100 Respostas sobre a Trindade - Conteúdo - 01 - Estudos Bíblicos Adventistas

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100 Respostas sobre a Trindade - Conteúdo - 01

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Introdução
 
Nos últimos dias têm surgido inúmeros questionamentos quanto à autenticidade da Doutrina da Trindade. [Como está escrito: "O Espírito afirma expressamente, que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé" – 1Tim. 4:1]
 
Como cristãos, não nos é permitido ter idéias novas, ou preferências próprias, no que diz respeito à fé. Especialmente quando se trata de assunto tão polêmico, que pode confundir ou fazer tropeçar aqueles que ainda estão iniciando sua carreira espiritual.
 
Somos constantemente advertidos de que qualquer doutrina só tem algum valor, quando fundamentada no que "está escrito" na Bíblia.
 
“Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – Assim diz o Senhor” (O Grande Conflito, pág. 595). [Este questionário está baseado não num "Assim diz o Senhor", mas num "Assim não diz Ellen White" o que se provará ao longo dos argumentos firmados mais nas omissões e no silêncio da escritora do que em suas claras afirmações sobre a Trindade]
 
Quando estudamos profecias, ainda que possamos pensar de forma diferente da estabelecida pela maioria, há a segurança de sabermos que nenhuma nova interpretação pode derrubar marcos já estabelecidos. [Como disse Ellen White, que nenhum "alfinete" deve ser retirado da verdade inamovível (Review and Herald, 5 de maio de 1905)]
 
Tudo que fizermos deve estar amparado na revelação bíblica.
 
Este livreto contém 100 (cem) perguntas, que surgiram quando da realização de um minucioso estudo da Doutrina da Trindade. Estudo este que teve como base unicamente a Bíblia, os escritos de Ellen White e alguns artigos dos mais conhecidos pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
 
Para aceitarmos esta doutrina, como uma doutrina genuinamente bíblica, teremos que encontrar respostas às perguntas aqui apresentadas; caso contrário, tal doutrina se revelará anti-bíblica, devendo, portanto, ser rejeitada. [Mas, espera, não podemos ter "idéias novas" ou "preferências próprias", como foi reivindicado acima? Estão rejeitando as suas idéias se não forem coerentes com este questionário, antes mesmo de você começar a pensar?]
 
É com este pensamento que o convidamos a buscar na Bíblia ou nos escritos de Ellen White, respostas para as perguntas aqui apresentadas. [Se temos espírito cristão, podemos começar a respondê-las, confiando plenamente na Pessoa do Espírito Santo, que nos revela toda a Verdade]
 
Que Deus o abençoe!
 
Antes de passarmos às perguntas, cremos ser de suma importância a apresentação da Doutrina Oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com referência ao assunto em questão; a Divindade.
 
A doutrina que apresentamos abaixo, tornou-se a doutrina oficial da IASD em 1980, após sua aprovação na reunião da Conferência Geral, realizada na cidade de Dallas, no Texas.
 
E é tudo verdade; pode verificar e confiar!
 
Os Adventistas crêem que...
 
“Existe um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas co-eternas.” – Manual da Igreja pág. 9.
 
Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e Grande em constante amor e fidelidade. As qualidades e os poderes manifestos no Filho e no Espírito Santo também constituem revelações do Pai.” (Manual da Igreja pág. 9 e 10).
 
Deus, o Filho Eterno, encarnou-se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele se tornou também verdadeiramente homem, Jesus o Cristo...” (Manual da Igreja pág. 10).
 
Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar para sempre com Seus filhos, Ele concede dons espirituais à igreja, a habilita a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade.” – Manual da Igreja pág. 10.


Pergunta nº 01: Se o Deus único apresentado na Bíblia é um grupo de três pessoas divinas (e não três deuses), como afirma o Manual da Igreja, é correto chamar cada um deles, individualmente, de Deus? Por exemplo: "Deus Pai", "Deus Filho" e "Deus Espírito Santo"? Cada um deles é Deus, ou Deus é apenas o conjunto dos Três? Se chamamos cada um deles de Deus, como podemos sustentar que não são três deuses?
 
Se o Homem, único ser chamado Homem, é um grupo de duas pessoas humanas (e não dois Homens) como afirma o Dicionário e a Sociologia, é correto chamar cada um deles, individualmente, de Homem? Por exemplo: Homem Macho, Homem Fêmea? Cada um deles é Homem, ou Homem é apenas o conjunto dos dois? Se chamarmos cada um deles de Homem, como podemos sustentar que não são dois Homens?
 
Resposta óbvia: "Homem" inclui os dois seres humanos. Mas cada um deles é Homem no sentido de participar da mesma natureza humana, em sua forma plena. Homem é sempre Homem, mas Mulher pode ser chamada Homem no sentido genérico, por sua ligação humana.
 
Assim também com Deus. Mas tanto "é correto chamar cada um deles, individualmente, de Deus" que João disse de Jesus: "O Verbo era Deus" (João 1:1). A palavra "Deus" inclui as Três Pessoas; cada uma delas pode ser chamada Deus, por sua parte na Divindade.
 
Mas assim como há somente uma Humanidade, embora constituída de 2 seres, pessoas distintas, homem e mulher, assim também há somente uma Divindade, um só Deus, embora constituído de Três Seres, Pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo; e não são 3 Deuses. Como também não há 2 Humanidades. Mas 1+1+1, não são 3? Sim, mas 1x1x1=1. Ou seja, 3 Pessoas distintas, mas um só Deus.

 
Pergunta nº 02: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas e no mesmo nível hierárquico, por que Ellen White afirmou que Deus é o Pai de Cristo e Cristo é o Filho de Deus?
 
Deus é o Pai de Cristo; Cristo é o Filho de Deus. A Cristo foi atribuída uma posição exaltada. Foi feito igual ao Pai. Cristo participa de todos os desígnios de Deus”. (Testemunhos Seletos Vol. III, págs. 265-266).
 
Sustentamos que Deus é uma unidade de três Pessoas co-eternas, mas a Bíblia não afirma que as três Pessoas têm o mesmo nível hierárquico, dentro do que conhecemos como revelação da Economia da Redenção; pelo contrário, como pode ser visto claramente em 1Cor. 11:3. Se o Homem é uma unidade de duas pessoas que não tem o mesmo nível hierárquico (Efé. 5:22-24), embora participem da mesma natureza, isso se verifica igualmente nas três Pessoas da Divindade.
 
Mas, pense bem: filiação não significa inferioridade, como dizemos nós ocidentais. Filiação no conceito oriental (hebraico) significa igualdade de natureza. Assim, Cristo ser chamado de Filho do Pai é o mesmo que ser chamado de igual a Deus. Tanto ficou claro isso diante dos líderes judeus inimigos, que se prepararam para matar a Cristo, que Se fazia igual a Deus, apenas por Se denominar de Filho ("dizia que Deus era o Seu próprio Pai, fazendo-Se igual a Deus" - João 5:18).
 
Portanto, não foi só a sra. White quem disse que Cristo era o Filho de Deus. O próprio Cristo Se designou Filho de Deus, a fim de que todos soubessem que Ele era igual a Deus.
 
Leia mais sobre a hierarquia da Divindade na pergunta 44, que estuda mais profundamente 1Cor. 15:28. Clique aqui.

 
Pergunta nº 03: Os trinitarianos afirmam que Cristo, por ser Deus eterno, só se tornou Filho de Deus, o Pai, após encarnar-se como ser humano. Teria então Ellen White mentido quando afirmou que Cristo era nascido de Deus, mesmo antes da fundação do mundo e da criação do anjos?
 
"Cristo era o Filho de Deus; tinha sido um com Ele antes que os anjos fossem chamados à existência”.  (Patriarcas e Profetas, pág. 38).[Veja como é claro: "Cristo era Deus essencialmente, e no mais alto sentido. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre." Mensagens Escolhidas, vol I, p. 247:4]
 
Mas o contexto desta citação (Patriarcas e Profetas, pág. 38) é este: Satanás queria ter  "autoridade igual a do Filho de Deus" (p. 38:3). Os anjos fiéis procuravam dissuadi-lo de seu intento. "Cristo era o Filho de Deus" constituído (então, naquele momento crucial de rebelião de Satanás). Mas, e antes da criação dos anjos? Diz a citação depois: "tinha sido um com Ele (Deus) antes que os anjos fossem chamados à existência".
 
A frase: "Cristo era o Filho de Deus" se refere ao contexto anterior, que narra o surgimento do conflito: Deus O exaltou para ser o Seu Filho e Lúcifer teve ciúmes e inveja por não ter sido ele o escolhido; a frase: "tinha sido um com Ele" se refere a: "antes que os anjos fossem chamados à existência". Note que o sublinhado é tendencioso e faz unir as duas realidades diferentes, separadas e distantes, e ignora esse fato.]
 
"Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus, comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse....[Cristo também foi chamado de "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apo. 13:8); mas isso não significa que Ele foi morto naquela época, como também ser Ele chamado de "Unigênito de Deus" antes da fundação do mundo não significa que Ele foi originado por Deus naqueles idos antigos. Você pode dizer como uma figura de linguagem: "O pastor Fulano de Tal quando criança, ficou órfão." Ora, quando ele era criança, certamente não era pastor, mas as pessoas compreendem isso. O mesmo se dá com a declaração acima. No Concílio Celestial, Cristo foi "constituído" como Filho de Deus e Herdeiro do universo (Heb. 1:2), título jamais conferido a ninguém, nem a anjos, senão somente a Cristo (Heb. 1:5; 2:5-9, 14-16)] Em Sua Encarnação obteve de uma nova forma o título de Filho de Deus. [No Concílio Celestial, Cristo recebera o título; na Encarnação, Ele provava a realidade do que isso significaria para a sua vida; tanto é que Ele foi aperfeiçoado pelo sofrimento para ser o "Autor" de nossa Salvação (Heb. 2:10). Era uma imensa responsabilidade que Lhe custou a vida e a própria separação de Deus, recebendo a Sua ira, ao clamar: "Deus Meu, por que Me abandonaste?" (Mat. 27:46). Ademais, a partir da Encarnação, teria de arrostar todas as conseqüências que o título Lhe conferia de ser inclusive, Único em todo o Universo, ou seja, ninguém é, nem será jamais como Ele, eternamente: Divino e Humano ao mesmo tempo, o Inocente que levou os pecados da Humanidade inteira numa terrível Cruz, fato que será lembrado por toda a Eternidade. Certamente, isso é um "novo sentido" (versão castelhana), "nova intuição" (versão brasileira) de sentir na própria carne e no próprio Ser o que significa receber o título de Filho de Deus]. Disse o anjo a Maria: 'A virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. ’ Luc. 1:35. Ao mesmo tempo que era Filho de um ser humano, tornou-Se o Filho de Deus num novo sentido. [Clique aqui para ver o exemplo de Salomão – 'filho de Deus' em um "novo sentido". Antes da Encarnação, Ele era Filho de Deus "constituído" por decreto divino (Sal. 2:6-7). Depois da Encarnação, Ele era Filho de Deus "de fato" (João 1:34). Na Encarnação, Cristo não era só Filho do Homem, sendo parte dele; mas veio ao mundo com a parte divina também, num processo misterioso da união do humano com o divino]. Assim Se achou Ele em nosso mundo - o Filho de Deus [assim constituído: "será chamado Filho de Deus" - Luc.1:35; Heb.1:5], mas ligado [assim cumprido:], pelo nascimento, à raça humana.”  (Mensagens Escolhidas, vol. I, págs. 226 e 227).
 
Ellen White não disse acima que Cristo foi nascido de Deus, como se tivesse sido gerado como um deus menor de um DEUS MAIOR. Disse que Ele era o Filho de Deus, o que no conceito bíblico são expressões diferentes. Ser Cristo o Filho de Deus significa ser igual a Deus (João 5:18), em natureza, caráter e propósito (Patriarcas e Profetas, p. 34:1), adicionando-se a isso a hierarquia em Sua submissão ao Pai, sem ser Ele inferior (1Cor. 15:28). Ser Cristo Filho de Deus não significa que Ele foi originado e nascido do Pai; significa que Ele tem a mesma natureza do Pai, e é igual a Ele. A Bíblia não ensina a tese de um DEUS MAIOR, o Pai, criando ou gerando um deus menor, o Filho, como se fosse dividido de uma célula para se duplicar em outra.
 
O que realmente Ellen White disse foi que Cristo é incriado, não originado, eterno com o eterno Deus (Manuscrito 1001,1897; Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 247:3), "Pai da Eternidade" "EU SOU O QUE SOU" (O Desejado de Todas as Nações, págs. 24:4; 25:4 - Isa. 9:6), a plenitude da Divindade habitava nEle (Parábolas de Jesus, p. 115:1; Desejado, p. 24:3;), "Deus essencialmente e no mais alto sentido" (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 247:3), "igual a Deus" (Atos dos Apóstolos, p. 333:3; Mensagens ao Jovens, p. 255:3; João 1:1, 5:18, etc.), "igual ao Pai" (Patriarcas e Profetas, págs. 34:1, 37:2, 69:3). Ora, depois de tudo isso, como poderia ter Cristo Se originado, ou nascido, se Ele sempre foi eterno, um com o Pai? Se Ele é "existente por Si mesmo, igual a Deus, infinito, onipotente" (Manuscrito 101, 1897), como pode ter nascido?
 
