100 Respostas sobre a Trindade - Conteúdo - 02 - Estudos Bíblicos Adventistas

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100 Respostas sobre a Trindade - Conteúdo - 02

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Pergunta nº 51: Se Cristo é o próprio Deus, por que Ellen White disse que Satanás ambicionava as mais elevadas honras que Deus concedera a Seu Filho?
 
Satanás... ambicionava as mais elevadas honras que Deus concedera a Seu Filho. Tornou-se invejoso de Cristo e começou a semear entre os anjos que honravam como querubim cobridor, o sentimento de que não recebera a honra que sua posição demandava.” (Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874 - A Verdade Sobre os anjos, pág. 34).
 
Este era um problema de Lúcifer, não nosso. Ele ambicionava ser "semelhante ao Altíssimo" (Isa. 14:14). Sua ambição não muda em nada a natureza de Cristo. Pelo contrário, confirma que Cristo também é reconhecido como o "Altíssimo". E mais: Isaías já havia dito que Cristo é "Deus Poderoso" e "Pai da Eternidade" (Isa. 9:6). Logo, Ele também é Deus e também é Pai.
 
Mas quanto a Cristo ser "o próprio Deus", leia a resposta na Pergunta 50.


Pergunta nº 52: No texto abaixo Ellen White afirma que os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música em adoração ao Pai e o Filho. Se o Espírito Santo realmente é uma pessoa e é Deus, por que então foi excluído desta adoração?
 
"Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldições ao seu Criador." (História da Redenção, pág. 31).
 
Resposta na pergunta de nº 17. O Espírito Santo também recebe louvor dos anjos.
 

Pergunta nº 53: Se Cristo é o próprio Deus Eterno, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Paulo em sua carta aos Hebreus afirma que Jesus está assentado à destra do trono de Deus?
 
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. (Hebreus 12:2).
 
Nota: Se Cristo está assentado à destra do trono de Deus, é por que Ele não é o próprio Deus.
 
A pergunta insiste num erro teológico, explicado na pergunta 50 (Clique aqui se quiser lê-la). É claro que Jesus Cristo está assentado à destra do trono de Deus, pois a palavra "Deus" inclui aos Três Seres mais poderosos do Universo (Evangelismo, pág. 617).
 
Entretanto, quando um deles é distinguido, a palavra "Deus" indica os outros dois nomes que não foram mencionados. Por exemplo: Se Cristo, que é Deus, é mencionado com Deus, a palavra "Deus" se refere às duas Pessoas que além de Cristo, também são Deus.


Pergunta nº 54: Se o Espírito Santo realmente é Deus, e um dos membros da Trindade, como explicar sua ausência na criação do mundo e do homem?
"Pai e Filho empenharam-Se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado - a criação do mundo. A Terra saiu das mãos de seu Criador extraordinariamente bela.... Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: 'Façamos o homem à Nossa imagem.’ Gên. 1:26. Ao sair Adão das mãos do Criador, era de nobre estatura e perfeita simetria." (História da Redenção, págs. 20, 21).
 
Isso já foi respondido sob as perguntas do mesmo assunto sob os números 26 = 29 = 31 = 40. Por que o autor das perguntas se desgasta tanto com repetições?
 
Diz Ellen White: "A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção" (Conselhos sobre Saúde, p. 222:3). Ora, a Redenção é um pensamento contemporâneo à Criação! E lá estava também o Espírito Santo (Gên. 1:2).
 


Pergunta nº 55: Segundo a Doutrina da Trindade, Cristo é o próprio Deus.  Se isso é verdade, por que então Ellen White afirma que Cristo é o Filho de Deus e a expressão exata da imagem de Seu Pai?
 
"O Filho de Deus equiparava-Se em autoridade ao grande Legislador. Sabia que somente Sua vida poderia ser suficiente para resgatar o homem caído. Ele era de tanto mais valor do que o homem quanto o Seu nobre e imaculado caráter, e Sua elevada posição como Comandante de todo o exército celestial, estavam acima da obra humana. Constituía a expressão exata da imagem de Seu Pai, não só nas feições, mas na perfeição do caráter. (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872 - Exaltai-O! – MM 1992, pág. 24).
 
Quem disse isso não foi Ellen White em primeira mão; ela apenas cita o autor de Hebreus que disse: "... nos falou pelo Filho... Ele que é o resplendor da glória, e a expressão exata do Seu Ser" (Heb. 1:2-3).
 
Se Cristo é Deus, isso não quer dizer que Ele seja o Pai, que igualmente com o Espírito Santo, é Deus.
 
A pergunta insistente tenta passar a imagem de que se "Cristo é o próprio Deus", não haveria lugar para o Pai. Sabemos que Ele é Deus, mas não exclusivamente, como quer a pergunta fazer parecer que assim cremos. Mas a questão nos indica à Resposta da Pergunta de nº 50, onde fica claro que se Cristo é parte da Divindade, O Pai e o Espírito Santo não estão excluídos por isso.


Pergunta nº 56: Quando Cristo antecipou aos discípulos os sofrimentos pelos quais passaria, disse que eles o abandonariam, mas que Ele não estaria só, pois o Pai estaria com Ele. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que somente o Pai estaria com Cristo naquele momento de extremo sofrimento? Onde estaria o "Deus Espírito Santo", que não se faria presente?
 
“Eis que vem a hora e já é chegada em que sereis dispersos, cada um para a sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, por que O Pai está comigo.” (João 16:32).
 
Não estava Cristo cheio do Espírito Santo? (Luc. 4:1). O que acontece quando alguém possui a plenitude do Espírito? Ele tem o Pai. Disse Pedro: "Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, ... porque Deus era com Ele" (Atos 10:38). E se Ele tinha o Pai, não estará o Espírito Santo ao Seu lado? É claro que sim.
 
Mas o que significa a expressão "Deus era com Ele"? Por que não disse Pedro que "o Pai era com Ele"? Porque a palavra "Deus" inclui tanto o Pai como o Espírito Santo. Certamente, Ele poderia contar com o Pai e com "o amor do Espírito" (Rom. 15:30) que não O deixariam só.
 
E se o Espírito é o Consolador, como não estaria consolando a Cristo em seu momento mais trágico? Mas será que Cristo precisava dizer tudo o que sabemos hoje para os discípulos, para ser verdade? Por que, se Ele não falou alguma coisa, isso poderia ser um problema!?
 
Cristo estava falando acerca do Espírito Santo, quando de repente, disse: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora!" (João 16:12); e olha que os discípulos não haviam entendido nem a necessidade da Cruz! Quanto menos estariam preparados para entender uma teologia profunda sobre o Espírito Santo, aqueles vacilantes galileus que estavam se surpreendendo de que Jesus Cristo fosse "Deus conosco"!
 
É evidente que as palavras de Cristo ("não estou só, por que o Pai está comigo" João 16:32) eram suficientes para o Seu propósito de consolar aos discípulos. Certamente, Ele não intencionava com isso excluir ao Espírito Santo de Sua companhia. Novamente encontramos aqui o argumento do silêncio. Alguém teria de provar que se uma pessoa não é mencionada num contexto, isso é sinal evidente de que essa pessoa não existe.
 
Entretanto, Cristo havia dito que o mundo os odiava, e que O odiou a Ele também (João 15:18); que eles seriam perseguidos, como fizeram a Ele (v. 20). Mas quando diz: "Odiaram-Me sem motivo" (João 15:25), uma referência abrangente que chega à culminar na Cruz, de Quem Ele Se lembra? Ele Se lembra do Espírito Santo do Qual fala, e consola aos discípulos no verso seguinte (v. 26), como se quisesse Se consolar também a Si mesmo, com o fato de que viria a Cruz, mas Ele estava cheio do Espírito Consolador (João 3:34; Luc. 4:1).
 
Quem poderia penetrar no pensamento de Cristo nesse momento? Quem pode saber o que se passou com Ele no Getsêmani ou na Cruz, e qual foi o Seu relacionamento com o Espírito, nesse momento de completo desamparo, quando não só o Pai mas o Espírito O abandonaram? Visto que Ele mesmo clamou: "Deus Meu, por que Me abandonaste?" (Mat. 27:46), por que não falou: "Pai, por que Me abandonaste?"? Porque o Espírito Santo estava incluído. Mas o apóstolo Paulo também disse que lá estava "Deus (o Pai e o Espírito) em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Cor. 5:18).

Pergunta nº 57: Se o Espírito Santo realmente é uma pessoa e é Deus, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Ellen White afirma que Cristo deu Seu Espírito, e que esse Espírito não é uma pessoa, mas sim, um poder, uma influência vital?
 
É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele, o crente torna-se participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino [Ellen White não diz que "esse Espírito não é uma pessoa", como indica a pergunta; ler abaixo] para vencer todas as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e para gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. (Advent Review and Sabbath Herald, 19 de novembro de 1908 – MM, E Recebereis Poder, 1999, pág. 13).
 
"... Jesus está esperando para soprar sobre todos os Seus discípulos, e lhes dar a inspiração do Seu santificado Espírito, e infundir influência vital dEle mesmo para Seu povo.... Jesus está buscando impressioná-los com o pensamento de que dando o Seu Espírito Santo Ele está dando a eles a glória que o Pai Lhe tem dado. (Carta 11b, 1892. - Manuscript Releases Volume 4 “The Holy Spirit”).
 
Nota: É interessante notar que segundo Ellen White, ao Cristo dar o Seu Espírito, ele está dando um poder divino, que é a Glória que o Pai lhe tem dado e não a "terceira pessoa da Trindade".
 
Ao se referir acima ao Espírito Santo, Ellen White o distingue do Redentor pelo uso da palavra "Ele" ("He" = Ele, gênero masculino; não "it" = isso, do gênero neutro – em Inglês).
 
A expressão "como um poder" não significa que Ele é apenas um poder, ou uma influência, mas que há um poder e uma influência que promana dEle, comparativamente, chamada "influência do Espírito Santo".
 
Veja nesta citação: "Ele (Cristo) não Se referiu meramente à operação de milagres, mas a tudo quanto iria acontecer sob a influência do Espírito Santo... Falaram no poder do Espírito; e sob a influência desse poder, milhares se converteram" (Atos dos Apóstolos, p. 22). Ora, se Ellen White fala da influência e do poder do Espírito Santo, não está dizendo que Ele é essa influência e esse poder; mas que há uma distinção entre a pessoa e a influência que ela exerce. O Espírito Santo não pode ser confundido com a influência que Ele mesmo exerce.
 
Se queremos saber o que disse Ellen White sobre a personalidade do Espírito Santo, por que não vamos às suas próprias palavras literalmente, mais claras? Disse ela:
 
"Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos". Manuscrito 66, 1899.
 
"O Espírito Santo é uma Pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus." (Evangelismo, 616:5)
 
"O Espírito Santo tem personalidade; do contrário, não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina; do contra-rio, não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus." (Evangelismo, p. 617:1).
 
Mas alguns já estão dizendo que isso tudo foi adulterado pelos Depositários do Escritos de Ellen White. Então, por que não lemos em seus manuscritos, em sua própria letra?



 
Texto em Inglês, do 2º e 3º parágrafos:
 
"The Holy Spirit always leads to the written word. The Holy Spirit is a person (O Espírito Santo é uma pessoa); for he beareth witness with our spirits that we are the children of God. When this witness is borne, it carries with it its own evidence. At such times we believe and are sure that we are the children of God. What strong evidence of the power of truth we can give to believers and unbelievers when we can voice the words of John, "We have known and believed the love that God hath to us. God is love; and he that dwelleth in love dwelleth in God, and God in him."
 
"The Holy Spirit has a personality (O Espírito Santo tem uma personalidade), else he could not bear witness to our spirits and with our spirits that we are the children of God. He must also be a divine person (uma pessoa divina), else he could not search out the secrets which lie hidden in the mind of God. "For what man knoweth the things of a man save the spirit of man, which is in him; even so the things of God knoweth no man, but the Spirit of God."

Pergunta nº 58: Segundo Ellen White, Satanás usou tudo o que estava a seu alcance para desafiar a autoridade de Deus e de Seu Filho e que Satanás levou a terça parte dos anjos a se desviarem do Pai e de Seu Filho. Por que a autoridade do “Deus Espírito Santo” não foi?
 
“Satanás lançou para longe seus sentimentos de desespero e fraqueza e, como líder, fortaleceu-se para enfrentar a situação e empreender tudo que estivesse a seu alcance para desafiar a autoridade de Deus e de Seu Filho.” (The Spirit of Prophecy, vol. 1, págs. 31 a 33 - A Verdade sobre os Anjos, pág. 51).
 
"Em sua rebelião, Satanás levou a terça parte dos anjos. Desviaram-se do Pai e de seu Filho, e uniram-se ao instigador da rebelião. Tendo esses fatos diante de nós, cumpre-nos agir com maior cautela. (Testemunhos para a Igreja, Vol.3, pág.115).
 
Nota: É importante notar que Ellen White afirma que Satanás levou a terça parte dos anjos a se desviarem do Pai e de Seu Filho. Ela não faz nenhuma menção a uma terceira pessoa. Se Deus realmente é uma unidade de três pessoas co-eternas, como poderiam então os anjos desviarem-se de apenas duas destas Pessoas?
 
A "autoridade de Deus e de Seu Filho", em uma sã teologia, inclui a autoridade do Espírito Santo, porque Ele também é Deus.
 
Outrossim, a autoridade do Espírito Santo foi desafiada por Satanás em diversas vezes:
 
1) Ao instigar os líderes judaicos contra a obra do Espírito Santo, atribuindo-a ao serviço de Belzebu (Mat. 12:24-32);
 
2) Satanás encheu o coração de Ananias e Safira para que mentissem ao Espírito Santo  (Atos 5:3);
 
3) Satanás pretendia enganar ao povo com o mágico Elimas, que foi censurado por Paulo, cheio do Espírito Santo (Atos 13:9-11);
 
4) O mesmo diabo convenceu a outro mágico, Simeão, a comprar o dom do Espírito Santo por dinheiro (Atos 8:18-19).
 
Ora, se a autoridade do Espírito Santo foi desafiada aqui na Terra tantas vezes, por que não teria sido lá no Céu, onde Satanás estava bem mais perto?

Pergunta nº 59: Ellen White diz que Cristo, no Getsêmani, sentiu interrompida Sua unidade com o Pai. Por que Ellen White não citou a pessoa do Espírito Santo, já que segundo a Doutrina da Trindade Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas?
 
“Ao sentir Cristo interrompida Sua unidade com o Pai, temia que, em Sua natureza humana, não fosse capaz de resistir ao vindouro conflito com os poderes das trevas. ... Com os resultados do conflito perante Si, a alma de Cristo Se encheu de terror pela separação de Deus.” (O Desejado de Todas as Nações, págs. 685-687).
 
Nota: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, nada justifica o fato de Ellen White ter citado apenas duas pessoas, o Pai e o Filho.
 
Note que logo abaixo, Ellen White cita a expressão "separa-ção de Deus". Se Deus é uma unidade de Três Pessoas co-eternas, e cremos que o é, então, quando Cristo Se separou do Pai, Ele Se separou de Deus Pai e Deus Espírito Santo, porque a palavra "Deus" inclui aos Três. Ele foi realmente abandonado ao morrer na Cruz não só pelo Pai, mas pelo Espírito que está incluído em "Deus Meu" (Mat. 27:46).
 
Mas quanto a "nada justifica" a citação de apenas duas Pessoas, - o simples propósito de Deus em não revelar esse detalhe sobre o Espírito Santo explicitamente já seria suficiente para justificar. Lembre-se de que aqui "o silêncio é ouro" (Atos dos Apóstolos, 52:1).
 
Além disso, a frase "pela separação de 'Deus' (O Desejado de Todas as Nações, p. 687) já seria suficiente para descrever o que realmente aconteceu: Cristo separar-se de Deus significa separar-Se tanto do Pai, quanto do Espírito Santo, já que Ambos são Deus.


Pergunta nº 60: Ao comentar sobre a crucifixão de Cristo, Ellen White afirma que o universo celestial, Deus Pai, Satanás e seus anjos, estavam presenciando as cenas da crucifixão. Onde estava o “Deus Espírito Santo” nesse momento, que não presenciou estas cenas?
 
“Quem presenciou estas cenas? O universo celestial, Deus Pai, Satanás e seus anjos.” (Bible Echo and Signs of the Times, 29 de maio de 1899. - A Verdade Sobre os Anjos, pág. 201).
 
Nota: É interessante notar que Ellen White, ao citar quem estava contemplando as cenas da crucifixão de Cristo, não se restringe ao cenário aqui na Terra, mas inclui o universo celestial. E ainda assim, a pessoa do Espírito Santo não é citada.
 
