A Grande Profecia de Nosso Senhor - Estudos Bíblicos Adventistas

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A Grande Profecia de Nosso Senhor

A Bíblia Responde > VII – Acontecimentos Vindouros e Sinais dos Tempos
A Bíblia Responde - Capítulo nº 07 - Acontecimentos Vindouros e Sinais dos Tempos

1. Como Se sentiu Cristo para com Jerusalém, quando Se dirigia para a última visita à cidade, antes de Sua crucifixão?

"E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre a cidade, dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! mas agora isto está encoberto aos teus olhos." S. Luc. 19:41 e 42.

2. Em que palavras predisse Ele a sua destruição?

"Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas; e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." S. Luc. 19:43 e 44.

3. Que comovedor apelo dirigiu Ele à cidade impenitente?

"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" S. Mat. 23:37.

4. Ao deixar o templo, que disse Ele?

"Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta." S. Mat. 23:38.

0 que deveria encher sua taça de iniquidade era a rejeição final, e crucifixão de Cristo, e a condenação e perseguição de Seus apóstolos e povo após Sua ressurreição. Ver S. Mat. 23:29-35; S. João 19:15; Atos 4-8.

5. Ao ouvirem estas palavras, que perguntas fizeram os discípulos?

"Diz-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?" S. Mat. 24:3.

As respostas de Cristo a estas perguntas são merecedoras do mais acurado estudo. A destruição de Jerusalém e a consequente subversão da nação judaica são um símbolo da final destruição de todas as cidades do mundo e da derrocada de todas as nações. Até certo ponto, portanto, as descrições dos dois grandes eventos parecem entremeadas. Quando Cristo Se referiu à destruição de Jerusalém, Suas palavras proféticas foram além daquele evento até à final conflagração, quando o Senhor sairá do Seu lugar "para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniquidade," e quando a Terra "descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos." Isa. 26:21. Assim todo o discurso não foi dirigido aos primeiros discípulos somente, mas àqueles que viveriam durante as cenas finais da história do mundo. No discurso, Cristo deu, contudo, sinais definidos, tanto da destruição de Jerusalém como de Sua segunda vinda.

6. Em Sua resposta, como indicou Cristo que nem o fim do mundo nem o da nação judaica se deveria seguir imediatamente?

"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim." S. Mat. 24:4-6.

7. Que disse Ele das guerras, fomes, pestilências e terremotos que deveriam preceder estes eventos?

"Mas todas estas coisas são o princípio de dores." S. Mat. 24:8.

Estas deveriam preceder e culminar na grande calamidade e derrocada, primeiro de Jerusalém, e finalmente do todo o mundo; pois, como já se observou, a profecia tem dupla aplicação, primeiro a Jerusalém, e à nação judaica, e segundo, a todo o mundo; a destruição de Jerusalém por sua rejeição de Cristo em Seu primeiro advento é um tipo da destruição do mundo no final, por ter rejeitado a Cristo, recusando ouvir a última mensagem de advertência enviada por Deus para preparar o mundo para o segundo advento de Cristo.

8. Em que linguagem descreveu Cristo resumidamente as experiências de Seu povo antes destas calamidades?

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do Meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão, e surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará." S. Mat. 24:9-12.

9. Quem será salvo?

"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." S. Mat. 24:13.

10. Quando, disse Cristo, viria o fim?

"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim." S. Mat. 24:14.
No ano 60 A. D., Paulo levou o evangelho a Roma, então a capital do mundo. Em 64 A. D., escreveu ele aos santos da "casa de César" (Filip. 4:22); e no mesmo ano diz ele que o evangelho fora "pregado a toda criatura que há debaixo do céu." Col. 1:23. Pouco tempo depois (outubro de 66 A. D.,) os romanos começaram seus ataques contra Jerusalém; e três e meio anos mais tarde ocorreu a destruição da cidade e da nação judaica no notável cerco de cinco meses sob a chefia de Tito, na primavera e no verão de 70 A. D.

Assim foi quanto ao fim da nação judaica; e assim será no fim do mundo como um todo. Quando o evangelho, ou as boas-novas, da segunda vinda de Cristo forem pregadas em todo o mundo em testemunho a todas as nações, o fim do mundo - de todas as nações — virá. Como o fim da nação judaica veio com opressiva destruição, assim será no fim do mundo. Ver os estudos às págs. 253 e 259.

11. Que sinal mencionou Cristo por que os discípulos poderiam saber quando estivesse próxima a destruição de Jerusalém?

"Mas quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação." S. Luc. 21:20.

12. Quando vissem esse sinal, que deveriam os discípulos fazer?

"Quando pois virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes." S. Mat. 24:15 e 16.