Mas não se esqueça também do que foi dito acima: ser "Filho de Deus" era um "título" (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 226:), não a descrição de uma origem divina, porque sendo Deus, Jesus Cristo é eterno e nunca teve origem, nem início de existência; Ele é o "Pai da Eternidade" (Isa. 9:6), e jamais terá fim a Sua vida. Foi como Homem na "Encarnação, que Cristo obteve uma nova intuição do título de Filho de Deus." Soube por experiência o que significava ser nascido, o que jamais acontecera na Eternidade.


Pergunta nº 04: Ellen White afirmou em várias ocasiões que Cristo é o Filho de Deus, e é reconhecida pela organização da IASD, como sendo uma autêntica profetisa do Senhor. Diante deste fato, surge a seguinte pergunta: Por que nos dias atuais, quem faz a mesma afirmação é excluído da igreja?
 
Faz muito tempo que o autor deste livro prega que Jesus Cristo é o Filho de Deus, mas nunca foi excluído da igreja por afirmar isso. Igualmente, todos os pastores pregam a mesma coisa. Se alguém foi excluído, deve ter sido por outras razões....


Pergunta nº 05: No Manual da Igreja, pág. 10, encontramos a seguinte afirmação: Deus, o Filho Eterno, encarnou-se em Jesus Cristo.  Diante desta afirmativa, em quem devemos nós acreditar? Na Bíblia, onde afirma que Jesus Cristo se fez carne (Ele próprio) e habitou entre nós, ou no Manual da Igreja, onde afirma que Deus, o Filho Eterno, encarnou em Jesus Cristo (uma segunda pessoa)?  
 
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14).
 
Ver o Dicionário Michaelis, verbete : "En.car.nar - v. 1. Tr. ind., intr. e pron. Teol. Humanizar-se, tomar carne humana (no mistério da Encarnação): E o Verbo encarnou (-se)."
 
Portanto, "se fez carne" ou "encarnou-se" é a mesma coisa. Desse modo, Ele é uma só Pessoa, embora em duas naturezas: humana e divina.


Pergunta nº 06: A Doutrina da Trindade afirma que o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus; se isso é verdade, por que não encontramos na Bíblia uma única vez a expressão; "Deus Espírito" ou "Deus Espírito Santo"?
 
Esse é um argumento baseado na omissão. Se Deus não deixou algumas afirmações escritas, mas deixou evidências para que nós tivéssemos o trabalho de pesquisar, Ele deve ter tido Suas razões. E se não temos certas expressões, mas temos as idéias, isso deve bastar.
 
Onde estão as palavras Teologia, Encarnação, Cristologia, Processão, Pneumatologia? Não podemos negar certas doutrinas claras na Bíblia, só porque não encontramos as palavras teológicas e técnicas que as definem didaticamente. Ademais, não podemos esperar que a Bíblia fale numa linguagem moderna, didática, rebuscada ou sistemática. Seu objetivo é mais prático e foi escrita para todos, especialmente para o povo comum.
 
Entretanto, a expressão "Deus Espírito Santo" está correta porque o Espírito é ao mesmo tempo Deus (Atos 5:3-4; Heb. 9:14), e ao mesmo tempo é Santo (Isa. 63:10; Mat. 1:18). A forma das expressões teológicas existem para facilitar a didática e conse-quentemente a compreensão.


Pergunta nº 07: A Doutrina da Trindade afirma que "há um só Deus, que é uma unidade de três pessoas co-eternas”. Se isto é verdade, por que Ellen White escreveu que Cristo é nascido do Pai? Como Cristo sendo o próprio Deus, poderia ser nascido do Pai?
 
"A Ele Deus exaltou com a sua destra para ser Príncipe e Salvador, para dar arrependimento a Israel, e perdão para os pecados. Uma oferta completa tinha sido feita; por que" Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito... Não um Filho pela criação, como eram os anjos, nem um Filho por adoção, como o pecador perdoado, mas um Filho nascido à imagem e expressão da pessoa do Pai, e em todo o brilho de sua majestade e glória, um igual a Deus em autoridade, dignidade, e divina perfeição. NEle habitava toda a completa Divindade fisicamente". (The Signs of the Times, 30 de maio de 1895).
 
Note bem o contexto: Cristo foi exaltado como "Príncipe e Salvador" e "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito", e então passa Ellen White a afirmar o nascimento humano, que conforme Luc. 1:35, foi uma geração do Espírito Santo, e o poder do Altíssimo (Deus mesmo), gerando a Jesus Cristo considerado como Ente santo, chamado Filho de Deus. Portanto, a Trindade Se manifestou: O Pai, como Altíssimo; o Filho, como o Ente Santo e Filho de Deus, e o Espírito Santo. Se a Encarnação foi uma união do divino com o humano, Cristo é Filho do homem e Filho de Deus.
 
Agora, acrescente o que Paulo disse: "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação" (Col. 1:15), "porquanto nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (2:9), "Ele é o resplendor da glória e a expressão exato do Seu Ser" (Heb. 1:3) – e você tem tudo o que disse Ellen White, em outras palavras.
 
“O eterno Pai, Aquele que é imutável, deu seu único Filho [(que é eterno com o Pai – Isa. 9:6; portanto, não nascido e nem criado) nascido dEle, (durante o mistério da Encarnação), retirado do seu seio, (retirado da companhia de Deus – comp. com o "seio de Abraão" – Luc. 16:22, Aquele que sempre estava "com Deus" – João 1:1), aquele que foi a expressa imagem de Sua pessoa, (Aquele que "era Deus" -  João 1:1, que é "igual a Deus" – Fil 2:6, foi dado para nascer entre os homens)] e enviado à terra para revelar o quanto Ele amou a raça humana.” (Advent Review and Sabbath Herald, 07 de setembro de 1895).


Pergunta nº 08: Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um, por que Cristo omitiu o "Deus Espírito Santo", ao referir-se à unidade que existe entre os membros da divindade?
 
“Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” (João 14:10).
 
“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17:21-23).
 
Eu e o Pai somos um.” (João 10:30).
 
Será que Jesus Cristo omitiu o Espírito Santo na unidade da Trindade? Mas a Pergunta 8 citou João 14:10: "Eu estou no Pai, ... o Pai está em Mim". E poderia ter lido logo abaixo: "o Espírito da verdade... habita convosco e estará em vós" (v. 17), e segue dizendo: "Naquele dia vós conhecereis que Eu estou em Meu Pai e vós em Mim e Eu em vós!" (v. 20). Ou seja: se o Espírito Santo está em nós, e nós em Cristo e Cristo em Deus, faltou alguém?
 
Por que quando Jesus falou do Espírito Santo em João 7:37-39 omitiu o Pai? Por que Paulo omitiu o Pai quando falou da "unidade do Espírito" em Efés. 4:3? Por que não acompanhou a Cristo dizendo a "unidade do Pai"?
 
Mas para a felicidade de todos os cristãos, Paulo continua dizendo que nossa Unidade é do Espírito e através dEle, o Senhorio é de Cristo e a Paternidade é de Deus (Efés. 4:3-6).
 
Paulo não omitiu a unidade do Espírito com o Pai, quando disse: "porque por Ele (Jesus Cristo), ambos temos acesso ao Pai em um Espírito", (Efés. 2:18) facilitando a compreensão dos Três como uma Trindade de Pessoas que agem em comum acordo.
 
Ademais, Paulo corrobora este ensino nos versos seguintes afirmando que Jesus Cristo é a pedra angular, sendo nós edificados em união com o Pai "Deus, no Espírito" (Efés. 2:20-22), afirmando novamente as Três Pessoas em nossa unidade.
 
Portanto, bem poderia dizer o Cristo: "Eu e o Pai somos Um" (João 10:30) em "comunhão do Espírito Santo" (2Cor. 13:13), ou "Eu, o Pai e o Espírito Santo somos Um", se ao menos os Seus interlocutores estivessem preparados para ouvir. Mas eles não O conheciam (João 14:17).
 
Veja a Pergunta 36, onde o assunto é ampliado. Clique aqui.


Pergunta nº 09: Se o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai e de Jesus Cristo, por que Ellen White disse que o Espírito Santo é o próprio Cristo despido da humanidade?
 
“Impedido pela humanidade, Cristo não poderia estar em todos os lugares pessoalmente, então foi para vantagem deles (os discípulos) que Ele deveria deixá-los, ir para o Pai, e enviar o Espírito Santo para ser o Seu sucessor [su.ces.sor, adj. Que sucede a outrem. S. m. 1. Aquele que sucede a outrem. 2. Aquele que herda; herdeiro. 3. Aquele que tem dignidade ou predicados iguais aos que teve outrem. (Michaelis)] na terra. O Espírito Santo é Ele mesmo, despido da personalidade da humanidade e independente dela. Ele Se representaria ["Representante: Que representa; representador. Pessoa que representa outra "– (Michaelis)] como estando presente em todos os lugares pelo Seu Espírito, como o Onipresente. “Mas o Consolador, O Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João 14:26). “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16:7).” (Manuscripts Releases Volume14, pág. 7).
 
Nota: O Espírito Santo é o Espírito do próprio Cristo e não uma pessoa distinta dEle.
 
 
Logo a seguir Ellen White completa dizendo que o Espírito é o Sucessor (com "dignidade e predicados iguais" aos de Cristo) e Representante de Cristo: "Ele se representaria ... pelo Seu Espírito como o Onipresente". Isto é: O Cristo é como se fosse o próprio Espírito Santo, porque despido da humanidade.
 
Cristo também usou a mesma forma de linguagem quando Se referiu a João. Ele disse: "E se o quereis reconhecer, ele  mesmo (João Batista) é Elias" (Mat. 11:14). Agora, você pode dizer que João Batista é Elias? Não, João Batista é como se fosse Elias.
 
Ellen White, se cremos que foi profetisa, (como de fato cremos) está autorizada a usar esse tipo de linguagem, como os profetas antigos usavam, como por exemplo Malaquias (4:5-6), falando igualmente de Elias quando se referiu ao Batista. João evangelista usou a mesma linguagem ao dizer que Jezabel ensinava e seduzia aos cristãos de Tiatira (Apo. 2:20), quando na realidade Jezabel estava na sepultura, querendo dizer que seus responsáveis eram como se fosse Jezabel em sua apostasia.
 
Ou Jesus mesmo falando: "Eu sou a porta" (João 10:39), querendo dizer: Eu sou como se fosse uma porta, porque "Se alguém entrar por Mim, será salvo". Por que literalizar a palavra do Profeta? Ou da profetisa? Só porque ela é do nosso tempo? Numa leitura cuidadosa dos seus escritos, vemos nela muitas vezes o mesmo método encontrado nas Escrituras Sagradas.
 
Portanto, não se pode enfatizar apenas uma parte da verdade, apenas uma sentença, apenas uma expressão que favoreça a uma idéia fixa, palavras tiradas do seu contexto mediato e imediato, se fizemos um compromisso com a própria verdade.
 
Por que Ellen White não foi citada noutros textos onde ela apresenta a personalidade do Espírito Santo, como Pessoa distinta de Cristo? Ela disse: "O Pai e o Filho tem ambos personalidade." "O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar..." (Testemunhos para a Igreja, vol. 9, p. 68. 1909; Manuscrito 20, 1906; Evangelismo 613, 617).
 
Portanto, não devemos ser encontrados fazendo Ellen White dizer o que ela realmente não queria dizer.


Pergunta nº 10: Segundo a Doutrina da Trindade, o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus. Se isso é verdade, como entender então Joel 2:28-29, onde afirma que Deus derramaria o Seu Espírito sobre toda a carne?
 
“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.” (Joel 2:28-29).
 
Todos concordam que Jesus Cristo é uma Pessoa e é Deus. Mas se isto é verdade, como entender então Rom. 13: 14, onde se afirma sem nenhum embaraço, nenhum pedido de desculpas: "revesti-vos do Senhor Jesus Cristo"? Portanto, o texto sagrado se vê na liberdade de falar simbolicamente até de pessoas como sendo derramadas ou vestindo e revestindo outra.
 
Nota: Neste texto, Deus (o Pai) diz: "Derramarei do meu Espírito".
 
O dicionário Michaelis define "meu" como sendo pronome pessoal designativo de algo que pertence à pessoa que fala, ou que diz respeito a ela.
 
"Meu - pron. pess. 1. Designativo de coisa que pertence à pessoa que fala. 2. Que me pertence ou me diz respeito."
 
Diante do que diz o dicionário, o espírito que será derramado, pertence à Deus (o Pai), sendo parte dEle e não uma outra pessoa.
 
 
Deus também disse de Cristo: "Este é o Meu Filho amado" (Mat. 3:16), mas nem por isso Jesus Cristo deixou de ser uma Pessoa que faz parte da Trindade.
 
Pergunta nº 11: Se o espírito, no que diz respeito às criaturas vivas é o fôlego de vida, ou a energia vital que provém de Deus e os mantém vivos, e jamais deve ser entendido como uma entidade (um ser) inteligente, que pode viver independentemente do corpo, por que quando a mesma palavra (ruach – AT ou pneuma - NT) aparece relacionada ao nome de Deus (Espírito de Deus ou Espírito Santo), deve ser entendida como um “ser” pessoal fora de Deus, ou seja, a "terceira pessoa da trindade"?
 
Os anjos também são chamados de ventos (rûach – Sal. 104:4; pneuma - Heb. 1:7), espíritos (pneuma – Heb. 1:14) e no entanto são entidades inteligentes, seres vivos e pessoas. Os demônios são chamados de espíritos, mas nem por isso deixam de ser pessoas (Apo. 16:14).
 
Como poderíamos confundir o eterno Deus com "o homem, cujo fôlego está no seu nariz"? (Isa. 2:22). Ver artigo sobre o ESPÍRITO DE DEUS e o espírito do homem - clicando aqui.