Como você pode dizer que o Espírito Santo não presenciou estas cenas? Com que visão? Apenas baseado numa omissão, num silêncio? É pouca evidência para tanta certeza.
Ellen White citou a Cruz, relacionada ao Espírito Santo ao ser Ele rejeitado : "Para os sacerdotes e o povo, a primeira rejeição da demonstração do poder do Espírito Santo foi o começo do fim. ... Sua rejeição do Espírito atingiu o auge na cruz do Calvário..." (Desejado de Todas as Nações, p. 241:4).
 
Se os líderes rejeitaram ao Espírito Santo atingindo o seu "auge na Cruz", certamente Ele, o Rejeitado, estava lá também contemplando a cena, embora invisível.
 
O Espírito Santo está muito relacionado com a Cruz (Heb. 6:4-6; 10:29,31). Como poderia Ele não estar presente? Isso seria impossível, já que Ele é onipresente (Sal. 139:7).

Pergunta nº 61: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Ellen White afirma que a morte de Cristo separaria apenas o Pai e o Filho? O "Deus Espírito Santo", a "terceira pessoa da Trindade", não seria separada de Cristo?
 
"Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado - pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada." (Patriarcas e Profetas, pág. 63).
 
Nota: Para o "Deus Espírito Santo" não ser separado de Cristo em Sua morte, teria que morrer com Cristo, o que causaria sua separação do Pai. Caso isso viesse a acontecer, ele (o Espírito Santo) não seria eterno; conseqüentemente, não poderia ser Deus, pois Deus não morre.
 
Mas mesmo Cristo sendo Deus eterno não morreu em Sua natureza divina! Apenas morreu como Homem. Jamais como Deus. Isso foi dito por Ellen White no Manuscrito 131, 1897). Novamente, ela escreveu: "A humanidade morreu; a divin­dade não morreu" (Youth’s Instructor, 4 de agosto de 1898).
 
Ellen White não disse que o pecado separaria "apenas" o Pai e o Filho. Isso foi acrescentado. Ela disse: "pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho." O pecado foi ofensivo para um "Deus santo", o que naturalmente inclui ao Espírito Santo, que é um "Deus santo", igualmente.
 
Quanto à unidade do Espírito Santo com o Pai e o Filho, você pode constatar lendo em Luc. 1:35. A Encarnação é uma obra da Trindade. Se Ele estava unido na Encarnação (Luc. 1:35), certamente esteve unido na Morte e na própria Ressurreição (Rom. 8:11) do Filho de Deus.

 Mas quanto à separação do Espírito Santo, já foi respondido na Pergunta 59. Clique aqui.


Pergunta nº 62: A Doutrina da Trindade afirma que Cristo ressuscitou a Si próprio (Nisto Cremos, pág. 65). Se isso é verdade, por que Paulo e Ellen White afirmam que foi o Pai quem ressuscitou a Cristo?
 
“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos.” (Gálatas 1:1).
 
"Então o poderoso anjo, com voz que faz a terra tremer, disse: ‘Jesus, Filho de Deus, Teu Pai Te chama!’ Aquele que havia adquirido o poder de vencer a morte e a sepultura, saiu da mesma como conquistador, em meio às contorções da terra, o clarão dos relâmpagos e o rugido dos trovões.” (The Spirit of Prophecy, vol. 3, pág. 192. - A Verdade sobre os Anjos, pág. 209).
 
Não foi a doutrina trinitariana, e muito menos o livro "Nisto Cremos" que disseram isso; foi o próprio Cristo: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de Mim; pelo contrário, Eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la"  (João 10:17-18). "Disse-lhe Jesus: Eu sou a Ressurreição e a Vida." (João 11:25). "Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida" João 14:6.
 
Mas, para que todos saibam, a Ressurreição de Cristo foi obra da própria Trindade: O Pai O ressuscitou (Gál. 1:1; Efés. 1:20), através do Espírito Santo (Rom. 1:4; 8:11; 1 Ped. 3:18), e com o poder do próprio Cristo (João 10:17-18).
 
Mas, quanto à declaração de Ellen White, por que não citar do capítulo sobre a Ressurreição de Cristo? Lá ela afirma que Cristo ressuscitou com o Seu próprio poder: "Quando foi ouvida no túmulo de Cristo a voz do poderoso anjo, dizendo: 'Teu Pai Te chama', o Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo. Provou-se então a verdade de Suas palavras: 'Dou a Minha vida para tornar a tomá-la. ... Tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la.' João 10:17 e 18....
 
"Sobre o fendido sepulcro de José, Cristo proclamara triunfante: 'Eu sou a ressurreição e a vida.' Essas palavras só podiam ser proferidas pela Divindade. Todos os seres criados vivem pela vontade e poder de Deus. São dependentes depositários da vida de Deus. Do mais alto serafim ao mais humilde dos seres vivos, todos são providos da Fonte da vida. Unicamente Aquele que é um com Deus, podia dizer: 'Tenho poder para a dar [a vida], e poder para tornar a tomá-la.' João 10:18. Em Sua divindade possuía Cristo o poder de quebrar as algemas da morte." O Desejado de Todas as Nações, p. 785:2-3.

Pergunta nº 63: Se Cristo é o "Deus Filho", como afirma a Doutrina da Trindade, por que não encontramos um único texto na Bíblia que se refira a Ele como “Deus Filho”?
 
Basta ler em João 5:18: "Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque... dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus." Aí está: Cristo é não somente Filho, como também Deus. Portanto, "Deus Filho", para usarmos uma linguagem teológica simplificada.
 
A Bíblia igualmente diz que "Jesus é o Cristo" (João 20:31); mas também diz: "Jesus Cristo" (Mat. 1:1), usando uma linguagem teológica simplificada.
 
Ou poderíamos ler João 10:33, 36: "Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo..." "Então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: 'Tu blasfemas'; porque declarei: 'Sou Filho de Deus'?"
 
Se Ele é "Filho do Homem", é Homem; se é Filho de Deus, é Deus. Portanto, Ele pode ser chamado de "Deus Filho" apropriadamente.


Pergunta nº 64: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Paulo, em sua carta aos Colossenses, manda que tudo seja feito em nome de Jesus Cristo, dando graças a Deus Pai? O "Deus Espírito Santo" não merece que lhe sejam dadas graças?
 
“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Colossenses 3:16 e 17).
 
"Se Deus é uma unidade de Três Pessoas co-eternas, como ensina a doutrina da Trindade", corretamente, não há nenhuma dificuldade nisso porque louvar a um é louvar aos Três, já que os Três são "UM em natureza, caráter, e propósito" (Patriarcas e Profetas, p. 34:1). Se você louva a Deus, inclui as Três Pessoas integradas na Divindade.
 
Portanto, tudo seja feito "em nome de Jesus Cristo" (Col. 3:17),  pelo "poder do Espírito Santo" (Luc. 4:14; Atos 1:8; Rom. 15:13) e para a glória de Deus Pai. (Rom. 16:27; Fil. 2:11; Apo. 4:11). E os Três ficarão satisfeitos, cada um em Sua função e hierarquia.

 Quanto ao louvor do Espírito Santo, leia a resposta da Pergunta 17, onde a mesma pergunta foi levantada. Clique aqui.


Pergunta nº 65: Segundo a Doutrina da Trindade, Cristo é o próprio Deus. Se isso é verdade, por que a Bíblia afirma que Cristo está a direita de Deus, Seu Pai? Como Cristo pode estar à direita de Deus, sendo Ele o próprio Deus?
 
"Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Romanos 8:34).
 
"A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Pois Jesus foi levado para sentar-se ao lado direito de Deus, o seu Pai, o qual lhe deu o Espírito Santo, como havia prometido. E Jesus derramou sobre nós esse Espírito, conforme vocês estão vendo e ouvindo agora." (Atos 2:32-33 - BLH).
 
Esta pergunta é igual à Pergunta 53.
 
Novamente, a insistência na "frase de efeito": "Se Cristo é o próprio Deus...", então, há contradição e impossibilidade!? Ora, não afirmamos que Cristo "é o próprio Deus", como se Ele fosse o Pai, mas Ele é tudo isso de fato, no sentido de mesma natureza divina, deixando na Trindade o lugar para o Pai e o Espírito Santo.
 
Mas, nos termos teológicos corretos, Cristo é Deus (João 1:1),  (Deus, o Filho), e está à direita de Deus, o Pai. "Pois Jesus foi levado para sentar-se ao lado direito de Deus, o Seu Pai, o qual lhe deu o Espírito Santo, como havia prometido." (Atos 2:33 - BLH).
 
Veja a resposta da Pergunta 50. c), especialmente.

Pergunta nº 66: Segundo crêem os defensores da Doutrina da Trindade, Cristo é o próprio Deus. Se isso é verdade, por que Ellen White escreveu que mesmo para o Rei do Universo, foi uma luta entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa?
 
"Mui prolongada foi aquela comunhão misteriosa - o "conselho de paz" (Zac. 6:13) em prol dos decaídos filhos dos homens. O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é "o Cordeiro morto desde a fundação do mundo" (Apoc. 13:8); foi, contudo, uma luta, mesmo para o Rei do Universo, entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa." (Patriarcas e Profetas, pág. 63}
 
Ver Resposta à Pergunta 50 e 65.
 
Se Cristo é Deus, e o Pai é Deus, como cremos que é, o Pai pode entregar o Filho para morrer pelos nossos pecados, como de fato aconteceu (João 3:16). Entretanto, não vamos esquecer que "Pai" e "Filho" são títulos dados a ambos para indicar sua natureza igual (João 5:18), bem como Sua hierarquia na Economia da Salvação (1Cor. 11:3), e muitos outros significados (Clique aqui para revê-los).
 
Mas Cristo não é a pessoa que este questionário está insinuando que nós cremos que Ele é.
 
Entretanto, se o Pai teve dificuldade para entregar o Filho, é "porque o Pai ama ao Filho" (João 5:20; 3:35).


Pergunta nº 67: Ellen White recebeu de Deus uma visão sobre a importância do sábado; por que Deus nunca deu a Ellen White uma visão sobre a Trindade, já que, sendo verdadeira, essa doutrina seria de importância fundamental para o Seu povo?
 
Não precisamos dizer que seria um assunto para perguntar-mos ao próprio Deus quando nos encontrarmos com Ele, pessoal-mente. Mas Ellen White teve sim, uma visão sobre a trindade dentro da visão sobre a vida de Jesus, o que deu como resultado o livro "O Desejado de Todas as Nações". Nesse livro lemos muito acerca de Jesus, num contexto da Trindade. Bastaria ler uma só página e encontrar as palavras: "É  pelo Espírito de verdade, operando na Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido... O Espírito Santo era o mais alto dos dons... terceira pessoa da Trindade (ou Divindade) (p. 671: 2-3)  
 
Entretanto, é claro o fato de que mesmo nos últimos dias a Revelação divina é progressiva (Prov. 4:18); tanto é que hoje sabemos muito mais sobre muitos assuntos do que há 50 anos atrás. A revelação sobre Deus será uma realidade a ser estudada por toda a eternidade.
 
"Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é Maravilhoso?" (Juízes 13:18), perguntou o Anjo do Senhor a Manoá; porventura lhe deu então, uma aula teológica, ao lhe perguntar o nome? Ou lhe revelou que Jesus Cristo seria o Salvador do mundo, morrendo numa cruz, já que esta é uma verdade fundamental para toda a humanidade? Então, por que estaríamos hoje tão apressados? Como estaríamos estudando hoje estes assuntos e outros mais, se tudo já estivesse clara e didaticamente formulado, de modo a favorecer a comodidade mental?
 
Mas para que não ficássemos na dúvida, há 5.899 declarações ou referências inspiradas nos escritos de Ellen White nos 66 livros da CASA, e muito temos a aprender daquilo que já foi escrito, inclusive sobre a personalidade do Espírito Santo ou acerca das 3 Pessoas da Trindade (rever pergunta 57). Por que haveríamos de duvidar daquilo que já foi revelado, buscando textos que contradizem o que foi escrito para a nossa segurança?
 
Temos pelo contrário, advertências que condenam a prática de especular sobre os assuntos da Divindade: "O mais elevado intelecto pode esforçar-se até à exaustão em conjeturas concernentes à natureza de Deus, mas infrutíferos serão os esforços. Esse problema não nos foi dado a solver. Nenhuma mente humana pode compreender a Deus. Ninguém se deve entregar a especulações com referência à Sua natureza. A esse respeito, o silêncio é eloqüente. O Onisciente está acima de discussão." (Ciência do  Bom Viver, p. 429).


Pergunta nº 68: Segundo ensina a Doutrina da Trindade, Cristo não é o Filho de Deus [???], mas sim, o próprio Deus. Se isso realmente é verdade, como então entender o texto abaixo, onde Ellen White afirma que Cristo ficaria entre a ira de Seu Pai, e o homem culpado?
 
"A princípio, os anjos não puderam regozijar-se, pois seu Comandante nada escondeu deles, mas desvendou-lhes o plano da salvação. Jesus lhes disse que ficaria entre a ira de Seu Pai e o homem culpado, que Ele enfrentaria a iniqüidade e o escárnio, e que poucos, apenas, O receberiam como o Filho de Deus." (Primeiros Escritos, pág. 149).
 
Nota: O que chama mais atenção no texto acima é a afirmação de Cristo de que, mesmo morrendo pelo pecador seriam poucos os que o receberiam como o Filho de Deus. Crendo na Doutrina da Trindade, não estaríamos negando que Cristo é o Filho de Deus?
 
 
A doutrina da Trindade jamais negou que Cristo é o Filho de Deus, o que seria negar as próprias palavras de Cristo, onde Ele enfatiza essa verdade; entretanto, não podemos negar que Ele também é Deus, embora sendo Filho, ou seja, igual a Deus (João 5:18).
 
Pelo contrário, apresentamos a Trindade como "o Pai, o Filho e o Espírito Santo" (Mat. 28:19 – ver Pergunta 21 sobre a genuini-dade desse texto).
 
Mas se queremos entender o texto de Ellen White, temos que falar em termos de distinção entre o Pai e o Filho. O Pai não é o Filho, e o Filho não é o Pai; compreendendo isso, será plenamente possível admitir o fato de serem ambos separados ao Cristo assumir o pecado do homem (Mat. 27:46; Rom. 8:3).


Pergunta nº 69: Falando sobre a comunhão, João afirma que ela é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo. Por que João omitiu a "terceira pessoa da Trindade", nessa declaração tão importante para a Igreja de Deus?
 
O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.”  (I João 1:3).
 
É só ler em 2Cor. 13:13 (ou 14, noutra versão): "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." A nossa comunhão é com Quem? "Com o Pai e com o Seu Filho Jesus Cristo", e com Quem mais? Com o "Espírito Santo". É bom não esquecê-lO. Como podemos ver, a declaração de Paulo também é muito importante para a Igreja de Deus.
 
Ainda bem que não firmamos a nossa doutrina num só texto da Bíblia. "Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.”  (I João 1:3) e com o Espírito Santo (2Cor. 13:13).
 
Novamente vemos que a omissão não prova nada. Simplesmente pelo fato de que João silencia sobre a comunhão do Espírito Santo não é sinal de que Ele não exista, em Sua bendita comunhão com o Pai, o Filho e com os cristãos. O apóstolo Paulo nos faz lembrar disso, escrevendo mesmo antes do apóstolo João, a fim de que não tivéssemos dúvidas.
 
E ainda coloca as Três Pessoas em uma forma tríade, de tal modo que como dezenas de outros textos, favorece a crença na doutrina da Trindade, segundo a qual os Três maiores Poderes do Universo Se apresentam juntos em uma união perfeita, porque são co-eternos e triúnos, realizando a grande obra da Redenção.
 
Pergunta 69 = 20 = 16.

Pergunta nº 70: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que Ellen White afirma que no grande conflito entre o bem e o mal, o Pai, o Filho e Lúcifer foram revelados em suas verdadeiras posições um para com o outro? O "Deus Espírito Santo" não teve participação neste conflito?
 
"Todos os seres não caídos estão agora unidos em referência à lei de Deus como invariável. Eles apóiam o governo dEle, aquele que, para resgatar o transgressor, não poupou Seu próprio Filho. Sua lei foi provada sem defeito. Seu governo está seguro para sempre. O Pai, o Filho, e Lúcifer foram revelados em suas verdadeiras relações um para com o outro. Deus deu evidência inconfundível de Sua justiça e Seu amor." (The Signs of the Times, 27 de agosto de 1902).
 
Nota: Se Deus realmente é uma unidade de três pessoas co-eternas, nada justifica a ausência da terceira pessoa neste conflito.  
 
Precisamos dizer que este questionário se especializou em coisas que Ellen White não disse acerca do Espírito Santo? Por que não procuramos tudo o que ela disse sobre a sua bendita Pessoa? Terá 5.889 declarações ou referências em 66 livros, além de artigos, manuscritos, e cartas.
 
