos que não se arrependeram), para selar a visão e a profecia (confirmar as datas da grande profecia) e para ungir o Santo dos Santos (o batismo de JESUS).” Esse verso significa que o povo judeu teria 70 semanas, ou seja, 490 anos, para decidir se preferiam o Messias ou se preferiam manter-se em inimizade com o Messias. Já vimos, esse período também se inicia no ano 457 aC, e conclui-se no ano 34 dC, ano em que Estevão foi morto, ele que era um poderoso pregador do Messias. Desse ano em diante os apóstolos e outros discípulos de JESUS passaram a pregar por todo o mundo, levanto esse evangelho a todas as nações.

O grande período de 2.300 anos, se inicia em 457 aC, confirmam-se pelos anos 27 dC do batismo de JESUS, 31 de sua crucificação, e 34 da morte de Estevão, significando definitiva rejeição da mensagem de JESUS. Desse ano em diante, o evangelho passou a ser pregado aos estrangeiros. O final dos 2.300 anos chega a 1844. Desse ano em diante, se inicia a purificação do santuário celeste, ou seja, o juízo dos homens, que se realiza na corte celestial, do qual o ritual terrestre era apenas uma figura. Quando esse juízo terminar, JESUS volta. Esses são assuntos para futuros estudos.
Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sénior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Voltar para o conteúdo