Pergunta nº 12: Em nossas orações é comum pedirmos ao Pai que dê uma porção dobrada de Seu Santo Espírito. Se levarmos em consideração o ensinamento da Doutrina da Trindade, no ponto em que afirma ser o Espírito Santo, uma pessoa distinta do Pai e de Seu Filho Jesus Cristo, seria correto orarmos desta forma? Não estaríamos sendo incoerentes, ao pedirmos ao Pai que mande uma porção dobrada de outra pessoa, o "Deus Espírito Santo"?
 
Examine novamente Rom. 13:14, e verá que Paulo usa uma linguagem simbólica ao se referir a Cristo, que é uma Pessoa, da qual devemos ser revestidos. Seria próprio rogar o apóstolo que sejamos revestidos de uma pessoa como Cristo? Esta é uma figura de linguagem aprovada pela inspiração.


Pergunta nº 13: Se Cristo é o Deus eterno, como afirma o Manual da Igreja (pág.10), não poderia morrer. Então por que a Bíblia afirma taxativamente que Cristo morreu, e que Deus o Pai o ressuscitou?
 
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." (Romanos 5:8).
 
“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos.” (Gálatas 1:1).
 
Tanto a Bíblia (João 1:1, Col 2:9, etc) como Ellen White (ver Pergunta 3) afirmam que Cristo é eterno e igual a Deus. Real-mente, Sua natureza divina é imortal, nunca morre.
 
Então, pelo plano da Salvação, Ele Se fez carne, a fim de que pudesse morrer (Heb. 2:14) e pagar o preço de nossa redenção. Ele então, foi ressuscitado em sua natureza humana; a divina não precisava de ressurreição, porque não morre.
 
Ellen White respondeu a esta objeção. Em 1897, ela rejeitou o raciocínio pioneiro, explicando que, ao Jesus morrer na cruz, "a divindade não morreu; a humanidade morreu" (Manuscrito 131, 1897). Novamente, ela escreveu: "A humanidade morreu; a divin­dade não morreu" (Youth’s Instructor, 4 de agosto de 1898).

Pergunta nº 14: Se Cristo é o próprio Deus eterno, por que o livro de Atos afirma que Cristo, além de ter sido ressuscitado por Deus, foi elevado a Príncipe e Salvador? Como Cristo poderia ser elevado a Príncipe se já era o próprio Deus?
 
“O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro. Deus com a Sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados.” (Atos 5:30 e 31).
 
Nota: Veja que nos textos abaixo, Ellen White refere-se à Cristo como Emanuel, o Príncipe da paz, e não o Deus da paz. [Emanuel significa "Deus conosco" - Mat. 1:23. Portanto, Jesus Cristo é Deus, chamado "a nossa Paz" – Efé. 2:14; Miq. 5:5. Mas em Isaías, Ele é tanto "Príncipe da paz" como "Deus forte" (Isa. 9:6).]
 
"Se vossa vida está escondida com Cristo em Deus, um Auxiliador divino estará ao vosso lado, e sereis um com o Salvador, e um com aqueles a quem estais ensinando. Nunca exalteis o eu; exaltai a Cristo, glorificai-O; honrai-O perante o mundo. Dizei: Acho-me sob a bandeira manchada de sangue do Príncipe Emanuel [= Príncipe "Deus conosco"]. Estou inteiramente do lado do Senhor.” (Conselhos para Pais, Professores e Estudantes, pág. 152).
 
"Todo o nosso futuro depende de nossa ação individual, de abrirmos o coração para receber o Príncipe da paz. Nossa mente pode encontrar calma e repouso mediante o entregarmo-nos a Cristo, em quem há poder eficiente." (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1 pág. 68).
 
Cristo não é "o próprio" Deus eterno, no sentido de ser a mesma pessoa do Pai, dando a entender que Ele é o Pai; Ele é Deus eterno e tem a mesma natureza de Deus o Pai, o que é bem diferente. No primeiro caso, temos uma só pessoa; no 2º, falamos de duas pessoas.
 
Como poderia ser Cristo Criador e, portanto Dono de todas as coisas, e ser elevado à categoria de Herdeiro de Deus? (Heb. 1:2). Ora, se Ele é Dono, que necessidade tem Ele de ser constituído Herdeiro? Pois é claro: como Deus, Ele é Dono; como Homem, Ele conquista. Quanto ao seu principado, está escrito que é Príncipe (Dan. 12:1; Apo. 1:5). Pela Sua morte, Ele conquistou tudo (Apo. 5:9).
 
Mas quanto à paz, de fato é o "Príncipe da paz". Mas note que no mesmo verso, Isaías diz que Ele é "Deus Forte e Pai da Eternidade" (Isa. 9:6).
 
Estamos falando de posição ou de natureza? Falamos de Cristo como elevado a Príncipe e Salvador, em sua nova posição, que em nada diminui a Sua natureza eterna.


Pergunta nº 15: Sendo que, segundo crêem os trinitarianos, o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, por que Cristo não menciona esta pessoa ao afirmar que nossa salvação está em conhecermos a Deus Pai e a Jesus Cristo a quem Ele enviou? O “Deus Espírito Santo” não tem participação em nossa salvação?
 
“Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (João 17:1-3).
 
E se alguém O ignorar? Se perderia, não? Pois sobre o Espírito Santo disse Jesus Cristo que aquele que O ignorar, desdenhar ou blasfemar contra este Ser divino, se perderá (Mat. 12:31-32), o que significa que devemos conhecer muito bem o Espírito Santo, Sua natureza, Sua obra e a todos os Seus apelos para a justiça constantemente, não O apagando (1Tess.5:19), nem O entristecendo (Efés. 4:30) e muito menos resistindo-O (Atos 7:51).
 
Mas Estêvão não mencionou o Pai, nem o Filho nesse momento (Atos 7:51). Por quê? Eles não fazem parte de nossa salvação? Ora, os argumentos sobre a omissão por vezes, não tem valor, porque noutros textos as coisas se explicam. O Espírito Santo tem tão grande parte na salvação que é o Agente que nos convence do pecado (João 16:8), sem o que não poderia haver salvação.
 
O Espírito Santo não está ignorado, mas a cada momento Ele é lembrado e reconhecido, falando à nossa consciência: "Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: 'Este é o caminho, andai por ele'."(Isaías 30:21). Como poderia o Espírito ser mais lembrado do que isto? Como pode alguém sugerir que está sendo ignorado na salvação e não faz parte dela, se a cada momento fala ao nosso coração? "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rom. 8:16).

Pergunta nº 16: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirmam os trinitarianos, por que João e Ellen White excluíram o "Deus Espírito Santo", ao afirmarem que nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo?
 
“O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” (I João 1:3).
 
"Estabeleçamos, pois, uma relação verdadeira com Aquele que nos amou com amor tão maravilhoso. Aceitemos os meios que nos foram oferecidos, para sermos transformados à Sua semelhança e restaurados à comunhão com os anjos ministradores, à harmonia e comunhão com o Pai e o Filho.” (Caminho a Cristo, pág. 20).
 
Nota: É interessante frisar que, no texto acima, Ellen White inclui os anjos ministradores na comunhão, e, no entanto, nem faz menção ao "Deus Espírito Santo”.
 
João escreveu sobre a permanência ou comunhão com o Espírito, em 1João 4:13. Mas note bem: Em 4:13, ele fala do Espírito Santo; no v. 14, Ele fala do mundo onde estamos, de Deus o Pai e do "Seu Filho" Jesus Cristo, que é Deus em 1João 5:20. Portanto, Pai, Filho e Espírito Santo estão juntos, unidos em comunhão conosco.
 
Mas, acerca da comunhão do Espírito, por que não lemos o que disse Paulo? "A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2Cor. 13:13).
 
Teria Ellen White omitido isso? Disse ela: "... nunca será necessário que nós perturbemos nossa comunhão com Cristo, nossa companhia com o Espírito" (Ciência do Bom Viver, p. 485). E mais: "... eram (os discípulos) postos em comunhão com a Divindade". "Espírito Santo ... da Divindade (O Desejado de Todas as Nações, págs 507:2; 671:2).


Pergunta nº 17: Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que Paulo afirma que devemos dobrar os joelhos ao nome de Jesus para glória de Deus o Pai? O "Deus Espírito Santo" não merece ser glorificado?
 
“Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:10-11).  
 
Por que não lemos sobre a glória que o Espírito Santo recebe em Isaías 6:3? Por que será que os anjos cantam "Santo, santo, santo é o Senhor (YHWH, Jeová, no original) dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória"? Não bastaria dizerem os serafins apenas uma vez: "Santo!"  
A quem se refere esta passagem? João disse que isso se refere a Deus o Pai (Apo. 4:8); também disse que isso se refere a Cristo, ao dizer que Isaías viu a Sua glória (João 12:41); e Paulo disse por sua vez que isso se refere ao Espírito Santo.
 
Mas onde fica o Espírito Santo nesse contexto? Paulo inclui a Pessoa do Espírito Santo naquele louvor, ao estar também lá naquele momento, quando o próprio Espírito falou as palavras que foram escritas por Isaías naquela exata circunstância. Paulo disse: "Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías...", e repete o trecho de Isaías 6, em pauta (Atos 28:26-27); ou seja, Jeová falou o qual é identificado como o Espírito Santo falando.
 
Pronto: Lá estava o Espírito recebendo o louvor dos anjos, e Ele que é santo, recebia o louvor por ser santo (Isa. 63:10), como santo é o Pai (João 17:11) e o Filho (Luc. 1:35), sendo este o maior característico do Deus verdadeiro, porque aos falsos deuses do paganismo ninguém chamava de "santos" por não ser verdade. Portanto, glórias demos ao Espírito que é Santo, e trabalha em nossa natureza, para que sejamos também santos (Efés. 3:16; 1Ped. 1:2).


Pergunta nº 18: Na Bíblia encontramos vários textos que fazem referência ao trono de Deus (o Pai) e de Cristo (o Cordeiro), no entanto, não encontramos um único texto que faça menção ao trono do "Deus Espírito Santo". Não é estranho a Bíblia não citar uma única vez o trono do Espírito Santo, sendo que, segundo crêem os trinitarianos, o Espírito Santo é Deus e uma das pessoas da Trindade?
 
“Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.” (Apocalipse 22:1-4).
 
“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” (Apocalipse 3:21).
 
“Desde agora estará sentado o Filho do homem à direita do Todo-poderoso Deus.” (Lucas 22:69).
 
“Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.” (Apocalipse 5:13).
 
“E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.”  (Apocalipse 07:10).
 
Cristo está à direita do Pai? Sim (Luc. 22:69; Atos 7:56; Heb. 8:1). Ora, se Cristo está à direita do Pai, quem está à Sua esquerda? É fácil imaginar que é o Espírito Santo quem ocupa o lugar à esquerda do Pai, porque não existe trono com direita, sem esquerda.
 
Lemos em Isaías sobre "um alto e sublime trono" e nele estava assentado "o Senhor" (Isa. 6:1). Ora, o Pai é Senhor (Isa. 64:8; Mat. 11:25); Jesus Cristo é Senhor (Rom. 1:4); o Espírito Santo é Senhor (2Cor. 3:17-18). Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são os três chamados "Senhor", e o Senhor é que foi visto no trono, então, podemos estar certos de que os Três estavam lá no trono. E se antes vimos que o Espírito Santo estava recebendo o louvor dos serafins, agora O vemos no trono (Isa. 6:1-8 c/ Atos 28:26-27).
 
É só conferir: O mesmo 'Adônây (v. 1) que está "assentado sobre um alto e sublime trono" e falou no v. 8 ("a voz de 'Adônây" que dizia) é identificado por Paulo como sendo o Espírito Santo que falou em Isa. 6:8 (Atos 28:26-27). Como pode alguém dizer que Ele não está no trono?
 
Em Apo. 5:6, lemos acerca das 3 Pessoas da Trindade; duas são mencionadas em símbolo: Cristo é o Cordeiro;  o Pai é referido como Deus, e o Espírito lá no meio do trono é lembrado como sendo simbolizado pelos 7 Espíritos. Aí está: No meio do trono, vemos em símbolo tanto Cristo como o Espírito Santo, junto ao Pai que está assentado.

Pergunta nº 19: Em quem devemos acreditar, na Doutrina da Trindade, a qual afirma que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, ou na Bíblia, que afirma existir somente um Deus, que é o Pai e um só Senhor, que é Jesus Cristo?
 
“Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.” (I Corintios 8:5-6).
 
Nota: O texto não diz que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), como afirmam os trinitarianos, mas que Deus é um só, o Pai, e que Jesus Cristo é o único Senhor.
 
"Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim." (Êxodo 20:1-3).
 
Nota: O texto acima não diz: "Nós somos o Senhor", também não diz: "Não terás outros deuses diante de nós."
 
O Texto deixa evidente que Deus é um só, o Pai, e não uma unidade de três pessoas co-eternas.  
 
O dicionário Michaelis define "Mim" como sendo a variação do pronome pessoal "Eu" (singular) e não "nós" (plural).
 
Mim - pron. pess. Variação do pron. eu, sempre regida de preposição: a mim, para mim, por mim.
 
Bastaria ler em Gên. 1:26: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança". "Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem" (Gên. 11,7). Ou poderíamos começar com 1:1: "No princípio, criou Elohim (Deuses, no original hebraico) os Céus e a Terra", indicando a pluralidade de Pessoas na Criação.
 