Se Deus não lhe revelou esse aspecto do caso, nesta citação, como não revelou ao apóstolo João sobre a comunhão do mesmo Espírito na declaração anterior (Pergunta 69, 1João 1:3), se bem que revelou ao apóstolo Paulo, por que haveríamos de duvidar, se há abundantes provas noutras partes da Bíblia acerca da revelação triúnica de Deus?
 
Entretanto, veja o que diz Ellen White sobre a participação do Espírito Santo no grande Conflito:
 
"É necessário um conflito para romper com os poderes das trevas, e o Espírito Santo nele opera a fim de isso realizar" (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 366).
 
"A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo" (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 153).
 
"Aqueles que, na vanguarda do conflito, são impelidos pelo Espírito Santo ..." (Exaltai-O, MM 1992, p. 39).
 
"O Espírito Santo daria vislumbres de Jesus a dedicados obreiros, que os habilitassem para todo conflito... " (Exaltai-O, MM 1992, p. 359).
 
"Mediante a iluminação do Espírito Santo, as cenas do prolongado conflito entre o bem e o mal foram patenteadas à autora destas páginas" (Grande Conflito, p. 7).
 
"O apetite e a paixão devem ser postos sob o controle do Espírito Santo. Não há fim ao conflito do lado de cá da eternidade..." (Mente, Caráter e Personalidade, p. 346).
 
"Enquanto Satanás tiver poder de trabalhar em mentes humanas não entrincheiradas pelo Espírito Santo, haverá difícil e ardente conflito entre o bem e o mal" (Nossa Alta Vocação, p. 246).
 
Sabia [Cristo] que a verdade, armada com a onipotência do Espírito Santo, haveria de vencer no conflito com o mal" (Obreiros Evangélicos, p. 38).
 
"Precisamos ter o Espírito Santo para suster-nos no conflito" (Recebereis Poder (MM 1999, p. 151).
 
Pergunta, depois de ler tudo isso: Quem ajudou aos santos anjos a não cair no Conflito entre Cristo e Lúcifer? Isso mesmo: o Espírito Santo, que certamente estava presente, lá no Céu. Quem nos ajuda hoje a vencer no Conflito contra Satanás? É o mesmo Espírito.


Pergunta nº 71: Segundo a Doutrina da Trindade, Cristo é o Deus eterno. Se isso é verdade, por que Ellen White afirma que depois da transgressão de Adão, Deus não mais Se comunicava pessoalmente com o homem, mas por intermédio de Cristo e dos anjos?
 
"Sem a expiação do Filho de Deus não poderia haver comunicação de bênçãos ou salvação de Deus ao homem. Deus tinha zelo pela honra de Sua lei. A transgressão desta lei causou uma terrível separação entre Deus e o homem. A Adão em sua inocência fora assegurada comunhão, direta, livre e feliz, com seu Criador. Depois de sua transgressão, Deus Se comunicaria com o homem mediante Cristo e os anjos." (História da Redenção, pág. 50).
 
Nota: O texto afirma que depois do pecado, Deus comunica-se com o homem por intermédio de Cristo e dos anjos, o que nos levar a concluir que Cristo não é o próprio Deus.
 
Cristo ainda continua sendo Deus eterno (João 1:1), mas é bom não confundi-lO com o Pai, ou com o Espírito Santo. Se a comunicação com o Pai foi interrompida, e se foi ordenado que Deus o Filho Se comunicasse com Adão, isso foi um propósito divino.

 Aliás, toda a Comunicação do AT se realizou por Deus o Pai (Isa. 64:8; Heb. 1:1), através de Cristo (1Cor. 10:4; 1 Ped. 1:10-11) e do Espírito Santo (Isa. 6:8 com Atos 28:25; Isa. 63:10; 2Ped. 1:21), além dos anjos (Gên. 19:1; Sal. 91:11; Heb. 13:2).


Pergunta nº 72: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirma o Manual da IASD, por que João omitiu o "Deus Espírito Santo", a "terceira pessoa", ao afirmar que aquele que permanece na doutrina de Cristo, tem tanto o Pai como o Filho?
 
“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece, não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.” (II João 9).
 
Faltou citar 1 João 4:13: "Nisto conhecemos que permane-cemos nEle, e Ele em nós: por Ele nos ter dado do seu Espírito". Ou seja, se Ele nos deu do Seu Espírito, temos tanto ao Pai como ao Filho, como ao próprio Espírito Santo, que nos foi dado por Deus.
Mas será que o texto aludido (2João 9) exclui de fato o Espírito Santo? De modo nenhum! Ele está incluído nas palavras "não tem Deus", porque a palavra "Deus" indica a Divindade da qual fazem parte tanto o Pai, como o Filho (João 5:18), como o Espírito Santo (Atos 5:3-4; Heb. 9:14).

Pergunta nº 73: A Doutrina da Trindade ensina que há três pessoas co-eternas no Céu, sendo a primeira o Pai, a segunda, o Filho e a terceira o Espírito Santo. Se isso é verdade, por que Ellen White escreveu que Satanás era o primeiro depois de Cristo, ou seja, a terceira pessoa no Céu?
 
"Satanás foi outrora um honrado anjo no Céu, o primeiro depois de Cristo. Seu semblante, como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. Sua testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, seu porte nobre e majestoso." (Primeiros Escritos, pág. 145).
 
No contexto dos anjos, Cristo além de ser um com Deus (João 1:1; 10:30), foi apresentado diante deles como o Arcanjo Miguel (Dan. 12:1; Apo. 1:5; 1Tess. 4:16; João 5:28-29). Depois do Arcanjo Miguel que era Cristo, Lúcifer ocupava a maior posição do Universo como criatura entre as outras criaturas. Ellen White não disse que Satanás ocupava a terceira posição no Céu, no contexto da Divindade. Disse que como anjo honrado no Céu, Satanás ocupara uma posição abaixo da posição de Cristo como o Arcanjo Miguel. Lúcifer era um poderoso anjo, um honrado líder, mas ainda uma criatura entre as outras.
 
Ellen White apresenta a verdadeira posição do Espírito Santo como a terceira pessoa da Divindade: "Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade (Desire of Ages, 671, ou "...Trindade" – O Desejado de Todas as Nações, p. 671: par. 3, já que o Espírito é a terceira Pessoa).


Pergunta nº 74: Se o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai e de Jesus Cristo, por que Ellen White disse que Cristo é o Espírito que inspirou os profetas?
 
"Cristo é chamado o Verbo de Deus. João 1:1-3. É assim chamado por que Deus deu Suas revelações ao homem em todos os tempos por meio de Cristo. Foi o Seu Espírito que inspirou os profetas. I Ped. 1:10 e 11. Ele lhes foi revelado como o Anjo de Jeová, o Capitão do exército do Senhor, o Arcanjo Miguel. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas.” (Patriarcas e Profetas, pág. 366).
 
Nota: É importante notar que o texto não diz que foi o "Deus Espírito Santo" que inspirou os profetas, mas Cristo, por meio de Seu próprio Espírito.
 
A Bíblia ensina, e igualmente Ellen White, que a revelação do AT foi dada por Cristo e pelo Espírito Santo.  Toda a comunicação do AT foi através de Cristo (1Cor. 10:4; 1 Ped. 1:10-11) e do Espírito Santo (Isa. 6:8 com Atos 28:25; Isa. 63:10), além dos anjos (Gên. 19:1; Sal. 91:11; Gál. 3:19; Heb. 13:2).
 
Mas, quanto à inspiração dos profetas, por que não lemos do mesmo apóstolo Pedro, em 2 Ped. 1:21? "Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."

 Por que seríamos unilaterais? Por que não reconhecermos a posição de cada um? E onde fica o Pai nessa história? De acordo com Heb. 1:1, foi Deus quem falou, distinguindo-Se do Filho (Heb. 1:2), e do Espírito Santo (1Ped. 1:21). Portanto, a revelação não exclui a nenhum dos Três no processo da Sua comunicação.

Pergunta nº 75: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), como ensina a Doutrina da Trindade, por que Cristo disse que unicamente o Pai conhece o Filho e somente o Filho conhece o Pai? Não é estranho que o “Deus Espírito Santo”, sendo co-eterno com o Pai e o Filho, não conheça a ambos?
 
“Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” (Mateus 11:27).
 
Nota: O dicionário Michaelis define o vocábulo "ninguém" como "nenhuma pessoa". Sendo assim, nenhuma pessoa além do Pai, conhece o Filho e nenhuma pessoa além do Filho conhece o Pai. Este texto depõe contra a existência de uma unidade de três pessoas co-eternas [É só ler abaixo, para ver que as coisas não são tão fáceis assim!]
 
 
É evidente que o contexto dessas palavras estava ali entre os Seus ouvintes, "aquele(s) a quem o Filho o(s) quiser revelar", como diz o próprio texto citado de Mat. 11:27.
 
Mas, se quisermos ampliar mais o assunto para um contexto da Divindade, por que não lemos em 1Cor. 2:10-11? "Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmo as profundezas de Deus. Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? assim também as coisas de Deus, ninguém as compreende, senão o Espírito de Deus."
 
Dicionário Michaelis: "nin.gu.ém: pron. 'Nenhuma pessoa' ". Veja como Paulo apresenta a personalidade do Espírito Santo indiretamente; parafraseando da evidência: "Nenhuma pessoa (ninguém) pode entender as coisas de Deus, senão somente a Pessoa do Espírito Santo." É o próprio dicionário de Michaelis citado na pergunta que nos ajuda a ver bem isso! Não deixe de registrar esse texto e esse fato.


Pergunta nº 76: A Doutrina da Trindade ensina que Cristo é o próprio Deus. Se isso é verdade, por que Paulo afirma que Cristo é nosso Mediador, e que Ele intercede por nós perante Deus? Estaria Cristo intercedendo para com Ele mesmo?
 
“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (I Timóteo 2:5).
 
“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Romanos 8:34).
 
Se Cristo é Deus, pode interceder junto ao Pai, porque Ele não é o Pai. São duas Pessoas distintas.
 
Aliás, é bom lembrar do mesmo capítulo citado, que o Espírito Santo também intercede por nós (Rom. 8:26), junto ao Pai: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira". (Observe que se os vs. 26-27 falam do Espírito Santo em Sua intercessão, os vs. 28-29 falam de Deus o Pai e do Seu Filho, distinguindo-Se os Três Poderes do Céu, em uma Trindade).
 
Lembremos igualmente, que intercessão é uma obra que só uma pessoa pode realizar, colocando-se entre duas outras, compreendendo inteligentemente a capacidade das duas e o trauma que os separa, realizando um trabalho voluntário e exercendo a sua vontade, e aplicando seu poder de raciocínio para resolver o problema. Isso tudo indica a necessidade da posse de uma mente, como diz o verso seguinte: "E Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que Ele intercede pelos santos" (Rom. 8:27).
 
Não deixe de anotar o fato do tratamento para com o Espírito, com a palavra "Ele", que é um pronome pessoal. Portanto, uma influência não pode interceder por ninguém, o que prova necessariamente a personalidade do Espírito Santo.


Pergunta nº 77: A Doutrina da Trindade ensina que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas. Se isso é verdade, por que Ellen White, em seus escritos, sempre que faz menção a Deus, o faz em referência ao Pai e não a uma unidade de três pessoas?
 
"Embora incapaz de expulsar a Deus de Seu trono, Satanás O tem acusado com atributos satânicos e reivindicado como seus os atributos de Deus. ... Por meio da astúcia da serpente, por meio de suas tortuosas práticas, tem atraído a si a homenagem que os seres humanos deveriam prestar a Deus, e tem estabelecido seu satânico trono entre o adorador humano e o Pai divino." (Meditações Matinais - Cristo triunfante, pág. 10).
 
Nota: Veja que Ellen White ao referir-se a Deus, faz menção ao Pai divino, o que concorda com I Coríntios 8:5-6, onde encontramos a afirmação de que há um só Deus, e que esse Deus é o Pai:
 
“Por que, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”
 
Contrariamente à palavra "sempre" da pergunta acima (77), encontramos muitos exemplos em que Ellen White cita as Três Pessoas da Divindade, unidas numa forma idêntica à Trindade; ela Se refere à Deus como "Pai, Filho e Espírito Santo". Veja as seguintes expressões:
 
1) "O crente deve lembrar-se de que daí por diante está consagrado a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo" (Evangelismo, 316: # 2).
 
2) "Na grande obra finalizadora defrontaremos perplexidades com as quais não saberemos como tratar; mas não esqueçamos que os Três Grandes Poderes do Céu estão atuando, que a mão divina está ao leme, e que Deus cumprirá Suas promessas (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 257:3);
 
3) "O Pai e o Filho têm ambos personalidade... O Espírito Santo tem personalidade..." (Evangelismo, 613:4, 617:1)
 
4) "O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo" (Special Testimonies, Série A, nº 10, pág. 37).
 
5) "O mal se vinha acumulando por séculos e só poderia ser restringido e resistido pelo eficaz poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, que viria com não modificada energia, mas na plenitude do poder divino" (Testemunhos para Ministros, 392:2).
 
6) "Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e esses poderes atuarão por nosso intermédio, fazendo-nos coobreiros de Deus. Special Testimonies, Série B, nº 7, pág. 51, 1905;
 
7) "A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção" (Conselhos sobre Saúde, p. 222:3);
 
8) "Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade (Desire of Ages, 671, ou "...Trindade", O Desejado de Todas as Nações, 671:3, já que o Espírito é a terceira Pessoa );
 
9) "Há três pessoas vivas pertencentes à Divindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo pela fé viva são batizados..." (Special Testimonies, série B, nº7, p. 62-63, 1905).
 
10) "O fato de que fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma garantia de que essas potências nos assistirão em todos os nossos apertos, quando quer que As invoquemos" (Evangelismo 316).
 
11) "Por nosso voto batismal proclamamos e solenemente confessamos o Senhor Jeová como nosso Governante. Virtual-mente fazemos um solene juramento, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de que daí em diante nossa vida será imersa na vida dessas três grandes Personalidades, de modo que a vida que devemos viver na carne seja vivida em fiel obediência à sagrada lei de Deus (SDABC, vol. 6, p. 1075; Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 148:3)
 
12) "Os que são batizados no tríplice nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, à entrada mesmo de sua vida cristã declaram publicamente que aceitaram o convite" (SDABC, vol. 6, p. 1075; Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 141:3).
 
Mas quanto aos textos de exclusividade, (único, um só) é bom não usar o Dicionário nesse ponto: Veja, por exemplo isto:
 
"Cristo, ... era um com o eterno Pai - um em natureza, caráter, propósito - o Único Ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34).   
 
"Unicamente o Espírito de adoção (o Espírito Santo) nos pode revelar as coisas profundas de Deus... I Cor. 2:9 e 10." (O Desejado de Todas as Nações, 412:4).
 
Ellen White disse que o Espírito Santo é o único capaz de revelar as coisas profundas de Deus. Ninguém mais. Então, Cristo é também apresentado como o único e o Espírito Santo é o único, e Ambos são os únicos a penetrar nos mistérios de Deus.
 
Entretanto, precisamos lembrar que certas palavras têm que ser estudadas cuidadosamente, a fim de podermos captar o contexto do autor. Palavras como "todos", "tudo", "sempre", "único", "unicamente", "um só" "todo o mundo", "ninguém", etc, estão inclusas nesse fato.
 
Por exemplo: "O Espírito Santo habilitou os discípulos a exaltar unicamente ao Senhor (J. Cristo)" (Obreiros Evangélicos, 286:3). Ora, se eles só podiam enaltecer ao Senhor, "unicamente" a Jesus Cristo, poderíamos concluir dessa declaração que os discípulos não podiam exaltar a ninguém mais? Como é que lemos que os discípulos também exaltavam a Deus o Pai? (Atos 2:47). O próprio Cristo ensinou que deveríamos dar glória a Deus (Luc. 17:18).
 
Logo, deveríamos cuidar ao lermos as palavras "único", "unicamente", "tudo". Exemplo: "Tudo o que pedirdes em Meu nome, isso farei." (João 14:13). Você já pediu alguma coisa em que não foi atendido? Mas como disse Jesus Cristo: "Tudo o que pedirdes... isso farei"? Ele sabia de todas as coisas, inclusive que a palavra "tudo" inclui a todas as coisas, mas Ele usou uma linguagem humana, que tem as suas sutilezas... Assim também acontece nos escritos de E.G.White.
 
Diz ainda Ellen White: "O Espírito de verdade é o único mestre eficaz da verdade divina." (CC, 91). Mas Jesus ainda é o Mestre por excelência, "o único Educador perfeito neste mundo" (Fundamentos da Educação Cristã, p. 361:2): "Cristo, era ... o Único Ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34). Mas o Espírito Santo também era o único: : "Unicamente o Espírito de adoção ... penetra todas as coisas." I Cor. 2:9 e 10. " (DTN, p. 412:4).
 