Em outubro de 66 da era cristã, quando Céstio atacou a cidade, mas por motivo ignorado retirou rapidamente o seu exército, os cristãos viram nisso o sinal predito por Cristo, e fugiram. Após o recuo de Céstio, diz Josefo em suas "Guerras Judaicas," capítulo 20, que "muitos dos mais eminentes dos hebreus fugiram da cidade como se saíssem de um navio prestes a submergir." É fato notável que no terrível cerco ocorrido três e meio anos mais tarde sob o comando de Tito, nem um cristão sequer, quanto se saiba, perdeu a vida, enquanto 1.100.000 judeus se afirma terem perecido. Temos aqui uma lição muito incisiva do valor e importância de estudar as profecias e crer nelas, e dar ouvidos aos sinais dos tempos. Os que creram no que Cristo disse, e observaram o sinal que Ele havia predito, foram salvos, enquanto os incrédulos pereceram. Assim será no fim do mundo. Os vigilantes e crentes serão libertos, enquanto os descuidosos e incrédulos serão apanhados de surpresa. Ver S. Mat. 24:36-44; S. Luc. 21:34-36; I Tess. 5:1-6.

13. Quando o sinal aparecesse, quão presto deveriam fugir?

"E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; e quem estiver no campo não volte atrás a buscar os seus vestidos." S. Mat. 24:17 e 18.

14. Além de dizer aos discípulos quando deveriam fugir, como manifestou Cristo ainda Sua solicitude e terno cuidado por eles?

"E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado." S. Mat. 24:20.

O inverno seria um tempo penoso para a fuga, cheio de desconforto e durezas; e uma tentativa para fugir no sábado seria por certo bem difícil, tão errôneas e farisaicas eram as noções dos judeus com respeito ao verdadeiro caráter e objetivo do sábado. Ver S. Mat. 12:1-14; S. Luc. 13:14-17; S. Mar. 1:32; 2:23-28; S. João 5:10-18.
As orações dos seguidores de Cristo foram ouvidas. Os acontecimentos foram tão bem dirigidos que nem os judeus nem os romanos embaraçaram a fuga dos cristãos. Ao retirar-se Céstio, os judeus saíram em perseguição do seu exército, e os cristãos tiveram assim oportunidade de abandonar a cidade. O campo também estava. livre de inimigos que os pudesse impedir. Por ocasião daquele cerco, os judeus estavam reunidos em Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos, e assim os cristãos da Judeia puderam fugir sem serem molestados, e no outono, o tempo mais agradável para a fuga.

15. Que probante experiência predisse Cristo então?

"Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver." S. Mat. 24:21.

No parágrafo 4 de seu prefácio às "Guerras Judaicas," Josefo, referindo-se à destruição de Jerusalém, diz: "As desgraças de todos os homens, desde o princípio do mundo, .se comparadas às dos judeus, não são tão terríveis." Nesta tremenda calamidade, a profecia de Moisés relatada em Deut. 28:47-53, cumpriu-se literalmente. Disse ele: "E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, ... no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão." Para se ter um relatório do cumprimento destas palavras, ver "Guerras Judaicas," livro 6, cap. 3, par. 4.

À destruição de Jerusalém se seguiu a perseguição dos primeiros cristãos sob os imperadores pagãos durante os primeiros três séculos da era cristã, começando com Diocleciano em 303 A. D. e continuando por dez anos (Apoc. 2:10), sendo esta a mais tenaz e intensa perseguição do povo de Deus que o mundo até então testemunhara. Segue a esta a perseguição ainda maior e mais terrível dos santos durante os longos anos da supremacia papal, predita em Dan. 7:25 e Apoc. 12:6. Todas estas tribulações ocorreram sob Roma pagã ou papal.

16. Por amor de quem, disse Cristo, deveria o período de perseguição ser abreviado?

"E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias." S. Mat. 24:22.

Por influência da Reforma do décimo sexto século, e os movimentos que dela surgiram, o poder do papado para dar força aos seus decretos contra os que pronunciava hereges foi gradualmente diminuindo, até que a perseguição cessou quase completamente pela segunda metade do século décimo oitavo antes de terminarem os 1260 anos.

17. Contra que enganos nos admoesta Cristo?

"Então, se alguém vos disser: Eis que o  Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos  cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se  possível fora, enganariam até os escolhidos." S. Mat. 24:23 e 24.

IS. Respondendo à pergunta de qual seria o sinal de Sua vinda e do fim do mundo, que disse Cristo?

"E haverá sinais no Sol e na Lua e nas estrelas; e na Terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo. Porquanto as virtudes do céu serão abaladas." S. Luc. 21: 25 e 26.