Além disso, a Bíblia ensina: 1) Deus é "um só Deus e Pai" (Mat. 6:9; Efés. 4:6); mas Jesus Cristo é tanto Deus (João 1:1; 5:18; Rom. 9:5; Tito 2:13; 1João 5:20), como Pai (Heb. 2:13 úp; João 14:18; Isa. 9:6).
 
A Bíblia ensina: 2) Deus o Pai é Senhor (Isa. 64:8) e é o único Senhor (Deut. 6:4); mas Jesus Cristo é tanto Senhor (Rom. 1:4), como o único Senhor (1Cor. 8:6).
 
Também ensina: 3) o Espírito Santo é Pai (Mat. 1:18,20; Luc. 1:35) e Senhor (1Cor. 3:17,18), e Deus (Atos 5:3-4).
 
Portanto, onde está a exclusividade, se os Três são iguais? O que se disser de Um, pode saber que o outro é e faz também, sem nenhuma restrição ou limite.

Pergunta nº 20: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que então Ellen White não citou o "Deus Espírito Santo", ao relatar a comunhão que Satanás desfrutava no Céu?
 
"Houve um tempo em que Satanás andou em comunhão com Deus, Jesus Cristo e os santos anjos. Era grandemente exaltado no Céu, e radiante na luz e glória que lhe vinham do Pai e do Filho." (Manuscrito 39 - Cristo Triunfante – MM 2002, pág. 10).
 
Nota: O que também chama atenção no texto acima, é o fato de Ellen White citar apenas o Pai e o Filho, como fonte da luz e glória que eram recebidas por Satanás.  
 
Por que não lemos as milhares de afirmações que Ellen White fez sobre o Espírito Santo? Por que tanta preocupação com o que não foi dito? Será que ela precisava dizer sempre do jeito que nós queremos? Não havia um propósito divino nesse silêncio? Nova-mente, o argumento da omissão se enfraquece, porque estamos esquecendo o que de mais importante ela disse sobre o Espírito Santo, referente à sua natureza:
 
"A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lhos revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios – demasiado profundos para o entendimento – o silêncio é ouro (Atos dos Apóstolos, 52:1)
 
Ora, "Se Deus é uma unidade de Três Pessoas co-eternas", então, o Espírito Santo está incluído na palavra "Deus" da citação de Ellen White acima, sem que ela precisasse mencioná-lO. Era evidente que Ele estava em toda a comunhão com todo o universo, em todo o tempo, em todos os lugares (Sal. 139:7).
 
Leia mais acerca da comunhão do Espírito, na resposta à Pergunta 16. (Clicar aqui).


Pergunta nº 21: Se os batismos devem ser ministrados em nome de uma Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), como afirmam os trinitarianos, por que a Bíblia não menciona um único batismo realizado em nome da Trindade? Teriam os apóstolos desobedecido à ordem do Mestre?
 
Nota: O único texto que coloca no mesmo patamar; "O Pai, o Filho e o Espírito Santo", é o texto de Mateus 28:19. No entanto,  este texto, a exemplo de I João 5: 7-8, não faz parte dos originais, tratando-se de um acréscimo ao texto original.
 
Com referência ao texto de Mateus 28:19, encontramos na Bíblia de Jerusalém, a seguinte nota de rodapé:
 
"É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar 'no nome de Jesus Cristo' (cf. At 1,5ss; 2,38ss). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade."
 
A nota acima referida é duvidosa em sua linguagem ("é possível ... deve ter-se"), e tendenciosa em sua insinuação. Não cita nenhuma prova da afirmação.
 
De acordo com o artigo de nº 5 do Apêndice, chegamos às seguintes conclusões, após um estudo das autoridades neste assunto:
 
Conclusões:
 
1) Alguns eruditos que dizem que a presente fórmula batismal não foi redação de Mateus não têm base nos manuscritos para sua tese, conforme dizem muitos outros eruditos.
 
2) Temos o testemunho de todas as centenas de versões bíblicas eruditas, baseadas nos melhores manuscritos, que aceitam a fórmula.
 
3) Grandes comentaristas, dicionaristas e lingüistas famosos por sua  erudição e conhecimento das línguas e do texto sagrado, aceitaram a fórmula. Podemos citar dentre muitos: Martinho Lutero, João Calvino, Albert Barnes, Adam Clark, John Gill, Keil e Delizsch, James Strong, Robertson, Lightfoot, Jamieson, Fausset e Brown, etc.
 
4) Temos o apoio do Espírito de Profecia, porque Ellen White aceita a fórmula batismal da trindade, sem questioná-la (O Desejado de Todas as Nações, p. 819:4; Atos dos Apóstolos, págs. 30, 282; Serviço Cristão, p. 24; Conselhos sobre Saúde, p. 316).
 
Disse Ellen White: "O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e crêem em Cristo como um Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celeste; em nome destes três grandes poderes - o Pai, o Filho e o Espírito Santo -os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo." Special Testimonies, Série B, Nº 7, págs. 62 e 63 (1905).
 
Lembre-se, portanto, de que as duas fórmulas foram usadas, e de que os apóstolos ao usarem o nome de Jesus, referiam-se por implicação, à Trindade. O mesmo Paulo que afirmou o batismo "em Cristo Jesus" (Rom. 6:3, Gál. 3:27), também afirmou o batismo na Trindade (como vemos em 1Cor. 6:11; 12:13). Portanto, quem profere o nome de "Jesus" o faz "pelo Espírito Santo" (1Cor. 12:3), o qual também nos induz a dizer: "Aba, Pai!" (Rom. 8:15; Gál. 4:6)
 
Se quiser ler o artigo completo de nº 5 do Apêndice, clique aqui para lê-lo e confirmar.


Pergunta nº 22: Os trinitarianos afirmam que Jesus é Filho de Deus, o Pai, somente em forma figurada, uma vez que Ele tornou-se Filho, somente quando assumiu a natureza humana. Afirmam também, que Jesus é o Deus eterno, em igualdade com Deus Pai e com o "Deus Espírito Santo". Se isto é verdade, como entendermos então João 3:16, onde o apóstolo afirma que Deus deu o Seu Filho unigênito para nos salvar?
 
“Por que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
 
Nota: Se Cristo é o Filho unigênito (filho único), não pode ser o próprio Deus. [Mas se Cristo é Deus (João 1:1), sem que seja a Pessoa do Pai, como é o caso, então pode ser o próprio Deus no sentido de participar dos mesmos atributos.]
 
Teria Deus "gerado" um ser divino (o Filho), em algum tempo distante na eternidade passada, como uma espécie de pessoa semidivina? Os arianos ensinam que João 3:16 indica a Cristo como a primeira criatura de Deus. Os semi-arianos sugerem que Jesus como que Se separou da natureza do Pai, dividindo-se, como numa célula que se duplica a fim de formar uma pessoa divina distinta. Mas a Bíblia não ensina um "DEUS MAIOR" criando ou gerando um deus menor".
 
A palavra "unigênito" é uma tradução do termo grego monogenes que significa "único nascido" (Westcott; Strong's Greek Dictionary, in loco). Não é usada aqui no sentido estrito da analogia com as relações humanas normais, ou seja, não sugere um pai que gera um filho, necessariamente. O uso figurado é claro de Heb. 11:17, onde Isaque, o filho de Abraão, é chamado de unigênito, "único", quando na realidade, ele tinha um irmão que atendia pelo nome de Ismael.
 
Ora, se a Escritura pode usar "unigênito" em sentido figurado para Isaque, como também usa a palavra "primogênito" para Davi (Sal. 89:20,27 - ele era o 7º filho, não o primeiro), significando "o mais elevado" (Sal. 89:27), podemos ter a mesma aplicação para Cristo, que também foi Primogênito no sentido de mais "elevado", ou "primaz" (Col. 1:18; Heb. 1:6). Aliás, esta é a intenção daquele salmo messiânico.
 
"Unigênito" quando aplicado a Cristo em João (1:14; 1:18; 3:16; 1João 4:9) significa único no sentido de "preeminente", "especial", "excelente". Nunca alguém que foi gerado filho único literalmente de um pai. O sentido metafórico é evidente, e antecipa a Encarnação. Afinal, estamos diante de mais um antropomorfismo, ou seja, o recurso limitado do uso de palavras humanas para explicar a Deus. E não são nem palavras angelicais, o que seria muito estranho, porque os anjos não teriam ponto de referência para entender todos os significados do termo "pai".
 
O livro de João possui vários significados para a expressão "Pai" e "Filho" quando referentes a Deus em relacionamento com Cristo e Este com Aquele: 1) Doação (3:16; 14:16); 2) Submissão (5:19); 3) Amor (3:35; 5:20; 10:17); 4) Herança (3:35); 5) Provisão (6:32); 6) Conhecimento (10:15); 7) Segurança (10:29); 8) Instrução (12:49); 9) Hierarquia (14:28) 10) Obediência (15:10); 11) Honra (5:23); 12) Intimidade (5:30) Entretanto, tudo isso está num contexto de Jesus Humano.
 
Quando João apresenta a divindade de Cristo, ele tem outros significados: 1) Eternidade (João 1:1a); 2) Companheirismo (1:1b,2); 3) Divindade (1:1c); 4) Criação (1:3); 5) Igualdade (5:18); 6) Unidade (10:30); 7) Pré-existência (17:5).
 
Pode ser Cristo chamado de Filho, sem ter sido gerado literalmente do Pai? Sim. Este foi o caso de Salomão, quando Deus disse dele: "Eu Lhe serei por Pai, e ele Me será por filho". Acaso isso significa que Salomão foi gerado literalmente e originado da natureza de Deus? Deus está dizendo a Davi que a promoção de Salomão como rei também dava início a um novo relacionamento com Ele de tal modo que após Deus estabelecer o reino davídico, Salomão seria o Seu "filho" em um outro sentido, quando fosse constituído rei sobre Israel (2Sam. 7:14 ), porque filho de Deus, no "sentido comum", ele já era como pertencente ao povo escolhido.
 
Jesus Cristo foi "constituído" e "chamado" de Filho Unigênito (único, especial, preeminente) desde o Concílio celestial desde a eternidade, antes da Criação do mundo (Heb. 1:2,6), quando também se diz que Ele é chamado de "Cordeiro que foi morto, antes da fundação do mundo" (Apo. 13:8). Mas isto naturalmente não significa que Ele foi morto lá no Concílio, significa?
 
Portanto, ser Cristo chamado de "Unigênito" também não significa que Ele foi gerado naquele tempo, antes da Encarnação!


Pergunta nº 23: Se Cristo é o próprio Deus, como afirma a Doutrina da Trindade, teria Ellen White mentido, quando disse que Cristo não é o Senhor Deus Todo-poderoso?
 
“Ninguém pode explicar o mistério da encarnação de Cristo. Não obstante nós sabemos que Ele veio a esta terra e viveu como um homem entre os homens. O homem Jesus Cristo não era o Senhor Deus Todo- Poderoso, embora Cristo e o Pai sejam um.” (Lift Him Up, pg. 236 - Bible Commentary, Vol. 5, pg. 1129).
 
É fácil perceber que Ellen White está se referindo à humanidade de Cristo, e não à Sua divindade. Note as expressões: "mistério da encarnação" e "homem Jesus Cristo". É claro que na natureza humana, Cristo é diferente do Pai, e completamente homem. Logo a seguir, diz Ellen White que Cristo e o Pai são "um", o que indica a sua natureza eterna. Em sua natureza divina, Ele é completamente Deus (Fil. 2:6; Col 2:9), como o Pai e o Espírito Santo. Em Sua natureza humana, Cristo é diferente tanto do Pai como do Espírito.
 
No texto abaixo E. White explica como o Pai e Cristo são Um:
 
“Antes da entrada do pecado entre os anjos: Cristo a Palavra, o Unigênito de Deus era um com o eterno Pai, - um na natureza,[= eterno, igual a Deus] no caráter e em propósito, - o único Ser no universo que podia participar dos conselhos e propósitos de Deus. Por Cristo, o Pai efetuou a criação de todos o seres celestiais.” (O Grande Conflito pág. 493).
 
Nota: Ellen White deixa claro que, mesmo Cristo sendo um em natureza, caráter e propósito com o Pai, é o Unigênito (filho único) de Deus e não o próprio Deus.
 
Ser Cristo um em natureza significa que Ele é igual a Deus; ser um em caráter significa a Sua santidade; ser um em propósito, denota o seu interesse em nos salvar. Assim como marido e esposa, ambos são um; um em caráter = pecadores, convertidos ou não; um em natureza = humana; um em propósito = lutar por sua vida (feliz ou não).
 
Mas a doutrina da Trindade não ensina que Cristo é "o próprio Deus", em Pessoa; mas que Ele é Deus, o que é muito diferente. O erro dos russelitas foi traduzir João 1:1, como "A Palavra estava com o Deus", como se se pudesse distinguir o Deus Maior (o Pai) de um deus menor (Jesus); mas essa tradução do texto grego "prós ton theón" não é válida. O correto é traduzi-la "com Deus", sem o artigo, como fazem todas as outras versões.
 
Não dizemos que Cristo é "o próprio Deus", como se fôssemos confundir o Filho com o Pai, ou nos referir a uma só pessoa distinta de outras na Trindade, exclusivamente; dizemos que Cristo é Deus como o Pai é. Os três são o nosso Deus Todo-poderoso (Isa. 44:6; Apo. 1:8; 22:12-13)]


Pergunta nº 24: Se Cristo é o próprio Deus, como afirma a Doutrina da Trindade, por que Ellen White afirmou que Ele era o Príncipe do Céu e não o Deus do Céu?
 