Ou podemos ler na Bíblia: "O Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Deut. 6:4), mas também Jesus Cristo é o único Senhor: "Há... um só Senhor, Jesus Cristo" (1Cor. 8:6). Mas, não esquecemos ninguém? Porque também o Espírito Santo é Senhor! (2Cor. 3:17-18). Portanto, o nosso Deus triúno "é o ÚNICO SENHOR" (Deut. 6:4).
 
Ora, se os Três são iguais, e são UM em natureza, caráter e propósito, não admira que dizer único de uma pessoa divina é dizer único das Três, porque 1x1x1=1.

Pergunta nº 78: Se Cristo não é o Filho de Deus, mas o próprio Deus, a "segunda pessoa da Trindade", por que Ellen White afirma que quando Cristo ascendeu ao Céu, em vez de assumir Sua posição como um dos membros da trindade, Ele se apresenta ao Pai, o qual chama de Seu Deus, e diz que cumpriu a Sua vontade?
 
“Ali está o trono circundado pelo arco da promessa. Ali estão serafins e querubins. Os anjos estão à sua volta, porém Cristo os faz recuar. Entra à presença do Pai. Aponta ao Seu triunfo.... Aproxima-Se do Pai e... diz: Pai, está consumado. Cumpri a Tua vontade, Meu Deus. Completei a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, 'onde Eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a Minha glória que Me deste'. João 17:24." - The Youth's Instructor, 11 de agosto de 1898. (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 222).
 
Nota: Interessante é notar que Ellen White não faz nenhuma menção à suposta "terceira pessoa da trindade", o "Deus Espírito Santo".
 
No livro de Atos dos Apóstolos, ao apresentar maiores detalhes da cerimônia de entronização de Cristo, Ellen White afirma que Cristo foi glorificado com a glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. Novamente, Ellen White não faz nenhuma menção ao suposto "Deus Espírito Santo".  
 
“Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi de fato glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade.” (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 223).   
 
Esta pergunta está baseada em vários erros teológicos evidentes:
 
1) "Se Cristo não é o Filho de Deus". Isso contradiz as palavras do próprio Cristo que disse: "Sou Filho de Deus" (João 10:36), e faz o leitor desavisado crer que os trinitarianos não crêem que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
 
2) "... mas o próprio Deus". A intenção é confundir a Pessoa de Cristo com a Pessoa do Pai, e gerar confusão.  
 
3) "... em vez de assumir Sua posição como um dos membros da Trindade". Cristo jamais perdeu Sua posição como um dos membros da Trindade.
 
4) "... suposta 'terceira pessoa da trindade'... suposto 'Deus Espírito Santo'". Primeiro não é "suposto", mas provado sobejamente nas Escrituras que o Espírito Santo é uma Pessoa e é Deus (Ver Estudo sobre a Trindade – Clique aqui). Segundo, "nenhuma menção" feita ao Espírito Santo não significa que Ele não estava lá, como estava no trono conforme Isa. 6:1-8 e Atos 28:25-27. Terceiro, porque nesse assunto, "o silêncio é ouro" (Atos dos Apóstolos,  p. 52:1).
 
5) Que Cristo sempre cumpriu a vontade do Pai não é nenhum segredo para quem lê a Bíblia (João 8:29; 15:10).
 
6) Que Jesus disse "Meu Deus" não saiu da pena de Ellen White pela 1ª vez, mas foi declaração do próprio Cristo na Cruz (Mat. 27:46) e após à Ressurreição (João 20:17). Como Homem, Deus é para Cristo e para nós: "Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus (João 20:17).
 
7) Vamos reler a citação feita: "Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos" (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 223). Nenhuma menção? Ora, se o Espírito Santo desceu, é porque estava lá.


Pergunta nº 79: Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que Cristo afirmou que Deus, o Pai, dará o Espírito Santo?
Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? (Lucas 11:13).
 
Nota: Se o Espírito Santo realmente fosse uma pessoa, não seria mais natural que ele próprio tomasse a iniciativa de dar-se?
 
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito..." (João 3:16). Há algum problema em Deus porque deu o Seu Filho Jesus Cristo? Não, pelo contrário; antes demonstra o Seu exorbitado amor!
 
Assim também não há nenhum problema em Ele dar o Espírito Santo; antes demonstra o Seu excelso amor: "Ao dar o Espírito Santo, era impossível que Deus desse mais" (E Recebereis Poder, MM 1999, p. 284).


Pergunta nº 80: A Doutrina da Trindade ensina que o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, pois fala à igreja. Teria então Ellen White mentido ao afirmar que depois da queda de Adão e Eva, Deus deixou de comunicar-se pessoalmente com o homem?
 
“Desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem. O Pai entregou o mundo nas mãos de Cristo, para que por Sua obra mediadora remisse o homem, e reivindicasse a autoridade e santidade da lei de Deus. Toda a comunhão com a raça decaída tem sido por meio de Cristo. Foi o Filho de Deus que fez a nossos primeiros pais a promessa de redenção. Foi Ele que Se revelou aos patriarcas. Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e Moisés compreenderam o evangelho. ...Cristo não somente foi o guia dos hebreus no deserto – o Anjo em quem estava o nome de Jeová, e que, velado na coluna de nuvem, ia diante das hostes – mas foi também Ele que deu a Israel a lei. Por entre a tremenda glória do Sinai, Cristo declarou aos ouvidos de todo o povo os dez preceitos da lei de Seu Pai. Foi Ele que deu a Moisés a lei gravada em tábuas de pedra. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas. Escrevendo à igreja cristã, diz o apóstolo Pedro que os profetas “profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir”. I Pedro 1:10 e 11. É a voz de Cristo que nos fala através do Velho Testamento. 'O testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia.' Apocalipse 19:10”  (Patriarcas e Profetas, págs. 366-367).
Nota: Como poderia o Espírito Santo ser Deus e comunicar-se com o homem já que, segundo Ellen White, após a entrada do pecado, Deus deixou de comunicar-se pessoalmente com o homem? Se Ellen White está certa, o Espírito que fala e dirige a igreja, não é a "terceira pessoa da Trindade", o "Deus Espírito Santo", mas o próprio Cristo, uma vez que ela afirma que após a entrada do pecado, toda comunicação entre Deus e a raça caída tem sido feita por meio de Cristo.

Seria Cristo o próprio Espírito Santo? Ver Pergunta 9 = 74.
 
Ellen White nunca fez confusão entre as pessoas do Filho e do Espírito Santo. Nunca disse que Cristo era o próprio Espírito Santo, mas sempre fez uma distinção entre Eles. E isto é conferido na Bíblia, pelo próprio Cristo que fez essa distinção em muitos lugares (João 14:16; 15:26; 16:7). Ir além disso, seria fazer Ellen White dizer o que ela nunca intentou dizer.
 
Ellen White disse que Cristo falava por meio de Seu Espírito, e afirma isso com o apóstolo Pedro, que também disse que o Espírito Santo falou e inspirou aos profetas (1Ped. 1:10-11; 2Ped. 1:21). Mas não vamos perder o ponto chave: "Deus deixou de Se comunicar pessoalmente com o homem", disse a nota. De fato, isso é verdade. Ele só Se comunica indiretamente, não pessoalmente.
 
Além disso, Ellen White afirmou claramente que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade. Pode reler isso na Resposta à Pergunta 77.http://wsx5customurl.com[link:4][/link:4]

Pergunta nº 81: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirma a Doutrina da Trindade, por que João em sua saudação, cita apenas o Deus Pai e Jesus Cristo, Seu Filho? Por que João omite completamente a "terceira pessoa da trindade"?
 
“A graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor.” (II João 1:3).
 
Nota: Teria João esquecido de citar a terceira pessoa da Trindade?
 
João não se esqueceu de citar a terceira pessoa da Trindade; ele a menciona no texto: "E nisto conhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu"; "Nisto conhecemos que permanecemos nEle, e Ele em nós: por Ele nos ter dado do Seu Espírito" (1João 3:24; 4:13).
 
Além disso, João menciona a Trindade na Dedicatória do Apocalipse: "João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte dAquele (o Pai) que é, e que era, e que há de vir, e da parte dos sete Espíritos (símbolo do Espírito Santo) que estão diante do seu trono; e da parte de Jesus Cristo (Apo. 1:4-5).
 
Mas, podemos ler a saudação de Pedro? "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas." (1Ped. 1:2).
 
Paulo também não esqueceu a Pessoa do Espírito Santo na Saudação (Rom. 1:1-4) ou no Epílogo (2Cor. 13:13, ou 14 – noutras versões).
 
Com efeito, o argumento da omissão e do silêncio não é válido, porque se um escritor não menciona certo assunto, pode ser que outro já o mencionou.
 

Pergunta nº 82: Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, por que então Ellen White afirma que o concerto para salvação da raça humana foi feito por Cristo e o Pai somente? Por que o "Deus Espírito Santo" não participou da elaboração deste concerto? Não teria ele interesse na salvação da raça humana?
 
"Cristo não estava só ao realizar Seu grande sacrifício. Era o cumprimento do Concerto feito entre Ele e Seu Pai antes que se estendessem os fundamentos do mundo. Com mãos unidas associaram-se num solene pacto pelo qual Cristo Se tornaria fiador da humanidade caso fosse ela vencida pelo engano de Satanás." (The Youth's Instructor, 14 de junho de 1900).
 
"O sacrifício a que o amor infinito induziu o Pai e o Filho, a fim de que os pecadores pudessem ser salvos, demonstra ao Universo todo (e nada menos que este plano de expiação teria bastado para fazer) que a justiça e a misericórdia são o fundamento da lei e do governo de Deus." (O Grande Conflito, pág. 503).
 
O Espírito Santo está relacionado com o Concerto divino. Diz Ellen White:
 
"Declarara o Espírito Santo: ... 'E farei com elas um Concerto de paz.' " Ezeq. 34:25 (O Desejado de Todas as Nações, p. 477:1).
 
"A lei de Deus é posta de parte, desprezado o Espírito da graça, o sangue do Concerto tido em conta de coisa profana" (O Grande Conflito, 552:3).
 
"Que salvação é revelada no Concerto pelo qual Deus prometeu ser nosso Pai, Seu Filho unigênito nosso Redentor, e o Espírito Santo nosso Consolador, Conselheiro e Santificador! Em solo nunca inferior a esse nos é seguro colocar os pés" (Manuscrito 15, 1898; Nos Lugares Celestiais, MM 1968, p. 137).
 
"O Pai, o Filho e o Espírito Santo, poderes infinitos e oniscientes, recebem os que verdadeiramente entram em relação de Concerto com Deus" (SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.075; Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 141).
 
"A restauração do Espírito é o Concerto da graça" (E Recebereis Poder, MM 1999, p. 284).
 
Como poderia "o Espírito da graça" (Heb. 10:29) estar fora do "Concerto da graça"? (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 373).


Pergunta nº 83: Se o Espírito Santo realmente é uma pessoa e é Deus, por que, ao comentar sobre o plano da redenção, Ellen White cita apenas Deus (o Pai) e Cristo, como autores desse plano e sabedores da apostasia de Satanás desde o princípio?
 
"Desde o princípio, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu Filho unigênito ‘para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. João 3:16.” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 22).
 
"Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus, comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse.” (Mensagens Escolhidas, pág. 226).
 
Nota: É importante notar que Ellen White cita apenas duas pessoas, Deus (o Pai) e Cristo. Onde estava a "terceira pessoa da trindade", o “Deus Espírito Santo”, que não se fez presente na elaboração do plano da redenção?
 
A Pergunta 83 é igual à Pergunta 82.

 Mas basta citar a seguinte declaração de Ellen White para respondê-la: "Que Salvação é revelada no Concerto pelo qual Deus prometeu ser nosso Pai, Seu Filho Unigênito nosso Redentor, e o Espírito Santo nosso Consolador, Conselheiro e Santificador! Em solo nunca inferior a esse nos é seguro colocar os pés" (Manuscrito 15, 1898; Lugares Celestiais, MM 1968, p. 137).


Pergunta nº 84: Se a Trindade é uma doutrina bíblica, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que os pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia não aceitavam essa doutrina?
 
·  JOSEPH BATES
 
Com respeito à trindade eu concluí ser impossível acreditar que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, como também o Todo Poderoso Deus, o Pai, são um e o mesmo Ser.” (Joseph Bates, Review and Herald 1827).
 
A Igreja Adventista assina embaixo: de fato, o Pai e o Filho não são o mesmo Ser, a mesma Pessoa, embora sejam de mesma natureza e essência.
 
·  JAMES (TIAGO) WHITE
 
“A forma espiritualista pela qual negam a Deus como o único Senhor, e Jesus Cristo está numa primeira posição, constitui um antigo credo trinitariano, fora das Escrituras; que Jesus é Deus eterno. No entanto não existe passagem das Escrituras que dê suporte a isso. Temos testemunhos bíblicos em abundância que ele é Filho do Eterno Pai.” (James White, The Day-Star, 24 de janeiro de 1846).
 
Ellen White disse anos mais tarde: "Ele (Cristo) era igual a Deus, infinito e onipotente... É o Filho eterno, existente por Si mesmo" (Manuscrito 101, 1897). "Há Três Pessoas vivas, pertencentes à Divindade; em nome destes Três grandes Poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados" (Special Testimonies, Série B, nº 7, págs. 62-63, 1905). Com efeito, a esposa de Tiago White continuava orientando sobre o que Deus estabelecera em Sua Palavra.
 
“A grande falta da Reforma foi que os reformadores pararam de reformar. Se tivessem  levado avante, não teriam deixado nenhum vestígio do papado atrás, tal como a natural imortalidade, batismo por aspersão, a trindade, a guarda do domingo, e a igreja agora estaria livre de erros escriturísticos.” (James White, Advent Review, 7 de fevereiro de 1856).
 
Disse Ellen White: "A Reforma não terminou com Lutero, como muitos supõem. Continuará até ao fim da história deste mundo. Lutero teve grande obra a fazer, transmitindo a outros a luz que Deus permitira brilhar sobre ele; contudo, não recebeu toda a luz que deveria ser dada ao mundo. Desde aquele tempo até hoje, nova luz tem estado continuamente a resplandecer." (Grande conflito, 148:4).
 
De igual modo, a Reforma e Restauração da Verdade não terminaram com os nossos Pioneiros. Ainda havia alguns pontos a acertar. Disse Cristo aos discípulos: "Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." (João 16:12). Dou graças a Deus pelo fato que os Pioneiros adventistas não pararam de reformar e tanto é que jamais deixaram um legado pronto e intocável, para que os subseqüentes reformadores pudessem continuar a grande reforma, corrigindo erros crassos de uma teologia ainda em processo de desenvolvimento.
 
“Eu estava certo, quando disse que a doutrina da trindade degrada a Expiação, trazendo o sacrifício, o sangue pelo qual fomos comprados, para baixo num padrão de comprometimento.” (James White, Advent  Review, 10 de novembro de 1863).
 
A doutrina distorcida da Trindade certamente degrada a Expiação. Pense numa trindade panteísta como era ensinada na época! Mas a Doutrina correta da Trindade a exalta e a valoriza, como um ato merecedor e exclusivo da Divindade, que habita plenamente em Cristo (Col 2:9).
 
“Que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa, é uma doutrina que nós podemos proclamar ser uma doutrina contrária à razão e ao senso comum.” James White, Advent Review, 6 de julho de 1859.
 
A primeira frase ("Que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa") é uma distorção da verdadeira Doutrina da Trindade, que não ensina tal coisa que nós concordamos plenamente "ser uma doutrina contrária à razão e ao senso comum". Essa declaração demonstra que havia erros no conceito trinitariano de certos ensinadores da época, que precisavam de uma grande reforma que os Pioneiros estavam tentando empreender.
 
·  J.N. ANDREWS
 
A doutrina da trindade foi estabelecida na igreja pelo Concílio de Nicéia 325 AD. Essa doutrina destrói a personalidade de Deus e seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. A forma infame como foi imposta à igreja, aparece nas páginas da História eclesiástica, que causa aos que acreditam na doutrina corar de vergonha.” (J. N. Andrews, Advent Review, 06 de março de 1855).
 
De fato, se o ensino da época entre os teólogos populares era de que "uma pessoa seja três pessoas e que três pessoas sejam uma só pessoa", concordamos em que isso "destrói a personalidade de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo". Crer nisso é motivo de "corar de vergonha". Ademais, o pensamento de uma divindade criando outra divindade é para se corar de vergonha; o pensamento de um DEUS MAIOR gerando um deus menor é para se corar de vergonha; e, com efeito, o pensamento de três pessoas em uma só é para se corar de vergonha. E o que dizer do pensamento de que Deus depende de um fôlego para viver?
 