19. Quando deveriam aparecer os primeiros desses sinais, e quais seriam eles?

"E logo depois da aflição daqueles dias, o Sol escurecerá; e a Lua não dará a sua luz e as estrelas cairão do céu!' S. Mat. 24:29.

20. Como é isto expresso por S. Marcos?

"Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o Sol se escurecerá, e a Lua não dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas." S. Mar. 13:24 e 25.

A perseguição papal cessou quase completamente no terceiro quartel do décimo oitavo século.

21. Quando ocorreu um fenomenal escurecimento do Sol?

Em 19 de maio de 1780.

O dia 19 de maio de 1780 é conhecido na História como "o dia escuro." Nesse dia, em larga extensão do Novo Mundo, para a qual todos os olhos então se voltavam, ocorreu, ao meio-dia, uma fenomenal escuridão. "Acenderam-se luzes em muitas casas. Os pássaros silenciaram, e desapareceram. As galinhas se retiraram para os poleiros." Em harmonia com a impressão que Deus cla- ramenteOpredissera seria produzida pelo sinal, muitos pensaram houvesse chegado o dia do juízo." Ver o estudo seguinte.

22. Quando recusou a Lua dar a sua luz?

Na noite seguinte ao escurecimento do Sol, 19 de maio de 1780.

Embora a Lua fosse cheia tia noite anterior, a escuridão dessa noite foi tão intensa que por algum tempo nenhum corpo luminoso apareceu no céu, e uma folha de papel branco segurada a poucos centímetros de distância dos olhos não poderia ser vista. Ver o estudo seguinte.

23. Que sinal deveria seguir ao escurecimento do Sol e da Lua?

"E as estrelas cairão do céu." S. Mat. 24:29.

24. Quando caíram as estrelas, conforme é aqui predito?

Na manhã de 13 de novembro de 1833, deu-se a mais admirável exibição de estrelas cadentes que o mundo viu. O célebre astrônomo e meteorologista, Prof. Olmsted, da universidade de Yale. diz: "Os que tiveram a sorte de presenciar a queda de estrelas ocorrida na manhã de 13 de novembro de 1833, viram provavelmente a maior manifestação de 'fogos de artifício' celeste que haja sido presenciada desde a criação do mundo, ou pelo menos, que se encontre nos anais da História.... A extensão da chuva foi tal que cobriu uma parte considerável da superfície terrestre." E, como o escurecimento do Sol e da Lua, foi considerado por muitos que o presenciaram "como prenúncio da vinda do Filho do homem."

25. Quais seriam na Terra os sinais da vinda de Cristo?

"E na Terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo. Porquanto as virtudes do céu serão abaladas." S. Luc. 21:25 e 26.

Este é um quadro exato do estado de coisas no mundo atual. Em face da avidez de ganho, ilegalidade, licenciosidade, violência crescente, luta entre o capital e o trabalho, complicações internacionais e preparativos bélicos, as nações estão perplexas, e o coração dos homens treme de temor ao enfrentarem o futuro. Os elementos também estão revoltados, vendo-se isso nos grandes terramotos e tempestades em terra e mar.

26. Qual disse Cristo, seria o grande evento seguinte?

"E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória." S. Luc. 21:27. Ver S. Mat. 24:30.


27. Que disse Cristo deveria Seu povo fazer quando estas coisas começassem a acontecer?

"Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima." S. Luc. 21:28.

28. Quando à figueira brotam folhas, que podemos saber?

"Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão." S. Mat. 24:32.

29. Que pode também com igual certeza ser sabido quando estes sinais forem vistos?

"Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo às portas." S. Mat. 24:33. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto." S. Luc. 21:31.

30. Que disse Cristo da certeza desta profecia?

"Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a Terra passarão, mas as Minhas palavras não hão de passar." S. Mat. 24:34 e 35.

Todo que conhece a História sabe que o que Cristo predisse concernente à destruição de Jerusalém se cumpriu ao pé da letra. Igualmente podemos assegurar que as predições de Cristo referentes ao fim do mundo se cumprirão certa e literalmente.

31. Quem somente sabe o dia exato da vinda de Cristo?

"Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do Céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai." S. Mat. 24:36.

32. Qual disse Cristo ser a condição moral do mundo precisamente antes de Seu advento?

"E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos — assim será também a vinda do Filho do homem." S. Mat. 24:37-39.

33. Visto, não sabermos o dia exato da vinda de Cristo, que importante advertência nos é feita?

"Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis." S. Mat. 24:44.

34. Qual será a experiência dos que dizem no coração que o Senhor tardará?

"Porém, se aquele servo mau disser consigo: O meu Senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos, e a beber com os temulentos, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe. E separá-lo á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes." S. Mat. 24:48-51.
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