“Jesus não buscava a admiração ou o aplauso das pessoas. Não comandava um exército. Não governava algum reino terrestre. Não cortejava o favor dos ricos e honrados deste mundo. Não pretendia uma posição entre os dirigentes da nação. Habitou entre os humildes. Reduziu a nada as artificiais distinções da sociedade. A aristocracia do nascimento, da fortuna, do talento, do saber e da classe não existiam para Ele. Ele era o Príncipe do Céu, todavia não escolheu Seus discípulos dentre os instruídos doutores da lei, dos príncipes, dos escribas ou dos fariseus.” (A Ciência do Bom Viver, pág. 197).  
 
"Morando [Ló] naquela ímpia cidade, em meio de incredulidade, sua fé se enfraquecera. O Príncipe do Céu estava a seu lado, contudo rogava ele pela sua vida como se Deus, que manifestara tal cuidado e amor para com ele, não mais o guardasse. Deveria ter-se confiado inteiramente ao Mensageiro divino, entregando sua vontade e sua vida nas mãos do Senhor, sem duvidar ou discutir.” (Patriarcas e Profetas, pág. 161).  
 
O profeta Isaías também disse que o Messias seria chamado "Príncipe", mas nem por isso deixou de ser "Deus" (Isa. 9:6).
 
Reis e príncipes estão em uma relação hierárquica. Que Jesus Cristo é Príncipe, a própria Bíblia disse (Dan. 12:1;). Mas se no princípio do Apocalipse (1:5), Ele é o "Príncipe dos reis da terra", no final, Ele é o "Rei dos reis e Senhor dos Senhores" (Apo. 17:14).
 
Quanto à doutrina da Trindade, está claro que Cristo é Deus no Céu e na Terra, onisciente, onipresente e onipotente, e Criador do próprio Universo (Heb. 1:2). Precisa ser mais claro? Agora, por que essa preocupação com o que disse ou deixou de dizer E.G.White? Será que ela foi a fonte doutrinária da Igreja, ou estamos firmados na Palavra de Deus? A resposta é óbvia.


Pergunta nº 25: Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são membros de uma Trindade estando conseqüentemente no mesmo nível hierárquico, por que Cristo disse que o Pai era maior do que Ele?
 
“Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” (João 14:28).
 
É justamente por estar a Trindade organizada de modo hierárquico que Cristo disse que enquanto estava aqui na Terra, Ele como Homem Se submete ao Pai e faz a vontade do Pai, em todos os pontos (João 4:34; 5:30; 6:38); e quando vier o fim, acontecerá o mesmo (1Cor. 15:24-28), quando Ele entregar o Seu reino redentivo. Mas após isto, a Bíblia silencia.
 
Entretanto, assim como marido e esposa tem uma hierarquia (Efés. 5:22-26), embora se submeta a esposa ao marido como o cabeça, ambos são um em dignidade e natureza. Ninguém é melhor, embora possa ser o maior.


Pergunta nº 26: Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, por que Ellen White afirma que apenas o Pai e Cristo tiveram participação na criação dos seres celestiais?
 
Por Cristo, o Pai efetuou a criação de todos os seres celestiais. 'Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades' (Colossenses 1:16); e tanto para com Cristo, como para com o Pai, todo o Céu mantinha lealdade.” (O Grande Conflito, pág. 493).
 
Nota: É importante notar que tudo o que foi criado no Céu, mantinha lealdade à apenas duas pessoas, Cristo e o Pai. Ellen White não faz nenhuma menção a uma terceira pessoa, o "Deus Espírito Santo".   
 
Ellen White não era uma teóloga profissional e usava linguagem direta, e não precisava usar os termos complicados da teologia comum para ser profunda em suas expressões divinamente inspiradas. No entanto, ela Se refere à Trindade como "Pai, Filho e Espírito Santo". Veja as seguintes expressões:
 
"A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção" (Conselhos sobre Saúde, p. 222:3);
 
"Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade (Desire of Ages, 671, ou "Trindade" – O Desejado de Todas as Nações, 671, já que o Espírito é a terceira Pessoa );
 
"Há três pessoas vivas pertencentes ao trio celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo pela fé viva são batizados..." (Special Testimonies, série B, nº7, p. 62-63, 1905).
 
"O Pai e o Filho tem ambos personalidade." (Testimonies, vol. 9, p. 68, 1909)"; "O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito." (Manuscrito 20, 1906); "O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade" (Special Testimonies, série B, nº 7, p. 62-63, 1905).
 
Entretanto, Ellen White disse que Deus criou toda as coisas por meio de Cristo (Atos dos apóstolos, p. 471); A Bíblia diz que "o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gên. 1:2); "Envias o Teu Espírito, eles são criados" (Sal. 104:30); Ele cria e ressuscita (Rom. 8:11). Portanto, o Espírito Santo também é Criador. Se a Bíblia é tão clara sobre isso, por que precisamos de uma declaração específica de E.G. White?
 
Porém, E.G. White disse tudo isso no livro Educação, ao citar o Salmo 104:30 à página 131-132, e comentar esses versos que fundamentam que o Espírito Santo também foi Criador. Ela disse que Deus Se revelou em Seu Filho e este Se tornou o Criador, e entre eles estava o Espírito Santo como Criador, e como o onipresente (Sal. 139:7-8 citado com Jó 26:6, que fala de Deus que tem o mesmo atributo do Espírito) como se o Pai e o mesmo Espírito estivessem agindo de comum acordo.
 
Mais claro ainda: " 'Quando vier aquele Espírito de verdade, Ele  vos guiará em toda a verdade' (João 16:13). Exclusivamente pelo auxílio daquele Espírito que no princípio 'Se movia sobre a face das águas', pelo auxílio daquela Palavra pela 'qual todas as coisas foram feitas' (João 1:3)..." (Educação, 134; ver também Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 480:2).
 
Aqui, E.G.White identifica o Consolador prometido como o mesmo Espírito Criador que estava criando ao pairar pelas águas da Criação, e une-se à Palavra ou Verbo Criador. É evidente que lá também estava Deus o Pai (Educação, p. 133:2). Portanto, E.G.White afirma estar o Espírito Santo na Criação; só que não foi na mesma citação que o prezado irmão pesquisou.
 
Mais: "Homens e mulheres devem começar do início, buscando mais fervorosamente a Deus por uma genuína experiência cristã. Precisam experimentar o poder criador do Espírito Santo." (Nossa Alta Vocação, MM, 1982, p. 157.)
 
Ver também Parábolas de Jesus, p. 415:2, onde o Espírito Santo é Criador. E mais: "O poder criador e transformador do Espírito Santo de Deus torná-los-á sócios de Cristo." (Testemu-nhos para Ministros, p. 328:2).
 
Aí estão as três Agências da Trindade, unidas numa curta declaração inspirada. Mas para ser Criador, não basta ser onisciente (1Cor. 2:10) e onipresente (Sal. 139: 7-8); o Espírito Santo tem que ser onipotente; isso foi dito por E.G.White: "A onipotente força do Espírito Santo é a defesa de toda alma contrita." (O Desejado de Todas as Nações, p. 490:6).


Pergunta nº 27: Se o Espírito Santo, conforme afirmam os trinitarianos, é a terceira pessoa da Trindade, distinto do Pai e de Jesus Cristo, por que a Bíblia afirma que o Espírito Santo é o Espírito de Cristo que foi enviado?
 
“E, por que vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai." (Gálatas 4:6).
 
Ora, a Bíblia ensina que o Espírito Santo (Isa. 63:10) é tanto o Espírito de Deus (Gên. 1:2; Sal. 51:11), como o Espírito de Cristo (Rom. 8:9). Eles estão em uma união tão perfeita e indissolúvel que o que Um tem, o Outro tem. Disse Cristo: "Tudo quanto o Pai tem é Meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é Meu." (João 16:15); "Todas as Minhas coisas são Tuas e as Tuas coisas são Minhas" (João 17:10).
 
Não fala a Bíblia em Cristo Filho de Deus, envolvido com a sombra do Altíssimo (Deus), mas gerado pelo Espírito Santo (de Deus)"? (Luc. 1:35; Mat. 1:18,20).

Pergunta nº 28: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirma a Doutrina da Trindade, por que então somente o Pai sabe o dia e a hora da segunda vinda de Cristo, e por que o “Deus Espírito Santo” nem sequer foi citado por Cristo no texto abaixo?
 
“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.” (Mateus 24:36).
 
Nota: Os trinitarianos alegam que Jesus declarou isso por que estava falando como homem. Contudo, no livro de Atos, encontramos o seguinte diálogo entre os discípulos e o Messias:
 
“Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade.” (Atos 1:6-7).
 
Cristo proferiu estas palavras no Monte das Oliveiras, ao aproximar-se o momento de Sua ascensão. Portanto, já havia sido morto, ressuscitado e glorificado. Desta forma já não falava apenas como homem. Diante destes fatos, fica evidente a existência de uma hierarquia (na divindade) entre o Pai e o Filho.
 
Como Homem, Cristo não sabia de tudo; precisava de que alguém Lhe informasse de certas coisas, necessitou de ser educa-do e aperfeiçoado (Heb. 2:10).
 
Como Deus, Cristo sabe de todas as coisas, até mesmo o pensamento dos homens, é perfeito em saber (Mat. 9:4; João 2:25; 13:1,3,11). Quando os discípulos tiveram a visão da divindade de Cristo, disseram: "Agora vemos que sabes todas as coisas" (João 16:30). O apóstolo Paulo disse que o mistério de Deus é Cristo "em Quem TODOS OS TESOUROS DA SABEDORIA E DO CONHECIMENTO estão ocultos" (Col. 2:3).
 
Faltou algum conhecimento? Ora, se em Cristo estão todos os mistérios de Deus, se em Cristo estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, como poderia Ele não saber de algo tão simples como o dia de Sua própria Vinda? Qual seria a razão de Deus o Pai em ocultar isso dEle? E como poderia, se ambos são iguais e partilham do mesmo conhecimento?
 
Como Deus, o Espírito Santo sabe de tudo e perscruta a todas as coisas, "até mesmo as profundezas de Deus" (1Cor. 2:10). Como não saberia do dia da volta de Cristo?
E como os Três são iguais, o que um sabe, os Três sabem; nada é segredo para Eles. Nada passa desapercebido aos olhos da onisciência divina, partilhada pelos Três (Prov. 15:3; João 16:30; 1Cor. 2:10).
 
Mas não devemos confundir hierarquia com inferioridade; porque a hierarquia apenas divide funções, não dignidade, nem natureza, ou poder. Como sabemos de um casal: diferentes funções, mesma dignidade, mesma natureza, mesmo caráter.


Pergunta nº 29: Se o Espírito Santo é Deus, e uma das pessoas da Trindade, por que, segundo Ellen White, somente o Pai e o Filho tiveram participação na criação do homem?
 
Pai e Filho empenharam-se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado – a criação do mundo”... E agora disse Deus [o Pai e o Espírito Santo] a seu Filho: “Façamos o homem à nossa imagem[A palavra "Deus" inclui o Espírito Santo. Cristo é Filho de Deus, mas gerado pelo Espírito. (Mat. 1:20; Luc. 1:35). Na Criação estavam os Três juntamente reunidos num só propósito de criar (Gên. 1:1-2; João 1:3)] (História da Redenção págs.. 20 e 21).
 
Amplamente respondido na mesma pergunta que foi feita sob o nº 26 (clique aqui:).


Pergunta nº 30: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como ensina a doutrina da Trindade, por que Ellen White disse que Cristo era o único igual ao Pai? O Espírito Santo sendo um dos membros da trindade, não teria que ser igual ao Pai também?
 
"Pouco a pouco, Lúcifer veio favorecer o desejo de auto-exaltação. Por causa da exaltação de Cristo, o único igual ao Pai, ele permitiu surgir ciúmes em seu coração. (The Signs of the Times, 23 de julho de 1902).
 
Cristo não foi chamado o "único Senhor"? (1Cor. 8:6). E no entanto, o Pai também é o "único Senhor" (Isa. 64:8), e o Espírito Santo também é Senhor (1Cor. 3:17,18). E se quiser saber, o Espírito é o único igual ao Pai, porque, não só "Deus (o Pai) é Espírito" (João 4:24), como também Cristo possui a natureza humana, o que não aconteceu com Ambos. Portanto, os Três são iguais, e únicos em todo o Universo.
 
Entretanto, vale lembrar que Ellen White fez uma compara-ção no contexto dos anjos. Cristo, o Arcanjo Miguel, era o único dentre os anjos, que era "igual ao Pai". Mas no nível da Divindade, não há dúvida de que o Espírito Santo também partilha da mesma igualdade.

Pergunta nº 31: Se o Espírito Santo é Deus e uma das pessoas da Trindade, por que não participou do plano de criar o homem?
 
"Deus,[Eloim – Gên. 1:1,2: Pai e Espírito] em deliberação com seu Filho [João 1:1-3], formou o plano de criar o homem à própria imagem deles." (Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874).
 
Nota: É interessante notar que Ellen White não afirma ter sido o homem criado à imagem de três pessoas, mas de apenas duas: o Pai e o Filho.
 
Perguntas iguais: 26 = 29 = 31 = 40. Ver Resposta à Pergunta 26, especialmente.


Pergunta nº 32: A Doutrina da Trindade afirma que Cristo é o próprio Deus. Se isso realmente é verdade, por que Ellen White, ao invés de dizer que no Céu Cristo era o próprio Deus, disse que ele era o Príncipe do Céu, e o Filho de Deus?
 
"Lúcifer recusou aceitar a Cristo como o Príncipe do céu, seu Soberano e Líder. Ele recusou reconhecer a supremacia do Filho de Deus. A controvérsia entre o Príncipe da vida e o príncipe das trevas foi longa e feroz." (Review and Herald, 12 de março de 1901).
 