Graças a Deus pela coerência da doutrina esboçada na Bíblia que é muito diferente dessa confusão toda. A Trindade ensina que em Deus co-existem Três Pessoas distintas e separadas. J.N. Andrews também estava buscando soluções, e nesse passo vêmo-lo preocupado com a personalidade divina, em sua maneira zelosa de se expressar.
 
·  J.N. LOUGHBOROUGH
 
Esta doutrina da trindade foi trazida para a igreja no mesmo tempo em que a adoração de imagens, e a guarda do domingo e não é mais do que a doutrina dos persas remodelada.” (J.N. Lougborough, Advent Review, 05 de novembro de 1861).
 
Este pioneiro também escreveu no mesmo artigo: "Se Pai, Filho e Espírito Santo são cada um Deus, seriam três deuses". Isto indica que ele estava rejeitando o triteísmo, o que é correto. Indica também que ele estava buscando uma teologia coerente, que proclamasse a Verdade.
 
·  R.F. COTTRELL
 
Sustentar a doutrina da trindade, não é mais que uma evidência da intoxicação pelo vinho que todas as nações beberam. O fato dessa ser uma das principais doutrinas, senão a principal, pela qual o bispo de Roma foi exaltado ao papado, não recomenda muito em seu favor.” (R. F. Conttrell, Advent Review, 06 de julho de 1869).
 
Cottrell precisava ler mais as declarações de Ellen White. Mas ainda é preciso considerar o que ele entendia da doutrina, porque como vimos acima, havia erros crassos que não condizem com o ensino das Escrituras.
 
"Roswell F. Cottrell observou em 1869 que existia 'uma multidão de pontos de vista' sobre a trindade, 'todos eles ortodoxos, supo­nho, tanto quanto nominalmente se refiram à doutrina' " (Erwin R. Gane, The Arian or Antitrinitarian Views Presented in SDA Literature, pág. 109).
 
No entanto, os que rejeitaram a doutrina tradicional da trindade dos credos cristãos não questionavam o testemunho bíblico sobre a Eternidade de Deus Pai, a Divindade de Jesus Cristo como "Criador, Redentor e Mediador", e a "importância do Espírito Santo" (Gane, Ibid., pág. 109).
 
Graças a Deus que a verdade é progressiva (Prov. 4:18), e Ele estava dando tempo à Igreja, a fim de Se revelar mais e mais.
 
·  WILLIE (GUILHERME) WHITE (filho de Ellen White)
 
“As declarações e os argumentos de alguns dos nossos ministros em seu esforço para provar que o Espírito Santo era um indivíduo como é Deus, o Pai e Cristo, o eterno Filho, têm me deixado perplexo e algumas vezes eles me tem entristecido" (James White, Carta ao Pastor H. W. Carr, 30 de Abril de 1935).
 
Willie estava falando contra a Trindade, ou expondo sua censura pela maneira, "declarações" e "argumentos" de certos ministros, aparentemente inconseqüentes? Ellen White afirmou a personalidade do Espírito Santo (Ver Resposta à Pergunta 77). Ele devia saber disso. Suas palavras exigem um contexto maior do que aquilo que foi escrito acima. Qual realmente era sua crença? Isso ficou oculto. Ver a Resposta à Pergunta 57.

Pergunta nº 85: Segundo os trinitarianos, negar a Trindade é uma tomada de posição considerada herética. Se isso é verdade, poderia Deus, ter dado revelações a um povo, ou grupo, que tinha convicções “heréticas”?
 
Os discípulos acreditavam em fantasmas (Mat. 14:26); desconheciam o estado dos mortos, razão por que Jesus os doutrinou (Luc. 8:52; João 11:11); julgaram o reino de Cristo como os reinos profanos (Mar. 10:37; João 6:15; Atos 1:6), e acalentavam outros erros heréticos. "Poderia Deus, ter dado revelações a um grupo, que tinha convicções “heréticas”? Responda o leitor.
 
Os Pioneiros tinham muitos erros heréticos: eles guardavam o domingo, fumavam, comiam carne de porco, criam na imortalidade da alma, etc. Mas Deus tendo misericórdia deles e de nós, revelou-lhes a Verdade em progressão aritmética, somando-se um ponto a outro, à medida que iam podendo suportá-la, como aos discípulos (João 16:12).

Pergunta nº 86: Se Ellen White era trinitariana, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que nunca disse uma palavra sequer reprovando seu marido James White, e os outros pioneiros, que combatiam ferozmente a Doutrina da Trindade? Por que, também, nunca disse nada contra as publicações nos Year Books, na Review and Herald e outras revistas oficiais da igreja que traziam doutrinas antitrinitarianas?
 
O combate "feroz" dos Pioneiros, inclusive de Tiago White e a própria Ellen White se referia aos conceitos trinitarianos do Dr. Kellogg, que despersonalizava ao trio da Divindade, com seu Panteísmo. Os pioneiros não combateram os ensinos de Ellen White sobre a Trindade.
 
Diz-se que ao bom entendedor meia palavra basta. Ellen White escreveu muita verdade sobre as Pessoas da Trindade (consulte http://www.sdanet.org/atissue/books/qod/index.htm, onde você vai encontrar o livro Questions on Doctrine. Vá à ultima parte do livro), e muitos líderes aceitaram plenamente a luz e se regozijaram com ela. Veja o manuscrito de Ellen White, onde ela afirma que o Espírito Santo é uma pessoa, que tem personalidade e é uma pessoa divina. Clique aqui.
 
Não tinha Ellen White muito tato ao tratar com pessoas e suas crenças, mesmo em se tratando de Pioneiros? Muito mais acerca de um assunto tão polêmico e tão pouco revelado na época.

Pergunta nº 87: Ellen White teve milhares de revelações e visões. Por que não teve nenhuma visão, para revelar que os pioneiros estavam errados em combater a Doutrina da Trindade, e que os Year-books estavam ensinando heresia?
 
Os Pioneiros combatiam os erros inerentes a diferentes pontos de vista da doutrina tradicional da trindade, como dogma da Igreja católica. Mas como ainda também não tinham a luz claramente revelada em sua forma completa, alguns a rejeitaram de modo definitivo, não podendo conceber que sempre estiveram errados.
Ellen White estava recebendo luz parcimoniosamente sobre a Divindade. Quando publicou "O Desejado de Todas as Nações", em 1898, demonstrou que recebera luz e uma visão geral da vida de Jesus Cristo, o que incluía a doutrina da Trindade (Ver especialmente pág. 671:3). Muitos líderes aceitaram os conceitos bíblicos da revelação desse livro.


Pergunta nº 88: Os Doutores em Teologia da IASD afirmam que as revelações dadas por Deus a respeito das doutrinas são progressivas [ok]; sendo assim, poderiam ser mudadas [??? Não, apenas ampliadas]. Se isso é verdade, por que Ellen White escreveu que nenhum alfinete deveria ser mudado daquilo que Deus tinha revelado aos pioneiros nos últimos 50 anos?
 
“...Nenhum alfinete deve ser removido no que o Senhor estabeleceu... Nós encontraríamos segurança em menos do que o Senhor nos tem dado nesses últimos cinqüenta anos?” (Review and Herald, 5 de maio de 1905).
 
Ellen White se refere ao que "o Senhor estabeleceu". É claro que ela continha a revelação estabelecida por Deus e nesse tempo, ela ensinava a Trindade. Ver Resposta à Pergunta 77, e o ano de 1905, quando ela escreveu as palavras acima, após ter escrito o livro "O Desejado de Todas as Nações" em 1898.
 
Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora.” (Manuscript Release 760, págs. 9 e 10 - Meditações Matinais 1999, pág. 235).
 
Pilares de nossa fé quanto à personalidade de Deus e de Jesus Cristo estavam sendo atacados por Kellogg e outros Pioneiros que lhe davam ouvidos acerca da espiritualização divina e panteísmo, que minavam a doutrina da personalidade de Deus. Nada contra a Trindade, em seu verdadeiro ensino.
 
"Ao denunciar que Kellogg, com sua doutrina trinitariana 'espi­ritualista', estava 'se apartando da fé' que os adventistas haviam 'considerado sagrada nos últimos cinqüenta anos', ela claramente refuta a pressuposição de que todas as doutrinas da trindade são a mesma coisa, e que as objeções dos pioneiros a tais doutrinas de­mandam a rejeição de todas elas. Ellen White percebeu pelo menos duas variedades de trinitarianismo — uma que retrata um Deus pes­soal e tangível, e a outra que O espiritualiza como impessoal, filo­sófico e, em últimos termos, irreal" (W. Whidden, A Trindade, CASA, cap. 14).

Pergunta nº 89: Se Ellen White era trinitariana, como afirmam os defensores da Doutrina da Trindade, por que então escreveu que deveríamos reimprimir os artigos dos pioneiros, sendo que eles não criam na Doutrina da Trindade?
 
Quando o homem vier mover um alfinete do nosso fundamento o qual Deus estabeleceu pelo seu Santo Espírito, deixe os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falar abertamente, e os que estiverem mortos falem também, reimprimindo os seus artigos das nossas revistas. Juntemos os raios da divina luz que Deus tem dado, e como Ele guiou seu povo, passo a passo no caminho da verdade. Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência.” (24 de Maio de 1905 - Manuscript Release Vol. 1 pág. 55).
 
Ellen White não estava defendendo uma posição antitrinitariana, nem pedindo a impressão de artigos que combatessem a Trindade. Falava do "nosso Fundamento que Deus estabeleceu pelo Seu Santo Espírito".
 
Qual é o nosso Fundamento? Eis algumas Doutrinas de nosso Fundamento, estabelecido por Deus: Surgimento da Igreja Remanescente em 1844, Purificação do Santuário Celestial (Dan. 8:14), Perpetuidade da Lei de Deus, Observância do Sábado, Imortalidade Condicional, Justificação pela Fé.
 
Se alguém ainda tiver dúvida sobre qual é o nosso fundamento sobre o assunto da Trindade, então posso indicar a essa pessoa a Resposta à Pergunta 77, onde há várias afirmações de Ellen White sobre as Três Pessoas da Divindade.
 
"Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência". Certamente, os erros de certos pioneiros não suportaram o teste do tempo e da experiência. Podemos confiar muito mais nos escritos do Espírito de Profecia que contém o fundamento da Verdade do que em qualquer pioneiro.

Pergunta nº 90: O fato de Ellen White nunca ter corrigido os Pioneiros, quanto às declarações anti-trindade, não indica que ela também era anti-trinitariana?
Quem disse que ela nunca corrigiu os Pioneiros? Vamos ver os fatos: "Significativamente, Ellen White condena a visão trinitariana de Kellogg em termos quase idênticos aos que o esposo Tiago uti­lizara em 1846, quando rejeitou 'o velho credo trinitariano não-escriturístico' pelo fato de ele 'espiritualizar a existência do Pai e do Filho negando-Os como duas Pessoas distintas, literais e tan­gíveis'. Isso é coerente com a interpretação de que ela percebeu similaridades entre os credos que pretendem que Deus seja 'invi­sível, sem corpo ou partes' e a 'representação espiritualista' de Deus por Kellogg, sob as metáforas da luz e da água" (W. Whidden, A Trindade, CASA, cap. 14.). Ellen White estava sendo inspirada em sua liderança espiritual, dirigindo os pensamentos dos líderes para a clara luz de Deus. V. Pergunta 77.


Pergunta nº 91: A Igreja Adventista, por mais de 80 anos, não possuía a Doutrina da Trindade em suas crenças fundamentais. Por que demorou tanto tempo para incluir essa doutrina em suas crenças fundamentais (1931), tornando-a oficial somente em 1980, ou seja, 136 anos depois do início de seu movimento, embora, como declaram os Doutores em Teologia da IASD, Ellen White sempre acreditou nessa Doutrina?
 
Nota: É importante salientarmos que em 1931, a Doutrina da Trindade foi inserida nos Year Books de forma oficial, por decisão de apenas 4 administradores da Conferencia Geral (M. E. Kern, Secretário Associado da CG; F. M. Wilcox, Editor da Review; E. R. Palmer, Administrador da Review and Herald e C.H. Watson, Presidente da Conferência Geral - A Trindade, pág. 227), vindo a tornar-se Doutrina oficial da IASD somente no ano de 1980, ou seja, 65 nos após a morte de Ellen White.  
 
Os líderes inicialmente rejei­taram a doutrina tradicional da Trindade, que contém elementos não bíblicos. À medida que prosseguiram trabalhando com base nas Escrituras, periodica-mente desafiados e es­timulados pelo Espírito Santo através das visões de Ellen White, gra­dualmente convenceram-se de que o conceito básico de um Deus em três Pessoas de fato aparece nas Escrituras.
 
Entretanto, se a Igreja primitiva levou 5 séculos para desenvolver um esboço aproximado da realidade divina, ainda tateando para achar a Verdade, por que os adventistas não deviam gastar pelo menos 100 ou 150 anos para ter a verdade mais completa, humanamente falando?

 E quem somos nós para julgá-los, nós que herdamos a mais completa luz já outorgada a mortais? Sim, como poderíamos julgá-los, nós que recebemos tudo dos nossos antepassados, e ainda hoje apenas repetimos o que eles disseram, com alguns poucos acréscimos, ainda investigando e procurando? Ademais, qualquer suposta demora jamais será julgada com justiça por aqueles que estão fora do tempo e das circunstâncias.

Pergunta nº 92: Se a Doutrina da Trindade é uma doutrina genuinamente bíblica, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que Deus escolheria revelar essa doutrina primeiramente à “Babilônia a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra” (Apocalipse 17:5), para depois então revelar à Igreja Adventista do Sétimo Dia?
 
A doutrina da Trindade está revelada na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia. A Igreja primitiva leu e ouviu a mensagem dos apóstolos. Isto antecede em muito aos que se afastaram mais tarde dos ensinos dos apóstolos, incluindo a Babilônia em cujas origens não existia a Igreja Adventista.
 
No entanto, é necessário distinguir entre umas e outras doutrinas que sustentam a Trindade. Os termos da doutrina católica sobre o assunto, com bases puramente filosóficas, com as pressuposições de Aristóteles e Platão utilizadas para interpretar as Escrituras, extra-bíblicas, em alguns pontos, não são compartilhados pela Igreja Adventista. Por exemplo: a teoria da "eterna geração do Filho" permanece como parte do dogma da Trindade da Igreja Católica até hoje (Hogan e LeVoir, págs. 12-14).
 
Mas muitos protestantes e alguns adventistas com sua nova doutrina, hoje estão dizendo a mesma coisa, ao afirmar que Cristo é um deus menor (o Filho) gerado por um DEUS MAIOR (o Pai). Estão seguindo parte do dogma da Babilônia, não admitido pela Bíblia que ensina a eterna pré-existência do Filho de Deus (João 1:1; Isa. 9:6), gerado apenas na Encarnação (Luc. 1:35; Heb. 1:5-6), embora apontado como Filho (Isa. 9:6; Heb. 1:2) e Cordeiro morto  antes da fundação do mundo (1Ped. 1:20; Apo. 13:8). Se é verdade que o "Filho unigênito" (João 3:16) foi gerado literalmente pelo Pai na eternidade, então Cristo morreu como Cordeiro literalmente desde a fundação do mundo (Apo. 13:8); mas seria outro absurdo.

Pergunta nº 93: Segundo o Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, esta foi estabelecida para cumprir o plano divino. Por que então, apesar de ter uma profetisa em seu meio, levou mais de 100 anos para descobrir que uma das suas principais doutrinas estava errada?
 
De acordo com a Resposta 77, não é o que parece!
 
Nota: Não seria porque as verdades já estavam firmemente estabelecidas, e que a doutrina da trindade era considerada doutrina estranha ao ensinamento bíblico?
 
Examinando os escritos de Ellen White, conhecendo os fatos históricos, a verdade é bem outra.
 
Vejamos o que Ellen White escreveu em 1903:
 
"Os principais pontos de nossa fé como temos abraçado hoje estão firmemente estabelecidos. Ponto após ponto foram claramente definidos, e todos os irmãos estão juntos em harmonia. O grupo inteiro dos crentes está unido na verdade. Existiram aqueles que vieram com estranhas doutrinas, mas nós nunca tememos nos encontrar com eles. As nossas experiências foram maravilhosamente estabelecidas pelo Espírito Santo.” (MS 135, 1903. Ellen G. White, Os Anos Anteriores - The Early Years, Volume 1 - 1827-1862, Página 145).
 
Vejamos o que Ellen White escreveu em 1898 (5 anos antes da data acima exposta):
 
"O pecado somente poderia ser resistido e vencido através da poderosa agência da terceira pessoa da Divinda­de, que viria não com energia modificada, mas na plenitude do di­vino poder" (O Desejado de Todas as nações, 1898, pág. 671:3; ênfase acrescenta-da). Veja a Resposta 77.

Pergunta nº 94: Se a Igreja Adventista segue os ensinamentos dados por Deus aos pioneiros, por que o Professor de História na Andrews University, George R. Knight, afirma que os pioneiros não se uniriam a Igreja de hoje, se eles tivessem que subscrever as crenças fundamentais da denominação?
 
“Muitos dentre os fundadores do adventismo não se uniriam à Igreja hoje, se eles tivessem que subscrever as crenças fundamentais da denominação. Mais especialmente, muitos deles não concordariam com a crença nº. 2, a qual trata da Doutrina da Trindade”. (Revista Ministério, janeiro/fevereiro de 1994).
 
O prof. G.R. Knight não diz "todos", mas "muitos dentre os fundadores do adventismo". Realmente, não estavam preparados para receber toda essa luz. Nem os discípulos. Cristo lhes disse depois de tanto tempo junto a eles: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora" (João 16:12).
 
Mas, afinal, por que argumentar em meras suposições, como por exemplo: "O que fariam os Pioneiros em nosso tempo, se pudessem ressuscitar hoje?", e "Qual igreja os nossos antepas-sados escolheriam?"
 
Onde está o nosso Fundamento? Será que dependemos do que diriam os antigos Pioneiros? Temos nós realmente um compromisso de seguir aos Pioneiros em tudo quanto disseram, ou temos apenas a necessidade de um claro "Assim diz o Senhor", pela Bíblia e/ou pelo Espírito de Profecia?

Pergunta nº 95: Se a Doutrina da Trindade é uma doutrina genuinamente bíblica, por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Israel não possui essa doutrina em seus princípios fundamentais? Por que até o logotipo é diferente, sem cruz?
 
Nota: Se o estimado leitor tem alguma dificuldade em acreditar no que expomos acima, pode conferir pessoalmente no seguinte endereço:  http://www.sdaisrael.org
 
Dizem alguns teólogos que Paulo foi o escritor da epístola aos Hebreus, mas que não se identificou, colocando lá o seu nome, para não despertar o preconceito de muitos judeus que tinham dificuldades em aceitar ao próprio Paulo por questões óbvias.

 
Teriam os irmãos de Israel o mesmo propósito? Não estariam eles usando a mesma psicologia de Paulo que disse: "Procedi para com os judeus, como judeu a fim de ganhar os judeus..."? (1Cor. 9:20).

 Com efeito, como reagiria um judeu que visitasse o site dos adventistas judeus? Não merecem uma chance, um tempinho a mais? Visite o site novamente, e veja como os adventistas lá são muito cuidadosos em começar os estudos bíblicos primeiramente em pontos que são concordes com os judeus, para depois de conquistada a confiança apresentar-lhes alimento mais sólido.


Pergunta nº 96: Se Ellen White era trinitariana, como afirmam os defensores da Doutrina da Trindade, por que nunca falou ou escreveu nada contra os Year Books, que até o ano de sua morte (1915), apresentavam uma doutrina anti-trinitariana?
 
 
Para dizer que alguém nunca falou, é preciso estar ao seu lado 24 horas por dia e ainda assim prestar toda a atenção. Mas, se ela escreveu tanto, não escreveram tanto os apóstolos? E veja como foram mal compreendidos!
 
Mas que ela era trinitariana, não há dúvida. Basta ler os seus escritos e comprovar por si mesmo; nem precisa chamar os teólogos da Andrews University. Volte à Reposta 77.

Pergunta nº 97: Se as citações anti-trinitarianas de Uriah Smith, que foi o Diretor das Publicações Adventistas por quase 50 anos, e de outros pioneiros, fossem perigosas heresias que precisavam ser suprimidas, por que Ellen White conviveu com estes ensina-mentos e nunca recebeu uma clara orientação de Deus para corrigi-las?
 
Ellen White fez uma grande obra no sentido de debelar o erro: "Seu apoio a uma visão bíblica da Trindade tornou-se tão ex­plícito entre 1902 e 1907 que em 1913 F. M. Wilcox, editor do mais influente periódico denominacional e um dos cinco deposi­tários originais indicados por Ellen White para assumirem a su­pervisão de sua herança literária, pôde escrever na Review and Herald, sem medo de ser contraditado por ela, que
 
" 'os adventis­tas do sétimo dia crêem: 1. Na divina Trindade. Essa Trindade consiste do Pai eterno ... do Senhor Jesus Cristo ... e do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade' (Wilcox, The Message for Today, Review and Herald, 9 de outubro de 1913).
 
"Tal decla­ração, num artigo que sintetizava as crenças funda-mentais dos adventistas do sétimo dia, apareceu imediatamente após um artigo escrito por Ellen White, de modo que é virtual-mente certo que ao examinar a publicação de seu próprio artigo, como habitual­mente fazia, ela tenha visto a peça escrita por Wilcox" (W. Whidden, A Trindade, CASA, cap. 14).


Pergunta nº 98: Se Ellen White cria na Doutrina da Trindade, como afirmam os defensores dessa doutrina, por que nunca corrigiu Uriah Smith, por declarações como a que apresentamos abaixo?
 
"As Escrituras em parte alguma falam de Cristo como um ser criado. Mas claramente afirmam que Ele foi gerado pelo Pai. (Ver comentários a Apoc. 3:14, onde demonstramos que Cristo não é um ser criado). Mas conquanto, como Filho gerado, não possua com o Pai uma co-eternidade de existência pretérita, o começo da sua existência é anterior a toda a obra da criação, em relação à qual Ele foi criador juntamente com Deus. João 1:3; Heb.1:3. ...O próprio Cristo declara que 'como o Pai tem vida em Si mesmo, assim deu ao Filho ter a vida em Si mesmo.' João 5:26.” (Uriah Smith, 1913).
 
Uriah Smith se aproximou surpreendentemente de uma declaração trinitariana: "A união entre o Pai e o Filho não diminui a nenhum dEles, antes fortalece a ambos. Através dela, em conexão com o Espírito Santo, temos a Divindade toda" (Smith, Looking Unto Jesus, pág. 17).
 
Mas esse lento debater-se rumo a uma compreensão mais completa foi total­mente eclipsado pela enfática declaração de O Desejado de Todas as Nações, publicado no mesmo ano em que ele fez essa declaração (1898). Esta foi a maior correção: a luz de Deus estava brilhando através das páginas desse livro que apresentava a Cristo na plenitude de Sua divindade. Então, houve uma mudança de idéias da parte de muitos que ainda contempori-zavam com idéias errôneas.

Pergunta nº 99: Se Ellen White era verdadeiramente trinitariana, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que, ao invés de recriminar Urias Smith por escrever artigos anti-trinitarianos, recomendou que seus artigos fossem lidos?
 
"Como me alegro quando leio os seus artigos na Review - tão excelentes, tão repletos de verdade espiritual! Dou graças a Deus por eles. Sinto forte simpatia pelo Pastor Smith, e creio que seu nome deve sempre aparecer na Review, como redator principal. Assim Deus deseja. Quando, alguns anos atrás, seu nome foi colocado em segundo lugar, senti-me ferida. Quando de novo foi colocado em primeiro lugar, chorei, e disse: "Graças a Deus!" Oxalá fique sempre ali, como Deus deseja que continue, enquanto a mão direita do Pastor Smith puder empunhar uma pena. E quando faltar o poder de sua mão, que seus filhos escrevam, ditando-lhes ele.” (Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 225).
 
Estas são palavras de simpatia e gratidão dirigidas nos últimos anos que serviram de estímulo e reconhecimento pelo grande trabalho realizado, mas nenhum apoio aos erros de doutrina, e nenhuma consideração ao assunto da trindade; nenhuma censura fora de hora. Ela não está recomendando artigos anti-trinitarianos. Apenas palavras de reconhecimento, como em todo o capítulo em pauta para outros líderes que estavam no fim da carreira.
 
Ela também disse no mesmo capítulo: "Tratemos com muita ternura os poucos peregrinos idosos que restam, tendo-os em alta estima, por amor de suas obras" (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 224:1).
 
Era o que ela estava fazendo com Uriah Smith, Frederico Wheeller, H.H. Wilcox, Carlos O. Taylor, S.N. Haskell, J.N. Loughborough e G.I.Butler. Basta ler o cap. todo acima referido.

Pergunta nº 100: 11. Ellen White escreveu que nem um só alfinete deveria ser mudado, daquilo que o Senhor tinha revelado aos pioneiros nos últimos cinqüenta anos.
 
Esta pergunta é igual à de nº 88, e já foi respondida. Clique.
 
“...Nenhum alfinete deve ser removido no que o Senhor estabeleceu... Nós encontraríamos segurança em menos do que o Senhor nos tem dado nesses últimos 50 anos?” (RH, 5 de maio de 1905).
 
De fato "nenhum alfinete", nem um mínimo da verdade, mas apenas daquilo que "o Senhor estabeleceu". Deus não estabele-ceu os erros do Dr. Kellogg; Deus não estabeleceu os erros de Uriah Smith; Ele não estabeleceu os erros de outros pioneiros que morreram crendo na falsidade de suas próprias idéias acerca da Trindade, pouco informados da teologia pura afinada nos escritos de Ellen White. Muitos deles mudaram suas falsas convicções, começando como a igreja primitiva, tendo que aceitar a plena divindade de Cristo, a importância e conseqüentemente a perso-nalidade do Espírito Santo e a Sua posição junto ao Pai e o Filho. Leia toda a história no livro "A Trindade", da Casa Publicadora Brasileira, para finalmente completar seu conhecimento a respeito.
 
Escreveu também, que esta verdade permaneceria pelo teste do tempo e da experiência.
 
Quando o homem vier mover um alfinete do nosso fundamento o qual Deus estabeleceu pelo seu Santo Espírito, deixe os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falar abertamente, e os que estiverem mortos falem também, reimprimindo os seus artigos das nossas revistas. Juntemos os raios da divina luz que Deus tem dado, e como Ele guiou seu povo, passo a passo no caminho da verdade. Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência.” (Manuscript Release Vol. 1 pág. 55, 24 de Maio de 1905).
 
Ellen White não estava defendendo uma posição antitrinitari-ana, nem pedindo a impressão de artigos que combatessem a Trindade. Falava do "nosso fundamento que Deus estabeleceu pelo Seu Santo Espírito".
 
É evidente que a reimpressão de artigos só poderia se referir aos que estavam em harmonia com os escritos de Ellen White. Um deles dizia: "O pecado somente poderia ser resistido e vencido através da poderosa agência da terceira pessoa da Divinda­de, que viria não com energia modificada, mas na plenitude do di­vino poder" (O Desejado de Todas as nações, pág. 671:3). Alguns receberam essa e outras declarações similares como inspi­rada correção doutrinária para a igreja.
 
Se alguém ainda tiver dúvida sobre qual é o nosso fundamento sobre esse assunto da Divindade, então posso indicar a essa pessoa a Resposta à Pergunta 77, onde há várias afirmações de Ellen White sobre as Três Pessoas da Trindade. "Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência". Certamente, os erros de certos pioneiros não suportaram o teste do tempo e da experiência. Podemos confiar muito mais nos escritos do Espírito de Profecia que contém o fundamento da verdade do que em qualquer outro pioneiro.
 
Quando Ellen White escreveu isto, a Doutrina da Trindade não fazia parte dos Princípios Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
 
Princípios fundamentais da IASD estão na Bíblia e no Espírito de Profecia. Ellen White escreveu no livro "O Desejado de Todas as Nações", em 1898: "O Espírito Santo... terceira pessoa da Divindade..." (pág. 671:3). Esta era uma doutrina inspirada.
 
Então, vejamos a história: "Uma evidência de que alguns reconheceram as declarações de O Desejado de Todas as Nações como removendo as objeções bíbli­cas à doutrina da Trindade é o Resumo das Crenças Adventistas pu­blicado por F. M. Wilcox na Review and Herald em 1913. Wilcox, editor do mais influente periódico denominacional, escreveu que "os adventistas do sétimo dia crêem: 1. Na divina Trindade. Essa Trindade consiste do eterno Pai, ... do Senhor Jesus Cristo, ... [e] do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade" (Wilcox)" (W. Whidden, a Trindade, CASA, cap. 14, ênfases supridas).
 
Diante deste fato, apresentamos a seguinte questão para reflexão:
 
Teria Ellen White sido uma falsa profetisa, ao afirmar que nada deveria ser mudado naquilo que Deus tinha revelado à Igreja Adventista do Sétimo Dia nos últimos 50 anos? Ou a Igreja desviou-se de seu rumo, ao mudar aquilo que Ellen White disse que não deveria ser mudado?
 
Ellen White se demonstrou profetisa verdadeira: "Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência". De fato, segundo os seus escritos, nada precisa ser mudado; está tudo revelado. Seus escritos conferem com tudo o que a Igreja Adventista ensina hoje. O que precisou mudar, senão as idéias errôneas de alguns pioneiros que não suportaram "o tempo e a experiência"?
 
"Deus sempre terá novas revelações a fazer a Seu povo, [1ª premissa verdadeira]. No entanto, Ele jamais revelará algo que seja contrário àquilo que Ele já tenha revelado no passado [2ª premissa verdadeira]. A Doutrina da Trindade é uma revelação contrária às revelações do passado [3ª premissa falsa: a doutrina da Trindade é uma revelação do passado ao povo de Deus, confirmada nos dias de Ellen White, progressivamente ver Resposta 77]. Sendo assim, não podemos aceitar essa Doutrina como uma nova revelação de Deus para seu povo.[Conclusão falsa, baseada na 3ª premissa; pelo contrário, podemos aceitar essa doutrina, sim, porque é a contínua revelação de Deus ao Seu povo até os últimos dias – Pr. Roberto Biagini.] Ennis Meier.
Prezado irmão,
 
Caso tenha encontrado na Bíblia ou nos escritos de Ellen White, respostas para as perguntas aqui apresentadas, favor nos encaminhar através de e-mail, pois temos o máximo interesse nas mesmas. [É o que estamos fazendo, sem falta. Eis a maior resposta: Pode reconhecer a letra de Ellen White, abaixo?]



 
Caso não tenha encontrado as respostas, [Sim, todos encontramos] terá que considerar a Doutrina da Trindade como uma doutrina não bíblica [ou melhor ainda: é uma doutrina bíblica, sem mais dúvidas], restando apenas duas [3] alternativas:
 
1 -   Aceitar a verdade e rejeitar a Doutrina da Trindade
 
2 -   Aceitar a Doutrina da Trindade e rejeitar a verdade.
ou
 
3 -   Aceitar a Doutrina da Trindade e reter a Verdade. (Clique!)
 
Quando a grande norma, pela qual todo ser humano será julgado, for aberta, e o Senhor fizer a pergunta: "Onde encontraste essa doutrina na Minha Palavra?", o que você responderá?
 
Jamais Ele faria tal pergunta. A pergunta que fará: "Por que não ouviste aos meus profetas? Nunca lestes nas Escrituras: 'Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis'?" (2Crô. 20:20). Então, o que você responderá?
 
Lembre-se que a alegação de falta de conhecimento, não mais poderá ser usada naquele dia.
 
Concordo plenamente. A abundância de evidências ou provas da Bíblia e do Espírito de Profecia não nos deixam na dúvida.
 
Veja o que Ellen White escreveu a este respeito:
 
"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam." Atos 17:28-30. Nos séculos de trevas que precederam o advento de Cristo, o divino Soberano passou por alto a idolatria dos gentios; mas agora, por intermédio de Seu Filho, enviara Ele aos homens a luz da verdade; e esperava de todos o arrependimento para a salvação, não somente do pobre e humilde, mas também do altivo filósofo e dos príncipes da Terra. (Atos dos Apóstolos, pág. 239).
 
A citação está fora de contexto, ao comparar a idolatria dos gentios com a crença na Trindade, que se demonstra em completa harmonia com a Bíblia e com o Espírito de Profecia.
 
A acusação de idolatria para os trinitarianos é infundada, visto que a Revelação indica tanto a Cristo (João 20:28; Heb. 1:6,8) como ao Espírito Santo (Isa. 6:1-8 comp. com Atos 28:25-27) como sendo Deus, junto ao Pai (Mat. 28:19), sendo adorados.
 
Mas, se Cristo fosse menos que Deus, se não fosse de eterna pré-existência, aí sim, poderíamos dizer que adorá-lO seria pecado, como os anjos que não podem ser adorados, por serem apenas criaturas (Apo. 19:10; 22:8-9). O que a Bíblia não pode admitir é adorar um "DEUS MAIOR" (o Pai), e adorar a um "deus menor" (o Filho), e ainda muito menos ignorar o Espírito Santo.
 
"Ninguém precisa perder-se por falta de conhecimento, a menos que seja voluntariamente cego.” (Mensagens Escolhidas, Vol. II, pág. 18).
 
Após ler apenas a Resposta à Pergunta 77, de modo simples e direto, ou mesmo lendo todas as respostas deste questionário, que foram solicitadas, e até desafiadas, se você não puder ver, se você não puder enxergar, o que mais podemos dizer?
 