 Pergunta já respondida, igual à de nº 14 e 24.


Pergunta nº 33: Segundo o Livro de Apocalipse, os 144 mil terão em suas frontes dois nomes, o nome do Cordeiro e o nome de Seu Pai. Por que não terão o nome do Espírito Santo, já que segundo crêem os trinitarianos ele é Deus, em igualdade com o Pai e com o Filho?
 
“Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.” (Apocalipse 14:1).
 
Haverá apenas dois nomes nas frontes dos 144 mil:
 
·     O nome do Cordeiro, que é Jesus ou Yeshua (em hebraico);
 
· O nome do Seu Pai, que é Jeová ou Yahweh (em hebraico).
 
Qual é o "nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?" (Mat. 28:19 – ver autenticidade desta passagem na Resposta à Pergunta 21).

O nome (singular) deles é "YHWH" ou JEOVÁ. Se Eles são um, são iguais, têm um só nome que os define de modo exclusivo, como "o Eterno", que é o significado de JEOVÁ.
 
1) O nome de Deus o Pai é JEOVÁ, vertido como SENHOR (letras garrafais, na tradução Almeida Atualizada): Deut. 6:4; Isa. 64:8.
 
2) O nome de Jesus é JEOVÁ: comparar Sal. 23:1 com João 10:11; Isa. 40:3 com Mat. 3:3; Deut. 10:17 com Apo. 17:14.
 
3) O nome do Espírito Santo é JEOVÁ: comparar Isa. 6:6-10 com Atos 28:25-27, onde o SENHOR (JEOVÁ) que fala em Isaías é reconhecido como sendo o Espírito Santo pelo apóstolo Paulo.
 
Já pensou na possibilidade de se surpreender com o pouco que sabemos de Deus e do Espírito Santo?
 
Pois bem: Quem é o Agente que nos sela? Quem selará as frontes dos 144.000? Será o próprio Espírito Santo, como sempre fez, faz e fará (Efés. 1:13; 4:30). Portanto o Selamento está diretamente relacionado com o Espírito Santo. Seu nome também estará na fronte dos assinalados, porque o nome de Deus e do Cordeiro é o mesmo do Espírito Santo.
 

Pergunta nº 34: Segundo o entendimento dos trinitarianos, quando a Bíblia usa o termo: "Espírito de Deus", ela está se referindo ao “Deus Espírito Santo”, a "terceira pessoa da Trindade". Se esse raciocínio é verdadeiro, então, quando a Bíblia usa o termo: "Espírito de Jesus", ela está se referindo a quem? Seria uma quarta pessoa da Divindade?
 
Isto não é um raciocínio; é uma revelação. O Espírito Santo pertence a Deus ("o Teu Espírito Santo" – Sal. 51:11), e é chamado Espírito de Deus (Rom. 8:9); o Espírito Santo também pertence a Cristo, e é chamado Espírito de Cristo (Rom. 8:9), ou Espírito de Jesus (Atos 16:7), e tudo o que é de Um é do Outro, pois disse o mesmo Cristo: "Tudo quanto  o Pai tem é Meu". (João 16:15). "Ora, todas as Minhas coisas são Tuas, e as Tuas coisas são Minhas" (João 17:10), orou Ele.
 
Já provamos acima, que os Três Seres participam da mesma natureza. Espírito de Deus ou Espírito de Cristo é o próprio Espírito Santo. Aliás, o próprio "Deus é Espírito" (João 4:24). Se Deus é Espírito, então, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são de mesma essência: são Espírito.
 
Esta é a revelação da Bíblia, sem as especulações humanas. Além disso, não há como desdobrar os mistérios divinos, porque a linguagem humana, com todas as limitações que lhe são tão próprias, é incapaz de explicar a Deus.
 
A própria palavra "espírito" (rûach, neshamah, ou pneuma) têm múltiplos significados. O vocabulário humano é muito limitado. A falta de reconhecimento desse fato ignora a própria causa de tantas discórdias sobre o assunto. Preferimos ficar apenas com o que está revelado, para não corrermos o risco do engano.


Pergunta nº 35: Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que Ellen White afirma que somente o Pai e o Filho devem ser exaltados? O “Deus Espírito Santo” não merece também ser exaltado?
 
“Não é aos homens que devemos exaltar e adorar; é a Deus, o único Deus verdadeiro e vivo, a quem são devidos nosso culto e reverência. ...Unicamente o Pai e o Filho devem ser exaltados.” (The Youth's Instructor, 7 de julho de 1898. - Filhos e Filhas de Deus, MM 1956, 21 de fevereiro, pág. 58).
 
No grande Plano da salvação, foi ordenado que isso fosse assim; é o próprio Espírito quem exalta a Cristo (João 16:14), e nos ajuda a fazer o mesmo: "O Espírito Santo habilitou os discípulos a exaltar unicamente ao Senhor (Jesus Cristo)" (Obreiros Evangélicos, 286:3).
 
Ora, aqui o Filho está sendo o único a ser exaltado, mas nada se diz da exaltação do Pai. Poderíamos dizer que Ele está excluído? Não; assim também não está excluído o Espírito Santo.
 
Veja a palavra "unicamente": Seria esta palavra completa-mente exclusiva, ou existe a possibilidade de não o ser? Confira na Resposta à Pergunta 38.

Pergunta nº 36: Se o Espírito Santo é Deus e uma das pessoas da Trindade, como crêem os trinitarianos, por que o próprio Cristo afirmou:Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) e não: Eu, o Pai e o Espírito Santo somos um?
 
Eu e o meu pai somos muito parecidos. Eu sou humano como ele, tenho todas as faculdades e atributos e potencialidades que ele tem. Ele tem o mesmo caráter que eu tenho, partilhamos do mesmo amor e temos um excelente relacionamento de pai para filho e vice-versa. Eu e o meu pai somos tão parecidos que somos praticamente iguais. Até pensamos da mesma forma, e temos as mesmas inclinações. Aliás, como diz o ditado, "tal pai, tal filho".
 
Estou falando de Adão, o meu pai original.
 
Bem, mas isso não significa que Eva não existe. O fato de eu ser um com Adão, não exclui a possibilidade da existência de Eva, a minha mãe, como pessoa. Mas quem é mais importante? Ambos têm a mesma importância, e, conseqüentemente, nenhum é mais importante do que o outro, porque são interdependentes: um não pode existir sem o outro. Adão não existe como pai, se não existir Eva como mãe.
 
Mas isso tudo é uma linguagem humana. Não vamos pensar que isso tudo acontece igualmente com Deus, porque isso é apenas uma pálida ilustração dada para entendermos melhor a existência de Deus Pai e Deus Filho, porque este Filho é filho noutro sentido. Ele é Filho de Deus apenas por título de ilustração do cargo ou posição que ocupa, porque Ele não é filho por filiação natural, porque Jesus Cristo não nasceu do Pai, como se tivesse Se originado do Pai. Ele é Filho porque tem a mesma natureza do Pai, sendo igual a Deus (João 5:18), de natureza eterna e portanto incriada, não originada, não gerada, chamado não somente "Pai",  como também "Pai da eternidade" (Isa. 9:6).
 
Mas uma coisa é real: O fato de eu ser um com o meu pai Adão não exclui a pessoa de Eva; o fato de Cristo ser Um com o Pai não exclui a existência da pessoa do Espírito Santo, com quem partilham Ambos da mesma igualdade e comunhão (2Cor. 13: 14).
 
Cristo é Filho (Luc. 1:35), é Pai (Isa. 9:6; João 14:18; Heb. 2:13) e é Irmão (Heb. 2:11). Em títulos adquiridos, não por geração.
 
Apenas acrescente o fato de que o contexto (João 10: 29-39) exige que nos limitemos ao tema da controvérsia de Cristo com os líderes judaicos, que não incluía a Pessoa do Espírito Santo, senão somente ao Pai. Os judeus queriam apedrejá-lO porque Jesus Se fazia igual a Deus: "Sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo." (João 10:33). A igualdade e unidade de Cristo com o Espírito Santo não passava pela mente dos líderes judaicos, que nem O conheciam (João 14:17). Por que Cristo deveria levantar outra polêmica, se eles ainda nem aceitavam a relação divina dEle com o Pai?
 
Esta pergunta é igual à de nº 8, já respondida. Se quiser voltar, para ler outros aspectos desta verdade, clique aqui.
 

Pergunta nº 37: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que o Pai consultou apenas o Filho, com respeito à criação do homem? O "Deus Espírito Santo" não merece ser consultado?
 
"O Pai consultou Seu Filho com respeito à imediata execução de Seu propósito de fazer o homem para habitar a Terra. Colocaria o homem sob prova a fim de testar sua lealdade, antes que ele pudesse ser posto eternamente fora de perigo. (História da Redenção, pág. 19).
 
Logo abaixo, na mesma página e no mesmo parágrafo do livro acima citado, lemos: "Deus considerava conveniente" provar ao homem. Ao Se referir a "Deus", Ellen White inclui o Espírito Santo, conforme é o ensino dos trinitarianos. Portanto, a simples falta de citar o Espírito Santo não é prova de que Ele não estivesse lá no Concílio celeste, sendo consultado, mas não revelado. "As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre." (Deut. 29:29).
 
A revelação do Espírito Santo é um mistério avisado pela própria escritora Ellen White: "A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura (e/ou do Espírito de Profecia) e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro". (Atos dos Apóstolos, 52).


Pergunta nº 38: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que Ellen White afirmou que o Pai tinha apenas um companheiro em Sua obra de beneficência, e que esse companheiro era o único que podia penetrar em todos os seus conselhos e propósitos?
 
“O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um companheiro - um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. 'No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.’ João 1:1 e 2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um em natureza, caráter, propósito - o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34).   
 
Nota: É importante notar que, Ellen White afirma ser Cristo, o único capaz de penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.
 
Vejamos como o dicionário Michaelis define o adjetivo único:
 
ú.ni.co - adj. Que é um só; que não tem igual em sua espécie ou gênero.
 
Nota: Levando-se em conta que o dicionário define  o vocábulo "único", como sendo um só, teria Ellen White esquecido de mencionar a "terceira pessoa da trindade", ao afirmar que Cristo era o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus?  
 
 
Não, Ellen White não esqueceu. Veja, por exemplo isto: "Unicamente o Espírito de adoção (o Espírito Santo) nos pode revelar as coisas profundas de Deus, as quais "o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem". "Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus." I Cor. 2:9 e 10." (Desejado de Todas as Nações, 412:4).
 
É claro que o Espírito Santo não foi esquecido! E Ellen White também disse que Ele é o único capaz de revelar as coisas profundas de Deus, porque Ele penetra "ainda as profundezas de Deus". Ninguém mais. Então, Cristo é o único e o Espírito Santo é o único, e ambos são os únicos a penetrar nos mistérios de Deus.
 
Entretanto, precisamos lembrar que certas palavras tem que ser estudadas cuidadosamente, a fim de podermos captar o contexto do autor. Palavras como "todos", "tudo", "sempre", "único", "unicamente", "todo o mundo", "ninguém", etc, estão inclusas nesse fato.
 
Por exemplo: "O Espírito Santo habilitou os discípulos a exaltar unicamente ao Senhor (Jesus)." (Obreiros Evangélicos, 286:3). Ora, se eles só podiam enaltecer ao Senhor, "unicamente" a Jesus Cristo, poderíamos concluir dessa declaração que os discípulos não podiam exaltar a ninguém mais? Como é que lemos que os discípulos também exaltavam a Deus o Pai? (Atos 2:47). O próprio Cristo ensinou que deveríamos dar "glória a Deus" (Luc. 17:18).
 
Logo, deveríamos cuidar ao lermos as palavras "único", "unicamente", "tudo". Exemplo: "Tudo o que pedirdes em Meu nome, isso farei." – João 14:13. Você já pediu alguma coisa em que não foi atendido? Mas como disse Jesus Cristo: "Tudo..."? Ele sabia de todas as coisas, inclusive que a palavra "tudo" inclui a todas as coisas, mas Ele usou uma linguagem humana, que tem as suas sutilezas... Assim também acontece nos escritos de E.G.White, sem precisar se esquecer da 3ª Pessoa da Trindade!
 
Diz ainda Ellen White: "O Espírito de verdade é o único Mestre eficaz da verdade divina." (Caminho a Cristo, p. 91). Mas Jesus ainda é o Mestre por excelência (Fundamentos da Educação Cristã, p. 361): "Cristo, era ... o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34). Mas o Espírito Santo também era o único: "Unicamente o Espírito de adoção ... o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus." I Cor. 2:9 e 10. " (Desejado de Todas as Nações, p. 412:4).
 
Ou podemos ler na Bíblia: "O Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Deut. 6:4), mas também Jesus Cristo é o único Senhor: "Há... um só Senhor, Jesus Cristo" (1Cor. 8:6). Mas, não esquecemos ninguém? Porque também o Espírito Santo é Senhor! (2Cor. 3:17-18). E onde fica a palavra "único" do Dicionário Michaelis, tão citado para que sejamos esclarecidos?
 
E por falar em esquecimento, E.G.White refere-se à 3ª Pessoa da Trindade em 5.889 vezes, nos 66 livros dos seus escritos, editados pela Casa Publicadora Brasileira, em Português, sem mencionar as cartas, os manuscritos, ou os artigos em Inglês!