Diante do que Ellen White escreveu, o que devemos nós fazer?
 
O profeta Isaías apresenta a resposta:
 
Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como trombeta e anuncia a Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados.” (Isaías 58:1).
 
De fato, o profeta Isaías apresenta a resposta, mas é outra, já que a citação acima está novamente fora de contexto:
 
"À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva". "Buscai no Livro do Senhor e lede!" (Isa. 8:20; 34:16).
 
Obedecerá você à ordem divina, ou ficará calado?
 
Estas "Respostas às 100 mais Perguntas" respondem a sua pergunta. Não é possível ficar calado diante do erro.
 
Que Deus o abençoe e o capacite para tomar a decisão correta, ou seja, ao lado de Cristo e da verdade.
 
 
Amém, irmão! A você também. Que Deus o abençõe para que volte e deixe as suposições e especulações humanas, e se apegue ao que está escrito, na Bíblia e no Espírito de Profecia.
 
APÊNDICE
 
 
1-    "QUESTIONS ON DOCTRINE"

 
Entre neste site para consultar este livro na Internet: Clique: http://www.sdanet.org/atissue/books/qod/index.htm

Quadro Bíblico da Trindade


 
 
 
3 - Manuscrito de E.G.W. sobre a Personalidade do E. Santo

 
A Genuinidade da Fórmula Batismal

 Pr. Roberto Biagini - Mestrado em Teologia
 
Tem se levantado algumas dúvidas referentes à fórmula batismal triádica (em nome de três) de Mat. 28:19, em detrimento da doutrina bíblica trinitariana e em apoio da teoria dualista em favor de uma fórmula monádica (em nome de um só).
 
Entretanto, os testemunhos bíblicos e históricos afirmam a genuinidade da fórmula dada por Cristo em Mat. 28:19.
 
No batismo de Jesus, foi revelada a Trindade: O Filho sendo batizado, o Pai fazendo-Se ouvir, e o Espírito Santo descendo em forma de pomba (Mat. 3:13-17). Cremos que a fórmula da Trindade no batismo lembra muito bem o batismo de Jesus, e se soleniza em uma consagração completa ao Deus triúno.
 
Paulo em 1Cor. 6:11 diz que os cristãos foram "lavados" ou batizados e menciona o Pai como sendo Deus, o Filho como sendo Jesus Cristo e o Espírito, como é óbvio sendo o Espírito Santo; aí, portanto, estão as 3 pessoas da trindade, num batismo reconheci-do para todos os cristãos de Corinto, carta lida pelos demais cristãos daquela época. Em 1Cor. 12:13, lemos que todos foram batizados "em um só Espírito".
 
O Comentário da "BibleNet" escrito por mais de 25 eruditos em línguas originais, diz: "Embora alguns eruditos têm negado que a fórmula batismal trinitariana na Grande Comissão era uma parte do texto original de Mateus, não há manuscritos de apoio para sua contenda. F.C.Conybeare (seguido pelos unitaristas) baseou seu ponto de vista sobre uma defeituosa leitura das citações de Eusébio desse texto [The Eusebian Form of the Text of Mt. 28:19, ZNW 2 – Zeitzchrift für die neutestamentliche Wissenschaft   (1901): 275-88]."
 
"Para discussão e refutação da conjectura que remove esta fórmula batismal, ver B.J.Hubbard, The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning (SBLDS 19), 163-64, 167-75; e em  Jane Schaberg, The Father, the Son, and the Holy Spirit (SBLDS 61), 27-29." (Comentário da BibleNet sobre Mat. 28:19). Ver também Robertson, The Christ of the Logia (em capítulo específico), onde ele prova a genuinidade das palavras em foco.  
 
O Dr. Deane, juntamente com os teólogos da obra erudita e mundialmente famosa The Pulpit Commentary, aceita a veracidade das palavras usuais; diz ele: "As palavras do Senhor foram sempre tomadas como a fórmula do batismo, e tem sido usada em todas as épocas em sua administração." Disse mais o Dr. Deane: "É verdade que nós lemos da igreja primitiva, de pessoas sendo batizadas 'em nome do Senhor Jesus', e 'em nome do Senhor' (Atos 8:16; 10:48); mas esta expressão de modo nenhum assume que o nome das outras Pessoas Divinas não foram usadas... A fórmula acima tem sido considerada indispensável de tempos primitivos para a válida administração desse sacramento" (ver ‘Apost. Can.,’ 41; Tertullian [160-220 d.C], ‘De Bapt.,’ 13.; Justin Martyr [100-165 d.C.], ‘Apol.,’ 1:79)." (W. J. Deane, The Pulpit Commentary, vol. 15, parte II, p. 645, Mat. 28:19.
 
O termo "fórmula" parece que está sendo uma pedra de tropeço. Não há evidência de que essas palavras de Jesus em Sua ordem para batizar tivessem de ser seguidas à risca, sem a liberdade de novas formas de dizer, tanto é que sabemos que há registros em que o uso da fórmula batismal monádica no "nome de Jesus" (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; Rom. 6:3) foi usada. Isso prova que houve uma necessidade de adaptação para pessoas que deviam confessar sua fé no Messias, o que era de maior polêmica e urgência para aquele momento. Mas o batismo no nome de Jesus tem a mesma autoridade e validade, pois aceitar a Cristo equivale a aceitar a Deus o Pai que providenciou a salvação, e ao Espírito Santo que nos convence do pecado para a mesma salvação em Cristo.
 
Entretanto, temos evidências de outros fatos. E. Riggenbach e C. Bertelsmann apontam que, tanto quanto datava o Didachê ("Ensino" – Manual de Princípios Cristãos do séc. II), batismo no nome de Jesus e batismo no nome da Trindade coexistem lado a lado (Der Trinitarische Taufbefehl Matt. 28:19 e Gutersloh, 1901). Portanto, a igreja não estava limitada por precisas fórmulas e não sentia nenhum embaraço em usar uma porção delas.                 
 
Disse o Dr. Lightfoot acerca dos batismos usados nos tempos primitivos:  "Os judeus batizavam prosélitos em nome do Pai, isto é, na profissão de Deus, a quem eles chamavam pelo nome de Pai. Os apóstolos batizavam os judeus em nome de Jesus o Filho, e aos gentios, no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Lightfoot's Works, vol. 2, p. 274).
 
O registro acerca do batismo monádico, ou seja, no nome de um só dos membros da Divindade, "não significa que não se usava a fórmula batismal regular da Comissão. Significa especial-mente que se destacava o nome de Jesus na obra do Evangelho" (F.D, Nichol, CD-rom Fundamentos de la Esperança, Artículos Generales, La Iglesia Cristiana Primitiva, IX. De los Ritos a los Sacramentos, El Bautismo). Ora, a grande verdade aceita e combatida era o fato de que Jesus Cristo era o Messias. Batismo em Seu nome era um reconhecimento desse fato, especialmente para os judeus.
 
registros das duas fórmulas no Novo Testamento como também depois, na literatura cristã primitiva.
 
1)    No Novo Testamento:
 
a)    Mat. 28:19 que contém a fórmula batismal triádica de Cristo; além de evidências em 1Cor. 6:11; 12:13.
 
b)    Atos 2:38; 10:48; 19:5, que contém a fórmula monádica, dos apóstolos.
 
2)    O Didaquê, ou seja o "Ensino dos 12 apóstolos" cap. 7 e 9 que "usa tanto o nome simples, como os três nomes em conexão com o batismo". (SDA Bible Commentary, vol. 6, p. 147 – ênfase acrescentada).
 
3)    Ambrósio (340-397 d.C., Bispo de Milão em 374) declarou, concernente à fórmula batismal dos apóstolos: "Aquele que menciona um, significa a Trindade. Se você diz Cristo, você designou também Deus o Pai, de quem o Filho foi ungido, e também o Filho, o próprio Ungido, e o Espírito Santo por quem Ele foi ungido". (Patrologia Latina, vol. XVI, col. 743; ou De Spiritu Sancto, I. 3).
 
4)    Publius foi batizado por um diácono, em Roma, no ano 100, e este usou a fórmula: "Eu te batizo em nome de Jesus Cristo." (Rev. Time, 05/12/1955).
 
5)    Testemunho histórico do século I: "Durante o tempo da vida de Jesus, o judaísmo praticou vários ritos batismais... O Evangelho segundo S. Mateus retrata o Cristo ressurreto que formulou a ‘grande comissão’ a Seus seguidores: 'Jesus, aproximando-se falou-lhes, dizendo:... fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo...' Mat. 28:19-20. O batismo ocupou um lugar de grande importância na comunidade cristã do 1º século ... O mínimo irredutível para um batismo válido era o uso da água e a invocação da Trindade." (Encyclopedia Britannica, ed. 1979, vol. 1, pág. 798).
 
Se, portanto, há testemunhos históricos das 2 fórmulas, e são exatos, por que anular uma das duas, aliás a do próprio Cristo? Os apóstolos não intencionavam desfazer o que Cristo ordenou; apenas usaram uma variante que significava a mesma coisa, conforme já dissera Ambrósio.
 
Com efeito, as duas fórmulas são válidas. Lemos em S. Mateus 28:19 que o batismo deve ser em um só nome: "em NOME do Pai, e do Filho e do Espírito Santo". Não diz "nomes", porque as três Pessoas da Trindade, embora sejam distintas, têm um nome só, e o nome é YAHWEH: 1) O Pai é Jeová: Isa. 64:8; 2) o Cristo é Jeová: cf. Sal. 23:l com João 10:7, 11;  3) o Espírito Santo é Jeová: cf. Isa. 6:5-10 com At. 28:25-27, onde a voz de Jeová que dizia, era o Espírito falando. Ora, se o Nome dos três é um só e o mesmo, faz alguma diferença batizar no nome de algum deles, indistintamente?
 
Qual era a grande controvérsia dos tempos apostólicos? Qual era a necessidade do momento e ocasião dos apóstolos? Não era a ênfase de Jesus como o Messias? (Mat. 26:63; 27:22; João 9:22; João 20:31; Atos 2:36,38; 9:22; 17:3; 18:5; 18:28)
 
Paulo confirma a fórmula batismal de Cristo em 1Cor. 6:11 ao dizer que os coríntios foram lavados "em o NOME do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (o Pai)". Aí está claramente a evidência do batismo em nome da Trindade. Aliás, esse sempre foi o ensino do NT, desde o princípio, quando Jesus Cristo foi batizado: o Pai Se fez presente em Sua voz, o Filho estava sendo batizado, e o Espírito Santo Se revelou em forma de pomba (Mateus 3:16-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22). Estava confirmado o batismo na própria presença das Três Pessoas da Divindade.
 
Assim, pôde dizer o Dr. Albert Barnes, ao comentar Atos 2:38: "Em nome de Jesus Cristo... isso não significa que ao administrar a ordenança do batismo eles usassem somente o nome de Jesus. É muito mais provável (conforme vimos nos registros históricos acima) que eles usaram a forma prescrita pelo próprio Salvador em S. Mateus 28:19. Se a marca peculiar de um cristão é que ele recebe e honra a Jesus Cristo, este nome é usado aqui como implicando o todo [ou seja, os Três Seres da Trindade]. A mesma coisa ocorre em Atos 19:5." (Barnes, Notes on Acts, Baker Book House, 1956, p. 53 – itálicos acrescentados).
 
Conclusões:
 
1) Alguns eruditos que dizem que a presente fórmula batismal não foi redação de Mateus não têm base nos manuscritos para sua tese, conforme dizem muitos outros eruditos.
 
2) Temos o testemunho de todas as dezenas de versões bíblicas eruditas, baseadas nos melhores manuscritos, que aceitam a fórmula.
 
3) Grandes comentaristas, dicionaristas e lingüistas famosos por sua  erudição e conhecimento das línguas e do texto sagrado, aceitaram a fórmula. Podemos citar: Albert Barnes, John Gill, Martinho Lutero, João Calvino, Adam Clark, Keil e Delizsch, James Strong, Robertson, Lightfoot, Jamieson, Fausset e Brown, etc.
 
4) Temos o apoio do Espírito de Profecia, porque Ellen White aceita a fórmula batismal da trindade, sem questioná-la (O Desejado de Todas as Nações, p. 819:4; Atos dos Apóstolos, págs. 30, 282; Serviço Cristão, p. 24; Conselhos sobre Saúde, p. 316).
 
 
Lembre-se, portanto, de que as duas fórmulas foram usadas, e de que os apóstolos ao usarem o nome de Jesus, referiam-se por implicação, à Trindade. O mesmo Paulo que afirmou o batismo "em Cristo Jesus" (Rom. 6:3, Gál. 3:27), também afirmou o batismo na Trindade (como vimos em 1Cor. 6:11; 12:13). Portanto, quem profere o nome de "Jesus" o faz "pelo Espírito Santo" (1Cor. 12:3), o qual também nos induz a dizer: "Aba, Pai!" (Rom. 8:15; Gál. 4:6).
 
 
O Espírito de Deus e o espírito do homem
 
  Pr. Roberto Biagini - Mestrado em Teologia
 
O apóstolo Paulo era um grande filósofo e aprendeu a argumentar aos pés de Gamaliel, o doutor em teologia de sua preferência. E ele motivado pela inspiração, escreveu as seguintes palavras: "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus" (1Cor. 2:11).
 
Quais são as implicações desta passagem? O que ela ensina sobre o espírito do homem? Poderíamos dizer de acordo com Paulo que o Espírito de Deus é igual ao espírito do homem? Seria o Espírito Santo uma parte de Deus o Pai? Poderíamos afirmar que o Espírito de Deus não é uma Pessoa, baseado nas palavras do apóstolo? O que significa o Espírito de Deus no texto acima?  
 
O  Ensino da Passagem
 
Paulo tem um método muito interessante em todas as suas epístolas. Ele sempre começa um assunto apresentando uma proposição, a qual ele divide em partes e depois vai desdobrando cada uma delas, como numa sinfonia, em que são enunciados os temas e depois apresentados cada um separadamente, terminan-do depois de tudo num grande clímax.
 
A proposição anterior ao nosso texto está na declaração do v. 6: "Expomos sabedoria" a qual ele passa a desdobrar. Não a sabedoria do mundo (v. 6), mas a sabedoria de Deus, que estava oculta desde a eternidade (vs. 7-9), e agora foi revelada pelo Espírito (vs.10-13), a qual é avaliada pelos homens (vs.14-15), mas ainda tem a sua fonte na mente de Deus (v. 16, como clímax). Ou em 4 palavras: Pregação (1-5), Predestinação (v.6-9), Providência (v.10-13) e Posição (v.14-16).
 
O conteúdo do verso 11 é uma explicação e ampliação do verso 10, onde lemos que Deus nos revelou o mistério de Sua sabedoria antes desconhecida, pelo Espírito. Mas, por que Sua revelação seria pelo Espírito? Resposta: porque o Espírito é quem pode perscrutar todos os segredos, "até mesmo as profundezas de Deus". "Mas, Paulo", alguém poderia requerer: "Poderia nos dar uma ilustração?"[i]
 
O apóstolo que é um verdadeiro pastor, interessado em que a igreja compreenda as suas palavras, apresenta uma comparação, faz uma analogia, a fim de esclarecer melhor o assunto: "O espírito do homem não sabe as coisas do homem? Pois assim também o Espírito de Deus conhece as coisas de Deus" (v. 11).
 
Mas alguém poderia tirar dessas palavras a seguinte conclusão apressada:  O Espírito de Deus é como o espírito do homem: assim como o homem tem um espírito dentro dele, "que nele está", assim também ocorre com Deus o Pai que possui o Espírito Santo.
 
Este pensamento se parece com o seguinte raciocínio:
 
1ª premissa: O espírito do homem sabe das coisas do homem.
 
2ª premissa:  O Espírito de Deus conhece as coisas de Deus.
 
Conclusão:  O Espírito de Deus tem a mesma natureza que o espírito do homem.
 
E daí partem outros corolários: Se o espírito do homem é uma faculdade, o Espírito de Deus não pode ser uma pessoa; não deve passar de faculdade também, um poder ou uma influência. Ou seja: Duas premissas verdadeiras, mas conclusões falsas, porque estas não estão baseadas naquelas (premissas)[ii].
 
Natureza versus Função
 
Uma análise mais profunda do texto mostrará que a analogia feita pelo apóstolo não é sobre os dois tipos de espírito e sua existência, mas sobre o encargo de ambos.
 
A chave para uma compreensão simples, mas abarcante e profunda, é percebermos que Paulo não está falando de natureza, mas de função. Ele não está enfatizando a natureza do Espírito de Deus como se estivesse em igualdade ao espírito do homem. Ele está realçando a função de um e de outro, a fim de chegar à conclusão de que é pelo Espírito de Deus que recebemos a verdadeira sabedoria.  
 
O sábio Salomão fez uma comparação entre o espírito do homem e o espírito dos animais, quanto à sua natureza. Ele disse que todos têm o "mesmo espírito", ou fôlego (rûach, no hebraico - Ecl. 3:19-21), e discorreu sobre a volatilidade, ou seja, se era natural o espírito subir ou descer. E respondeu à sua própria questão no final de seus discursos (Ecl. 12:7).  
 
Mas se Salomão compara o espírito do homem com o dos animais, em sua natureza, Paulo compara o espírito do mesmo homem com o Espírito de Deus, em sua função. Em nosso texto, o apóstolo não diz, como disse o sábio, que se trata do "mesmo espírito". Paulo diz, pelo contrário, que se trata da mesma função, respeitadas as proporções, é claro. Ele faz uma comparação entre o espírito do homem e o Espírito de Deus, não em sua natureza, mas na função de ambos. Portanto, a conclusão exata, baseada nas premissas é: O espírito do homem como o de Deus têm a capacidade intelectual de penetrar nas coisas profundas e ocultas, respectivamente.
 
Se Paulo tivesse feito sua comparação em termos da natureza do Espírito, certamente ele teria dito algo nesse sentido, mas isso ele não fez. Seria comparar o incomparável, o finito com o Infinito, o mortal com o Imortal, o volátil com o Eterno (Heb. 9:14). A mera admissão do espírito quanto à função existente não declara a igualdade inexistente de sua natureza.
 
A Analogia de Paulo
 
Paulo faz uma analogia perfeita. Aproximemo-nos do texto, separando as duas cláusulas em várias partes. Ele diz o seguinte em termos comparativos: 1ª cláusula: "Qual dos homens sabe as coisas do homem?" Resposta 1: nenhum homem sabe. Resposta 2: o espírito do homem ("que nele está"), esse sabe.  
 
O que aprendemos acerca do "espírito" do homem nesse texto? As palavras "nele está" indicam que está dentro dele, porque foi formado na Criação (Zac. 12:1; Gên. 2:7). Ademais, o espírito não é uma pessoa, pois está dentro da própria pessoa do homem, e faz parte de sua constituição. Paulo também afirma que, diferente de um simples fôlego, o espírito do homem aqui referido é capaz de percepção intelectual, pois sabe as coisas do homem. Portanto, o espírito do homem neste verso é a sua própria mente[iii].
 
Seguindo a analogia anterior, temos na 2ª cláusula: Qual dos deuses conhece as coisas de Deus? Resposta 1: "ninguém" conhece. Resposta 2: o Espírito de Deus conhece.
 
O que podemos aprender acerca do "Espírito de Deus" nesse texto? Paulo afirma que Ele é uma propriedade de Deus, pois é definido como sendo "de Deus"; não simplesmente "do Pai", como se o Espírito fosse propriedade exclusiva dEle; o que o texto diz é que o Espírito é "de Deus", o que significa pertencente à Divindade.  
 
Em segundo lugar, aprendemos que o Espírito tem percepção intelectual, pois conhece os segredos divinos, penetra "até às profundezas de Deus" (v. 10). Há aqui uma semelhança com o espírito do homem, mas não uma igualdade[iv]. O Espírito de Deus tem uma mente, enquanto que o espírito do homem é uma mente. De acordo com o contexto mediato e imediato, Ele não pode ser confundido com a própria mente, porque é uma Pessoa consciente, Alguém que possui capacidades intelectuais.
 
Outra verdade implícita por analogia, é que assim como o espírito do homem "nele está" (v. 11), o Espírito está em Deus; não simplesmente "no Pai", mas dentro da Divindade. Paulo teve o cuidado de evitar a expressão "que nEle está", referente ao Espírito, para que não pensássemos que Ele era idêntico ao espírito do homem, que está dentro dele mas que não é uma pessoa, por não ser verdade. Tampouco deveríamos pensar que Ele fizesse parte da constituição do Pai, algo impessoal que estivesse no interior da Pessoa do Pai. Entretanto, sem deixar de ser uma Pessoa, o Espírito está em nós (João 14:17), nós estamos em Cristo, e Cristo está no Pai (João 14:20); e agora aprendemos analogicamente, que o Espírito está em Deus (1Cor. 2:11).
 
Ora, isto nos leva à outras conclusões: Se o Espírito faz parte da Divindade, porque está em Deus, e é de Deus, isso fortalece claramente o ensino de Sua personalidade, porque o texto não diz que Ele é parte do Pai, e isto sugere que Ele deve ser uma Pessoa independente. E se conhece e perscruta todas as coisas de Deus, Ele é onisciente, pois esta é a própria definição de onisciência. Mas se Ele é onisciente, é também plenamente divino, e portanto, Deus, porque nada menos do que Deus pode penetrar e perscrutar a Deus[v].
 
A Evidência do Contexto
 
Essa interpretação está de acordo com o contexto.
 
1) O Espírito não pode ser nenhuma influência ou poder, diz Paulo, porque Ele é quem opera a demonstração e o poder, e Ele não pode ser a influência que Ele mesmo exerce (1Cor. 2:4). "O conceito de 'Espírito' neste verso (10), envolve uma personalidade real que pensa e age – não uma força"[vi].
 
2) O Espírito tem uma mente capaz de perscrutar as profundezas da mente de Deus (v. 10-11). Paulo se refere de modo claro à "mente do Espírito" (Rom. 8:27); em conseqüência, Ele não é uma mente, porque Ele próprio tem uma mente. Ora, uma mera influência ou um poder não realiza estas coisas como penetrar e perscrutar uma mente superior como é a mente de Deus[vii].
 
A mente de Deus o Pai é mencionada como a "mente do Senhor", no v. 16, que é uma citação de Isa. 40:13, cuja tradução mais pertinente ao contexto é a citação de Paulo da Septuaginta (versão grega do VT): "Quem conheceu a mente do Senhor?", que é uma referência a Jeová (YAHWEH)[viii].
 
Logo a seguir, Paulo termina o capítulo em um glorioso clímax, dizendo: "Nós, porém, temos a mente de Cristo" (v. 16). Portanto, como o Pai tem uma mente e é uma Pessoa, como Cristo tem uma mente e é uma Pessoa, assim também o Espírito Santo tem uma mente e é uma Pessoa.
 
3) Notamos novamente no v. 12 que Paulo não está fazendo sua comparação no v. 11 de modo a discutir a natureza do Espírito, que agora é comparado com "o espírito do mundo", mas as suas funções. Se interpretarmos o verso 11 pela natureza do Espírito, então, para sermos coerentes, teremos de fazer o mesmo no verso 12 que o explica, e seria inconcebível comparar a natureza do Espírito de Deus com o espírito do mundo. A função do "espírito do mundo" é produzir uma sabedoria falsa; a função do Espírito de Deus é revelar a verdadeira sabedoria.
 
Ademais, afirma o apóstolo que o que temos recebido é o Espírito "que vem de Deus" (v. 12). Conforme a promessa de Cristo, o Espírito da Verdade haveria de ser enviado do Pai (João 14:26) e do Filho (João 15:26), ou seja "vem de Deus", ou da Divindade, pois tanto o Pai é Deus como o Filho (João 1:1). E Aquele Espírito que recebemos é qualificado com todas as características de uma Pessoa divina, igual ao Filho (João 14:16), que é Deus (João 5:18).
 
4) O verso 13 indica mais uma vez que o Espírito Santo é uma personalidade, pois Ele é capaz de ensinar: "palavras ensinadas pelo Espírito". Ora, para ser um professor, é necessário possuir não só as capacidades de memória, conhecimento, inteligência, percepção, poder da fala, como também personalidade[ix].
 
5) O único lugar onde Paulo trata da natureza do homem, em relação ao Espírito de Deus é nos versos 14-15, mas não aborda a natureza quanto à existência, mas quanto ao caráter. Fala do "homem natural" que não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque ele não é espiritual para receber as coisas que "se discernem espiritualmente", contrário ao "homem espiritual" (v.15).
 
6) Temos também o testemunho da construção gramatical: Diz a erudita Enciclopédia Bíblica da Zondervan: "A expressão 'espírito do homem que nele está' … não deve ser tomada como sugerindo que o Santo Espírito de Deus está em Deus no mesmo modo [que o homem] – a gramática do v. 11b não sugere isto[x]." Não existe nenhum correspondente a en auto (nele, em si próprio). A partícula reflexiva[xi] não ocorre, o que impede uma comparação da natureza de ambos os espíritos. Ora, se esta é uma designação do Espírito (1Sam. 10:10; João 14:17), a omissão indica um cuidado especial, para evitar interpretações descabidas e impróprias. Se Paulo quisesse falar da natureza do Espírito Santo em relação ao espírito do homem, teria feito a correspondência. A cláusula afirma simplesmente que só o Espírito de Deus pode entender as coisas de Deus[xii].
 
7) Portanto, qual é a analogia? "A única analogia feita é a de que como  o espírito humano conhece ou entende a sabedoria humana, assim (houtos)  o Espírito de Deus,  sendo Deus mesmo, entende a sabedoria de Deus[xiii]."
 
Conceito de Divindade
 
Qual é a concepção que temos da Divindade?[xiv] Podemos fazer uma analogia, pois como disse Tomás de Aquino, não podemos falar de Deus sem analogia[xv]: Qual é a natureza do homem que foi criado à "semelhança" de Deus (Gên. 1:26)? O homem é uma tríade, formada de corpo, alma e espírito (1Tess. 5:23)[xvi], e esses três elementos formam um só ser, uma só pessoa. Em Deus, também há uma tríade, ou Trindade, formada de Três Elementos pessoais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mas enquanto que no homem os três elementos formam uma pessoa, em Deus os Três Elementos são Três Pessoas que formam um Deus. Há uma semelhança, mas não uma igualdade. Portanto, o Espírito também pode estar dentro de Deus e conhecer as coisas de Deus e ao mesmo tempo ser uma Pessoa.
 
O que não pode ser cabível em teologia é um Espírito dentro de outro Espírito. Disse Cristo que "Deus é Espírito" (João 4:24). Se "Deus é Espírito", então, o Pai é Espírito (João 4:24), o Filho é Espírito (1Cor. 15:45) e o Espírito Santo já é assim designado. Aí temos uma Trindade de Três Espíritos que formam um só Deus.
 
No homem que é de carne, sabemos pela revelação que cabe dentro dele, e é próprio dizer que o espírito está "dentro dele" (Zac. 12:1), ou mais precisamente em seu corpo, um espírito que não só é sua propriedade, faz parte do seu ser, como também é a própria base de sua existência, sem o qual ele está morto (Tia. 2:26). Mas esta não é a natureza das Pessoas da Divindade. Portanto, há uma semelhança, mas não uma igualdade.
 
Mas se o espírito do homem é uma faculdade, e não uma pessoa, pode o Espírito de Deus ser uma Pessoa? Não teria de ser igualmente uma faculdade, uma influência ou um poder? Não necessariamente. Estamos falando em termos antropomórficos, tentando explicar a Deus em termos humanos e as palavras são muito imprecisas, especialmente em se tratando de expressões que têm muitos significados, como é o caso da palavra "espírito".
 
Entretanto, a Bíblia considera outros espíritos como sendo pessoas. Os anjos são chamados espíritos tanto no AT (Sal. 104:4, rûach), como no NT (Heb. 1:7, pneuma), tanto anjos bons (Heb. 1:14), como maus (Apo. 16:14). Essa evidência, além dos muitos textos que indicam a personalidade do Espírito deve ser suficiente para sabermos sem sombra de dúvida, que o Espírito Santo é uma Pessoa.  
 
Se o Espírito de Deus fosse idêntico ao espírito do homem, o Eterno Pai estaria na mesma condição de pobres mortais "cujo fôlego está no seu nariz" (Isa. 2:22). Isso indica claramente o absurdo de comparar a natureza do eterno Espírito de Deus com a fragilidade do espírito do homem. Naturalmente, isso seria inconcebível.
 
O profeta Isaías, citado por Paulo em 1Cor. 2:16, disse no capítulo 40:13,18,25: "Quem guiou o Espírito do Senhor? Ou, como Seu conselheiro, o ensinou?" Logo a seguir, ele pergunta: "Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com Ele? (porventura a um ídolo? – vs. 19-20; ou ao "espírito do homem"? [tirando o texto de 1Cor. 2:11 fora de contexto])". E Deus Se une ao profeta e diz em termos pessoais: "A quem, pois, Me comparareis para que Eu lhe seja igual? — diz o (Espírito) Santo"[xvii] (itálicos e parêntesis acrescentados). A resposta é óbvia.
 
O que mais podemos entender de nosso texto inicial? Note que a resposta da segunda cláusula ainda não foi completada. A palavra "ninguém" ainda não foi considerada; mas como diz o Dicionário, "ninguém" significa "nenhuma pessoa"[xviii]. À luz do que foi dito, podemos chegar à seguinte resposta conclusiva. Lembrando que nossa pergunta é: "Qual dos deuses conhece as coisas de Deus?" A resposta lógica é: "Ninguém"[xix] (nenhuma pessoa) conhece as coisas de Deus, senão a Pessoa[xx] do Espírito de Deus [Ver manuscrito de EGW abaixo].




   
 
[i] "A palavra gar ('porque') aponta a uma ilustração" – Zondervan Reference Softwere, EBCNT, em 1Cor. 2:11; Ver também Albert Barnes, Notes on the New Testament, I Corinthians, pág. 36.
 
[ii] "A Filosofia usa apenas a razão natural" e desconhece a Revelação, que é a base da Teologia. "Seu critério de verdade não é, como em Teologia, a autoridade de Deus revelador, mas a evidência de seu objeto". R. Jolivet, Curso de Filosofia, ed. Agir, 1972, pág. 22.
 
[iii] J. Strong, Strong's Hebrew and Greek Dictionary, sobre "pneuma": Entre vários significados, como fôlego, espírito, princípio vital, vida, anjo, disposição – está o de "mente"; Ver também "espírito ou mente", em The New International Dictionary of NT Theology, art. Body, Member, Limb.
 
[iv] João Calvino menciona a similitude de nosso espírito – similitudine, em Exposição de 1Coríntios, pág. 88.
 
[v] A. Barnes, Notes on the New Testament, 1953, pág. 36: "Esquadrinhar implica ação, pensamento, personalidade... e divindade do Espírito Santo".
 
[vi] The Expositor's Bible Commentary, em 1Cor. 2:11.
 
[vii] "Esta passagem mostra que o Espírito Santo não é uma força impessoal. Esquadrinhar é um atributo de personalidade que inclui pensamento e ação... Aqui se evidencia claramente a onisciência e portanto, a divindade" (SDA Bible Commentary, vol. 6, em 1Cor. 2:10).
 
[viii] Conferir a versão da BibleNet, que diz em Isa. 40:13: "Quem compreende a mente do SENHOR? no site http://www.bible.org/default.asp?scid=3
 
[ix] Este Professor é Deus: D. Thomas, The Pulpit Commentary, vol. 19, pág. 63.
 
[x] Zondervan Reference Software, EBCNT, em 1Cor. 2:11).
 
[xi] J. Strong, Strongs's Hebrew and Greek Dictionaries.
 
[xii] Expositor's Bible Commentary, em 1Cor. 2:11.
 
[xiii] Zondervan Reference Software, EBCNT, em 1Cor. 2:11.
 
[xiv] Para Ellen White o conceito de Divindade era tão amplo como integrando o Pai, o Filho e o Espírito Santo – Conselhos sobre Saúde, Casa Publicadora Brasileira, pág. 222:3.
 
[xv] Tomás de Aquino: "Sem analogia, seria impossível falar acerca de Deus". C. Brown, Dictionary of NT Theology Glossary, palavra Analogy.
 
[xvi] Conferir a "trindade humana de Paulo" – W.F.Adeney, The Pulpit Commentary, vol. 21, pág. 136.
 
[xvii] O acréscimo da palavra Espírito no último parêntesis é pertinente e consoante ao v. 13 (Isa. 40), e porque de acordo com Atos 28:25, o Espírito Santo falava por intermédio do profeta Isaías, em todo o seu ministério – 1Ped. 1:21; Isa. 63:10.
 
[xviii] Dicionário Michaelis – UOL.
 
[xix] Ninguém: οὐδεὶς:–J. Strong, Strong's Hebrew and Greek Dictionaries; The Englishman's Greek, NT, 1973, pág. 439.
 
[xx] E.G.White, Manuscrito, 20,1906:"O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus ... O Espírito Santo tem personalidade..". Manuscrito 66,1899: "Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos".
Amigo, se você apreciou este estudo, escreva-nos fazendo o seu pedido de mais material sobre o assunto do seu interesse, a fim de podermos lhe oferecer mais luz sobre este e outros assuntos especiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Escreva para: Pr. Roberto Biagini - E-mail: prbiagini@gmail.com

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