Pergunta nº 39: Segundo os defensores da Doutrina da Trindade, quando a Bíblia usa a expressão “Espírito de Deus”, está se referindo ao "Deus Espírito Santo", a "terceira pessoa da Trindade". Se isso é verdade, como entender então o que o apóstolo João escreveu em Apocalipse 4:5, onde há a afirmação de que Deus possui sete espíritos que são enviados por toda a terra?
 
“Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus” (Apocalipse 4:5).
 
“Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.” (Apocalipse 5:6).
 
Se aplicarmos aos textos acima o ensinamento trinitariano, teremos então que aceitar os textos como referindo-se a sete pessoas distintas do Pai e do Filho. Deus, então, não seria uma "unidade de três pessoas co-eternas", mas sim, de nove pessoas.
 
O número 7 é reconhecidamente entre todos os estudiosos do Apocalipse como um símbolo da perfeição. O fogo é símbolo de Deus (Êxo. 3:2) e do Espírito Santo (Mat. 3:11), porque o fogo aquece, ilumina e transforma, o que são obras de Deus. "Os 7 Espírito de Deus", portanto, são um símbolo da perfeita obra do Espírito Santo.
 
O Cordeiro (Jesus Cristo) tinha "7 chifres", símbolo do Seu perfeito poder; Ele também tinha "7 olhos", símbolo de Sua perfeita visão, e os "7 Espíritos de Deus" são igualmente símbolos do Espírito Santo agindo no mundo com a plenitude do Seu poder, em unidade com Jesus Cristo o Cordeiro de Deus.
 
Portanto, temos apenas 3 Pessoas: o Pai, no trono, o Filho crucificado (Cordeiro que foi morto), e o Espírito Santo simbolizado. Nada de 9 pessoas. Como é sábia a coerência! Como é bom ter o colírio do Espírito Santo para ver com os "7 olhos" as verdades espirituais!  

 

Pergunta nº 40: Se o Espírito Santo é Deus e a terceira pessoa da Trindade, por que Ellen White afirma que apenas o Pai e o Filho participaram na criação dos seres celestiais?
 
"O Pai operou por Seu Filho na criação de todos os seres celestiais.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34).
 
Mesmas perguntas: 26 = 29 = 31 = 40. Ler a resposta na pergunta de número 26, preferencialmente.


Pergunta nº 41: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas; "Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo", por que Ellen White afirma que os cânticos celestiais eram em honra a Deus (o Pai) e Seu amado Filho? O "Deus Espírito Santo" não merece que sejam entoados cânticos em sua honra?
 
"A hora dos alegres e felizes cânticos de louvor a Deus e Seu amado Filho chegara. Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então todo o exército angelical havia-se unido a ele, e gloriosos acordes musicais haviam ressoado através do Céu em honra a Deus e Seu amado Filho." (História da Redenção, pág. 25).
 
Pergunta igual a de nº 17. Veja lá a Resposta, clicando aqui.


Pergunta nº 42: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como explicar a ausência do “Deus Espírito Santo” nesta citação de Ellen White apresentada abaixo?
 
"O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a glória de Ser eterno, existente por Si mesmo, rodeava a ambos.” (Patriarcas e Profetas, pág. 36).
 
Vale lembrar que ambos, segundo o Dicionário Michaelis, significa dois e não três: "am.bos: Um e outro, os dois. Os dois de quem se fala; eles dois".
 
Vamos nos lembrar que Ellen White não se comprometeu a revelar tudo o que existe sobre o Espírito Santo, conforme ela mesma disse em Atos dos Apóstolos, p. 52:1: "A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou." Ora, se o Senhor não lhe revelou, é por que deve ter tido os Seus motivos.
 
Mas se não revelou, pelo menos advertiu do perigo de especular: "Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura (e/ou do Espírito de Profecia) e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro."  (AA, p. 52:1).
 
Mas se alguém estiver em dúvida sobre a glória do Espírito Santo no trono, basta ler apenas Isaías 6:1-8, onde lemos sobre o fato de que lá se viu a glória do Pai, a glória do Filho que foi contemplada pelo profeta Isaías (João 12:41), e lá foi vista também a glória do Espírito Santo, já que Ele mesmo estava falando as palavras ao profeta (Atos 28:25-27: "Bem falou o Espírito Santo ...". Se Ele falou, Ele estava lá, não acha?). Portanto, a glória de Jeová estava rodeando ao igualmente Espírito Santo.

Pergunta nº 43: Se Cristo é o Deus eterno, como afirma a doutrina da Trindade, por que Ele afirmou que a Sua vida foi concedida pelo Pai?
 
“Por que assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26).
 
A passagem está falando da parte humana de Cristo. Em sua natureza divina, Ele é existente por Si mesmo (João 1:1,4).
 
O apóstolo João disse de Cristo: "NEle estava a vida" (João 1:4). Cristo disse: "Eu sou a Ressurreição e a Vida" (João 11:25). "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (João 14:6). E quando Cristo falava as palavras "Eu sou", Ele reivindicava o nome de YHWH ou Jeová, o grande "EU SOU O QUE SOU" que é o nome de Deus em Êxo. 3:14, ou seja, o Eterno, existente por Si mesmo, o qual ninguém mais pode requerer, porque ninguém mais pode com razão dizer "Eu sou" no sentido restrito, exato, porque depois de poucos minutos já não será mais.
 
Ellen White disse: "Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada. 'Quem tem o Filho tem a vida.' (1 João 5:12). A Divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para o crente. (O Desejado de Todas as Nações, p. 530:4)". Portanto, Cristo é a Fonte da vida, assim como Deus é.
 
Entretanto, quando Ele fala nos termos de dependência do Pai, como estando a receber dEle, fala em termos de Sua humanidade. Como Filho encarnado, despojou-Se a Si Mesmo, "a Si Mesmo Se esvaziou". (Fil. 2:7). Portanto, tudo que Ele recebe do Pai, recebe como Homem que conquistou a vitória e fez por merecer tudo o que recebeu de Deus o Pai. Como Homem, Ele recebe um nome (Fil.. 2:9), recebe glória (Fil. 2:10), recebe filhos (João 6:37,39; Heb. 2:13), recebeu o Julgamento (João 5:22,27), a vida (João 5:26), recebe tudo (Mat. 11:27).
 
Mas como Deus que é, como Ser divino, Jesus Cristo não recebe nada, pois já é suficiente por Si Mesmo e partilha da "plenitude da Divindade" (Col. 2:9). Tanto é que como "Filho do Homem", e portanto como "Homem", Ele foi constituído pelo Pai como "Herdeiro de todas as coisas" (Heb. 1:2). Como "Filho de Deus", e portanto "igual a Deus" (João 5:18), Cristo é Dono de todas as coisas, Criador do Universo (Heb. 1:2, João 1:3).

Pergunta nº 44: Se Cristo é um dos membros da trindade, estando no mesmo nível hierárquico do Deus Pai, e do “Deus Espírito Santo”, por que a Bíblia afirma que após o encerramento do grande conflito, Cristo se sujeitará ao Pai?
 
"Por que todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (I Coríntios 15:27-28).
 
Os trinitarianos não ensinam a ausência de hierarquia, como já foi explicado na Pergunta 2. Mas há revelada uma hierarquia dentro da Economia da Redenção (1Cor. 11:3); "E, então, virá o fim, quando Ele (Cristo) entregar o reino ao Deus e Pai" (1Cor. 15:24). O reino entregue não é o reino da Divindade co-igual, mas o reino mediatório. O reino divino "não terá fim" (Luc. 1:33, Isa. 9:7; Dan. 2:44). Mas o reino da graça (Heb. 4:16) terá um fim e se completará quando o ato redentivo tiver alcançado o seu objetivo final. Então, o que realmente acontecerá?
 
O termo "Filho" (1Cor. 15:28) é aplicado ao Senhor Jesus com referência à Sua natureza humana, Sua encarnação pelo Espírito Santo, e Sua ressurreição dos mortos (Rom. 1:4). A passagem se refere a este ato de sujeição. Isto não significa que a Segunda Pessoa da Trindade, como tal, devesse Se submeter à Primeira.
 
Mas, pelo contrário, isto significa que o Filho, o Mediador, o Homem que foi nascido, viveu, morreu e foi ressuscitado dentre os mortos, e a Quem este amplo domínio tinha sido dado, deveria resignar este domínio, e que o governo deveria ser reassumido pela Divindade como Deus. Como Homem, Ele cessará de exercer qualquer domínio distinto.
 
Isto não significa, evidentemente que a união da natureza humana e divina serão dissolvidas; nem que importantes propósitos não possam ser cumpridos pela união eterna e continuada das duas naturezas; nem que o brilho das perfeições divinas possa ser ofuscado em alguma gloriosa maneira através do Homem Jesus Cristo; mas que o propósito do governo não mais será exercido desta maneira; o reino mediatório, como tal, não mais continuará, e o poder será exercido por Deus como Deus.
 
Os redimidos ainda adorarão seu Redentor como Deus encarnado, e viverão sob a lembrança eterna de Sua obra e de Suas perfeições (Apo. 1:5-6; 5:12; 11:15); mas não como exercendo o poder especial que Ele agora tem, e que foi necessitado para efetuar a sua redenção.
 
O apóstolo completa desse modo: "para que Deus seja tudo em todos". Pela palavra "Deus", como revelada na Bíblia, (como pensam igualmente os eruditos Whitby, Hammond, Barnes, Gill) que freqüentemente se refere ao Pai, como no v. 24, aqui num contexto mais amplo, como mais amplo é o próprio reino que passa de messiânico para Governo Universal eterno, a palavra "Deus" envolve a própria Divindade que Se revela em Três Pessoas, ou seja Deus essencialmente considerado. Para que Deus possa ser Supremo; para que a Divindade, a própria Trindade possa governar; e para que isso possa ser visto: que Ele (Deus), consistindo de Três Pessoas sem distinção de qualquer espécie, é Soberano sobre todo o Universo, sempre e eternamente. Co-eternos e co-iguais, sem nenhuma hierarquia entre Eles.
 
Vale lembrar, entretanto, apesar de tudo o que já foi dito em defesa de uma igualdade eterna das Pessoas da Divindade, que hierarquia e organização não se confundem com inferioridade de natureza e poder intrínseco e essencial. Leia mais na Pergunta 2, sobre essa confusão. Clique aqui.

Pergunta nº 45: Segundo a Doutrina da Trindade, o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus. Se isso é verdade, por que Cristo disse que o Espírito da verdade procede do Pai?
 
“Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim.” (João 15:26).
O termo “procede” encontrado neste verso é a tradução do termo grego “ekporeúomai”, que significa: “vir de dentro”.

Se vem de dentro do Pai é porque pertence ao Pai.
 
Historicamente, o assunto da Processão do Espírito Santo tem sido muito debatido desde os tempos primitivos da Igreja e especialmente na Idade Média, e mais precisamente no séc. XI, como objeto da mais amarga e prolongada controvérsia entre as igrejas do Oriente e Ocidente.
 
"Se o Espírito Santo procede somente do Pai, ou também do Filho, é tema que tem servido de fonte de polêmicas, excomu-nhões e heresias. Foi o que ocorreu com a expressão 'filioque' do credo: 'o Espírito Santo procede do Pai e do Filho', que provocou a separação entre a cristandade oriental e a ocidental.” (art. "Espírito Santo (religião)", Enciclopédia® Microsoft® Encarta 99. © 1993-1998 Microsoft Corporation)".  
 
Tudo por conta de apenas um só texto (João 15:26) que não ensina isso. E apesar de nos mandar a exegese que não criássemos doutrina alguma baseada num só texto da Bíblia. Disse o Dr. Loraine Boettner: "Certamente, a evidência para a doutrina é demasiado escassa e seu significado demasiado obscuro para justificar um amargo sentimento e uma divisão eclesiástica que tem resultado disso." (Studies of Theology, Grand Rapids, Eerdmans, 1947, p. 124).
 
Jesus Cristo é Deus eterno (João 1:1; 1João 5:20; Isa. 9:6); o Espírito Santo é Deus (Atos 5:3-4,) e é eterno (Heb. 9:14). Ora, se tanto o Filho como o Espírito Santo são eternos, não podem ter Se originado de nenhum outro ser, mas têm vida em Si mesmos.
 
Mas vamos considerar a palavra grega em pauta, e citemos apenas uma outra ocorrência: Em Mar. 7:23, a palavra ἐκπορεύεται ("ekporeúetai") foi traduzida como "vêm" (Versão Atualizada), ou "procedem" (Versão Almeida Antiga). Mas o sentido estaria incompleto se não fosse a palavra grega "ésõthen" que significa "de dentro". Ora, se "ekporeúetai" significasse "vir de dentro", então a palavra "ésõthen" não teria sido usada necessariamente, ou acrescentada; o significado já estaria completo, não faria parte do texto; pelo contrário seria natural o uso de "ekporeúetai", o que denota, pela lógica e pela significação lingüística que ela não possui a conotação atribuída no questionário.
 
Veja na figura abaixo a confirmação da tradução literal interlinear "The Englishman's Greek NT" (Zondervan), sobre Mar. 7:23, que verte "ésõthen" como "de dentro" ("from within", em Inglês), e ''ekporeúetai" como "partir de" ("goes forth", em Inglês), o que indica que a palavra '''ekporeúetai" não está completa sem "ésõthen", que significa "de dentro" ("from within"), e que falta em João 15:26 – nos dois retângulos, respectivamente):


 
                                        
 
A expressão grega - ἐκπορεύεται, ('ekporeúetai), da qual se traduziu proceder, se originou de duas palavras gregas: " 'ek", que é a preposição "de", indicando origem; e "poreúetai", que tem vários significados: ir, vir, partir, ser descartado, viajar, proceder, "de fora", mas nunca "vir de dentro". (Ver Strong's Hebrew and Greek Dictionaries, G1607).
 
Portanto, a palavra do original grego "ekporeúetai" também pode ser traduzida como "partir de", o que de fato ocorreu com o Espírito Santo: Ele partiu do Pai. Aliás, a palavra para`, ("pará") que antecede "ekporeúetai" significa "do lado de"). A tradução correta portanto não é: "procede de dentro do Pai", como se Cristo estivesse ensinando a origem do Espírito Santo; mas conforme o dicionarista Strong, a tradução mais literal que não dá margem para especulações, é: o Espírito Santo "parte (vem) do lado do Pai". (Strong's Hebrew and Greek Dictionaries, G1607.) E este é o contexto de João 14-16, que afirma que o Espírito Santo é o Enviado do Pai (João 14:26), e do Filho (João 15:26).
 
Veja na figura abaixo a confirmação da mesma tradução literal interlinear, sobre João 15:26, que verte 'ekporeúetai como "partir de" ("goes forth"), e que não tem nenhuma indicação para se traduzi-la "de dentro" porque falta a palavra "ésõthen", como, pelo contrário, acontece em Mar. 7:23. Observe no retângulo:


 

Pergunta nº 46: Se Ellen White foi trinitariana, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que não encontramos uma única vez em seus escritos a palavra Trindade (Trinity em inglês)? Não seria natural Ellen White usar esta palavra, se realmente acreditasse na Trindade?
 
Nota: A palavra usada por Ellen White foi "Godhead" que se traduz por "Divindade" e não por Trindade. A tradução para Trindade é usada de forma tendenciosa, para favorecer o entendimento de que Ellen White cria na trindade.
 
Ellen White não precisava usar linguagem teológica, já que não era teóloga, mas usou linguagem direta. Não encontramos expressões como "Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo". Mas embora não tivesse usado tais palavras ou mesmo a palavra "trindade", este ensino é encontrado em seus escritos.
 
Certamente, o apóstolo João cria na doutrina do Milênio (Apo. 20). Entretanto, ele nunca escreveu essa palavra. Para os sistemáticos e perfeccionistas, não seria "natural" o apóstolo usar a palavra grega para "Milênio" correspondentemente?
 
Se Ellen White não cria na Trindade, por que falou em Três poderes, Pai, Filho e Espírito Santo? "Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Special Testimonies, Série B, nº 7, pág. 51, 1905);
 
"Os eternos dignitários celestes – Deus, Cristo e o Espírito Santo – munindo-os (aos discípulos) de energia sobre-humana... " (Manuscrito 145, 1901);
 
"A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si Mesmos ao estabelecerem o plano da Redenção." (Conselhos sobre Saúde, 222:3)
 
"O Espírito Santo era o mais alto dos dons... Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo". (Desire of Ages, 671, onde se lê "Godhead"; O Desejado de Todas as Nações, 671: 3, onde se traduz "Trindade"). Ora, se o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Divindade, isso não significa Trindade?
 
Portanto, a palavra Trindade não foi colocada tendenciosa-mente, mas coerentemente, conforme os claros ensinos como acima expostos. Não precisamos convencer a ninguém de que Ellen White cria na Trindade. Basta ler os seus escritos.
 


Pergunta nº 47: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que Cristo afirma que devemos orar apenas ao Pai?
 
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém! (Mateus 6:9-13).
 
Nota: Se você ora unicamente ao Pai e pede que o atenda em nome de Jesus, como seu mediador, é por que, na prática, não crê na Doutrina da Trindade!
 
Cristo ensinou que devemos nos dirigir ao Pai (Mat. 6:9), em Nome de Jesus, (João 14:13-14) e assistidos pelo Espírito Santo, que seria enviado e Se uniria a nós em nossas orações, "... porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós" (Rom. 8:26). "E porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito do Seu Filho, que clama: Aba, Pai!" (Gál. 4:6). Portanto, na oração, estão envolvidos os Três maiores Poderes do Universo: O Pai a quem oramos, o Filho em nome de quem oramos, e o Espírito Santo que intercede por nós a fim de que sejam aceitáveis as nossas orações; e é pelo mesmo Espírito que somos habilitados a orar, sem o Qual ninguém pode sequer orar ao Pai: "... orando no (pelo, através do) Espírito Santo (Judas v. 20; Efés. 6:18).
 
Este é o ensino sobre a Oração. Mas, se Cristo é Deus, nada impede que oremos a Ele também, como aconteceu com Pedro, que orou: "Salva-me, Senhor!" (Mat. 14:30), dirigindo-se a Cristo.
 
O mesmo pode ser dito do Espírito Santo. Disse o profeta Isaías: "Clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-me aqui (Isa. 58:9)" A quem se refere a palavra SENHOR? A palavra se refere ao nome da Trindade (Jeová), que pode ser aplicado aos seus Três Membros (Clique aqui para ver a prova bíblica disso). No entanto, como é ensinado na Bíblia, tanto o Pai (Deut. 6:4), como o Filho (1Cor. 8:6), e também o Espírito Santo (1Cor. 3:18) estão incluídos no título de Senhor. Portanto, você pode orar igualmente ao Espírito Santo.
 
A palavra "apenas", da pergunta, foi um acréscimo que não consta do ensino de Jesus. Ele jamais ensinou que só podemos orar a Deus o Pai, única e exclusivamente.
 
Mas quanto à crença de Jesus na Trindade, no  mesmo ponto em que nos ensina a orar em Seu nome (João 14:14), diz que rogaria a Deus o Pai, sendo Ele o Filho, para que Aquele enviasse o Espírito Santo (João 14:16). Nada mais claro dos Seus ensinos.

 Mais diretamente mostra-nos Jesus Sua crença na Trindade quando nos ensina a batizar "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", em Mat. 28:19, um texto cuja legitimidade foi sobejamente comprovada na Pergunta de nº 21. Clique aqui.


Pergunta nº 48: A Doutrina da Trindade ensina que o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus. Se isso realmente é verdade, por que Adão e Eva, juntamente com os pássaros, entoavam cânticos em ações de graças ao Pai e ao Filho somente?
 
"Os ditosos pássaros esvoaçavam ao seu redor, sem temor; e, ao ascenderem seus alegres cantos em louvor ao Criador, Adão e Eva uniam-se a eles em ações de graças ao Pai e ao Filho." (Patriarcas e Profetas, pág. 50).
 
Nota: Se Deus realmente fosse uma unidade de três pessoas, nada justificaria apenas duas pessoas receberem cânticos de ações de graças.

Se Ellen White não disse, é apenas uma questão  de não ter sido instruída a dizer, mas é o que lemos no Sal. 104: "Junto delas habitam as aves dos céus; dentre a ramagem fazem ouvir o seu canto... Envias o Teu Espírito, eles são criados" (v. 12, 30). O Espírito Santo estava lá ouvindo o louvor dos pássaros e de Adão e Eva também. Afinal é igualmente o Criador dos pássaros, do homem e de tudo o mais (Sal. 104:30), juntamente com Cristo (João 1:3).
 
Nada justificaria que Ele não recebesse louvor igual, embora alguém possa enfatizar as duas Pessoas, sem se referir ao Espírito Santo, naquele contexto, mas noutros contextos falar abundante-mente dEle o que naturalmente Ellen White fez em 66 livros, por 5.889 vezes.]


Pergunta nº 49: O Manual da IASD afirma que; “Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas co-eternas.” Se isso é verdade, por que Ellen White, ao comentar sobre a unidade que existe entre Cristo e o Pai, utiliza Provérbios 8, onde o sábio Salomão afirma que quando Deus compunha os fundamentos da Terra, Cristo era Seu aluno? Como poderia Cristo sendo o próprio Deus, ser aluno de Deus?
 
"Cristo declarou por intermédio de Salomão: "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos e antes de Suas obras mais antigas. Desde a eternidade, fui ungida [a Sabedoria]; desde o princípio, antes do começo da Terra. ... Quando punha ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o Seu mando; quando compunha os fundamentos da Terra, então, Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo. Prov. 8:22, 23, 29 e 30. -Signs of the Times, 29 de agosto de 1900 (A Verdade Sobre os Anjos, págs. 23 e 24).
 
Ellen White usou a versão King James que contém a palavra "brought up"; jamais "pupil" (aluno), e citou Prov. 8:30, coerente-mente com os eruditos que traduzem o significado da palavra hebraicaאמן "amôn" como artista, arquiteto, artífice, conforme o Dicionário de Hebraico de J. Strong. A mesma palavra hebraica ocorre no livro de Cantares do próprio Salomão (7:1), traduzida como "artista". "Aluno" é um problema da versão Almeida antiga.
 
A versão Almeida antiga também traduz nesse texto (Cant. 7:1) a palavra como "artista", embora traduziu-a como "aluno" em Prov. 8:30. A coerência indica para Prov. 8:30 a tradução como Arquiteto. Com efeito, Cristo foi o grande Artista e Arquiteto da Criação (João 1:3; Col. 1:16; Heb. 1:2).
 
Paulo também usou a versão de que dispunha na época, a Septuaginta (LXX), e tolerou os problemas dela, e em suas citações há alguma diferença do original hebraico, mas isso não altera o sentido das verdades que ele quis enfatizar. Ellen White jamais ensinou que Cristo é inferior ao Pai, como diz-se que ela disse o que não disse.
 


Pergunta nº 50: A Doutrina da Trindade afirma que Cristo é o Deus Eterno. Como então harmonizar esse ensinamento, com o que Ellen White escreveu no texto abaixo?
 
O grande Criador reuniu os seres celestiais para poder, na presença de todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. Este estava sentado no trono com o Pai, com a multidão celestial de santos anjos reunida à volta. Então o Pai fez saber que Ele próprio ordenara que Cristo, Seu Filho, fosse igual a Ele, de modo que, onde o Filho estivesse, estaria a Sua própria presença. A palavra do Filho deveria ser obedecida tão prontamente quanto a do Pai. O Filho fora investido de autoridade para comandar o exército celestial. Deveria Ele agir especialmente em união com o Pai no projeto de criação da Terra. ... Cristo era reconhecido como Soberano do Céu com poder e autoridade iguais aos do próprio Deus.” (The Espirity of Prophecy, vol. 1, págs. 17 e 18 - A Verdade Sobre os Anjos, págs. 32 e 33).
 
Diante das afirmações de Ellen White, contidas no texto acima, surgem os seguintes questionamentos:
 
a) Como poderia Cristo receber do Pai honras especiais se, de acordo com a Doutrina da Trindade, Ele é o próprio Deus?
 
Cristo pode receber honras especiais do Pai, desde que sejam duas pessoas distintas, como é o caso, e não "o próprio Deus", como se Cristo fosse "o próprio Pai", mas "propriamente Deus", no Qual "habita corporalmente toda a Plenitude da Divindade" (Col. 2:9).
 
A doutrina da Trindade não ensina que Cristo é "o próprio Deus", no sentido de mesma pessoa, mas que Ele "é Deus manifestado em carne" (Loraine Boettner, Studies in Theology, pág. 181); ou seja, que Ele possui a mesma natureza eterna, o que é muito diferente.   
 
Quanto às honras, o Filho glorifica o Pai e o Pai ao Filho (João 17:3-4). Nada mais justo. A vontade de dar o Pai honras a quem de direito é uma escolha Sua, não acha? Afinal, Ele glorifica a quem quer, e até "tem misericórdia de quem quer e endurece a quem Lhe apraz" (Rom. 9:18).
 
b) Se Cristo é o próprio Deus, como afirma a Doutrina da Trindade, por que então Ellen White escreveu que o Pai ordenou que Cristo, Seu Filho, fosse igual a Ele?
 
Segundo se pode ler do texto, Ellen White disse que o Pai estabeleceu a ordem, o mandato entre os anjos para que o Seu Filho fosse reconhecido como Seu igual, porque assim Ele sempre foi, mas houve um tempo em que os anjos não sabiam. A revelação de Deus é dada a seu tempo, parcimoniosamente.
 
c) Como Cristo poderia ser investido de poderes iguais aos do próprio Deus, já que, segundo a Doutrina da Trindade, Ele é o próprio Deus?
 
Cristo foi "investido de autoridade", não de "poderes iguais aos do próprio Deus" como imortalidade (inerente),  eternidade, onipotência, onipresença, onisciência, imutabilidade, etc., que são atributos incomunicáveis da Divindade.
 
Não há nenhum problema nisso, desde que o conceito errôneo de que "Ele é o próprio Deus" como Pessoa seja corrigido, o que não faz parte da Teologia da Trindade. A frase é tendenciosa, porque não condiz com o ensino da realidade de Deus.
 
Não é o que dizem os teólogos (Cristo "é Deus manifestado em carne" (Loraine Boettner, Studies in Theology, pág. 181);
 
Não é o que disse o Manual da Igreja, à pág. 9 e 10 ("Deus o Filho eterno,... verdadeiramente Deus");
 
Nem tampouco é o que diz o livro "Nisto Cremos", onde podemos ler: "Jesus Cristo é verdadeiramente Deus" (pág. 65:6.); é diferente de dizer que "Cristo é o próprio Deus", em pessoa, que faria de Cristo o único em pessoa como sendo Deus, ignorando o Pai ou identificando a ambos como a mesma pessoa, quando a doutrina ensina que as Três Pessoas compõem a Divindade que Se revela numa Trindade, e esta em uma triunidade.
 
Portanto, a tese sempre repetida deste questionário está fundada numa insinuação inverídica e tendenciosa, com o objetivo de desviar os incautos.
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